sexta-feira, 30 de maio de 2008

QUEM CASAR COM O PÊPÊDÃO? ESCOLHA A NOIVA DO REGIME (aqui ao lado)

ESFERAS DE CANTARIA, A MARCA DE UMA CANDIDATURA


(carregue sobre a imagem e veja nitidamente as esferas de cantaria que já lá não estão)

Não sei se os bogonautas-leitores ainda se recordam da imagem daquela candidatura à camara do Funchal que simulava um pontapé numa das esferas na Largo do Colégio, dizendo que era uma medida que ia tomar quando presidisse à Câmara. O gesto foi glosado, distorsido, caricaturado, virou marca de uma candidatura, com uma comunicação social sempre mesuras com o poder municipal. Pois essas esferas já lá não estão, e o que era caricatura tornou-se real.

CONCURSO: QUEM DEVE SER A NOIVA DO REGIME?


O bastaqsim lança hoje um concurso para saber quem é que os blogonautas acham que deve ser a noiva do sistema laranja, entre as várias forças que se têm oferecido ao PSD: o MPT, apesar de já gasta a sua credibilidade pela voracidade do sistema; CDS, o PCP ou outra força política. Participe no concurso com o seu voto.

O PSD ARRISCA-SE A SER ACUSADO DE BIGAMIA



Depois de ter despachado o MPT, sem apelo nem agravo, por já ter caducado o prazo de validade, uma vez prestado o serviço que tinha de prestar ao sistema, o PSD acena às duas forças políticas - ah ganda machão - e vai dando sorte sem se comprometer: ora dá sorte ao CDS; ora dá sorte ao PCP. Mas os ciúmes não hão-de tardar entre as duas forças políticas candidatas a serem as noivas do regime, CDS e PCP. Mas que o PSD corre riscos, lá isso corre. E pode ser obrigado a casar à vez com as duas [forças políticas] se ambas aparecerem grávidas de serviços prestados ao noivo!

LUTA CORPO A CORPO ENTRE CDS E PCP PARA VER QUEM FICA COM O LUGAR DO MPT



Com a morte política prematura do MPT, começou a luta entre o CDS e o PCP para ver quem lhe herda o lugar de oposição oficial do sistema. no caso da liberalização das viagens ambos disputam a primazia de serem o interlocutor privilegiado do regime laranja. Ele é propostas, ele é audiências, ele é votos de protesto feitas à medida. Que mais irão fazem, sem reservas nem pudor?

O GOVERNO SEM REI NEM ROQUE




No caso da liberalização das viagens, viu-se como o Governo do PSD está sem rei nem roque. Desparecidos para parte incerta. Até porque o rei já não governa, e o roque não sabe dançar.

EM DEMOCRACIA, OS ASSUNTOS SÃO VISTOS SEGUNDO DIFERENTES PERSPECTIVAS

Volta e meio é isto: não se deve partidarizar, não se deve politizar, não se deve fazer o aproveitamento político. Ora acontece que, em Democracia, assente no regime de partidos, o interesse público tem leituras diferentes: há os que acham, por exemplo, que o interesse nacional se defende melhor privatizando o ensino, a educação e a saúde; e há os que acham precisamente o contrário. E isso é politizar a questão. Se não se pode partidarizar a questão - sim, porque o PSD Madeira não partidariza a autonomia, as relações com o governo da república, a própria unidade da pátria, não, cá nada - aquilo é só visão de Estado - se não se pode partidarizar as tempestates, onde houve negligência, os combustíveis, em que o Governo nos leva coiro e cabelo, na liberalização onde houve trapalhada à Santa Lopes, o que é que se vai partidarizar? A escolha do treinador do Marítimo? Se calhar... A RTP-Madeira já abriu o telejornal, e não foi só uma vez, com a questão a ser abordada pelo líder do PSD. Como não há problemas na Região, acho bem.

ESTÁ CONFIRMADO: GOVERNO DO PSD-M SÓ NÃO ASSINOU A LEI DAS FINANÇAS REGIONAIS PORQUE SÓCRATES NÃO QUIS!



1. O Governo do PSD-M pediu a liberalização dos transportes aéreos;
2. Teve a liberalização dos Transportes áereos.
3. Assinou o acordo e disse que o caso era um acontecimento histórico, vangloriando-se;
4. Protesta contra a liberalização. Coerente, não é?

(Onde andam os comentadores? Nicolau Fernandes, no Dossier de Imprensa, limitou-se a referir expressivamnete a proposta do PCP sobre o assunto e sobre o que fará o PS na AR; sobre o PSD, nada; no Diário de Notícias, os articulistas de serviço pouco ou nada dizem),

Vejamos o processo a partir do fim:

4. Governo do PSD protesta contra a liberalização;
3. No entanto, assinou e até disse que a liberalização era um acontecimento histórico, vangloriando-se;
2. Teve a liberalização;
1. Antes tinha-a pedido.

PROCESSO APLICADO À LEI DAS FINANÇAS REGIONAIS (a começar pelo fim, e seguindo a mesma linha de límpida coerência:

4. Governo do PSD protestou contra a Lei das Finanças Regionais;
3. No entanto aceitou que a Madeira saísse do Objectivo Um, perdendo 500 Milhões;
2. E disse que esse era um momento histórico no desenvolvimento regional;
1. Logo, o Governo só não assinou a Lei das Finanças Regionais porque Sócrates não lhe pediu, visto que tinha motivo para assinar de cruz.

RECONSTITUINDO O PROCESSO, ter-se-á(ia) passado assim, assim Sócrates o quisesse:

1. Governo do PSD-M pede, tem e assina nova Lei das Finanças Regionais;
2. Disse que isso era um momento histórico no desenvolvimento Regional;
3. Aceitou que a Madeira saíse do Obj. 1 e perdesse 500 milhões de Euros;
4. Depois protestou - em vão - contra a Lei das Finanças Regionais e demitiu-se, provocando - em vão - eleições antecipadas.

Elementar, meu caro Dr. Watson!

E quem perdeu contra tudo isto? O mexilhão, isto é, o Povo Madeirense!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

POPULISMO LENINISTA: EDGAR SILVA QUER VIAGENS AO PREÇO DA UVA MIJONA


Edgar Silva propõe que as viagens entre a Madeira e o continente sejam o valor do preço do autocarro entre Lisboa e Bragança ou Lisboa e o Algarve. Paga o Orçamento de Estado, diz o grande autonomista lenista da Região. (Autonomia a custos controlados). E o populista é o Santana Lopes?

Temos já conhecimento que as viagens entre a França e a Ilha Francesa da Reunião, no Índico, vão custar o preço de uma viagem entre Paris e o Monte de Saint-Michel.

JAIME RAMOS RECEBE JOSÉ MANUEL RODRIGUES




O Senhor Presidente do Conselho Empresarial da Madeira, Jaime Ramos, recebeu o líder do CDS/PP, José Manuel Rodrigues.
O encontro destinou-se ao debate da situação resultante da liberalização dos transportes negociada entre o Governo do PSD com o Governo da República.

Nota: Jaime Ramos é também líder parlamentar do PSD, partido que apoia o Governo que assinou pela Região o acordo que tanta contestação tem merecido. Literalmente (merecido). Mas isso não obsta. E 2011 ali tão perto. E o líder histórico de saída. E o PSD que pode não ter maioria absoluta. E o CDS que sonha tanto e há tanto tempo.

P.S. - não temos conhecimento de nenhum pedido do líder parlamentar do PCP ao Senhor Presidente do Conselho Empresarial da Madeira. Quanto ao líder parlamentar do PSD, por questões óbvias, juramos que, em princípio, a audiência não se dará. A dar-se, seria, julgamos nós, com um dos vices da bancada laranja.

Como se formam os preços dos combustíveis - TUDO PELO MERCADO, NADA CONTRA O MERCADO"


o excerto seguinte mostra como é a especulação a grande responsável pelo preço dos combustíveis e de como a soberania dos povos cedeu lugar à vontade poderosa dos especuladores. Tudo em nome da concorrência (sem regras).
Adaptação do slogan salazarista "Tudo pela nação, nada contra a nação", adaptado do slogan dos fascistas italianos "Tutto per l'stato, niente contro il stato":

TUDO PELO MERCADO
NADA CONTRA O MERCADO



NOTA: tudo, inlcui a especulação e a perda dos direitos dos trabalhadores;
nada, inclui a recusa da regulação.

(…) Mas, afinal, como se formam os preços que nos cobram as petrolíferas em Portugal? A generalidade das empresas calcula os preços dos seus produtos de forma a cobrir os seus custos efectivos e adicionar uma margem de lucro.
As petrolíferas não. Elas recolhem os valores dos preços dos produtos refinados (gasolina, gasóleo, etc.) no mercado de Roterdão em cada semana e depois calculam a média em relação a cada produto. É o valor assim obtido para cada um dos produtos que é o preço, sem impostos [na Madeira, onde os combustíveis são mais caros do que nos Açores, os impostos são da responsabilidade do Governo do PSD-Madeira], a que vendem os combustíveis em Portugal.
Só que, como é evidente, esse preço de Roterdão incorpora a especulação que se verifica todos os dias no mercado internacional do petróleo. Especulação determinada pela entrada maciça dos chamados fundos de investimento, cujas aplicações se multiplicaram (…) por 30 vezes nos últimos meses. Objectivo? Controlar a oferta, o que estão a conseguir, e assim imporem preços especulativos e, consequentemente, embolsarem gigantescos lucros. O que está a suceder.
Para se ter uma ideia de como a Galp, e as outras petrolíferas, se estão a aproveitar da situação é necessário ter presente um facto fundamental. Os combustíveis que as petrolíferas vendem em cada dia que passa foram produzidos com petróleo comprado entre dois a dois meses e meio antes. E o custo do petróleo assim adquirido é obviamente inferior ao preço do petróleo que é utilizado pelas petrolíferas para calcular os preços de venda, sem impostos, dos combustíveis que cobram aos portugueses. Os dados oficiais da Direcção-Geral de Energia aí estão para o confirmar (http://ocastendo.blogs.sapo.pt/279907.html).
Tudo isto se passa com o conhecimento e perante a passividade, para não dizer mesmo a conivência, do[s] Governo[s] e da Autoridade da Concorrência.
(do artigo de António Vilarigues no Público de hoje)

FORA COM OS MERITOCRATAS. VIVA A FELICIDADE!


Texto do Jarnalista João Pereira Coutinho que me foi enviado por Renato de Barros.
(título da postagem: bastaqsim)

Não tenho filhos e tremo só de pensar.
Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da
benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão
invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de
contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou
duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da
fortuna familiar. Hoje, não.
A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as
barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições
de piano aos cinco, escola aos seis. E um exército de professores
explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um
potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se instalou
definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida
mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos
outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego
de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho,
as férias de sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até
2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É
a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais
queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera
uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço
de humanidade. Não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a
ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da
vida não é a excelência, mas sim a felicidade!

JAIME MONIZ




Jaime Constantino de Freitas Moniz (Freguesia da Sé, Funchal, 18 de Fevereiro de 1837 — Lisboa, 16 de Setembro de 1917) foi um político e intelectual madeirense que se distinguiu na área da educação. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi advogado de nomeada, professor do Curso Superior de Letras, deputado, par do Reino, Ministro da Marinha e Ultramar no Governo de Fontes Pereira de Melo e presidente do Conselho Superior de Instrução Pública. Foi membro da Academia Real das Ciências de Lisboa, da qual foi secretário, tendo publicado sob a égide da instituição uma importante colectânea de diplomas referentes às relações entre Portugal e diversas potências estrangeiras. Introdutor da pedagogia científica em Portugal, a reforma do ensino secundário que liderou em 1894-1895, conhecida por Reforma de Jaime Moniz, ficou famosa, influenciando o desenvolvimento daquele nível de ensino até à década de 1930.
Como lente do Curso Superior de Letras afirmou-se como um dos mais distintos, tendo como colegas no magistério personalidades como António José Viale, Pinheiro Chagas, Adolfo Coelho e Teófilo Braga.
Iniciou em Lisboa uma carreira de advogado. Na defesa do jovem intelectual e deputado José Cardoso Vieira de Castro, desencadeou uma atenção mediática sem precedentes, havendo-se com assinalável eloquência e brilhantismo, o que lhe valeu grande exposição na imprensa da época e o louvor de intelectuais como Pinheiro Chagas e Camilo Castelo Branco. Os discursos proferidos e as actas do julgamento foram publicados em livro[2, que teve largo sucesso editorial, com tal impacto que os portugueses residentes no Rio de Janeiro enviaram uma coroa de ouro a Jaime Moniz, como homenagem ao seu desempenho.
Foi deputado por Castelo Branco e depois por Goa. No parlamento afirmou-se como orador distinto, intervindo maioritariamente em matérias relacionadas com a instrução pública e com as questões coloniais.
Como Ministro empreendeu algumas reformas, mas defrontou-se com sérias dificuldades em resultado da revolta das tropas indígenas do Estado da Índia, que foi dissolvido e substituído por forças expedicionárias enviadas de Portugal.
Proferiu na Câmara dos Deputados um notável discurso sobre a excessiva militarização da administração colonial portuguesa, que depois fez publicar como opúsculo.
Para além da sua actividade política, empreendeu diversos estudos científicos, em comissões de serviço especialmente autorizadas para esse fim, incluindo uma destinada ao estudo da existência de povos celtas na Península Ibérica.
Foi sócio de várias sociedades literárias e científicas, nacionais e estrangeiras. Foi sócio efectivo da Academia Real das Ciências de Lisboa, exercendo durante muitos anos o cargo de secretário daquela instituição, sucedendo no lugar a Latino Coelho e Pinheiro Chagas. Nessas funções elaborou diversos relatórios e memórias, alguns dos quais foram publicados.
Após o seu falecimento, por proposta da Academia Real das Ciências de Lisboa, em 1919 foi dado o nome de Liceu de Jaime Moniz ao Liceu do Funchal, a actual Escola Secundária Jaime Moniz.(Fonte: Wikipédia)

JORNALISTA PAULO SILVA TEVE GANHO DE CAUSA

Li aqui que o jornalista Paulo Silva do Tribuna terá de ser ressarcido pelo Tribuna, em sentença transitada em julgado. Cumprimentos solidários ao jornalista.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

SELO REAL DE D. RENATO I DO PRINCIPADO DE SÃO JOSÉ OU DA PONTINHA



Imagem do Selo Real de D. Renato I, que me foi enviada pelo próprio. A Sua Alteza Real, os meus respeitos e que passe bem em Sua importante saúde.

SIM, CONCORDO, DIVULGUEM A PROPOSTA. OU NÃO PODEM?


O Ultraperiferias desafia e bem: por que razão a tal proposta do Grupo de Trabalho constituído pelo Governo Regional não é divulgada? Destapem a cara!

terça-feira, 27 de maio de 2008

MAIS UMA TENTATIVA [FRUSTRADA] DE TRANSFORMAR A ALR EM ANEXO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA



A Santa Aliança PSD/PCP - sim, não é só o MPT - que costuma funcionar na Câmara do Funchal e nalguns sindicatos, desta vez desceu ao parlamento regional para uma tentativa, desta fez falhada, graças ao Deputado Carlos Pereira, de transformar a Assembleia Legislativo da nossa terra em AnARe - Anexo da Assembleia da República: em vez de fiscalizar o Governo PSD-M, segundo o PSD e, desta vez o PCP, a assembleia regional deve fiscalizar o Governo da República. Parece que essa cooperação da Santa Aliança vai até à Assembleia da República.
Já na discussão da moção de censura, uma deputada do PSD enumerou dez pontos para censurar do Governo da República - pois que os entregue ao deputados do PSD na AR para uma moção ao Governo de José Sócrates.

QUE A OPOSIÇÃO AO PS PERCEBA DE UMA VEZ POR TODAS: O VOTO NESTA AUTONOMIA É NO PSD; O VOTO NA DEMOCRACIA E NA LIBERDADE É NO PS E NA OPOSIÇÃO


Parece que a Oposição Regional ainda não aprendeu a lição das últimas legislativas regionais. Alguns sectores dessa Oposição parece que querem aproveitar o caso das viagens para fazer oposição na ALR ao PS e não ao PSD. Nem o actual PS o consentirá, nem a verdade política o permite - não se confundam, este caso nada tem a ver com a Lei das Finanças Regionais - nem mesmo a comunicação social, não obstante, nem os Madeirenses estão mais dispostos a engulir a pílula da propaganda laranja.
Que fique bem claro o seguinte:
1º. Quem ganhou, como sempre, o "voto autonomista" nas eleições regionais foi o PSD - não foi nem o PCP, nem o CDS, nem o BE, por mais que este partidos fizessem o discurso contra Lisboa, para encravar o PS na Madeira.
2º. O voto na oposição divide-se em: voto na Democracia, no voto no protesto, na direita pura e dura - PS, PCP e BE, CDS. (O PND foi um epifenómeno derivado das circunstâncias).
3º. Só futuramente o voto autónomico mudará do PSD em direcção ao PS - não em outras direcções - quando o PS concluir o processo de autonomização em relação ao Governo da República, seja ele qual for - mas será um voto autonómico com características diferentes: o voto autonómico no PSD é essencialmente político; o voto autonómico no PS é de natureza democrática, libertária e social. Esse processo de autonomização do PS-M já começou e é isso que tem deixado sem norte alguns sectores da Oposição mais do que o próprio PSD - neste momento!

CUIDADO, PS-MADEIRA: ESTÁ EM CURSO UMA OPERAÇÃO IDÊNTICA À DA LEI DAS FINANÇAS REGIONAIS!




Com a alavanca do PSD, e a ajuda do CDS e do PCP, e o apoio empenhado da RTP-Madeira está em curso uma manobra de culpabilização do PS-Madeira do processo de liberalização dos transportes entre a Madeira e o Continente. Já toda a gente percebeu que este foi um mau negócio para os residentes na Madeira. Mas quem negociou esse acordo foi o Governo do PSD-Madeira e é ele e só ele - na Madeira, é claro... - que deve pagar os custos políticos da operação.
Quanto ao CDS e ao PCP parece que ainda não perceberam que essa manobra de culpabilização do PS-Madeira, tal como aconteceu na Lei de Finanças Regionais - e nessa altura com graves responsabilidades da estratégia seguida pela então Direcção Regional do Partido e dos deputados da República, há que reconhecê-lo, como então denunciei - não colhe, neste caso: a culpa e a incompetência é do Governo do PSD - entenda-se com o Governo da República e denuncie o acordo. Ou não tem coragem para o fazer?
Destas manobras desesperadas de culpar o PS-Madeira, como se viu hoje no parlamento pela voz do deputado Coito Pita do PSD, e pela tentativa falhada do deputado Edgar Silva do PCP, participa também a RTP, como se viu ontem, com tempo de Antena à farta ao líder do CDS - que lhe fugiu a boca para a verdade da manobra, ao, exageradamente, comparar este caso à Lei de Finanças Regionais - não tendo dado nenhum tempo de entrevista ao Deputado Carlos Pereira, quando este foi o primeiro deputado da oposição a denunciar a natureza maléfica deste acordo para o Interesse Regional.

ESQUIZOFRENIA POLÍTICA, DIVISÃO NO PSD OU PURO OPORTUNISMO POLÍTICO?


É de bradar aos céus: o Governo do PSD Madeira pede e tem a liberalização dos transportes aéreos entre a Madeira e o Continente; vangloria-se do acordo; e agora aprova um voto de protesto do PCP na ALR contra a liberalização dos transportes. E a comunicação social não denuncia esta trapalhada do PSD, que, das duas três: ou é esquisofrenia política, ou revela já a profunda divisão do PSD - partido contra governo - ou é oportunismo político puro e duro, simples e pesado, costumeiro e vezeiro. O que vale, porém, é que alguns sectores da nossa comunicação social - não obstante - começam a acordar da longa letargia e da hibernação em que a propaganda do regime a lançou.
E o repto do Deputado Carlos Pereira do PS é simples e objectivo: se o acordo não é bom, denunciem-no. Claro e transparente como a água; ou peçam a demissão da Secretária Regional.
Uma pergunta simples: o Grupo Parlamentar do PSD votou o voto de protesto do PCP - e se um partido da oposição apresentasse, tendo como pano de fundo este mau negócio para a Madeira e os madeirenses, uma moção de censura ao Governo do PSD, o Grupo Parlamentar do PSD votava a favor dessa moção. Em coerência, devia fazê-lo.

Primeiro Ministro José Vicente de Freitas



José Vicente de Freitas (Calheta, Madeira, 22 de Janeiro de 1869 — Lisboa, 6 de Setembro de 1952) [REPOSIÇÃO DA BIOGRAFIA] foi um militar, cartógrafo e político português ligado ao golpe de 28 de Maio de 1926 e ao governo da Ditadura Nacional que se lhe seguiu.

Republicano conservador e inspirador da União Nacional. Entre vários cargos políticos foi ministro do interior e presidente do ministério (de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929), e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, lugar de onde é demitido (1933), por António de Oliveira Salazar (que entrara na vida política por sua mão) por ter criticado publicamente a transformação da União Nacional em partido político.

Foi Presidente do Conselho de Ministros de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929, acumulando a pasta do interior que já anteriormente detinha.

No ministério por si presidido, foi Ministro das Finanças interino de 18 a 26 de Abril de 1928, sendo substituído nesse cargo por António de Oliveira Salazar que, formalmente a seu convite, entra na vida política, iniciando o percurso que o conduzirá à chefia do Governo e do Estado Novo.

Como militar atingiu o posto de general em 1928, com uma boa folha de serviços, entre os quais se incluía um subcomando de brigada na Primeira Guerra Mundial, em terras francesas, numa altura em que já era tenente-coronel. Foi condecorado com a grã-cruz da Ordem da Torre e Espada. (Origem: Wikipédia)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

GOVERNO DO PSD-MADEIRA SOBRECARREGA OS MADEIRENSES DE IMPOSTOS


O Diário de Notícias mostra hoje o aumento brutal dos impostos praticado pelo Governo do PSD-Madeira. Veja tudo aqui.

domingo, 25 de maio de 2008

Alinhamento do telejornal da RTP-Madeira hoje, Domingo

1 – Dia do Bombeiro – Alberto João Jardim


2- Dia do Bombeiro – Vice-Presidente da CMF

3 – Dia do Concelho de Santa – Vice-Presidente do GR

4- Vânia, o Festival Europeu da Canção

5 – Caravela Sagres, longo reportagem de vários minutos

6 – Coktail de Barmen (barman's) - longos minutos

7 - Intervalo às 21. 24, longos minutos de intervalo

8 – Actividade da oposição 21.30

O PRAVDA-ILHÉU APOIA O CÓDIGO LABORAL DE BAGÃO FÉLIX?

PROFESSORES TITULARES VIRTUAIS

Professores titulares virtuais

(PUBLICADO NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS A 27 DE MAIO DE 2008)

Há diferenças entre o Estatuto da Carreira Docente Regional e o Nacional: para pior, virtualmente. Na verdade, a prova pública de acesso ao 6º. Escalão consagra, nas linhas estruturantes da carreira, o princípio da diferenciação vertical que o Estatuto nacional tão contestado, e bem, propõe. Ou seja, se não existe a consagração explícita de professores titulares no Estatuto Regional da Carreira, ela não deixa de existir virtualmente, não deixando os professores de se submeterem a uma prova pública, de cujos efeitos se aperceberão no futuro, através da praxis. Ou seja, no Continente temos Professores Titulares reais, na Madeira, sem consagração na legislação de forma explícita, temos os Professores Titulares Virtuais.
Por outro lado, a contagem do tempo de serviço, tal como aconteceu nos Açores, tem de ser aprovada pelo Governo na Assembleia Regional, ou viabilizando a proposta do PS que está no parlamento da Região ou através de proposta autónoma, porque o essencial para os professores é que essa contagem se faça.
Em terceiro lugar, entendo que é necessário, mais cedo do que tarde, desencadear um mecanismo de revisão profunda do Estatuto Regional da Carreira docente em todos os seus aspectos. Por isso, lanço um desafio aos sindicatos dos docentes – Sindicato Democrático dos Professores, Sindicato dos Professores Licenciados e Sindicato dos Professores da Madeira, em cuja direcção confio plenamente: constituam, quanto antes, uma espécie, de “Frente Comum” que desencadeie, agora em condições mais tranquilas do ponto de vista político, um processo negocial com o Governo da Região em vista a rever o Estatuto dos Professores, em que não deve deixar de ser equacionado, se tal vier a ser necessário, um processo de luta em que a greve e as manifestações são duas formas normais no mundo laboral. Façam-no em nome do interesse dos professores e do Ensino.

REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE NA REGIÃO, UMA QUESTÃO URGENTE


O professor André Escórcio chama a atenção, e muito bem, para uma questão para a qual desde início venho alertando: o exame de passagem para o 6º. escalão da Carreira Docente, na verdade uma verdadeira forma encapotada da criação não assumida de professores titulares, que, se existem no Continente explicitamente, existem virtualmente na Madeira. Sim, não tenhamos dúvidas: a carreia docente na Madeira mantém a mesma estrutura que no Continente, só que disfarçada. Sim, não tenhamos dúvidas: HÁ virtualmente PROFESSORES TITULARES NA MADEIRA, e a Prova Pública é a marca disso. Com uma agravante: ela, pode vir transformar-se numa forma de poder e pressão inadmissível sobre os professores, intolerável a vários níveis. Ela pode ser mesmo mais insuportável para os professores do que o que existe a nível nacional, com as quotas objectivadas. Ou seja, se em teoria todos os professores passam para o 6º escalão na Madeira, na prática, essa decisão compete a um júri, com todo o que isso implica, se não forem acautelados determinadas condições, o que pode levar a que ninguém aceda ao 6º escalão, e, ainda por cima, o governo não assumirá o ónus político da questão, fazendo impender sobre os professores e a sua competência profssional a decisão subtilmente anunciada na ALR. Assisti ao debate, e não me esqueço do que disseram os deputados Jorge Moreira e Jaime Filipe Ramos, sempre em todas: é simples, se os professores tiverem condições excelentes, passam. Senão..., foi a ideia que defenderam. Estamos a ver a reserva mental. Isto tem de ser denunciado e não menorizado. Por isso também discordo da proposta do BE que vai no sentido de tornar aceitável o que o não é. Defendo que o Partido Socialista deve opor-se a isto, por todos os meios, junto da classe docente.

PSD: Três retratos, por Vasco Pulido Valente

Lido no Público
Três retratos
Vasco Pulido Valente
A uma semana da eleição para a presidência do PSD, talvez seja apropriado fazer um retrato político dos três candidatos principais: Ferreira Leite, Passos Coelho, Santana Lopes. Quando toda a gente fala da misteriosa identidade do PSD (social-democrata? liberal? populista?) e os próprios candidatos seriamente a discutem na televisão como se estivessem num seminário académico, é preciso dizer que Manuela Ferreira Leite representa o que há de mais genuíno e profundo no partido: a tradição autoritária que vem de Salazar e Marcelo e que Sá Carneiro e depois Cavaco manifestamente receberam. Manuela recusa a retórica democrática; insiste na discrição e na reserva; afirma mais do que discute; e, como dizia o outro, sabe muito bem o que quer e para onde vai.A uma semana da eleição para a presidência do PSD, talvez seja apropriado fazer um retrato político dos três candidatos principais: Ferreira Leite, Passos Coelho, Santana Lopes. Quando toda a gente fala da misteriosa identidade do PSD (social-democrata? liberal? populista?) e os próprios candidatos seriamente a discutem na televisão como se estivessem num seminário académico, é preciso dizer que Manuela Ferreira Leite representa o que há de mais genuíno e profundo no partido: a tradição autoritária que vem de Salazar e Marcelo e que Sá Carneiro e depois Cavaco manifestamente receberam. Manuela recusa a retórica democrática; insiste na discrição e na reserva; afirma mais do que discute; e, como dizia o outro, sabe muito bem o que quer e para onde vai. Os portugueses gostam disto. O PSD também.

Pedro Santana Lopes jura que mudou, mas não mudou. Continua a oscilar entre o papel de vítima (da televisão e da imprensa, do inimigo interno, da perfídia do mundo) e o papel de "menino guerreiro", sempre pronto a combater por ele e pelo partido, por mais desesperada que à primeira vista pareça a situação. Não se cansa de proclamar que é o homem que não podia ganhar a Câmara da Figueira e a ganhou; ou que não podia ganhar a Câmara de Lisboa e a ganhou. Infelizmente, quase nunca se lembra da patética aventura do seu Governo e da humilhante derrota de 2005. Ao repertório habitual acrescentou agora um ajuste de contas com o "grupo antipartido", que acha responsável pelas suas desgraças e, por extensão, da colectiva desgraça do PSD. No princípio da campanha, declarou que não era hoje tão "imprevisível". Não lhe ocorreu com certeza que o mal dele é ser excessivamente previsível.

Pedro Passos Coelho, que saiu do nada, explica dia a dia, com grande convicção e ênfase, que um verdadeiro chefe, um chefe nato, não nasce da experiência. E cita Aznar e Zapatero. O que sugere irresistivelmente a frase de um velho deputado a um aspirante a ditador de França, que se comparava a Napoleão: "Meu general, com a sua idade, Napoleão já tinha morrido." Pedro Passos Coelho não é o Napoleão (nem o Aznar) do PSD e a sua candidatura anda entre uma espécie de Suíça partidária (um "país" neutro para fugir à guerra) e um campo de refugiados. Apoiar Passos Coelho é a maneira de evitar um compromisso perigoso com Ferreira Leite ou com Santana e é, além disso, uma boa maneira de "voltar ao activo" para alguns restos de "cavaquismo" e do regime de Marques Mendes, como para o populismow que seguiu Menezes e se arrependeu a tempo. Esta mistura não promete o futuro, qualquer futuro. Esta mistura ressuscita o passado.

sábado, 24 de maio de 2008

Raphael

YO NECESITO SABER

NO SABES CUANTO TE QUIERO

TEIXEIRINHA E MARY TEREZINHA AO DESPIQUE

CORAÇÃO DE LUTO, por Teixeirinha

Dando continuidade ao nosso programa de Música Pedida, Coração de Luto (Veja a biografia do cantor gaúcho que tantos anos se fez ouvir na casa dos Madeirenses, nos populares programas de Música Pedida, ou Música Solicitada, ou Música a gosto do rádio-ouvinte, na Estação Rádio Madeira, vulgarmente conhecida como a "Emissora do Cambado" e sobretudo e ainda no Posto Emissor (do Funchal).

CHIQUITITA (VERSÃO ESPANHOLA)

CHIQUITITA (VERSÃO ORIGINAL)

The day before you came

ONE OF US

I HAVE A DREAM

Tenho um sonho/acredito nos anjos/e em tudo eu vejo algo de bom

quinta-feira, 22 de maio de 2008

NÃO NEGO NADA, NÃO LAMENTO NADA, NÃO RETIRO NADA!

Oh homem, não tinha nada que de que se retractar, visto que não cometeu qualquer incorrecção pessoal. Não, não sei o que dizem os meus camaradas nos cafés quanto ao assunto a que se refere, e eles sabem muito bem que sou tão emotivo quanto frio e ponderado, se ele for necessário. Mas também não nego que eles possam abordar vários nomes. Não nego nada, não sei. Quanto a estar eventualmente directamente envolvido, estou, como socialista, como cidadão interessado, como solidário envolvido com tudo o que vier a acontecer. Mas a minha responsabilidade acaba na visão estratégica da questão, aconteça o que acontecer no futuro. Se verificar outras postagens, a páginas tantas poderia concluir que, por exemplo, eu tinha interesse pessoal no sector da comunicação social, tais as vezes, e muito mais do que Gaula e Santa Cruz, que dela, da Comunicação Social falo. Não, trata-se de verificar o comportamento da imprensa em relação ao poder. Compreendo agora muito bem a sua posição em relação ao dossier Gaula, e consido, nesse ponto, o assunto esclarecido. Respeito a sua posição, que, certamente, não é fácil. Sobre a questão no PND e a feitura da lista, embora reconheça a sua arte em tentar estabelecer um paralelo, a verdade é que se trata de uma situação qualitativamente diversa, mas também não nego porque é público e porque não tem de ser negado.

EM GAULA, SOCIALISTA, COMO EM TODO O LADO

Oh homem, aborrecido, mas o que é que têm a ver as divergências políticas com sentimentos pessoais, mas com convicções. Donde é que você tirou essa ideia? Isso só pode advir de uma terra onde há ainda quem confunda esses planos. Se aceitaria uma coligação com o PND? Mas a que propósito vem essa "sandes", como diria a Maria Matos no filme "O Costa do Castelo"? Mas acaso o PS e o PND coincidem neste momento em Gaula, que é o que se discute por ora. A pergunta que faço para a câmara deriva de extrapolar o raciocínio: se apoia para a Junta, pode ou não apoiar para a Câmara, certo? O cidadão Roberto Rodrigues não apoia nenhuma lista de independentes em lado nenhum? Seria um motivo para o assunto ficar encerrado. Mas o respeito e a boa disposição obriga-me a continuar. Não apoia, está no seu direito. O seu partido - digo bem? - apoia. Mas nada o impede de não apoiar. Quanto ao cidadão que dá voz a este blogue, bate-se por convicções, por ideais, por tudo o que acha que contribui para um mundo melhor: seja em Gaula sem em Gales. Quanto à sua curiosidade que fique bem claro: nas actuais circunstâncias, não sou nem estou disponível. Nem sou como, neste momento, ninguém é. E digo-lhe mais, sem subterfúgios, para não me esconder atrás de meias palavras: em política como na vida "never say never", e não tenho nenhuma obrigação ou dever especial, outros o terão. Todos o sabem e ninguém o questionará, tenho os deveres de um militante por uma causa que tem mais de três décadas. O resto, que é tudo, são apenas ideias, ideais, sentimentos nobres, nada de carreira. Mas mande sempre, e não confunda a divergência política com a questão pessoal: tenho bons amigos, alguns do melhor que há... no PPD. O que eu não suporto, e já tive disso, é que se digam a pensar como eu, só para me agradar. Que repulsa...
P.S.
Ah, já me esquecia, o candidato do CDS em Gaula (o que o CDS apoia), é mesmo o irmão de Filipe de Sousa, não é? E do BE, é o mesmo, não é mesmo? Ora diga, lá...
P.S.
Ah, e antes que pergunte, não, não sou candidato à Câmara do Funchal, não é que venha a propósito, mas, consigo, nunca se sabe... É que eu também não sou nada mau no "no sense".

QUEM É QUE O CDS APOIA EM GAULA PARA A JUNTA DE FREGUESIA?

Logo de início, diz o Cortar da Direita: não sou residente em Gaula, logo não apoio a lista dos ditos independentes. Pois, pois, eu também não resido nem sou Americano, mas não apoio McCain, apoio Hilary, e na segunda volta, apoio quem ficar dos Democratas. Em França, apoiei Ségolène, e em Espanha, Zapatero; já em Itália, estive contra Berlusconni. E o meu caro colega bloguista, nos casos citados, por quem torceu? Não me diga que se absteve, não me diga, que no lo creyo.Por isso em Gaula, apoio a lista do meu partido. Não sou pessoa para neutralismos cinzentos.
Quanto a saber quem é o candidato em Gaula (se é Filipe ou não, no caso, se é o mano de Filipe ou não, visto que, na altura, ainda não se conhecia a última manobra dos manos), eu começo logo por perguntar: afinal, o CDS não tem candidato em Gaula, não é, segundo o bloguista, não. Ou não apoia ninguém para a Junta? Apoia!
Perguntas mais simples:
Quem é que o PS apoia para presidente da Junta? Aura Teixeira. Logo, quem é a candidata do PS à Junta de Gaula? Aura Teixeira. Simples, não é?
E o PSD: quem apoia para presidente da Junta? Gustavo (peço desculpa, não me lembro o sobrenome)? Quem é o candidato do PSD? Gustavo!
As mesmas perguntas são válidas para o PCP, em relação ao respectivo candidato.
E para o CDS:
- Quem é que o CDS apoia para presidente da Junta de Gaula? O mano do Filipe. Logo, quem é o candidato do CDS à Junta de Gaula? O mano do Filipe. Simples, não é!
E para o BE:
- Quem é que o BE apoia para presidente da Junta de Gaula? O mano do Filipe. Logo, quem é o candidato do BE à Junta de Gaula? O mano do Filipe. Simples também, não é?
E para o CDS e o BE:
- Quem é que - embora separadamente, cada um no seu canto, eu sei, nunca disse ao contrário, um é de direita e o outro de esquerda, estão nos antípodas, enfim, não há nada que os una - vamos ao que interessa - quem é que, quer o CDS quer o BE apoiam - cada um à vez, separadamente, sem confusão, tralalá, tralalá - quem é que, perguntava eu - o CDS e o BE apoiam para presidente da Junta de Gaula? Apoiam candidatos diferentes, pessoas diversas, listas diferentes? Não! Então? O BE e o CDS apoiam, embora cada um no seu cando, para presidente da Junta de Gaula a mesmíssima pessoa, a mesmíssima lista de independentes, o mesmíssimo candidato. E o nomeado, perdão, o candidato é? - Tã, tã, tã: o mano do Filipe! (Aplausos).
Então quem é o candidato do CDS e do BE?
- O mano do Filipe.
Se alguém me provar que isto não é objectivamente assim, factualmente assim, realmente assim, fale agora ou cale-se para sempre.
É claro que houve quem se opusesse a esta coincidência - sim, eu admito que é uma pura coincidência, nem me parece - aqui admito ter sido manipulador da realidade política, visto que uma Junta não é um Governo nacional, regional e até mesmo municipal - já agora, o CDS e o BE, para o ano vão coincidir no apoio na mesma lista "mano-bris(i)ta" para a Câmara do concelho? - e quem e onde houve quem se opusesse a esta coincidência de apoios CDS/BE (bonita sigla) a uma lista autoproclamada independente? Foi aqui e ainda ali! (Argumentos que o cortar da direita faz questão de lembrar, mas que só abonam a tese de que mudou de posição, sem o querer admitir).

quarta-feira, 21 de maio de 2008

UMA UNIÃO EUROPEIA CADA VEZ MAIS UNIÃO SOVIÉTICA






Os burocratas sem rosto da União Europeia têm vinda a impor uma política de ortodoxia económica de matriz neoliberal, através de directrizes de gabinetes fechados, de funcionários cinzentos, de colocação das instituições europeias ao serviço de grandes potentados económicos privados (nos Estados Unidos, ao menos, os lóbis estão legalizados e dão a cara nos bastidores do Congresso). Por isso, cada vez mais os cidadãos europeus se interrogam de qual o sentido do seu voto nas eleições europeias, visto que, qualquer que seja o resultado das eleições para o parlamento, esses burocratas continuarão, através de normas da União, impor políticas aos diferentes países, tornando as eleições legislativas nesses países cada vez menos importantes, esvaziando a política e a democracia. E não surgindo uma alternativa global à esquerda, consistente e organizada, o perigo do populismo espreita, tal como aconteceu nos anos vinte e trinta do século vinte que levou à Segunda Grande Guerra. Esses funcionários, pelo distanciamento dos cidadãos, estão a conduzir a União Europeia numa espécie de União Soviética dos novos tempos, em que o Soviete Supremo decidiu tudo em nome do povo, entidade mítica que já tinha substituído a classe trabalhadora, que já tinha se sobreposto ao o proletariado. na União Europeia, os burocratas sobrepõem-se ao voto do povo e às intituições.
Sobre esta economia neoliberal e os seus efeitos, vale a pena ler este artigo do Jornal de Negócios.

QUE'S ALGUMA COISA, SALTA P'Ó LARGO!



Quantos são, quantos são, eu não tenho medo, Boby, Tareco, busca, busca!

QUANDO A ADAPTAÇÃO AO CINEMA ADULTERA A OBRA ORIGINAL

VISTO NO "PÚBLICO"

IRÁ O DIÁRIO FAZER PRIMEIRA PÁGINA SE O GOVERNO DO PSD BAIXAR O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS? E A ACIF, NÃO DÁ O FLANCO?


Quando o PS anunciou que ia apresentar uma proposta para baixar o IVA na Madeira o Governo do Funchal fez moita-carrasco, a comunicação social mandou a coisa lá para os quintos da paginação e do alinhamento noticioso e a ACIF, feita sonsa, veio propor a mesma baixa de 1%, abrindo o flanco ao Governo. A partir do momento em que o Governo anunciou a descida do IVA, a mesma comunicação social que não dera destaque, veio fazer parangonas com a media do Governo. (Há uns anos atrás, lembra-me de uma crítica que o PS fez ao Governo do PSD, a televisão ignorou e no dia seguinte, pasme-se ou ria-se conforme apetecer, a televisão dava a resposta do PSD e o espectador, feito parvo, perguntava: "de que é que este gajo 'tá falando?").
Pergunta-se: irá a comunicação repetir a dose no caso dos combustíveis?

DOS 7 DEPUTADOS SOCIALISTAS APENAS 4 ESTAVAM NA ALR NO MOMENTO DA VOTAÇÃO


Segundo o Diário de Notícias, apenas 4 dos 7 deputados socialistas estavam na Assembleia Legislativa no momento da votação da moção de censura apresentada pelo PCP ao Governo do PSD e que teve a abstenção do Grupo Parlamentar do PS. Uma moção de censura, tal como uma moção de confiança, são, juntamente com o Orçamento, momentos e documentos que exigem disciplina de voto e não tácticas ególatras. Ou esses deputados têm uma boa justificação para apresentar ou então estamos perante uma falta de respeito pelo parlamento.

É O GOVERNO DA MADEIRA DO PPD E NÃO O SÓCRATES QUE AUMENTA A GASOLINA


Sim, por que razão o Diário não dá destaque à proposta do PS para baixar a gasolina? Justamente porque ela põe em causa a ideia generalizado de que é o Governo da República que aumenta os combustíveis. Eu próprio, que me considero medianamente informado, o desconhecia. Ora, esta proposta do PS vem chamar os bois pelos nomes: quem aumenta os preços é o Governo PPD Cunha e Silva/Garcês.
Veja a diferença de preços dos combustíveis na Madeira e nos Açores aqui.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS "RECUSA-SE" A BAIXAR O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS NA MADEIRA


O PS anunciou uma proposta de resolução para baixar os impostos sobre os combustíveis na Madeira. O Diário de Notícias - um dos principais sustentáculos deste regime, em disputa com a RTP - Madeira - anuncia a coisa lá para os baixos da página 20, à esquerda, e sem imagem. E porquê? Veja a postagem seguinte e já vai perceber.

terça-feira, 20 de maio de 2008

MOÇÃO DE CENSURA NO PARLAMENTO REGIONAL EM DIRECTO NA TELEVISÃO E NA TELEFONIA? OUÇA A RESPOSTA DESTAS SENHORAS PAGAS COM OS NOSSOS IMPOSTOS

MOÇÃO DE CENSURA? QUAL MOÇÃO DE CENSURA!



A moção de censura implica, em Democracia, a vontade de derrubar o Governo pelo partido proponente, porque é esse o efeito prático de uma moção de censura aprovada, fazendo, pela via parlamentar, o que, em ditadura, é feito pela Revolução.
O Partido Comunista Português apresentou uma moção de censura ao Governo do PSD. Sabem qual foi a atitude dos meios de comunicação social pública, RTP e RDP? Ouça na postagem seguinte!

domingo, 18 de maio de 2008

ZÁS CATRAPUZ!


Haverá algum socialista que escape ao aparo desta caneta? E eu a pensar que ele tinha emigrado!
Força, companheiro!

sábado, 17 de maio de 2008

O "Maio de 68" na pena de Vasco Pulido Valente








O "Maio de 68", sobretudo para quem lá não esteve, nem sabe o que sucedeu, acabou pouco a pouco por se transformar numa espécie de "fronteira" histórica e no símbolo de uma geração. É uma fama que não merece. Nem a Europa, nem o mundo acompanharam a França.O "Maio de 68", sobretudo para quem lá não esteve, nem sabe o que sucedeu, acabou pouco a pouco por se transformar numa espécie de "fronteira" histórica e no símbolo de uma geração. É uma fama que não merece. Nem a Europa, nem o mundo acompanharam a França. Escusado será dizer que por cá não houve rigorosamente nada e que o regime continuou imóvel e sereno. Em Espanha, umas tantas manifestações de estudantes sem grande força também não abalaram o franquismo. Em Itália, uma certa agitação dispersa pareceu anunciar o que viria depois. Na Alemanha, apesar de algum ruído e de alguma retórica (que desgostou profundamente o prof. Ratzinger), as coisas não chegaram longe. E, em Inglaterra, tirando como sempre umas centenas de excêntricos, ninguém deu por isso. O "Maio de 68" não foi a "Primavera dos Povos" de 1848.
O "Maio de 68" foi um fracasso: morreu depressa e deixou a direita mais 13 anos no poder. Sem uma ideia ou uma estratégia, fez do seu próprio vácuo uma virtude. Era um "movimento" de jovens da classe média - por outras palavras, de privilegiados -, que sufocavam sob De Gaulle e não acreditavam já no folclore ideológico e político da esquerda "antifascista": do carácter operário do PC ao mito (ainda oficial) da Resistência. O "Maio de 68" queria uma mundo novo, um mundo da imaginação e da liberdade, como proclamavam os graffiti do tempo. Não por acaso, o advento da pílula e a prosperidade da França (depois da época terrível da reconstrução) tornavam essa fantasia adolescente quase palpável. E a democracia (tão vilificada) garantia a impunidade aos "revolucionários".

Mas muito do que se associa hoje ao "Maio de 68" veio da América, porque na América existia, de facto, um inimigo, o Presidente Johnson, e um objectivo, o fim da guerra no Vietname. O "Maio de 68" legou um "marxismo" universitário, absurdo e pretensioso, e a divulgação em França da realidade soviética, que na academia anglo-saxónica não passava de um lugar-comum. A cultura hippie, no seu melhor e no seu pior (e que no essencial permanece connosco), a hegemonia da música "popular" e até o triunfo do feminismo não são produtos da França ou da Europa, são produtos da América, frequentemente importados por via da Inglaterra. Como lhes competia, os velhos veteranos do verdadeiro "Maio" andam por aí: por um PS qualquer ou pela burocracia de Bruxelas. Num justo anonimato. (Publico de hoje)

O ARRASTÃO VISITA A BLOGOSFERA CÁ DA REGIÃO

O Arrastão, de Daniel Oliveira, dá destaque à blogosfera madeirense como ágora de livre discussão de ideias. Bem vindo ao sítio.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A GEOLINGUÍSTICA DO PORTUGUÊS


Neste mapa pode ver-se até que ponto a Língua Portuguesa é uma língua global - a língua que foi a base da primeira globalização que o mundo conheceu - e de que como ela é um instrumento de diálogo de culturas dentro e fora do espaço da lusofonia. E só uma visão paroquial poderia querer impedir os instrumentos para a sua afirmação internacional - mantendo um fenómeno na escrita - a síncope (queda de uma letra no interior de uma palavra), quando ela já não era articulada. Ou seja, do ponto de vista científico era uma aberração, visto que os fenómenos linguísticos dizem respeito à fonética e devem seguir a tradição que vem do Latim, onde nenhuma letra deixava de ser lida, e nenhuma letra não lida era escrita.

ACORDO ORTOGRÁFICO - CONHEÇA O ACORDO ASSINADO PELOS PAÍSES DA CPLP


Para poder discutir com bases, leia a versão do acordo, incluindo as regras e a ortografia aprovada, clique neste sítio.

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO

A biografia de Antonio José Seguro pelo próprio. Pode ver aqui

ACORDO ORTOGRÁFICO APROVADO NO PARLAMENTO


A aprovação do 2º. protocolo sobre o Acordo Ortográfico hoje é noticiada no Globo em linha na inter-rede. Ver aqui.

Pode assitir à discussão no parlamento neste sítio.