quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Era mêmo isto...

Daniel Bessa, hoje no Público, decidiu armar-se em economista “leninista”. Versão capitalismo de guerra. Só não diz quem tem realmente as responsabilidades concretas pela situação concreta. Tem uma vez mais a palavra João Pinto e Castro, numa posta que dava um bom livro: “Esta recomendação [de Vítor Bento, mas serve para Daniel Bessa] é uma variante do ‘faz força, que eu gemo’. Certos economistas empurraram o país para uma camisa de onze varas e, depois de ele lá estar enfiado, exortam-no a desenrascar-se. Por outras palavras, eles congeminam uma política muito certinha no papel, mas não cuidam de ponderar as condições políticas e sociais indispensáveis à sua consecução. É, aliás, em boa medida nesta despreocupação que consiste a alegada ‘pureza científica’ desta forma de conceber a teoria económica. Eles dizem como é; quanto ao resto, os políticos, os empresários e os trabalhadores que resolvam.”

Havia aquele indivíduo tão indeciso que dizia: eu antes tinha a certeza absoluta de que era indeciso, agora já não não estou tão seguro disso!

Nova Lei Eleitoral: seria bom que o PND e o BE se explicassem melhor

1. A ideia de um mínimo de 5% para ter representação parlamentar, que, aliás, existe em alguns países europeus, é inconstitucional. O Bloco sabe disso, portanto, não vale a penas perder tempo com isso.
2. A proposta do PS de reposição de círculos concelhios é menos arrojada do que a criação dos círculos uninomais (sou contra) e mantém o círculo regional de compensação. Não estou a ver, e pode ser que não esteja a ver bem, onde é que a verdade dos eleitores não seria respeitada ou que seria "uma machadada nos direitos dos eleitores e um passo perigoso no sentido de varrer do parlamento os partidos mais pequenos.".
3. Surpreende que o Bloco não defenda o mesmo a nível nacional, salvaguardas as devidas proporções: fim dos círculos distritais e um círculo nacional único. Ora, aí, o que devia haver era um círculo nacional de compensação, porque aí, sim, os pequenos partidos, sobretudo, perdem votos.

4. Contradição ou paradoxo duplo: a actual lei, em determinada conjuntura política, pode ver a ser mais favorável ao PS. Por exemplo, bastaria ganhar em três concelhos populosos para vencer as eleições regionais. A reintrodução dos círculos concelhios complica essa hipótese.

5. Portanto, não entendo nem a posição do Bloco, nem do PND, que o disse sonsamente através de um blog.

LEI DAS FINANÇAS REGIONAIS


1. Sempre houve mais transferências para os Açores do que para a Madeira. Portanto, o ponto fulcral não é esse.

2. O critério do PIB fez sair a Madeira do Objectivo 1 para o objectivo 2 mas a riqueza das famílias madeirenses não aumentou.

3. A culpa é de todos, sobretudo de quem governa, cá e lá.

4. O PS-M não é o culpado material, não é governo, o que se critica é a péssima gestão política e a falta de influência no PS nacional. (O argumento da crítica à direcção de Serrão não é o do PSD nem faz o jogo do PSD. O que se critica é a gestão política. Fazer o jogo do PSD é lançar anátemas sobre os agentes do PS, sobre os camaradas, branqueando o regime. A propósito, onde pára o dossiê da corrupção? Também nisso a actual direcção de João Carlos Gouveia foi um desastre).

5. Contudo, a actual Lei é má para a Madeira e sobretudo para os Madeirenses. Por isso, defendo novos critérios estratégicos de abordagem do problema. Estão todos na proposta que o Diário publicou ontem, e que merece uma análise detalhada.

6. Essa proposta, elaborada com base em critérios geoestratégicos, tem subjacente um novo conceito de nação e é um instrumento de combate ao separatismo nas suas diversas formas: separatismo, por exemplo, das regiões em relação ao todo nacional, separatismo das nações em relação à Europa, e também pode servir de alavancagem à abordagem do separatismo das nações ibéricas entre si. O combate ao separatismo faz-se com visão geoestratégica não com sloganes e fórmulas vazias, como fazia, deixou de fazer, a actual, e felizmente cessante, Direccão do PS-M.

7. A propósito, quando me perguntam que candidato apoio à liderança do PS, eu, que não estou no núcleo duro de nenhuma das candidaturas, tenho a dizer que as vejo como um instrumento ao serviço de uma ideologia, o Socialismo Democrático e da Social-Democracia (conceito, o da social-democracia que não costumo usar, por herança da Revolução, admito que é um preconceito), da Região e dos seus interesses e, no caso da LFR, do próprio país. Portanto, não me venham com perguntas sectárias a que não respondo.

Parlamento fechado: culpa de todos

1. Alguma espécie de propostas não serem votadas no plenário mas nas comissões é normal. Então, abram as comissões.

2. Paradoxo: o PSD restringe tanto o tempo que agora sobre tempo.

3. Agora, se não há novas leis, a culpa é de todos. Calaceiros: governo, PSD e todos os partidos da Oposição.

Uma posição que tem a minha simpatia: Nem Jacinto Serrão, nem Víctor Freitas

Miguel França, para já, não apoia nenhuma das candidaturas à liderança do PS-M
Data: 12-11-2009

O único deputado do PS-M na Assembleia da República (AR) não vai declarar apoio a nenhuma das candidaturas à liderança do PS-M, pelo menos por agora.

O antigo pivot do Telejornal da RTP-M, Luís Miguel França vê virtudes quer em Jacinto Serrão, quer em Víctor Freitas, de quem aliás "é amigo pessoal" mas esta é uma guerra onde o socialista não se quer meter. "Acho que o Jacinto Serrão foi um bom líder para o PS, até porque foi com ele que tivemos os melhores resultados, mas considero também que Víctor Freitas é um excelente quadro do partido, que fez um óptimo trabalho enquanto líder parlamentar", analisou.

Militante no papel

Apesar de se ter filiado em Setembro no partido, o parlamentar prefere, agora, centrar atenções no combate político em Lisboa, até porque lembra que o congresso regional é só em Janeiro. "Acho que o que é melhor para o partido é que eu me concentre nas minhas funções no parlamento nacional", afirmou ao DIÁRIO o deputado. Luís Miguel França está empenhado em dominar a terminologia e dinâmicas parlamentares pois antevê grandes desafios como a discussão da Lei das Finanças Regionais, onde terá um papel preponderante uma vez que pertence à comissão de Orçamento e Finanças da AR (a pedido do próprio), onde a proposta será exaustivamente analisada.

Esta posição não quer, contudo, dizer que Luís Miguel França está à margem do que se passa na Região, muito menos do que se passa no partido. "Estou a par dos programas, acho que são ambos bons e espero um debate sereno e elevado nas concelhias". explicou. Em causa, diz o deputado, "está o futuro do partido e a recuperação de um certo eleitorado perdido". O responsável não descarta a possibilidade de, mais tarde, vir a declarar apoio público ao candidato que merecer a sua confiança, mas garante ser capaz de trabalhar quer com um quer com outro, o que vai acabar por acontecer, já que o mandato na AR será, à partida, de quatro anos.

Candidatura de Jacinto Serrão para restituir credibilidade ao PS

O candidato à liderança do Partido Socialista-Madeira, Jacinto Serrão, entregou ontem ao final da tarde a sua candidatura junto da Comissão Organizadora do Congresso. Com a moção "Confiança no Futuro" o ex-líder socialista pretende, segundo as suas palavras, restituir a "credibilidade eleitoral do PS" e "corrigir erros do passado".

Nas declarações à comunicação social, Jacinto Serrão começou por afirmar que a sua candidatura tem por base a confiança e a crença na "força de mudança do Partido Socialista". E acrescentou: "Assumo esta candidatura à liderança do partido para servir. Para servir o meu partido e para servir, acima de tudo, a Região Autónoma da Madeira. Particularmente num tempo difícil que estão a viver todos os madeirenses e portosantenses".

Jacinto Serrão diz-se confiante que poderá ser, de novo, alternativa à mudança política na Região, a começar por ganhar a liderança do maior partido da oposição. "Neste momento, o sistema político regional precisa de um Partido Socialista forte e credível", frisa. "Assumo a candidatura para revitalizar as estruturas de base do PS e devolver a confiança aos militantes e simpatizantes, respeitando, naturalmente, a sua história, os seus princípios e os seus valores. Assumo a candidatura para devolver a esperança dos eleitores que anseiam por uma viragem política na Região Autónoma".

Sabendo que o PS-Madeira, no seu 'reinado', obteve alguns dos melhores resultados eleitorais - um deputado europeu, 19 deputados regionais e três deputados nacionais -, entre 2002 e 2007, Serrão diz que candidata-se porque quer que os eleitores acreditem que o PS pode ganhar eleições, câmaras e juntas de freguesia. "Queremos obter novas dinâmicas tal como aconteceu com as dinâmicas de vitória alcançadas nas eleições legislativas regionais, nacionais e europeias", confirmou.

Política da terra queimada



A expressão "política de terra queimada" usada aqui, aqui e também aqui, foi usada por Mário Soares para qualificar a política de Salazar nas colónias. Quando fomos obrigados a abandonar a fortaleza de São João Baptista do Ajudá, foram dadas ordens, cumpridas, de queimar todas as intalações do forte. Mais tarde, já em plena Democracia, a Fundação Gulbenkian recuperou o Forte, que tem hoje funções culturais.

O Daomé tornou-se uma colônia francesa a partir de 1892, obtendo independência em 1 de agosto de 1960, quando se transformou em República do Benim. No ano seguinte, tropas do Benim invadiram Ouidah, então uma dependência da colónia portuguesa de São Tomé e Príncipe, intimando os ocupantes portugueses do forte a abandoná-lo até 31 de Julho do mesmo ano. Sem condições para oferecer resistência, o governo de Oliveira Salazar ordenou ao último residente da praça que a incendiasse antes de a abandonar, o que foi cumprido na data-limite.

Em 1965 foi promovido o encerramento simbólico do forte pelas autoridades do Daomé, vindo as suas dependências a sediar o Museu de História de Ouidah, sob administração da República do Benim (1967).

A anexação foi reconhecida por Portugal em 1985, tendo os trabalhos de recuperação e restauro sido desenvolvidos em 1987, com orientação e recursos da Fundação Calouste Gulbenkian
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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

AO CUIDADO DO DOSSIER IMPRENSA - NICOLAU, ROQUE, RICARDO, A. JORGE:PCP: Exclusão de "Prós e Contras" motiva queixa à ERC

RTP
PCP: Exclusão de "Prós e Contras" motiva queixa à ERC
por LusaOntem



O PCP vai apresentar uma queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e solicitar um encontro com a direcção de informação da RTP por não ter sido convidado para o programa "Prós e Contras" de segunda-feira.

Para o partido, a exclusão do PCP do debate dedicado ao tema "Prioridades da Governação" constitui uma atitude de discriminação e silenciamento das posições do PCP incompatível com as obrigações de pluralismo e isenção" a que a estação pública está obrigada, lembrando que estiveram presentes representantes do PS, PSD e BE.

"O PCP perante a gravidade desta atitude de discriminação por parte da RTP, para além da queixa entregue à Entidade Reguladora para a Comunicação Social para que proceda em conformidade, vai solicitar um encontro com a Direcção de Informação da RTP", salienta o partido, em comunicado hoje divulgado.

Os comunistas consideram a exclusão "tanto mais grave" por a RTP ter

A credibilidade não se apregoa - consquista-se


Quando a candidatura de Vítor Freitas defendeu que era necessário uma ruptura logo houve quem se interrogasse sobre a viabilidade do lema, alegando que também ele fizera parte das direcções anteriores. Raciocínio baseado em duas premissas erradas: que a ruptura tinha a ver com pessoas e não com métodos, como se as rupturas implicassem necessariamente purgas estalinistas, ou, noutra versão, o uso da bomba de neutrões que elimina as pessoas e mantém instalações; ou então que a questão era interna. Enfim, é do género daqueles indivíduos que, quando se aponta para a Lua olham para o dedo que aponta em vez de olhar para o astro que se desvenda no espaço. Começou a altura de começarem a perceber qual é a ruptura, a ruptura nas soluções que, nem por acaso, não são de questões internas mais bem mais vastas e pretendem tranformar o PS numa instituição indispensável na procura de soluções. A proposta que o Diário publica hoje sobre o Quadro Financeiro é uma resposta às dúvidas. E, além disso, resolve outra questão - a da tão apregoada credibilidade. Na verdade, a ideia de que para ter credibilidade basta apregoá-la não colhe. A credibilidade consquista-se com propostas que resolvam questões. Isto é, credibilidade é o substantivo abstracto para o verbo crer. Isto significa que para acreditar, para crer, para conceder credibilidade a algo ou alguém é preciso que daí partam ideias, propostas, soluções, visões estratégicas que possam enquadrar soluções para os problemas com que as populações se confrontam. A proposta do novo quadro financeiro é não só credível como assaz inovadora - ela, sim, concede credibilidade. Numa candidatura em que o candidato se recusa a falar lisboeta, como se diz em bom madeirense, e a manter o sotaque que lhe confere a marca, essa é uma garantia de que não teremos credibilidade no complexo dos que se dizendo tão autonomistas têm, afinal, vergonha do seu sotaque. Qualquer bom açoriano, e eu sou filho de um, sabe o que é ter orgulho em ser açoriano. Um bom sotaque é marca de um bom vinho; um sotaque disfarçado é vinho falsificado e, de quando em vez, a espuma dos sons vem ao de cima e a gente vê a fragilidade da personalidade. Um sotaque autêntico garante o carácter genuíno das coisas. Mas ele há sempre quem goste de falar à lisboeta. Seja. Mas cheira a vinho a martelo!

Victor Freitas quer um quadro de interesse comum nos apoios do estado e da UE




Compensar a dimensão valorizando os recursos : Victor Freitas quer um quadro de interesse comum nos apoios do estado e da UE










Se Víctor Freitas for eleito presidente do PS-Madeira, os socialistas madeirenses vão apresentar uma proposta de ruptura, efectiva, no quadro de referência das transferências externas para a Madeira.

Olhando para o financiamento do Orçamento da Região numa perspectiva completamente nova, esta moção alerta que "avançar para revisões de leis que consubstanciam transferências financeiras do exterior não integrando todos os dados disponíveis e perspectivas de conjunturais possíveis é uma atitude que pode agravar seriamente a situação da Madeira, em termos de transferências globais. Por que pode conduzir à desresponsabilização do Estado para com a Madeira, ainda por cima por proposta da própria Madeira".

Admitindo "soluções constitucionais" tendo em vista garantir os objectivos consagrados na proposta, Victor Freitas e a sua equipa de trabalho deixam claro que são "completamente a favor de uma total reconfiguração do quadro de transferências externas de modo a garantir que a Madeira não passe por um complexo choque financeiro, decorrente de insuficiências governativas ou por oportunismo eleitoralista".

Consubstanciando dois dos principais propósitos da sua moção - ruptura e um compromisso com a Madeira - Victor Freitas quer que as transferências financeiras, do Estado ou da Europa, sejam baseadas na criação de um Quadro de Interesse Comum.

Desenvolvendo conceitos mais abrangentes sobre os indicadores que possam sustentar uma política de solidariedade e coesão europeia e nacional, esta proposta quer ver consagrado o "valor acrescentado positivo das regiões portuguesas à dimensão geo-estratégica do pais e da Europa", já que entende que a posição da regiões autónomas portuguesas, e em particular da Madeira, "é um factor que oferece a Portugal e à União Europeia potencialidades acrescidas, com vantagens para toda a comunidade portuguesa e europeia".

Para o agora candidato à presidência do PS-Madeira, "o valor económico dos recursos naturais do mar que a Madeira empresta ao pais e à União Europeia carecem de uma avaliação de externalidade positiva que pode ultrapassar as obrigações de garantia da coesão económica e social das regiões", pois constitui uma mais-valia na dimensão geográfica, estratégica e económica do pais e da UE".

A proposta subscrita por Victor Freitas defende a criação de um grupo tripartido, com duplo objectivo. Um comité de negociação envolvendo responsáveis a nível regional, nacional e de âmbito europeu, capaz de actuar em dois níveis em simultâneo:no plano da análise do desenvolvimento, procurando determinar uma base sustentável e credível de avaliação; determinando objectivamente as contrapartidas que transformam esta negociação com o pais e Europa numa abordagem 'win-win'.

Quanto vale o mar?



A operacionalização deste processo passa pela criação de uma unidade central de coordenação, que deve efectuar o exacto diagnóstico de desenvolvimento das regiões, com indicadores adequados, reconhecidos e calculados numa base anual; o valor económico das regiões para o Estado e para a Europa através de um estudo que determine o valor económico, tendo como base o seu valor geo-estratégico, o que a ZEE da Madeira representa para Portugal e qual o valor que a ZEE portuguesa, a maior da UE, representa para a Europa.

Apoios reforçar as potencialidades do todo e não ser um custo com uma das partes

Dado importante a reter no documento a que tivemos acesso resulta do entendimento que é dado "aos obstáculos estruturais da ultra-periferia, que o financiamento pontual não permite ultrapassar, pois os níveis elevados de financiamento não permitem resolver os problemas decorrentes da dimensão do mercado, a orografia agreste da Região e a distância dos centros de decisão".

Deste modo, a moção defende que é indispensável "um novo Quadro de Interesse Comum em que sobrelevam os níveis de interesse comum e não os pontos de conflito, que devem ser vistos como obstáculos ao todo - nacional e europeu - e não um problema de uma parte do todo, a Madeira, no caso, as Regiões, ou até mesmo as RUP's, quando vistas em conjunto".´



Entendem os proponentes desta proposta que "só com esse novo quadro de interesse comum, que permita incluir no pacote negocial não apenas os objectivos da coesão mas as mais-valias e externalidades positivas, o poder da Região estaria assente no seu valor específico e não apenas e sobretudo em atitudes de reivindicação com carácter e até deliberadamente isolacionista".

Recorda, ainda, esta proposta, que " há um valor intrínseco das Regiões Autónomas que o mercado não valoriza mas cujo beneficio ultrapassa os habitantes dessas regiões e abrange o pais e a Europa e que, portanto, a sua pertença à Europa deve ser alvo de análise e de reforço porque, e aqui é que está o ponto interessante e decisivo, diríamos mesmo o ponto fulcral do Novo Quadro de Interesse Comum: as transferências teriam como objectivo reforçar as potencialidades do todo e não representariam um custo com uma das partes".

terça-feira, 10 de Novembro de 2009


NÚMERO DE APOIO À CANDIDATURA



968058409




http://victorfreitas2009.blogspot.com/



Email: victorfreitasm@gmail.com

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Andrea Bocelli & Sandy

- Madeirenses, festejai a Queda do Muro e derrubai aquele que o sistema laranja ergueu nas nossas mentes, o Muro do Medo que os mantém no poder


O mesmo e mais forte


Conta-se em poucas palavras a história. Numa pequena aldeia, houve um concurso de bandas. Uma certa banda preparou, semanas a fio, uma determinada marcha. Ora aconteceu que uma outra banda concorrente apresentou-se com a mesma marcha, e, pior ainda, tocou primeiro. O que é que fez a primeira banda que preparara a marcha quando chegou a altura de tocar o seu tema? Não se desmanchou e, quando o chefe da orquestra perguntou a modinha, não se saiu nada mal. Então o que é que tocam? - perguntou o maestro. - O mesmo e mais forte - retorquiu, decidido, o chefe da banda. Isto vem a propósito da proposta da Lei Eleitoral. Depois de Vítor ter apresentado a sua proposta, a proposta aprovada pela Comissão Política e desvirtuada pela sua anterior liderança, que fez Serrão, quando interregado sobre o assunto? - O mesmo e mais forte. - E siga a banda! ´
Já quanto ao Estatuto, sopa requentada. Ainda por cima aquecida pelo Chefe João.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Fédon, o homem em busca de si

A Si, significa àquilo que há de mais profundo nele, Sócrates, o que há de profundamente humano, o que há de universal. Este “Si” é o “conhece-te a ti mesmo” socrático que significa arredar-se da periferia dos sentimentos e chegar ao centro de onde partem os veios do universal.
No Fédon de Platão há uma conflito entre a vontade do indivíduo, enquanto ente singular e o Ser universal. Não é conveniente estabelecer um paralelo com o conflito do âmbito teológico a que a humanidade assiste no alto da cruz entre o sofrimento do Homem ali e a missão de salvação universal, mas é possível ver que em ambos o ego do ente singular cede perante o carácter ôntico que em cada ser se manifesta ou que se manifesta em cada ser.
Deus me livre de esboçar qualquer tipo de inferências mútuas, mas há-de constatar-se que, em ambos, os discípulos o quiseram livrar da morte para si, e que ambos se libertaram atravessando a morte para se dar à humanidade, libertando-se da visão restrita dos discípulos para se entregar ao universal humano. É essa, aliás, o significado do tratamento de Sócrates a Xantipa, a esposa, como que, se desligando dela, se desligasse do que o prendia ao mundo material. Desse mundo material, faz parte o seu próprio corpo. Sócrates chama a atenção para o facto de ninguém o poder destruir ao destruir o seu corpo pois ele não era aquele corpo, que era corruptível, mas as suas próprias ideias, que, sendo incorruptíveis, ninguém as podia destruir.
Em qualquer caso, dos dois que são incomparáveis, o cálice da vida implicou antes o cálice da morte.
Sócrates, que nada sabia, como ele próprio dizia, sabia, ainda assim, que, em cada coisa, o que é necessário é partir em busca do essencial. Nessa busca de si mesmo, que permanece até hoje, vive a angústia humana de se compreender a si mesma, de se reencontrar, como o espírito hegeliano em busca de si mesmo. É nessa busca, em que o absoluto existe como epistemologia mas às vezes parece ainda mais longe que no momento de partida da caminhada humana, e quando foi esse momento de partida, que está a chave do mistério do humano: caminha eternamente sem nunca chegar e ainda assim nunca desistir de alcançar. Há, porém, momentos da ilusão da chegada, da utopia realizada, do fim da história, e esses momentos sabemos ao que conduziram: à desumanidade justamente porque é contrário à natureza da humanidade chegar ao momento do absoluto. Não seríamos humanos mas deuses e os deuses, como se sabe, julgam-se senhores do destino dos outros.
A justiça em si, a bondade em si, a beleza em si, como realidades ontológicas não podem ser detectadas pelos sentidos mas pelo intelecto. Nessa busca, está o sentido humano. O conhecimento é reminiscência de um mundo ontológico perfeito em si mesmo. A caminhada do homem em direcção de uma utopia é o desejo do reencontro de um mundo ontológico em que existem a justiça em si, a bondade em si, a beleza em si. A utopia deve consistir então em querer alcançar sem nunca ter alcançado. Politicamente, isto é a democracia. A ilusão de ter alcançado é o alicerce da Ditadura. Se a ideia platónica de Alma não admite que ela seja vencida pela morte, da qual se afasta, também a ideia de Liberdade não se deixa, contudo, perecer perante a morte da Democracia. A Liberdade permanece e conduz ao fim das ditaduras. Em qualquer caso, nunca se assiste à morte da Liberdade como ideia de si mesma. Beber a cicuta da busca para permanecer fiel a Si, eternamente participando da ideia da Liberdade. Este é o ensinamento de Sócrates através de Platão.

Em que Sócrates,o filósofo,terá falado,no Fédon, do PS-M e nomeadamente de mim!



FEDON - Já te conto. Eu estava à direita de Sócrates (...) - E agora perguntou Cebes [a Sócrates] qual a tua opinião sobre isto?

E Sócrates: Por Zeus estou longe de admitir que de modo algum conheço a causa destas coisas (...) Pois, pelo Cão! Julgo que estes músculos e estes ossos já poderiam ter sido há muito levados para Mégara ou para a Boécia, pela ideia de que seria melhor , se eu não tivesse acreditado que o mais justo e o mais digno era, em vez de escapar, submter-me à pena imposta pelo Estado ateniense.

Viram? Ou não viram?

sarah brightman



Tú quieres volver
Ahora
tú me pierdes la razón
no digas nada
siempre siempre serán los dos
sabemos
aquella noche
y por la calle
lo mismo será.

Tú quieres volver y no te veo más
tú quieres volver y no me siento na.
Tú quieres volver y no te veo más
tú quieres volver y no me siento na.


Tú quieres volver y no te veo más
tú quieres volver y no me encuentro más.
Tú quieres volver y no te veo más
tú quieres volver y no me encuentro más.


Yo pienso aquel día
lo mismo que ayer,
lo mismo será.


Yo pienso aquel día
lo mismo que ayer,
lo mismo pensa.


Tú quieres volver y no te veo más
tú quieres volver y no me encuentro más.
Tú quieres volver y no te veo más
tú quieres volver y no me encuentro más.


Tú quieres volver y no te veo más
tú quieres volver y no me encuentro más.
Tú quieres volver y no te veo más
tú quieres volver y no me encuentro más.

Qué cantan los poetas andaluces de ahora?



Los poetas andaluces de ahora ( Rafael Alberti)

Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
Qué miran los poetas andaluces de ahora?
Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre
pero, dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran
pero, dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten
pero, dónde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos
Miran, y cuando miran parece que están solos
Sienten, y cuando sienten parece que están solos
Qué cantan los poetas, poetas andaluces de ahora?
Qué miran los poetas, poetas andaluces de ahora?
Qué sienten los poetas, poetas andaluces de ahora?

Y cuando cantan, parece que están solos
Y cuando miran , parece que están solos
Y cuando sienten, parece que están solos

Y cuando cantan, parece que están solos
Y cuando miran , parece que están solos
Y cuando sienten, parece que están solos
Pero, dónde los hombres?

Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
Que en los campos y mares andaluces no hay nadie?

No habrá ya quien responda a la voz del poeta,
Quien mire al corazón sin muro del poeta?
Tantas cosas han muerto, que no hay más que el poeta

Cantad alto, oireis que oyen otros oidos
Mirad alto, vereis que miran otros ojos
Latid alto, sabreis que palpita otra sangre

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo encerrado
Su canto asciende a más profundo, cuando abierto en el aire
ya es de todos los hombres

Y ya tu canto es de todos los hombres
Y ya tu canto es de todos los hombres
Y ya tu canto es de todos los hombres
Y ya tu canto es de todos los hombres (bis)


Autor: Rafael Alberti

sábado, 7 de Novembro de 2009

Lua feiticeira