terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

CDS fez jogo duplo: fingiu apoiar a proposta da ALR para poder descaracterizá-la totalmente tirando verbas à Madeira. Essa é que é essa!

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Nella Fantasia - Ben Escorcio on All Ireland Talent Show 31.01.10



Este é o primo Ben de uma amiga, concorrente num programa irlandês equivalente ao nosso "Ídolos". (recebida por email)

Demagogia ou moral? Imposto Extraordinário de Salvação Nacional

Virão os do costume dizer que a proposta de baixar os vencimentos dos poíticos é demagogia. Na verdade, o problema do País não está nos vencimentos dos políticos, nem nas fundações, nem nas empresas municipais que duplicam os serviços camarários, nem nos serviços de consultadoria pagos a peso de ouro, não, o problema não está em nenhum deles, o problema está no todo e não em cada uma das partes, mas são estas que formam o todo.
Na actual circunstância, defendo mesmo um Imposto Extraordinário de Salvação Nacional com carácter transitório e de cariz solidário para fazer face aos custos sociais a que neste momento o País tem de fazer face.

Mais Dinheiro para os Madeirenses, nada pró PPD: a proposta do PND se não tem ranço já é velha


A ideia do PND já é velha. Já o Bastaqsim a defendeu aqui e aqui, (19 e 31 de Outubro de 2008).

Em eleições, há derrotados e há vencedores. As convicções, porém, não se sufragam. Baixar vencimentos dos políticos é um acto moral no actual momento

Há quem tinha lido o que aqui escrevi, mas há talvez quem lhe tenha escapado o que reafirmei aqui. Por isso reafirmo, eu fui eleitoralmente derrotado no último Congresso. Não obstante a Moção que subscrevi ter sido aprovada, a estratégia que defendia, foi derrotada. Claríssimo. Agora, as convicções não são submissivas pelo sufrágio, senão os socialistas madeirenses já tinham deixado de o ser. E já agora não poderiam apresentar proposta na ALR. Por isso, a proposta que anuncio de baixar os vencimentos dos políticos na RAM trata-se de uma concretização das minhas mais profundas convicções socialistas. Peço a quem concordar com elas, dentro e fora do PS, que lute por ela. Essa proposta é um sinal de solidariedade àqueles que mais sofrem com esta crise. Vencido mas não convencido, ou, como dizia o grande democrata e impoluta figura, aquele que foi a consciência moral de todos os socialistas, "só é vencido quem desiste de lutar", Francisco Salgado Zenha.

Ponderação: estou a ponderar apresentar na Comissão Política PS uma Proposta de Recomendação ao GP para baixar 10% vencimentos dos políticos na RAM


Com esse dinheiro, e com outras medidas, e salvaguardado o princípio da não consignação, julgo ser possível arranjar fundos para um suplemento aos desempregados da Região. Estou a discutir o assunto com vários camaradas.

O Orçamento regional a bem dizer devia chamar-se Orçamento de Financiamento do Sistema Laranja: o monstro é insaciável e devora tudo!

Dinheirinho da nova LFR já tem destino: SD's querem mais 100 milhões! E não chega. Faça-se nova alteração à LFR, já!


E não chega, é preciso nova alteração à LFR.

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Alberto João Jardim, sem os pruridos ideológicos de alguns socialistas,propõe compromisso histórico para Portugal.Já o faço para a Madeira desde 1996

Voltei a fazê-lo no último congresso e venho-o fazendo desde 1997: acordo global entre as diferentes forças políticas regionais para ultrapassar o bloqueio constitucional da autonomia. Acontece que alguns, que se têm, no PS, aproveitado das minhas ideias para mero protagonismo pessoal, não têm tido competência para as executar. Espero que, ao menos, aprendam com o arrojo de AJJ que tanto criticam mas invejam.

A Grande Coligação já tem líder: AJJ sugere "compromisso histórico" para Governal Portugal


Cavaco "terá que tirar ilações do acordo estabelecido entre 4 partidos"
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A pergunta que aqui fiz, já tem resposta:

Alberto João Jardim declarou que a aprovação deste diploma na Assembleia da República, mesmo com a oposição do PS, veio demonstrar que "há solução alternativa de governo" para o país. Tal passaria por uma ampla coligação - PSD, CDS/PP, PCP/Verdes e BE -, a qual constituiria uma maioria no parlamento nacional. (...) provou-se com esta Lei que é possível (...) fazer um compromisso histórico que liberte o país de um partido que hoje não tem qualquer ideologia ou valores.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

O "caso Crespo" e a liberdade, Vasco Pulido Valente

O primeiro-ministro resolveu almoçar com o ministro da Presidência e Jorge Lacão no restaurante do Hotel Tivoli, que é notoriamente frequentado por personagens da política, do jornalismo e dos negócios. Foi um almoço de amigos ou, pelo menos, de colegas de trabalho. Sem qualquer dúvida um acto privado. A certa altura, o director da SIC e Bárbara Guimarães pararam uns minutos na mesa dele e o primeiro-ministro, provavelmente inspirado pela companhia, resolveu dar a sua opinião sobre Mário Crespo, com quem anda com certeza furioso por causa do programa Plano Inclinado. Para Sócrates, como seria de esperar, Mário Crespo é um "problema a resolver", e devia (com Medina Carreira) estar higienicamente metido num manicómio. As pessoas sempre falaram assim na intimidade. Dizer mal do próximo é um prazer velho como o homem.

Mas Sócrates falou alto de mais. Tão alto que um coscuvilheiro qualquer conseguiu ouvir e começou a divulgar a conversa, ninguém sabe, ou pode saber, com que exactidão e respeito pela verdade. O que não impediu Mário Crespo de se erigir tragicamente em vítima e de contar o episódio numa "coluna" do Jornal de Notícias, que o director do dito jornal (que não é em bom rigor um tablóide inglês) se recusou a publicar. Isto provocou um enorme escândalo na imprensa e na televisão, que tomaram indignadamente o partido de Crespo e trataram Sócrates como se não houvesse a menor diferença ente o restaurante do Tivoli e a Assembleia da República. Não se percebe porquê. Parece que o primeiro-ministro não tem direito à privacidade ou que de repente a coscuvilhice se tornou numa fonte fidedigna e usável.

Se de facto assim é, daqui em diante nenhuma personagem com alguma notoriedade pública fica ao abrigo dos piores vexames. Nada agora, eticamente, impede que a imprensa e a televisão recrutem bandos de espiões com o propósito de recolher ou "extrair" todo o lixo disponível sobre criaturas de quem não gostam ou que, em geral, atraem audiências: políticos, músicos, jogadores (ou treinadores) de futebol e até, calculem, jornalistas. Claro que o exemplo vem de cima: vários deputados do PS já querem revelar na Net os rendimentos de cada um de nós. Tarde ou cedo, mais cedo do que tarde, vamos viver numa sociedade ao pé da qual a Ditadura passaria por um regime tolerante e digno. O "caso Mário Crespo" contribuiu consciente ou inconscientemente para apressar as coisas. Portugal nunca, no fundo, se habituou à liberdade.

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Cavaco veta

Não haverá crise política, o ministro não se demitiu nem o governo o fará: tudo acabará às mãos de Cavaco, que vai vetar a LFR.

Afinal, quem lidera esta maioria? Eles já derrotaram o feroz Sócrates! Serão capazes do compromisso total e Governar o Império?




AJJ, 2 - Sócrates, 1

Não tenhamos dúvidas, Alberto João Jardim averba a segunda vitória sobre Sócrates, depois do primeiro round, em que foi derrotado na LFR em vigor, ganhou em 2007 as regionais e derrota Sócrates na AR, conseguindo criar, com cedências tácticas, uma maioria na AR, para uma nova versão da LFR.

Agrava-se a situação nas PILOP's, Províncias Ibéricas de Língua Oficial Portuguesa: Comandante Teixeira dos Santos fala às 8 a uma estação separatista

O que é que a baiana tem?

Afinal, o que é que AJJ tem? É ele um político isolado no plano nacional, como querem fazer crer certos sectores?


Alberto João Jardim está de parabéns, não há dúvida, e não é por fazer anos. Depois da quase unanimidade na ALR, consegue obter apoio maioritário na Assembleia da República para a sua vontade de alterar a Lei das Finanças Regionais em vigor. A verdade é que demonstrou uma capacidade negocial com partidos desde a extrema direita à extrema esquerda - Bloco de Esquerda, PCP, PSD nacional e Partido Popular - que desdiz a ideia que seria um político isolado no xadrez político nacional. É uma vitória política assinalável.

LFR: alastra a revolta nas colónias luso-ibéricas, fartas de ser exploradas pela Metrópole, leia-se Madeira



É o grito do Ipiranga: as províncias ibéricas de língua oficial portuguesa (as PILOP's), estão em convulsão: a Metrópole, leia-se a Madeira, não só não lhes manda um tostão para a sua defesa - elas que se amanhem e se defendam dos espanhóis - e ainda por cima quer a exploradora e rica Metrópole de PIB elevado lhes sacar cada vez mais dinheiro. Basta!, gritam. Queremos a Independência já! Não queremos mais obedecer às directrizes do parlamento da Madeira. Independência ou morte, grita-se nas capitais provinciais do Minho ao Algarve! A questão está já a ser analisada atentamente pela Comissão da ONU para os territórios não descolonizados.

Isto está encrespado, Raquel Gonçalves

Duas linhas

Mário Crespo acusou Sócrates de o querer silenciar. E fê-lo com base numa coisa que lhe contaram. Pior do que isso, numa conversa que alguém terá escutado num restaurante. Mário Crespo é jornalista e essa sua condição faz toda a diferença nesta história. Não só não há notícia no 'diz que disse', como também existe a regra de que o jornalista não é notícia.

Contudo, ao que parece, o Mário Crespo jornalista quis fazer tábua rasa de tudo isto e criar, à pala de uma bilhardice, um clima de vitimização. Quis aparecer como um perigoso jornalista a abater, mesmo que a ideia mais forte que tenhamos dele seja a de um senhor que conta histórias enquanto a meteorologia diz que vai chover a Norte e fazer sol a Sul.

É verdade que poder e liberdade de expressão não rimam, nem em Lisboa, nem cá na ilha. Mas uma coisa é essa dialéctica, e outra, completamente diferente, é esta ideia generalizada de que os jornalistas estão acima de qualquer suspeita ou crítica. Não estão. Fica mal isto de ir atrás de bilhardices de mesa de café ou de restaurante, dando-se uma importância que, de facto, não se tem.

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Gonçalo, Sancho, Eduardo, não sei se LFM, indignam-se, e bem com o episódio Crespo. Óbvio, não estão habituados a que tratem assim os "bastardos"*

* sem tradução, Gonçalo, Eduardo, Sancho e LFM conhecem bem este idioma, não precisam de legendas!