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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Há dirigentes sindicais que ainda não sabem que o PSD-Madeira governa há quase 40 anos!

Houve um dirigente da USAM que achou mais oportuno criticar um projecto em construção, como diria Vinicius de Morais, - a Plataforma Democrática - do que o Governo do PSD que já governa a Região há 32 anos. Enfim! O PSD-Madeira continua a não ser responsável do que se passa na Madeira.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Aos próceres do regime

Albergue espanhol, sopa juliana azeda, salada de fruta putrefacta, promiscuidade insanável, tudo ao molho e fé num deus menor, carne de porco à jardineira sem tempero, mixórdia intragável, coktail zurrapa, caldeirada de peixe podre é o regime. Mas há democratas que, perante esta inenarrável realidade, invocam a virgindade... imaculada da sua ideologia como entrave ao desbloqueio da Democracia

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

20 de Fevereiro, Incêndios, árvore Porto Santo: é miserável fazer política com as vidas humanas mas também é miserável não assumir responsabilidade

O PSD, quando se vê em apertos, apela: não vamos fazer política. Bem, em primeiro lugar, eu não sabia que era possível governar durante quase quatro décadas sem fazer política. Igual, só o cinismo do ditador Franco, quando dizia a alguém de suas relações pessoais, por acaso anti-regime, quando esse alguém se lhe queixou de ter problemas com a polícia política, lhe respondeu Franco: "Olhe, faça como eu que não me meta em política". Quando houve o 20 de Fevereiro, seria miserável realmente fazer baixa política com feridos, desalojados, mortos, mas política não é possivel deixar de fazer. Baixa política foi ver a disputa de agentes do regime à procura de holofotes; depois vieram os incêndios, e logo veio a cantilena do costume: nada de fazer política; e lá não se fez política; agora caíu uma árvore, morreu uma cidadã, dois feridos graves e, claro, nada de política! Bem, muito bem, respeite-se a dor da família, mas, em nome justamente dessa dor, apure-se responsabilidades políticas, cívicas e eventualmente criminais. E chegue-se ao veredicto essencial no Estado de Direito: guilty or not guilty. (Embora em Portugal isso já não exista, por força da aliança do aparelho de justiça e uma comunicação social vadia que não desenvolve jornalismo de investigação mas de delação, com o apoio de certa blogosfera, o que há é o "suspeito ou não suspeito", mesmo que haja entre os suspeitos inocentes ou entre os não suspeitos culpados, e isso o que é que interessa, se as fogueiras da inquisição, agora mediática, estão de volta? Por acaso o Sancho ou o Eduardo Freitas estão preocupados, no caso Freeport, se o Sócrates é inocente ou não? É suspeito, dizem eles, ora, e pronto).
Foi o Governo ao parlamento, após o 20 de Fevereiro explicar o que se passou e dizer, no processo de reconstrução, o que pensa fazer para que se não repitam os mesmos erros, que originaram novas mortes? Está o Governo do PSD a responder, exigiu o presidente do PS, como está a fazer a reconstrução ou isso também é "fazer política"? Claro que é fazer política, mas sem aspas, isto é, ir ao parlamento prestar contas. O problema não é fazer política mas é não querer fazer política. O que se pede ao PSD é isso mesmo: faça política, melhor, Política, e não baixa política. Por não fazer política é que o desastre em 20 de Fevereiro foi exponenciado, aliando as forças da natureza à irresponsabilidade, negligência e falta de ordenamento do território; por não fazer política é que as labaredas nos verões são tão altas porque não há prevenção (já agora, não é só aqui), e por não fazer política é que as árvores em risco são ignoradas e algumas desgraças não são evitadas. Já agora, e sem querer fazer política, estão ao menos, agora, a fazer uma vistoria às árvores em risco? Que tal a Estrada Monumental?).Vamos lá mas é fazer política, o que a Madeira precisa mesmo é de política: a falta de política é que nos conduziu aqui. E para saírmos daqui, hemos (=havemos) de fazer política. Não foi a falta de política que nos criou a crise internacional? Não é falta de política que lançou a União Europeia num impasse? Viva a Política, vivam os grandes políticos, viva Churchil, viva Lenine, viva Roosevelt, viva Mário Soares, viva Álvaro Cunhal, viva Freitas do Amaral, viva Sá Carneiro. Viva a Política a valer! Ah, e viva Marx!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Em defesa de Carlos Pereira e de Bernardo Martins

1. A intervenção do Secretário das Finanças na ALR é condenável, serviu-se de um caso pessoal, que, ainda por cima, teve motivações com conotações políticas e persecutórias para atacar o deputado do PS, quando devia deter-se no plano político.
2. Quanto ao deputado Bernardo Martins, é óbvio que os argumentos do PSD não são válidos: Bernardo Martins não foi eleito para a mesa da AR porque derrotou o PSD. Ponto final.
Parágrafo.
Aos dois, ao Carlos João e ao Bernardo, a minha solidariedade

domingo, 18 de abril de 2010

Tachos para os aparatchiks laranjas da blogosfera


Diz o diário que "Nomeações de Lisboa esquecem 'boys' do PS-M
PSD dominam os cargos de topo, mesmo quando muda cor política na república"
e diz mais, diz que ainda há aí uns lugarzinhos, uns tachinhos vazios. Ora, então, ainda há para aí uns boys, isto é, uns aparatchiks laranjas para os ocupar. É fartar, vilanagem!

terça-feira, 6 de abril de 2010

PS vai até ao pleno em defesa da Democracia e da Autonomia!


Mas quem é que o PSD julga que é para encolher, minguar, diminuir o primeiro Órgão da Autonomia? Julga o quê, que estamos em regime de partido único? Que ainda vivemos no tempo do Salazarismo, cuja denúncia precursora pela Madeira acabamos de comemorar a 4 de Abril? Se nem o Salazarismo nos conseguiu, a nós, Madeirenses, calar, julga o PSD, esse corpo estranho à Democracia, logo à Autonomia, que nos vai calar? Julga o PSD que vai impedir a Revolução Cultural, como há dias defendeu o vice-Presidente do PS, que há-de despertar as consciências contra este maoísmo laranja instalado no ventre da Democracia parlamentar?
O PS apela ao plenário do parlamento, que é o mesmo que apelar ao supremo tribunal da Autonomia. O plenário, isto é, o Parlamento no seu pleno, é a útlima instância a que um verdadeiro autonomista pode meter recurso para fazer funcionar a Democracia nesta Região que é Autónoma. Depois dissso, o PSD obrigará a apelar para outras forças. Mas ficará também responsável por ser notório que os madeirenses, por culpa de alguém, o PSD, abusivamente contra eles, tal como em 1931, não conseguiram resolver democraticamente as suas questões.
Atraver-se-á o PSD a vexar, de novo, a Autonomia - e logo na Casa-Mãe que lhe dá o ser?
De novo Abril, o 4 de Abril!

domingo, 17 de janeiro de 2010

PSD-M: ódio, ódio e mais ódio


O PSD-Madeira tem dificuldade em entender o que é a pluralidade, a diversidade de opiniões em Democracia. Qualquer político que divirga do PSD tem ódio. O PSD acusa a oposição de ódio, um deputado da oposição que se destaque mais de ódio, um colunista crítico de ódio, os colunistas do PSD acusam os opositores de ódio, o PSD acusa o Primeiro-Ministro de ódio, os TSD's-M acusam o Primeiro-Ministro de ódio, os deputados do PSD-M na AR acusam Sócrates de ódio. O PSD vê as divergências ideológicas como ódio. Já agora, e na mesma linha, o que o PSD faz e sempre fez às autarquias que não são PSD é o quê, Amor?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O PPD está convencido que o Sol anda à volta da terra por decisão sua


Desde sempre, desde o início do regime, desde quando se instalou o sistema laranja de partido único no bojo do sistema constitucional de natureza multipartidária, quanto ao número mas não quanto à relevância, que o PPD está convencido que alguém precisa de um atestado de qualidade passado pelo PARTIDO para se sentir confortado. Era bom que o PPD e os seus próceres percebessem que os atestados com o papel timbrado pelo Partido são de mau presságio. Não, não precisamenos de doutoramento honoris causa vindos do PSD. E digo mais, no dia em que, se fosse membro da ALR, me fossem feitos rasgos louvores pela bancada do PPD eu pediria a defesa da honra.
O que o PPD ainda não percebeu é que só ele se leva a sério.
A atitude recente do PPD para com o líder do PS tem suscitado atitudes díspares. Uns, isso significa que o PPD acharia que o líder do PPD é fraco e quer mantê-lo. São os detactores do actual líder do PS. Outros, o PPD estaria a fazer psicologia de caverna: se o PPD elogia é porque ele é bom, e o PPD quer que se pense que, se o elogia, ele não é bom e, portanto ele é bom. Não, o PPD não está a fazer nada disso. O PPD está simplesmente a ser PPD, isto é, a ser ele próprio. O PPD, pura e simplesmente não tem vergonha, como nunca teve, e está-se borrifando para a coerência. Se o líder do PS está a ser contestado no interior do PS por alguns sectores minoritários então há que mantê-lo por enquanto. Amanhã voltaria a apresentar um requerimento à medida da sua inqualificável conduta parlamentar ao longo destes anos sem nenhuma hesitação. Portanto, deixe-se o PPD de tontices, que ninguém precisa dos seus atestados de qualidade.
P.S. 1 - tudo o que foi dito sobre o PPD e os seus atestados serve também para aqueles que, seja de que partido forem, tenham atitudes de natureza facciosa, conforme os comentarios aqui publicados sirvam ou não a sua estratégia de tomada de poder. Também eu me estou categoricamente borrifando para eles.
P.S. 2 - O título não é engano. É mesmo assim: o PPD vê tudo ao contrário e julga que os outros é que estão enganados!