quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ambições Inadiáveis

O Grupo das Ambições Inadiáveis, vulgo grupo dos (neo)liberais, poucos mas activíssimos, é verdade, não tem, contudo, nem estratégia, nem propostas, nem coerência, nem argumentos. Limita-se ao tacticismo, ao paradoxo da subtileza aleivosa, à distorsão e manipulação dos factos, à fuga ao debate, por falta de argumentos e de autêntica cultura democrática e ainda pelo autoconvencimento, sem sustentação na realidade. Festejam-se muito mas não festejam o debate democrático.
Nem sequer tem a frontalidade do vai mas é..., e fica-se pela sinuosa manipulação que os novos suportes multimodais da pós-modernidade facultam, julgando com isso dissimular a falta de conteúdos, como se a pós-modernidade os dispensasse por si mesma e pelas suas imagens e não fossem elas os novos suportes de uma cultura renovada.
Mais uma razão para um democrata não abdicar.

Sabem o que é motivação?

Motivação pode ser um conjunto de processos e ou actividades que podem levar ao sucesso ou não; motivador é o elemento obtido durante um processo que significa que as práticas estão a provocar o resultado desejado. Se um partido, a crer numa sondadem, está a distanciar-se de um ponto, em movimento ascensional, é desmotivador? Ou, ao contrário, se estivesse em curva descendente, seria o quê? Motivador? Não, estaria em processo alucinógeno, como este. Aí, estaria carente de toda a solidariedade, dou-ta.

Pã na origem do pânico

Prove lá, ou não pode?

Provar objectivamente isto: que "(Filipe Sousa e Nilson Jardim) (...) foram (...) excluídos por JCG". Isto e só isto.
Ou isto é verdade ou não é verdade.

Os Cinco voltam à TV


Roque, Ricardo, António Jorge, Marsílio e Nicolau. Tudo bons rapazes e bons jornalistas, hoje na TV. E só um é de Santa Cruz, que eu tenha conhecimento... E na era da globalização, também isso o que interessa. Claro que interessa!

Não há provas, é?

'tá difícil...

Desejos ocultos que revelam tácticas escancaradas

Escandalosamente aqui.

Prove lá

Prove, que já falamos: (Filipe Sousa e Nilson Jardim) já foram em tempos excluídos por JCG.

PS COMEÇA A RECUPERAR DA DÉBACLE DE 2007 (15%) E SITUA-SE AGORA NOS 23% PARA A CMF



DIÁRIO DE NOTÍCIAS

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Uma questão de coerência e ética: deputados que não acataram a decisão da CP do PS vão pedir suspensão do mandato até ao próximo Congresso

Os deputados que não seguiram a decisão tomada por maioria qualificada, setenta por cento, da Comissão Política do PS, vão, em nome da coerência e da ética política, pedir a suspensão do mandato até ao próximo Congresso.
É uma decisão de consciência que tem de ser respeitada, visto que, não estando disponíveis para acatar a decisão da actual comissão política, terão de esperar pelo novo Congresso, a realizar normalmente em 2010.

Acatada a orientação da CP: João Carlos Gouveia eleito líder do GP


Em conformidade com a decisão qualificada da Comissão Política do PS, João Carlos Gouveia foi eleito líder parlamentar dos socialistas na ALR.

Ambições Inadiáveis


Um grupo de opositores à actual do PS transformou-se num foco de desestabilização, sem apresentar nenhuma opção clara e estratégica, mas portador de um conjunto de Ambições Inadiáveis, ignorando o facto de o partido estar confrontado com três actos eleitorais decisivos. Contudo, não toma nenhuma inciativa política de fundo, nomeadamente de desencadear os mecanismos necessários para provocar um congresso. Se os deputados do PS não acatarem as decisões da CP do partido e acharem melhor seguir o Grupo das Ambições Inadiáveis, e se é tudo uma questão política e não de lugares, têm uma saída: pedir a suspensão ou renunciar ao mandato por objecção de consciência.

Nesta algura, as Opções Inadiáveis movem uma inqualíficável pressão para não dizer pior, sobre os órgãos do partido, numa táctica conluiada e anunciada na comunicação social.
Veja-se este naco de prosa "Nesta altura só os que ainda sonham com candidaturas autárquicas, um lugar na lista para a Assembleia da República ou que estão directamente envolvidos na campanha para as 'Europeias' estão disponíveis para dar a cara por João Carlos Gouveia. Mas a maioria dos mais importantes dirigentes socialistas entende que não há mais condições".
Ou seja, segundo este brilhante raciocínio, 70% do partido quer ir para a AR e para os órgãos do poder local. Uma arrogância intelectual sem sustentação prática


"

Opções inadiáveis


O Grupo Parlamentar do PSD na AR, em 1979, cindiu-se em dois, com a criação do chamado Grupo das Opções Inadiáveis, que viria a criar a ASDI, Acção social-democrata Independente, que concorreu posteriormente a eleições e não elegeu um único deputado. Sá-Carneiro chegou então a Primeiro-Ministro.

Mandato indeclinável: 70% da Comissão Política indica João Carlos para líder parlamentar


A Comissão Política votou o nome de João Carlos Gouveia para líder parlamentar. Como se sabe, o Grupo Parlamentar depende da orientação da CP do Partido.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Assembleia Legislativa dos Açores, como de costume, não comemorou a Revolução do 25 de Abril


Credo, que som esquisito!

Solidariedade

1. Hoje foi publicada uma carta no Diário de Notícias, cujo alvo o autor quis que fosse claramente identificável com um conhecido militante do PS.
2. Já não é a primeira vez que alguns covardes se servem da minha contundência crítica e frontal para ensaiar, mal, aqui e ali, o meu estilo de escrita para insinuar que seria eu o autor de tal ou tal texto. Ora, eu assumo aquilo que digo, e não faço da ofensa pessoal o modo de sustentar a crítica.
3. Nunca os visados, no PS, dos meus escritos, mesmo sob o uso da heteronímia, foram privados do nome do agente responsável pela autoria.
4. Portanto, ou o autor da carta a assume, ou estaremos perante um caso de miséria, infâmia e covardia.
5. Sem mover processo de intensões, a carta pode ser política e sectorialmente identificável, mas também aí é susceptível de logro.
6. Não subscrevo nem a forma nem o conteúdo e manifesto aqui a minha total solidariedade ao visado.
7. A carta raia as marcas da ofensa e, se o visado exigir do diário os elementos identificativos do seu autor, como é seu direito, estou ao dispor para abonar em seu favor.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Alcândora




Através do teu corpo
construí
castelos de imaginação
e restei
definitivamente poisado
na âlcandora do teu olhar
de onde descer
não ouso
com medo de te perder

URGENTEMENTE





É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade

Alexandre O'Neil


Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill

domingo, 26 de abril de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um gesto nobre

O Senhor Professor André Escórcio, meu ilustre camarada e Amigo, acedeu, como compete a um Democrata, responder ao meu pedido de esclarecimento, que, no interessante paradoxo do título que esclarece, revela aquilo que eu pensava: a ofensa não é o timbre do debate entre democratas. Não podia ser de outra maneira. Mas, para os blogonautas, e é para eles que eu e o Professor falamos, pedi, eu, e deu, ele, o esclarecimento, que, reconhecemos os dois, seria desnecessário entre nós, sabendo a forma como sempre nos havemos tratado e havemos de nos tratar.
Mas, para mim, mais imperativa era a questão do ponto um: se houvesse, posto que involuntariamente, proferido termos menos avisados com o Professor,logo haveria de, aqui e agora, lhe demandar o equivalente, e estou certo que o professor não mo negaria, pedido de escusa. E era tanto mais urgente este esclarecimento, não para nós mas para quem nos lê, quanto é claro que temos tido leituras nem sempre coincidentes sobre o actual momento político.
Tudo está bem quando acabem bem. Seja credor de minha Admiração e Estima pessoal.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

FIAT LUX


Finalmente uma ideia criativa.

Depeche Mode - "Wrong" ("In The Studio" Music Video)


(dedicado aos apreciadores do género)

"É tempo de menos umbigo e mais unidade"




Diário

Pedido de esclarecimento ao Senhor Professor e deputado do PS, André Escórcio: está a chamar-me aldrabão?

Enfiei o barrete. Fiz várias postagens em que o umbiguismo foi metaforicamente utilizado. Agora, o Senhor Professor faz uma postagem com o título "Umbigos há muitos". E nela diz o seguinte "a aldrabice, a ofensa, o oportunismo carreirista". Tirando o oportunismo carreirista, que, obviamente, sobretudo o carreirismo, não se me cola, queria fazer duas perguntas ao Professor Escórcio, partindo do princípio de que, enfiando o barrete, a postagem, no seu enquadramento, se me dirige:

1º. Ofendi-o pessoalmente nalguma minha postagem?
2º. Está-me a chamar aldrabão?

SNOBISMO MANHOSO

Os snobes - e o que é o snobismo? - resvalam manhosamente para o campo da falsa ofensa o que é do campo da divergência para se furtarem a ser confrontados consigo mesmos. E o pior é que eles acreditam ou pensam que a gente acredita ou acreditam que a gente acredita que eles acreditam. Leiam Sophia: porque

A grandeza do ser humano não está no quanto ele sabe, mas na consciência que ele tem do que não sabe, Augusto Cury

Diener e Suh e a felicidade

“Os sujeitos extrovertidos são mais felizes, tendem a se envolver mais em relacionamentos amorosos, tendem a passar o menor tempo possível sozinhos, apresentam óptimos relacionamentos com os outros, mais amizades, permanecem, em média, mais tempo casados, pensam menos em si mesmos, gostam mais dos outros e são mais sociáveis. São também mais religiosos, vivem por mais tempo, apresentam melhores hábitos de saúde, têm a pressão sanguínea mais baixa, o sistema imunológico mais activo, apresentam maior resistência à dor, maior nível de satisfação com o seu trabalho, maior produtividade e salários mais altos. São mais precavidos no que se refere à saúde e segurança, apresentam uma maior taxa de vivências de situações de prazer (flow) e têm uma maior auto-estima”.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Camarada da Direcção Nacional

Quero dizer-lhe, aqui, nos bastidores da Assembleia Nacional, que quero ser um Manuel Alegre do PS-M. Tenho feito muitos exercícios, é certo que não estive no exílio, mas um dia hei-de ter um currículo igual ao dele. A mim, ninguém me trava, é o meu slogan, que parece muito bem e alternativo ao a mim, ninguém me cala do Poeta.

O costume: Maximiano Martins pede a intervenção de Lisboa

Maximiano Martins, que já criou problemas que bastem às direcções do PS, que entregou os pontos a Lisboa na questão da Lei das Finanças Regionais, dando a AJJ os trunfos, de mão beijada, que ziguezagueou no processo de aprovação dessa Lei, que admitiu votar contra o Orçamento, mas que nunca, que se saiba, votou diversamente das instruções qualquer lei, ao contrário de outros deputados - ora aí está um bom currículo para apresentar a Sócrates - vem agora declarar, vejam só, que já informou Lisboa do que se passa na Madeira. Quer o quê: um bossa para tomar conta dos colonos? Já não lhe chega essa aberração constitucional e atentatória da nossa portugalidade que é o chamado Representante da República - somos território estrangeiro? E os representantes do PS-M nos órgãos nacionais eleitos no Congresso de Espinho? Não contam. Depois de menozprezar o Congresso Regional, Maximiano manda às malvas o recente Congresso Nacionalque mandatou o incontestável candidato do PS a Primeiro-Ministro. Só é pena que o Senhor deputado não elucidasse a direcção nacional, in illo tempore, do resultado que a sua actuação, mas não só, poderia ter e teve na hecatombe eleitoral de 2007. Enfim, outro.

.

Indução

Carícias plenas

segunda-feira, 20 de abril de 2009

QUANTOS DÃO A CARA?


Afinal, quantos ousam dar a cara abertamente na contestação ao líder:

1. De forma radical, 3: Maximiano, Paulo e Duarte
2. De forma mitigada, 2: Tino e Cláudio;
4. De forma «ká t'spero»: 1: Leandro

Total das formas 6 (seis, SEIS mesmo)

Acham que se deve fazer um Congresso por causa de meia dúzia, literalmente, de contestários? Santa paciência!

"Desenrascanço", uma das dez palavras que os americanos dizem faltar na sua língua

Desenrascanço (loosely translatable as “disentanglement”) is a Portuguese word used, in common language, to express an ability to solve a problem without having the knowledge or the adequate tools to do so, by use of imaginative resources or by applying knowledge to new situations. Achieved when resulting in a hypothetical good-enough solution. When that good solution doesn’t occur we got a failure (enrascanço - entanglement). It is taught, more or less, informally in some Portuguese institutions, such as universities, navy or army. Portuguese people, strongly believe it to be one of the their most valued virtues and a living part of their culture. Desenrascanço, in fact, is the opposite of planning, but managing for the problem not becoming completely out of control and without solution.

However, some critics disagree with the association of the concept of desenrascanço with the mainstream Portuguese culture. They argue that desenrascanço is just a minor feature of some portuguese subcultures confined to some non-representative groups and to the end of the 20th century. Critics point out that in the last 30 years the education and culture of the portuguese people improved considerably and that the importance of desenrascanço is declining. Sometimes, the concept is related by some to the discoveries period or to student activities in the 15th century. But sceptics doubt there is any substantial prove of that relation. Critics also argue that there are other sub-cultures in other countries with equivalent concepts and that desenrascanço is not an exclusive of the Portuguese culture.”

Serenidade e responsabilidade

Perante a agitação que lavra no grupo a que eu denominei de republicanos, aliados, circunstancialmente, espero, a sectores políticos que sempre fizeram do PS o seu alvo principal, e não o PSD, o líder do PS tornou-se, neste momento, no único referencial de estabilidade para os militantes socialistas e todos cidadãos que se identificam com o nosso programa. No preciso momento em que o entra e sai, o aceita e rejeita são o distintivo dos que querem, a todo o custo, tomar de assalto os comandos internos - a serenidade e a responsabilidade de que deu mostras são a melhor garantia de que o poder não corre o risco de cair na rua e de que a vontade dos militantes socialistas, expressa por sufrágio directo e universal, vai ser respeitada até ao fim.

Até onde irá a clivagem nos republicanos?

PSD-MADEIRA: ESTÁ EM CURSO UMA TENTATIVA DE GOLPE "BOTELHO MONIZ"

Funchal


Lisboa



Paris


CLIVAGEM NOS REPUBLICANOS V: QUEREM CONGRESSO OU APENAS O CAOS?


CLIVAGEM NOS REPUBLICANOS IV: SÓ ANDRÉ PODE FAZER A SÍNTESE