terça-feira, 26 de abril de 2011

Miguel Relvas vai depor como testemunha no processo Portucale


O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, vai depor na quarta-feira como testemunha no julgamento do processo Portucale, a pedido do Ministério Público (MP), num caso relacionado com crimes de tráfico de influências.
Miguel Relvas, deputado dos sociais-democratas desde 1985, foi chamado pela acusação a depor no processo Portucale, caso relacionado com um despacho assinado por Luís Nobre Guedes (ex-ministro do Ambiente), Carlos Costa Neves (ex-ministro da Agricultura) e Telmo Correia (ex-ministro do Turismo) poucos dias antes das eleições legislativas de 2005.

O referido despacho permitiu alegadamente à Portucale, empresa do Grupo Espírito Santo (GES), abater sobreiros na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente, e a construção de um empreendimento turístico.

Além do tráfico de influências no caso Portucale, o despacho de pronúncia do tribunal refere mais dois alegados casos de influência política: a alteração do Plano Diretor Municipal de Gaia e a aprovação de um empreendimento na Quinta do Montado, propriedade de um fundo de investimento imobiliário gerido pela ESAF - Espírito Santo Fundos de Investimento Imobiliário.

No caso de Gaia, o despacho indica que a questão foi discutida entre o arguido Abel Pinheiro e Miguel Relvas, enquanto destacados elementos do CDS-PP e do PSD e ainda o dirigente socialista Jorge Coelho.

O principal arguido é o empresário Abel Pinheiro, que está acusado por um crime de tráfico de influência e um crime de falsificação de documentos.

Além do empresário, na altura ligado ao CDS-PP, são ainda arguidos Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Luís Horta e Costa (ligados ao Grupo Espírito Santo), António de Sousa Macedo (ex-director geral das Florestas), Manuel Rebelo (ex-membro da Direcção Geral das Florestas), António Ferreira Gonçalves (ex-chefe do Núcleo Florestal do Ribatejo), Eunice Tinta, João Carvalho, Teresa Godinho e José António Valadas, estes quatro últimos funcionários do CDS-PP.

Lusa / SOL

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Parlamento dividido ao meio: Esquerda, 47, Direita, 46

Miguel Portas responde ao meu apelo de fiscalização às agências de rating

Mensagem Minha para o Deputado Europeu Miguel Portas

Senhor Deputado
Perante o poder sem rosto das agências de rating, participei hoje no programa Opinião Púbica da SIC-N e lancei um apelo público aos deputados europeus Ana Gomes, Ilda Figueiredo e Miguel Portas para que chamem ao Parlamento Europeu os responsáveis destas agências para que digam naquele fórum em que se baseiam para atribuir os rattings, elas que tanto falharam e até contribuíram para a subversão do sistema financeiro que está na origem desta crise. Está na altura de exercer o controlo democrático europeu sobre quem exerce tanto poder sobre os povos da Europa. Hoje, os europeus têm do direito a saber quem são esses senhores que têm mais poder do que os líderes europeus e [se] têm idoneidade a todos os níveis para exercerem tanto poder.
Cumprimentos, Miguel Fonseca


Resposta do Miguel Portas

É uma excelente ideia, até porque um relatório sobre essas agências vai ser discutido em Maio ou Junho. Obrigado MP

A Direita liderada por Cavaco e os Bancos levam a melhor: a intervenção estrangeira FEEF/FMI é inevitável

O que está a passar-se é um autêntico pronunciamento da Direita do Capital, liderada por Cavaco com o conluiu dos bancos. O FMI vai entrar para justificar todas as patifarias que a Direita quer impor sem coragem política de assumir.

terça-feira, 5 de abril de 2011