terça-feira, 27 de julho de 2010

O que os outros pensam de mim é um assunto que não me diz respeito

"o menos pequeno partido da oposição": quem disse esta expressão depreciativa dos partidos da Oposição?

1. Alberto João no Chão da Lagoa?
2. Jaime Ramos na Assembleia Regional?
3. Filipe Malheiro no Ultraperiferias?
4. Um político continental a fazer legitimamente uma perninha na Madeira e que já foi deputado de um dos 5 Grande Partidos Políticos com assente na ALR - PSD, PS, PCP, BE e CDS?

Veja a resposta aqui, onde o dito político mostra que queria uma guerra religiosa, com o Dr. Alberto João Jardim a ser o grande defensor da liberdade religiosa. Nisso, sim, há uma posição que é mesmo pequena e, apetece dizer imitando o dito político, nunca passará disso, se não mudar.

PS, FRONTEIRA DA LIBERDADE

Esta é a História do Partido Socialista, e não é qualquer tecnocrata neoliberal que tem o previlégio de a sentir, de ver o PS ser atacado sem reagir, de ver os seus adversários querer reduzi-lo, sem protestar.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quando a cabeça do tecnocrata não tem juízo, O POVO É QUE PAGA, O POVO É QUE PAGA

Quando a cabeça do tecnocrata não tem juizo
Quando se excede mais do que é preciso
O POVO É QUE PAGA
O POVO É QUE PAGA
Deixa´ó pagar deixa´ó pagar
Se o neoliberal está a esbanjar
Quando a nação não se liberta
Das alavancagens, explorações, toda essa força
Que nos aperta
O POVO É QUE SOFRE
Privatizações, outsourcings, e concessões, e comissões (lap tap tere ...)
Quando a matilha neoliberal está convencida
De que ela é a oitava maravilha
O POVO É QUE SOFRE
O POVO É QUE SOFRE
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofrer
Que’isso ao tecnocrata só dá prazer
Quando a Economia está nessa confusão
Já sem saber que se há-de fazer, e já pega tudo o que vem à mão
O POVO É QUE FICA
Fica a cair sem resistir (lap tap tere ...)
Quando a ECONOMIA NEOLIBERAL rola pro abismo
Ninguém controla esse nervosismo do neoliberalismo
A EUROPA É QUE PAGA
A EUROPA É QUE PAGA
As agências de Ratting não param de comer
Nem que esteja a doer
Quando o eurocrata não tem juízo
E se excede mais do que é preciso
O POVO É QUE PAGA
O POVO É QUE PAGA
Deixa´ó pagar deixa´ó pagar
Se ELE ESTÁ A AGUENTAR
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofrer
Se isso à Ângela Merkel lhe dá prazer
Deixa´a mandar, deixa-a mandar
Se ela está a gostar
Deixa-a mandar, deixa-a mandar
Se ela esta a mandar, deixa-a mandar
Deixa’á mandar
Se a Comissão do Barroso
Não nos está a libertar
:::::::::::::::::::::::::::
Se tu estás a libertar


Quando a cabeça não tem juízo

Quando a cabeça….
Quando a cabeça não tem juizo
Quando te esforças mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa´ó pagar deixa´ó pagar
Se tu estás a gostar
Quando a cabeça não se liberta
Das frustaçoes inibiçoes toda essa força
Que te aperta o corpo é que sofre
As privaçoes mutilaçoes (lap tap tere ...)
Quando a cabeça está convencida
De que ela é a oitava maravilha
O corpo é que sofre
O corpro é que sofre
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofre
Se isso te dá prazer
Quando a cabeça está nessa confusão
Já sem saber que hás-de fazer, e já és tudo o que te vem à mão
O corpo é que fica
Fica a cair sem resistir (lap tap tere ...)
Quando a cabeça rola pro abismo
Tu não controlas esse nervosismo
A unha é que paga
A unha é que paga
Não paras de roer
Nem que esteja a doer
Quando a cabeça não tem juizo
E tu não sabes mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa´ó pagar deixa´ó pagar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofrer
Se isso te dá prazer
Deixa´ó cantar deixa´ó cantar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó beijar deixa´ó beijar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó gritar deixa´ó gritar
Se tu estás a libertar
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Vampiros ou Lobos?
Descobre de que

Perseguições religiosas na Albânia dita comunista

A revolução comunista de 1945 marcou o início de uma selvagem perseguição a todos os grupos religiosos da Albânia, e naquela época estimava-se que 22% era ortodoxa, 10% católica romana e o resto da população era islâmica.

O novo regime executou muitos influentes sacerdotes, e em 1949 o arcebispo Christopher KISSI, de Tirana foi deposto. Até o ano de 1951 todos os bispos ortodoxos foram substituídos por homens favoráveis ao governo. O regime comunista, anti-soviético, albanês tomou eventualmente medidas muito mais contrárias à religião que o resto dos governos marxistas da Europa Oriental.

Em 1917 o regime comunista anunciou o fecho de todos os edifícios religiosos na Albânia, incluindo as 2169 igrejas, mesquitas, mosteiros, e outras instituições também foram encerradas e qualquer prática religiosa era considerada ilegal.

Nesse mesmo ano, o arcebispo DAMIANOS de Tirana foi levado à prisão onde veio a falecer em 1973.

Quando o governo comunista da Albânia começou a desintegrar-se e o longo período das perseguições chegava ao fim, nenhum bispo ortodoxo albanês tinha sobrevivido ao regime.

Estado Ateu e perseguições religiosas: estará na altura de tirar os esqueletos do armário: quem tem medo?

Aqui vai uma postagem que será considerada anti-comunista pelos nazi-fascistas do pravda

Um Estado ateu ou Estado ateísta é a rejeição de todas as formas de religião por um Estado em favor do ateísmo, habitualmente através da supressão da liberdade de expressão e religiosa.[1][2][3] Normalmente apenas os governos comunistas procuraram promover o ateísmo como uma lei pública, de acordo com a doutrina do materialismo dialético marxista.[4] Estados ateus foram implementados nos países comunistas da antiga União Soviética,[2][5] China comunista, Albânia comunista, Afeganistão comunista, Coréia do Norte e Mongólia comunista. O ateísmo nestes países inclui uma oposição ativa contra a religião, e perseguição de instituições religiosas, líderes e fiéis. A União Soviética teve êxito social em proclamar o ateísmo e discriminar igrejas, essa atitude foi especialmente observada sob Stalin.[6][7][8] A União Soviética tentou impor o ateísmo em vastas áreas da sua influência, incluindo locais como a Ásia Central.[9] A Albânia comunista sob Enver Hoxha chegou a proibir oficialmente a prática de qualquer religião.

Serrão desafia Jardim a dar provas inequívocas que está contra o projecto de Pedro Passos Coelho de assassinato do Estado Social.



Em conferência de imprensa nesta manhã, Jacinto Serrão disse que não percebeu o porquê de Jardim não ter ido mais longe na sua demarcação da proposta de revisão constitucional de Pedro Passos Coelho e desafiou o líder do PSD-Madeira a dizer "claramente e sem sofismas, de está disponível a lutar" contra uma proposta que, de acordo com o PS, põe em causa os direitos dos trabalhadores e o Estado Social.

PSD à rasca com voto de protesto contra Passos, o destruidor do Estado Social

Veja tudo aqui, onde também se tece profundas reflexões sobre a destruição do Estado Social sob a capa da sua reforma - é isso mesmo que Passos quer, destruir!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Entidade Profissional paga a Formação Profissional a que obriga os seus funcionários

A formação pessoal e académica é de responsabilidade pessoal.
A formção profissional obrigatória é responsabilidade da respectiva entidade patronal que a impõe.
No Sector Privado, as Empresas.
No Sector Público, o Estado, nas suas várias formas: Governo, Câmaras, Freguesias.

Retirar os crucifixos das escolas é um atentado à liberdade religiosa, que é uma garantia constitucional


A Associação República e Laicidade considera que se trata de um ataque à Constituição Portuguesa o despacho do presidente do governo que autoriza a manutenção dos crucifixos nas escolas da Madeira.

E eu considero que esta Associação é uma associação jacobina, que quer atentar contra a liberdade religiosa e, portanto, um ataque aos direitos, liberdades e garantias constitucionais.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A visita de Cavaco vista pelo Jornal de Angola

Luanda porto de abrigo

Cavaco Silva chega hoje a Luanda numa visita oficial ao nosso país e para participar na cimeira da CPLP. Os amigos são sempre bem-vindos. Os angolanos vão mostrar ao Chefe de Estado português que está entre amigos, nesta que durante alguns dias vai ser a casa da grande família dos povos que falam português.
Angola é um grande país de África mas a sua dimensão ganha ainda mais expressão por ser membro de uma comunidade de povos que têm laços culturais fortes e uma História comum. Ao contrário de outros, que não tiveram a felicidade de viver o 25 de Abril de 1974, não temos contas a ajustar nem nada que nos faça dar mais importância ao passado do que aos exaltantes desafios do presente.
A presença de Cavaco Silva em Angola só tem aspectos positivos. Não há sombras nem pecados passados que possam interferir no sucesso que a sua viagem presidencial seguramente vai ter. O Lobito espera o Presidente português com expectativa, porque além de vermos nele um sábio em questões económicas e financeiras, a delegação empresarial que o acompanha pode ajudar a nossa maior cidade portuária a regressar ao seu antigo esplendor industrial.
Benguela também espera ansiosa por Cavaco Silva, o representante de um povo que fez a “Revolução dos Cravos” e que se colocou ao nosso lado na luta pela independência, reforçando o movimento de libertação nacional. E ele próprio, mais tarde, durante a guerra pela soberania nacional, foi o parceiro amigo que nos ajudou a conquistar a paz.
Os empresários do Lubango querem trocar experiências e estabelecer parcerias com os seus colegas portugueses, sobretudo na área do Turismo. Portugal é hoje uma potência europeia nessa área e a província da Huíla tem condições únicas para ser um destino turístico privilegiado em África. Quando o Presidente Cavaco Silva chegar à cidade das alturas da Chela, vai seguramente patrocinar parcerias criativas entre os empresários portugueses e os seus colegas do Sul de Angola. A língua portuguesa é um traço de união entre os nossos povos mas essa ligação tão funda, tem de servir para concretizarmos projectos económicos comuns e para vencermos dificuldades sociais que afectam a Humanidade.
Hoje, quando Cavaco Silva desembarcar em Luanda, vai ver que a velha cidade fundada por Paulo Dias de Novais é como o nosso povo: resiste a tudo e não se dá por vencida. Para nós que a amamos, até as suas ruínas têm beleza. As feridas causas pela pressão de milhões de pessoas que aqui se refugiaram em condições precárias para salvarem as suas vidas, enchem-nos de orgulho, apesar de nos causarem incómodos. Mesmo que se afunde lentamente na baía, nós vamos continuar a vê-la como a mais bela cidade do mundo.
Luanda, sempre de braços abertos aos viajantes e aos que precisam de agasalho, é bela e é ímpar, exactamente porque não sendo a terra prometida, tem para todos cuidados de mãe, ainda que esteja de mãos nuas e com as vísceras expostas. Queremos mostrar ao Presidente Cavaco Silva e à sua comitiva que Luanda, uma das mais antigas cidades de África, nunca foi tão bela como agora, porto de abrigo de milhões de angolanos escorraçados das suas aldeias, das suas lavras, das suas cidades, por uma guerra brutal e impiedosa. Esta é a cidade deles, dos que ficaram sem terra, sem casas e sem família. Esta é a nossa cidade, dos que amam a verdadeira liberdade.
Hoje, tenho a certeza, todos os luandenses querem que Luanda seja a cidade do Presidente Cavaco Silva e da sua comitiva. Não lhe limpamos as feridas porque queremos que todos vejam quanto nos custou lutar pela dignidade e pela soberania nacional. Mas estão à mostra suficientes sinais que mostram porque tanto amamos a nossa grande capital.
Portugal e Angola têm no 25 de Abril de 1974 o dia de todos os abraços. Desde esse momento único na História dos nossos povos, só temos razões para reforçar as nossas relações e cultivar a nossa amizade.
Num momento em que o mundo atravessa uma crise sistémica tão grave, Cavaco Silva e José Eduardo dos Santos podem dar um contributo inestimável para a solução dos grandes problemas que nos afligem mas também para os problemas com que a humanidade se confronta. Não é a primeira vez que líderes e países distantes das luzes da ribalta são capazes de encontrar soluções que mudam o curso dos acontecimentos e tornam o mundo melhor.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A obsessão estatística do tecnocrata

Estando um técnico na cama, ao lado da mulher, de calculadora na mão, a calcular quanto é que ela gastava em despesas pessoais, disse-lhe esta:
- E tu já calculaste em quanto esse teu controlo permanente das minhas despesas contribui para a nossa infelicidade?
- Já! Em 63,875 por cento!
Bum!

A Oposição trabalha para a estatística ou para o povo?

Os partidos da Oposição, alguns, não todos, volta e meia dizem: já apresentamos tantas propostas, disto e daquilo, e sobre isto e mais aquilo. É claro que, na maioria das vezes, ninguém deu por nada. Mas os interessados alimentaram o seu ego desmesurado, foram protagonistas, tiveram direito a retrato. Afinal, trabalham para as estatísticas ou querem mesmo trabalhar a sério para o Povo? Sim, porque não basta dizer que o PSD chumbou todas, porque isso está na natureza das coisas: a primeira, é normal num partido no poder, para mais com maioria absoluta, em qualquer lado do mundo, não governa com o programa dos outros; a segunda, é da natureza do regime, o PSD é autoritário; a terceira, última e decisiva, é que o PSD não paga politicamente por chumbar. E porque é que não paga? Justamente porque os eventuais interessados a quem se destinam as propostas, os sectores a quem elas se destinam nem sequer foram informados, motivados, mobilizados. Apresentar propostas para a Educação sem mobilizar os professores, nem sequer os militantes do partido que as apresenta? Apresentar propostas para a Economia sem informar e dialogar com os empresários? Apresentar propostas sobre agricultura sem falar com os lavradores? Apresentar propostas sobre Cultura sem falar com os agentes culturais, Dr. Rui, Dr. Agostinho, Dr. Miguel - ah, este sou eu, risca - francamente, isso é trabalhar para as estatísticas. Ironias à parte, porque isto, nem sequer se aplica em grande parte ao meu partido - às vezes, até se aplica - as propostas da Oposição até podem ser para chumbar pela maioria - o que não podem é ser ignoradas pela população, porque, nesse caso, o PSD não paga os custos políticos do seu chumbo. Há muito trabalhinho de casa a fazer, meus caros! E não falo do trabalho dos técnicos que, diga-se, às vezes é de má qualidade. Haja mais política e menos tecnocracia!

"no news, good news"

O Diário de Notícias, que agora parece estar a trabalhar para certos setores claramente identificáveis nas suas colunas para-sociais, disse que, da deslocação a Lisboa de Jacinto Serrão não havia novidades. Pois é, mas o Diário e não só, tem dado como novidades que o CINM estaria posto em causa, que a Lei de Meios não avançava na prática, que os direitos laborais no Inatel já eram - todo isso, reconhece o diário, vá lá, não corresponde à verdade. E essa é a grande novidade: não há novidade, tudo está a correr normalmente, ao contrário do que diz a propaganda do regime de que o Diário tanto se tem queixado ultimamente. Portanto, como dizem os ingleses - já agora o Diário, que é do Blandy, devia conhecer - "no news, good news".

segunda-feira, 19 de julho de 2010

António Trindade, um empresário moderno, dinâmico e empreendedor, que muito tem feito pela Economia regional

A gente fortíssima de Espanha

A gente fortíssima de Espanha são os Portugueses! Quando os Portugueses começam as Descobertas, era este o Mapa da Península, ou Hespanha, como então se dizia. Hespanha, do Latim, Hispania, era toda a península, e assim se escreveu até o princípio do Século XX. Espanha não era um conceito político mas geo-cultural. Só a partir de 1492, com a conquista do último reino árabe na Hespanha, o de Granada, os reis católicos, Isabel e Fernando, de Leão e Castela e Aragão respectivamente, passam a usar o título de Reis de Hespanha, título que ainda hoje se mantém, Reis de Espanha, D. Juan e Dona Sofia. D. João II, a quem se deve hoje a existência do Brasil, de Angola e de Portugal, questão estratégica que não cabe aqui explicar, D. João II de Portugal, o Príncipe Perfeito, protestou contra esta usurpação do título de Reis de Espanha, visto que não reinavam sobre Portugal e os reis de Portugal também tinham então essa ambição sobre toda a Espanha, isto é, toda a Península. Esta tensão, entre Castela, usurpadora de Espanha e as periferias - Aragão, hoje Catalunha, e Navarra, hoje País Basco mantém-se, como ainda esta semana escreve Mário Soares na Visão.
No século XIX, Antero de Quental e todos os da Geração de 70, falam dos povos hespanhóis, isto é, os povos da Hespanha, portugueses, castelhanos, navarros ou bascos, catalães ou aragoneses, isto para facilitar, a coincidência não é absoluta, não há etnias puras entre os povos, mas estádios que evoluem, ora coincidem com os estados, ora não coincidem. Portugal é um caso de coincidência absoluta e criou a maior concidência universal entre estado e nação, o Brasil, na sua miscigenação; Natália Correia escreveu a obra "Somos todos Hispanos". Em conclusão, o anti-espanholismo é mais bem traduzido, cultural, política e historicamente, na luta dos povos da periferias ibéricas contra o movimento centrípeto castelhano. O Futuro trará novos factos na Península Hispânica a que Portugal não será estranho.

O capitalismo foi longe demais?

Responde James K. Galbraith (filho de outro conceituado ecomista, John Kenneth Galbraith):
O capitalismo vai sempre longe de mais. É a sua natureza. O capitalismo, na sua forma pura, se é que ela existe, já tinha colapsado em 1929. O que foi reconstruído, nos EUA, entre os anos 30 e 80, foi um sistema misto, com um setor público muito mais forte. O esforço de regressar ao capitalismo pré-1929, desregulamentado e sem supervisão, conduziu muito rapidamente ao desastre de 1929.

domingo, 18 de julho de 2010

Metam os tecnocratas na cozinha a contar ovos ao lado das empregadas domésticas, que é o lugar deles


O problema da falta de ideologia - Hernâni Lopes propôs corte de 30% no salários dos médicos, polícias, enfermeiros, etc. H. Lopes é reformado definitivamente do Banco de Portugal desde os 47 anos do BdP e não propôs o mesmo para a sua reforma.

Daniel Olivera, no Expresso, comentou a proposta de Hernâni: "É este o problema de termos dado aos tecnocratas o estatuto de políticos".
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Deputado Carlos João Pereira: o que eu disse no face book

Reitero a minha solidariedade ao deputado Carlos João Pereira por ter sido envolvido em mais um episódio lamentável no parlamento.

O perfil para candidato a Presidente do Governo - CDS, PSD, PCP, BE e PS:

Grande Sondagem brevemente no basta-que-sim sobre o perfil do candidato que os 5 grandes partidos regionais devem apresentar a Presidente do Governo:

Um Político?
Um tecnocrata?
Um contabilista?


PS-M não aceita opção sobre o CINM:

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A defesa da honra

Quando um deputado é atacado pessoalmente no parlamento, o líder parlamentar pede a palavra para defesa da honra.

Reféns das agências de "rating"

Pelos vistos continuamos com a nossa sina, reféns dos “fretes” das agências de notação financeira, como aconteceu ontem, previsivelmente, segundo os especialistas, com a “Moody's” que reviu em baixa o "rating" da dívida portuguesa em dois níveis, passando-o de A2 para A1.

Solidariedade ao Diário de Notícias

Também eu quero aqui dizer que acho que as acusações ao Diário de Notícias não têm fundamento: o Diário não está feito com a oposição não senhor, nunca esteve, não está, nem nunca estará, só os papalvos é que podem esperar isso.

Mais elevação na linguagem dos políticos

"mentiroso" e "incompetente" são hoje termos vulgares na política, ditos na presença. Com isso, não se eleva a política nem se convoca os cidadãos para o acto político. É preciso mudar.

Um blogue é um espaço pessoal não é um órgão partidário

vejo, às vezes, em alguns blogs afirmações categóricas, perentórias e definitivas do género: "Que fique bem claro que o PS...". Não, o que o bloguista tem é de dizer: "Que fique bem claro, que a minha opinião é esta...". O blogue não é um órgão partidário, nem representa nenhum partido mas uma opinião pessoal.
Eu sou da Comissão Política do PS e não me deu ao direito de dizer: "Que fique bem claro que o PS...".

Em defesa de Carlos Pereira e de Bernardo Martins

1. A intervenção do Secretário das Finanças na ALR é condenável, serviu-se de um caso pessoal, que, ainda por cima, teve motivações com conotações políticas e persecutórias para atacar o deputado do PS, quando devia deter-se no plano político.
2. Quanto ao deputado Bernardo Martins, é óbvio que os argumentos do PSD não são válidos: Bernardo Martins não foi eleito para a mesa da AR porque derrotou o PSD. Ponto final.
Parágrafo.
Aos dois, ao Carlos João e ao Bernardo, a minha solidariedade

Propostas do PS de alteração ao Orçamento rectificativo


1. Votei a favor no Documento na generalidade.
2. Votei solitariamente contra a proposta do PS em relação ao Jornal da Madeira por entender que o título é já pertença da Diocese e constitui como que uma "golden share" dessa Insituição, além de me parecer que a proposta é pouco fundamentada, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista técnico. Por outro lado, entendo que a guerra entre o Diário e o PSD não nos (PS) diz respeito e vai acabar bem para ambas as partes.
3. Defendo que as Sociedades de Desenvolvimento ou acabam ou, salvaguardando a questão despesista, devem ficar como estão, porque obedecem a uma lógica territorial - são uma espécie de NUTS a que falta sustentação democrática; por outro lado, defendi também que o PS não deve votar contra qualquer proposta que defenda a extinção das mesmas, porque era o mais lógico nestes tempos de combate ao ultraliberalismo que sopra forte de todos os lados.

VENHAM OS PIER'S - Planos de Interesse Estratégico Regional - é uma saída expedita para aprovar os POOC'Shá

Amplo debate: Comissão Política deu luz verde às propostas do PS para o Orçamento Rectiticativo da RAM

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Admirável mundo novo de Passos Coelho

Passos Coelho já tem a solução: baixa de reformas e salários sem direito à saúde e à educação. Quem tem dinheiro estuda e trata-se, quem não tem, fica analfabeto e morre.

PPC já tem solução para a crise: corte de 30% nos salários dos médicos, enfermeiros, polícias, guardas, contagem do voto em branco

Além de querer pôr as famílias a pagar do seu bolso os estudos e a educação, e quem não tem dinheiro não estudo nem se trata, como no tempo de Salazar, Pedro Passos Coelho quer baixar os vencimentos - e depois as reformas, certamente - em 30%.

(carregue sobre o texto seguinte e veja a notícia no Público)

Foi uma tarde sombria. Pelos discursos. Pelo pessimismo dos convidados do PSD para reflectir nas jornadas parlamentares sobre os bloqueios do país e a alternativa ao PS. Um dele, o antigo ministro Ernâni Lopes, chegou a gelar a sala com a proposta de redução de 15 a 20 por cento nos salários da função, incluindo os políticos. Campos e Cunha, o ex-ministro das Finanças de José Sócrates, falou de economia, mas também ele gelou a sala com a ideia de a Assembleia ter um número de deputados variável, tendo em conta o voto em branco, ou ainda o cálculo de ordenados dos políticos com base numa média do IRS, acrescida de 25 por cento.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

«Mãe», poema de Miguel Torga

Mãe (carregue para ouvir)

Mãe: Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga

O Português é a primeira língua do hemisfério sul!

A economia já bateu no fundo!

Finalmente uma boa notícia!

Não há nenhuma razão razão para defender as SD's de Cunha e Silva

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Uma gente fortíssima de (H)Espanha)


Canto I, estância 31, verso 2.

"A Sublime Bandeira de Castela"


Canto IV, estância 41, verso 7

Plataforma da BP no Golo do México

O neoliberalismo leva a isto. Temos de travá-lo a ele e aos neoliberais, que se infiltram em todo o lado, inclusivé nos partidos socialistas.

A voz do mar

Na costa de Zadar, uma cidade da Croácia, encontramos o Órgão do Mar, degraus cravados em rochas que têm no interior um interessante sistema de tubos que, quando empurradas pelos movimentos do mar, forçam o ar e, dependendo do tamanho e velocidade da onda, criam notas musicais, sons aleatórios.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Pravda além de Estalinista é Nazi. Não é Comunista. Mais respeito pelos Comunistas, seus nazi-fascistas!

No Pravda que apoia o PND não se defendem nem se refutam ideias. Atacam-se pessoas. Isso é Nazismo

Líder da JS, só porque não faz parte do Grupo que esteve contra o PS e pró PND nas autárquicas, atacado pelo Pravda que apoia o PND

O PND é o capacho do regime. O sistema quer dar cabo do PS e o PND, apoiado por alguns sectores do PS, apara-lhe o jogo

Resposta ao Pravda do PND que apoia o Vítor e se mete na vida interna do PS: as cinco exigências de um tachista, Eu

Para integrar, ou, como vulgarmente se diz, apoiar o Vítor a «líder» do PS, fiz as cinco exigências seguintes. Por isso, se alguém tem o direito de falar sobre a estratégia política a seguir em relação à actual direcção do PS, sou eu, visto que escrevi e ou reescrevi a Moção política na sua íntegra. Portanto, deixe o PND de Baltasar, Coelho, Welsh e quejandos de falarem do que não sabem. O Guardião da Moção ao Congresso sou eu não os amigos do PND que subscreveram a moção que eu mesmo arquitectei.

1. Elaboração de uma nova proposta de Estatuto Político-Administrativo que fundamente os alicerces de uma Democracia e de uma Autonomia consolidadas, concedendo às oposições e ao parlamento os meios necessários para o exercício pleno da sua função legislativa e de fiscalização dos actos do governo;

2. Elaboração de uma nova Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira que crie uma identificação efectiva entre os eleitos e os eleitores, reforçando a coesão territorial e tendo o Concelho como ponto de partida e a Região como a unidade do colégio eleitoral regional;


3. Elaboração de uma nova Lei das Finanças Regionais que tenha como critério a efectiva riqueza criada na Região, corrigindo as graves distorções originais da exclusiva responsabilidade do PSD, que nos fez perder centenas de milhões dos fundos europeus, lesando gravemente a Madeira e os Madeirenses, e ainda do processo subsequente e dos diferentes agentes políticos nele envolvidos;

4. Revisão da Constituição, nomeadamente concedendo mais poderes à Região no âmbito legislativo no que ao direito do trabalho e dos direitos sociais diz respeito, como condição para a existência de leis laborais na região mais favoráveis aos trabalhadores, ou seja, o que nós defendemos é que é a autonomia política conquistada seja colocada ao serviço de uma efectiva autonomia social;


5. Restabelecimento de um Pacto de Confiança com a base eleitoral e social do Partido Socialista, como condição necessária à reconciliação e o alargamento dessa base social, nomeadamente as classes médias e laborais que criam a riqueza da nossa Região Autónoma. Esse Pacto de Confiança será concretizada num conjunto de medias sociais e económicas que, em devido tempo, apresentaremos.

Quinta Splendida

... à conversa com dois altos dignatários da Política e da Autonomia, lucubrando sobre o Futuro da nossa Região. A Rosa em punho!

À procura de tachos

O Pravda, órgão oficioso do PND, que apoiou o Vítor na última campanha, acusa-me de querer tacho. Fica o Pravda sabendo que o último tacho que tive no PS foi o de ter escrito e ou reescrito a Moção Global subscrita pelo candidato da sua preferência, Vítor, ao Congresso do PS.M. Mas já agora o Pravada merece ficar sabendo as exigências que coloquei para aparecer como integrande da candidatura do Vítor.

sábado, 3 de julho de 2010

Afonso Dhlakama: Almeida Santos é um agitador e lambe-botas

Afonso Dhlakama, o presidente da RENAMO, maior partido da oposição em Moçambique, diz que Almeida Santos é um agitador e lambe-botas, que não olha a meios para atingir fins.

O comentário foi feito ao jornal moçambicano Savana, em resposta a uma entrevista do antigo presidente da Assembleia da República portuguesa Almeida Santos à Lusa, a propósito dos 35 anos de independência de Moçambique.

Golden Share da PT: Cavaco e Santana ao lado de Sócrates contra Passos

Presidente diz que o Governo tem o poder de veto, pelo que se deve "respeitar totalmente" a decisão, que admite ser polémica juridicamente. Santana Lopes põe-se ao lado de Sócrates, contra Passos.

"...ontem, o Governo teve outro apoio inesperado, o do ex-líder do PSD Pedro Santana Lopes. No seu blogue pessoal e face à pergunta sobre o interesse estratégico da Vivo, Santana deixou até uma "sugestão" aos que criticaram o veto do Governo ao negócio: "Querem ponderar as razões que levam a tanto interesse da Telefónica? Será que duvidam do interesse estratégico que a Telefónica atribui à Vivo? Então, é admissível o interesse estratégico para a Telefónica mas, para nós, já não?"

Santana Lopes, aliás, acaba por subscrever as posições do Chefe do Estado sobre a matéria: "Correctas, as palavras de Cavaco Silva, sobre a posição do Governo, neste caso da PT/Telefónica", sublinhou, no último de três textos sobre a polémica".

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A crise financeira global e depois: um novo capitalismo?

Luiz Carlos Bresser-Pereira




A crise financeira global de 2008 foi consequência do processo de financeirização, a criação maciça de riqueza financeira fictícia iniciada da década de 1980, e da hegemonia de uma ideologia reacionária, o neoliberalismo, baseada em mercados auto-regulados e eficientes. Embora o capitalismo seja intrinsecamente instável, as lições aprendidas com o crash da bolsa de 1929 e a Grande Depressão da década de 1930 transformaram-se em teorias e instituições ou regulações que levaram aos “30 anos durados do capitalismo” (1948–77) e que poderiam ter evitado uma crise financeira tão profunda quanto a atual. Não o fizeram porque uma coalizão de rentistas e “financistas” conquistou a hegemonia e, enquanto desregulava as operações financeiras existentes, recusou-se a regular inovações financeiras que tornaram esses mercados ainda mais arriscados. A economia neoclássica agiu como uma meta-ideologia ao legitimar, matemática e “cientificamente”, a ideologia neoliberal e a desregulação. Dessa crise emergirá um novo capitalismo, embora sua natureza seja de difícil previsão. Não será financeirizado, mas serão retomadas as tendências presentes nos 30 anos dourados em direção ao capitalismo global e baseado no conhecimento, além da tendência de expansão da democracia, tornando-a mais social e participativa.
(Este e outros pensamentos de Luiz Carlos Bresser-Pereira)



Golden Share na Volkswagem alemã

O pomo da discórdia é a lei de privatização da VW, de 1960, que era comparada pela Comissão Europeia a uma golden share, por limitar os direitos de voto dos accionistas a 20 por cento - independentemente do capital detido -, por conferir uma "minoria de bloqueio" das decisões estratégicas ao accionista histórico, o estado regional da Baixa Saxónia com os seus 20,3 por cento dos votos (o que impunha, de facto, que as decisões reunissem mais de 80 por cento do capital) e impor uma presença sistemática dos poderes públicos no conselho de vigilância do grupo.

O PSD e o Estado Social: mudanças na Saúde e na Educação

O PSD propõe uma alteração na Constituição, quanto à Saúde e Educação que considero que pode ser uma das duas hipóteses para defender a manutenção do Estado Social. A outra, poderia ser o aumento dos impostos, mantendo-se o princípio da gratuitidade.

O PSD deverá propor que o princípio de que a saúde e a educação são universais e tendencialmente gratuitas, deverá ser substituído pelo princípio que garantirá de forma explícita na Constituição que a ninguém poderá ser negado o acesso à saúde e à educação por razões económicas. Isto abre campo para que quem pode pagar venha a pagar os serviços de saúde, mesmo no sector estatal.

A proposta de revisão constitucional que o PSD está a preparar vai mexer substancialmente nos princípios do Estado Social, nomeadamente na Saúde e na Educação.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A caça ao homem, Miguel Sousa Tavares



A inversão do Estado de Direito: onde MST denuncia a ideia inaceitável de que os vilões não são os que difamam mas o que são difamados.


Vinha no carro a ouvir o noticiário da rádio e o assunto principal era a convocatória que um juiz de instrução criminal tinha enviado ao Parlamento para que o primeiro-ministro pudesse ser interrogado no âmbito de uma queixa-crime particular por difamação e injúrias, interposta por Manuela Moura Guedes. E a notícia acrescentava que a Comissão de Ética do Parlamento tinha recusado "levantar a imunidade" parlamentar ao primeiro-ministro, por considerar que ele não é deputado. De seguida, ouviu-se a opinião de vários juristas, os quais, para não variar, não coincidiam nas razões jurídicas, mas apenas na conclusão: a convocatória era perfeitamente deslocada, fruto de uma precipitação do juiz, dando seguimento a um erro do Ministério Público. Depois, dava-se conhecimento dos habituais comunicados da PGR e do Conselho Superior da Magistratura, tentando justificar a argolada e chutando as culpas, subtilmente, de uns para os outros. Enfim, seguia-se a opinião política sobre o assunto de um editor de jornal diário. E, em substância, declarou este, em tom convicto e acusatório: mais um escândalo envolvendo José Sócrates, a gota de água que faltava num copo já a transbordar, etc. e tal.

Fiquei a meditar naquilo: mais um escândalo envolvendo José Sócrates? Que escândalo - a trapalhada jurídica a que ele era absolutamente alheio? O facto de alguém, no uso de um direito que cabe a qualquer um, ter apresentado uma queixa-crime contra ele porque se julgou ofendida?

Recuemos no 'escândalo'. Há seis anos - seis! - que dois procuradores do MP e vários agentes da PJ investigam o chamado 'caso Freeport', prorrogando sucessivamente todos os prazos, arrastando o processo sem que se entenda para quê ou porquê, e fazendo desta investigação, junto com a do 'caso Maddie', a mais cara de sempre do MP. Onde está o escândalo? No facto de se eternizar durante seis anos uma investigação que, só e mais nada, visa apurar se o primeiro-ministro que nos governa foi ou não corrompido, mantendo entretanto vivas as suspeitas sobre ele? No facto de essas suspeitas, e alguns documentos do processo, supostamente em segredo de justiça, terem alimentado durante um ano a fio e em época eleitoral o "Jornal de Sexta" da TVI? No facto de nem o procurador-geral da República, putativo superior hierárquico dos procuradores, ter poderes para lhes ordenar que, concluam o que concluírem, ponham fim à investigação - coisa que não pode fazer porque eles são 'independentes'? No facto de não haver ninguém, instituição alguma, que lhes possa exigir responsabilidades por manterem um cidadão sob suspeita de corrupção durante seis anos, manchando diariamente o seu nome na praça pública, e nisso gastando dezenas ou centenas de milhar de euros dos contribuintes, porque eles são 'irresponsáveis'? No facto de nem sequer poderem ser afastados do processo, como sucederia em qualquer empresa privada, porque são 'inamovíveis'? Será isso o escândalo? Não, o escândalo é que o nome de José Sócrates esteja no processo - com razão ou sem razão, não importa.

Com razão ou sem razão - cada um julgará de acordo com os seus critérios de jornalismo - José Sócrates acabou por se rebelar contra o "Jornal de Sexta" e desabafar que aquilo era "um jornal travestido, de caça ao homem, motivada por razões de ódio pessoal". Disse o que muitos pensavam, mas raríssimos se atreveram a dizer, o que é bem curioso: tinham mais medo do "Jornal de Sexta" do que de José Sócrates. E, quando Sócrates, farto de se ver associado todas as semanas ao escândalo Freeport (onde nunca foi ouvido nem teve a possibilidade de se defender!), reagiu, em defesa própria, foi outro escândalo: tentativa de censura, acto próprio de alguém que "convive muito mal com a liberdade de imprensa". Quer dizer: se ele, insultado quase diariamente aqui e ali (e, como se viu, com o perdão e o apoio da magistratura), resolve reagir em defesa própria, é um censor. Parece assim que as funções de primeiro-ministro comportam muito menos direitos nesta matéria do que as funções de qualquer outro cidadão: o PM, em nome da liberdade de imprensa, só tem o direito de comer e calar. Se ele, reagindo, processa aqueles que entendeu que o ofenderam para lá dos limites toleráveis, é um escândalo, uma ameaça à liberdade de imprensa - que, felizmente, os magistrados não consentem. Mas se é alguém que o processa a ele, é outra vez um escândalo e da sua responsabilidade.

E mais escândalo a propósito da célebre tentativa de compra da TVI. Já aqui disse que também eu acho impossível que o primeiro-ministro ignorasse a negociação em curso. Não sei se teve a ideia, se apenas a incentivou ou consentiu ou nada disso. Mas que sabia dela, tenho poucas dúvidas. Só que isso não é crime e mentir no Parlamento também não. Também já aqui escrevi que as escutas reveladas pelo "Sol" mostraram quanto um certo círculo de amigos ou serventuários de José Sócrates representam a podridão da política e da simples decência. É lamentável, para dizer o mínimo, que o primeiro-ministro precise dos serviços de gente daquela e recorra ao expediente de comprar pequenos-almoços de propaganda política com um futebolista, pagos por uma empresa de capitais maioritariamente públicos (o facto mais grave de todo este caso e que, talvez por envolver um intocável futebolista, não foi seguido nem investigado a sério por ninguém). Mas, em lado algum, no 'processo TVI', existiam indícios, mínimos que fossem, da prática de qualquer crime - a menos que se queira subscrever a tese ad hoc dos magistrados de Aveiro, vendo na tentativa de compra da TVI pela PT, eventualmente para silenciar o "Jornal de Sexta", suspeitas graves de um "crime de atentado ao Estado de Direito" (assim confundindo alegremente Manuela Moura Guedes com o Estado de Direito).

O escândalo não esteve no facto de vários jornalistas, utilizando o expediente de se constituírem 'assistentes' no processo-crime de Aveiro aproveitarem para ler as escutas e depois as publicarem, num desvirtuamento do espírito da lei que é chocante e revelador do 'vale tudo' em que se caiu. O escândalo não é o facto de nos dizerem que é tudo uma questão de tempo até que as escutas estejam ao alcance de todos, uma vez arquivado o processo ou deduzida acusação - mesmo que os escutados não sejam parte no processo e a violação da sua correspondência privada não possa ser validada nem usada em juízo. O escândalo não é que Pacheco Pereira tenha andado a consultar escutas que não podem ser usadas em processo-crime porque a Constituição o proíbe e com toda a razão e que, menos ainda, podem então ser usadas para um processo político e para a luta partidária. Não, o escândalo foi que Mota Amaral, contra a vontade de Pacheco Pereira e o entusiasmo do magistrado que enviou as escutas para o Parlamento, tenha tido a dignidade de defender a Constituição contra a tentação estalinista de suspender os direitos e garantias individuais em nome do 'interesse público'.

Faça-se o juízo político, e até pessoal, que se fizer sobre José Sócrates, Mário Soares tem razão quando diz que nenhum primeiro-ministro foi tão perseguido e atacado quanto ele. Tem contra ele a oposição normal, mas tem também toda a magistratura, a quem se atreveu a tentar retirar alguns privilégios, como quinze dias dos dois meses de férias a que tinham direito (já lhos devolveu), e um sem-número de jornalistas e colunistas que vivem numa obsessão com a sua pessoa que é doentia e que os leva mesmo a julgar que quanto pior disserem dele, mais populares serão. É certo que Sócrates se pôs a jeito muitas vezes. Que se meteu em demasiadas trapalhadas e, sobretudo, que se fez rodear de alguma gente infrequentável. Mas há uma diferença no seu estatuto, que é própria das democracias: ele foi eleito e os jornalistas e os magistrados não. Ao contrário dos magistrados, Sócrates não é independente: depende do seu partido e, nas suas funções, depende do Parlamento e do Presidente da República. Não é irresponsável - responde também perante a imprensa, a opinião pública, os eleitores e os tribunais. Não é inamovível: pode ser afastado por nós nas próximas eleições ou na Assembleia da República, a todo o tempo.

Por uma questão de formação, eu prefiro sempre ser governado por aqueles que posso ajudar a escolher e a afastar, com o meu voto. É por isso que sou republicano e não monárquico. É por isso que me sinto mais seguro quando o poder está nas mãos de quem foi eleito do que de quem tem um cargo vitalício ou não escrutinável. E, como dizia Sartre, "daqui não saio".

Texto publicado na edição do Expresso de 26 de Junho de 2010

Nota:
Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

O meu amigo vento descerá das colinas...

My Friend The Wind
My friend the wind will come from the hills
When dawn will rise, he'll wake me again
My friend the wind will tell me a secret
He shares with me, he shares with me


My friend the wind will come from the north
With words of love, she whispered for me
My friend the wind will say she loves me
And me alone, and me alone


I'll hear her voice and the words
That he brings from Helenimou
Sweet as a kiss are the songs of Aghapimou
Soft as the dew is the touch of Manoulamou
Oh oh oh


We'll share a dream where I'm never away from Helenimou
Blue are the days like the eyes of Aghapimou
Far from the world will I live with Manoulamou
Oh oh oh


My friend the wind go back to the hills
And tell my love a day will soon come
Oh friendly wind you tell her a secret
You know so well, oh you know so well


My friend the wind will come from the north
With words of love, she whispered for me
My friend the wind will say she loves me
And me alone, and me alone


I'll hear her voice and the words
That he brings from Helenimou
Sweet as a kiss are the songs of Aghapimou
Soft as the dew is the touch of Manoulamou
Oh oh oh


We'll share a dream where I'm never away from Helenimou
Blue are the days like the eyes of Aghapimou
Far from the world will I live with Manoulamou
Oh oh oh


La la la .... Helenimou
La la la .... Aghapimou
La la la .... Manoulamou


La la la .... Helenimou
La la la .... Aghapimou
La la la .... Manoulamou
Meu Amigo O Vento
Meu amigo o vento virá das colinas
Quando amanhecer subirá, ele me despertará novamente
Meu amigo o vento me contará um segredo
Ele compartilha comigo, ele compartilha comigo


Meu amigo o vento virá do norte
Com palavras de amor, ela sussurrou para mim
Meu amigo o vento dirá que ela me ama
E eu só, e eu só


Eu ouvirei a sua voz e as palavras
Que ele traz de Helenimou
Docemente como um beijo são as canções de Aghapimou
Macio como o orvalho é o toque de Manoulamou
Oh oh oh


Nós compartilharemos um sonho onde eu nunca estou longe de
Helenimou
Azuis são os dias como os olhos de Aghapimou
Longe das palavras eu vivo com Manoulamou
Oh oh oh


Meu amigo o vento volta para as colinas
E conta que meu amor um dia virá logo


Oh vento amigável você lhe conta um segredo
Você sabe tão bem, oh você sabe tão bem


Meu amigo o vento virá do norte
Com palavras de amor, ela sussurrou para mim
Meu amigo o vento dirá que ela me ama
E eu só, e eu só


Eu ouvirei a sua voz e as palavras
Que ele traz de Helenimou
Docemente como um beijo são as canções de Aghapimou
Macio como o orvalho é o toque de Manoulamou
Oh oh oh

Nós compartilharemos um sonho onde eu nunca estou longe de
Helenimou
Azuis são os dias como os olhos de Aghapimou
Longe das palavras eu vivo com Manoulamou
Oh oh oh


La la la .... Helenimou
La la la .... Aghapimou
La la la .... Manoulamou

Líder parlamentar do PSD reconhece que o seu partido só votou em Serrão para vice-Presidente da ALR graças ao prestígio do líder socialista


Jacinto Serrão, cujo indesmentível prestígio é reconhecido mesmo pelos seus adversários políticos, aqui proferindo uma intervenção no parlamento nacional

(Já Jaime Ramos (PSD) fez questão de referir que o impasse desta eleição "foi causado pelo PS, com a apresentação de um candidato que não tinha qualquer prestígio para ser vice-presidente da Assembleia)