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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Se o Estado não pagasse os vencimentos aos funcionários públicos? Acabava o défice e havia superavit. E que mais?

Hernâni Lopes propõe baixar os funcionários públicos. É uma solução, "cortar na despesa".
Quem são os funcionários públicos: professores, enfermeiros, médicos, polícias, militares.
Fechavam as escolas, os hospitais, deixava de haver segurança.
E a economia? Bem, por muito que os neoliberais tenham dificuldade em entender, os FP's são pessoas, não são extra-terrestres, têm empréstimos, comem, adoecem, os filhos comem, adoecem. Tirando o facto de não interessar que os filho dos funcinários públicos passem fome e adoeçam, vamos ao que interessa aos neoliberais - é claro que os socialistas não pensam assim - a Economia. Os funcionáris públicos têm empréstimos nos bancos. É preciso dizer o resto?
(O mais interessante nem sequer é haver quem não saiba de que terra é, ou de que ideologia é, e vá embalado em receitas que são de outra terra - o mais interessante mesmo é a satisfação pessoal pela receita.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O capitalismo foi longe demais?

Responde James K. Galbraith (filho de outro conceituado ecomista, John Kenneth Galbraith):
O capitalismo vai sempre longe de mais. É a sua natureza. O capitalismo, na sua forma pura, se é que ela existe, já tinha colapsado em 1929. O que foi reconstruído, nos EUA, entre os anos 30 e 80, foi um sistema misto, com um setor público muito mais forte. O esforço de regressar ao capitalismo pré-1929, desregulamentado e sem supervisão, conduziu muito rapidamente ao desastre de 1929.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Mas quem são, isto é quem é que está por detrás das empresas de rating para baixar o rating da República ou da Região?

Os senhores de rostos cobertos das empresas de rating, algumas das quais estiveram à beira da falência, e que falharam redondamente na crise financeira que abala o Mundo, vêm agora baixar o rating da República e da Região, o que implica carregar no serviço da dívida. Ou seja, o País, depois de ter posto as contas em ordem, é preciso que se diga, está a pagar, como toda a Europa, uma crise que não provocou, de que não é responsável, obrigado a aumentar o défice e a dívida para fazer face e minimizar os custos desta crise da especulação que esses senhores não denunciaram e, agora, ainda por cima, esses senhores sem rosto, fazem aumentar os juros. Quem beneficia com isso? A mesma banca que provocou a crise? Mas isto é moral? Primeira coisa a fazer: conhecer o nome desses cavalheiros e saber que ligações têm à banca que quer sacar segunda vez sobre os contribuintes europeus, portugueses e madeirenses. É querer saber demais? Demais é isto!

terça-feira, 9 de junho de 2009

A economia política e moral do cavaquismo, João Rodrigues

O caso BPN lembra a origem do nosso neoliberalismo. Se o mito político já acabou, as estruturas económicas do cavaquismo continuam

[onde se fala da soprevalorização do escudo em relação ao euro, imposta pelo cavaquismo, que prejudicou as nossas exportações de bens transacionáveis ]

A "roubalheira" no Banco Português de Negócios, para usar a controversa expressão de Vital Moreira, tem servido para relembrar a experiência neoliberal portuguesa na sua origem, ou seja, a economia política e moral do cavaquismo. Isto é tanto mais útil quanto muitos dos problemas do país resultam das profundas transformações económicas promovidas pelos governos cavaquistas e das normas sociais que as legitimaram.

O cavaquismo legou um guião de políticas de privatização sem fim e de abertura mal gerida às forças do mercado global a que os governos subsequentes só acrescentaram algumas dissonantes notas de rodapé. As mudanças dependem sempre de uma mistura de economia e política. Não é defeito, é feitio. A mistura iniciada pelo cavaquismo foi perniciosa porque deu origem a um poder político com um fôlego cada vez menor e a um poder económico cada vez mais rentista.

A obsessão cavaquista pela chamada convergência nominal, no quadro da aceleração liberal da integração europeia, contribuiu para uma duradoura sobreapreciação da nossa moeda. Esta opção enfraqueceu a competitividade do sector de bens transaccionáveis para exportação num período de transição crucial e canalizou muito do esforço empresarial para o sector de bens não- -transaccionáveis, como foi o caso da construção. Foi à sombra desta e da especulação que prosperou a banca privada impulsionada pelo cavaquismo e por muitos cavaquistas. Nos sectores controlados pelos grupos económicos que ascenderam em Portugal, o mercado é irremediavelmente uma entidade vaporosa que esconde mal a força das redes sociais.

Estes processos foram oleados por um discurso que desprezava o sector público e incensava os negócios privados, mesmo que os últimos crescessem à custa do esvaziamento do primeiro. O cavaquismo representou a vitória de uma perniciosa cultura que transformou a acumulação de dinheiro na base do reconhecimento social. A redistribuição só servia para tolher o homem novo movido a incentivos pecuniários. Os direitos laborais e a acção colectiva eram um vestígio a remover à força de pacotes laborais e de algumas bastonadas. Não é de admirar que o cavaquismo tenha coincidido com a manutenção de elevadas taxas de pobreza e com um assinalável aumento, que nunca mais foi revertido, das desigualdades de rendimentos. Mário Crespo escreveu recentemente que o mito do cavaquismo acabou. É pena que seja mais fácil acabar com os mitos do com as estruturas económicas e com os valores iníquos que eles nos legaram.

segunda-feira, 16 de março de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Viva a Ideologia, a Política e a Democracia; abaixo o radicalismo neo-liberal, a gestocracia e a burocracia

É preciso devolver a política ao povo e aos políticos democratas e correr com os gestores burocratas

Fala-se contra os políticos e contra os capitalistas, mas os Gestores são os grandes responsáveis pela actual crise e pela destruição da classe média


Os gestores económicos convenceram, nisso são bons, que os direitos sociais da classe média eram incomportáveis, destruíram os serviços sociais, e foram aplicar esses fundos na especulação que agora a tal classe média vai ter de pagar outra vez. Para quando o julgamento democrático desses gestores anti-democráticos e radicais neo-liberais? Pregaram, através de um verdadeiro terrorismo social e de atentados à classe média, a contenção social, mas locupletaram-se com ordenados escandalosos e princescos, praticaram uma verdadeira extorsão contra empresários honestos, levando-os à falência e ao desemprego de milhões de trabalhadores, e ainda têm o desplante, esses incompetentes, de vir propor soluções para a crise, eles que a criaram!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Gestores portugueses, esses génios!

O País está a saque!

É fartar vilanagem!


"... se os portugueses (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos;

- mais 22,5% do que os franceses;

- mais 55 % do que os finlandeses;

- mais 56,5% do que os suecos"

Jornal de Notícias, 24/10/08)