sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

ELEIÇÕES LIVRES?

Perantes estes dados, pode alguém, honestamente e em seu perfeito juízo, dizer que as eleições na Madeira foram eleições livres? Isto quando se sabe que o esclarecimento é fundamental numa sociedade aberta, livre e democrática? A sociedade madeirense é uma sociedade aberta no sentido de que fala Karl Popper?
Mas atenção: estes órgãos de informação não são entidades abstractas, não: têm órgãos editoriais e têm nomes, tem linhas editoriais e têm responsáveis. Os mesmos que na noite das eleições não se coibem de perguntar, cinicamente, aos lideres da Oposição: a vossa mensagem não passou? Ah, pois não! Como podia passar se os veículos de intermediação da notícia e da mensagem não cumpriram a sua missão, "a de entregar a carta a Garcia", ou seja, impediram que os eleitores fossem devidamente esclarecidos das diferentes propostas e decidir em consciência? Não só não "entregaram a carta a Garcia" como contribuiram para viciar o jogo democrático. Também eles serão responsáveis e responsabilizados pelo tribunal da História, quando se fizer a histótia deste período.
Perante isto, cabe perguntar se essas eleições foram livres, se os eleitores não tiveram acesso às fontes de informação? É óbvio que não!

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