domingo, 13 de janeiro de 2008
NOVO BLOG - RÉPLICA E CONTRA-RÉPLICA
A blogosgera madeirense conta com um novo blog - "RÉPLICA E CONTRA RÉPLICA". Alarga-se o debate, desta vez com a palavra polítca experiente de Vítor Sérgio Spínola de Freitas. Seja bem-vindo!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Viva a Santa Cruz
Data: 10-01-2008
Uma personagem romanesca criada no papel de médica por uma escritora contemporânea, que eu não vou dizer que se trata de Sveva Calvatti Mondignani para me livrar das chibatadas literárias dos intelectuais puros e duros, agradece a circunstância de o feto ser nado-morto porque seria filho de mãe solteira. Igual a este ser desumano de papel é um obscuro avatar do Ministério que recomenda, em circular, que se não atribua o nome de santo nem de santa nem beato que seja a escola ou estabelecimento de ensino. Vai-se, cada vez mais, confundindo o estado laico e garante das diferentes confissões por um estado promotor do ateísmo, de desrespeito pelos credos, mas, sobretudo, pelo credo maioritário no nosso País. Complexos ou ignorância da importância no ensino, na saúde, na cultura e na arte de todas os credos, mas sobretudo da Igreja Católica, que foi parte na fundação da nacionalidade, da "regionalidade" - registe-se o neologismo - e da municipalidade e, obviamente, da paroquialidade e que tantas vezes substituiu o estado onde este falhou. O avantesma anónimo da directiva confunde-se, por simetria, com o episódio da professora que foi condenada à vergasta porque não se opôs a que o nome de Mafoma fosse dado a um brinquedo infantil e não desdenharia, certamente, chicotear quem se lembrou da maioria dos nomes das nossas freguesias. Contra esse fundamentalismo burocrata apetece dizer, parafraseando o saudoso Carlos Paião: viva Santo António, viva São João, viva o São Pedro e, para absolvição dos nossos pecados, sobretudo o da soberba ignorante, viva a Santa Cruz! P. S. - Será que o mesmo burocrata vai oficiar à União Europeia para alterar os nomes da semana em Espanhol, Francês, Italiano, etc. que têm nomes de deuses romanos?.
Uma personagem romanesca criada no papel de médica por uma escritora contemporânea, que eu não vou dizer que se trata de Sveva Calvatti Mondignani para me livrar das chibatadas literárias dos intelectuais puros e duros, agradece a circunstância de o feto ser nado-morto porque seria filho de mãe solteira. Igual a este ser desumano de papel é um obscuro avatar do Ministério que recomenda, em circular, que se não atribua o nome de santo nem de santa nem beato que seja a escola ou estabelecimento de ensino. Vai-se, cada vez mais, confundindo o estado laico e garante das diferentes confissões por um estado promotor do ateísmo, de desrespeito pelos credos, mas, sobretudo, pelo credo maioritário no nosso País. Complexos ou ignorância da importância no ensino, na saúde, na cultura e na arte de todas os credos, mas sobretudo da Igreja Católica, que foi parte na fundação da nacionalidade, da "regionalidade" - registe-se o neologismo - e da municipalidade e, obviamente, da paroquialidade e que tantas vezes substituiu o estado onde este falhou. O avantesma anónimo da directiva confunde-se, por simetria, com o episódio da professora que foi condenada à vergasta porque não se opôs a que o nome de Mafoma fosse dado a um brinquedo infantil e não desdenharia, certamente, chicotear quem se lembrou da maioria dos nomes das nossas freguesias. Contra esse fundamentalismo burocrata apetece dizer, parafraseando o saudoso Carlos Paião: viva Santo António, viva São João, viva o São Pedro e, para absolvição dos nossos pecados, sobretudo o da soberba ignorante, viva a Santa Cruz! P. S. - Será que o mesmo burocrata vai oficiar à União Europeia para alterar os nomes da semana em Espanhol, Francês, Italiano, etc. que têm nomes de deuses romanos?.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
O PROCESSO VI - O SILÊNCIO
Já toda a gente percebeu que, neste processo público de tentativa de assassinato de carácter - tentativa vã, visto que quem tem carácter é invulnerável à tentativa de o atingir por parte de quem o não tem - há alguém, todos sabem quem e com o conhecimento de quem, que podia ter tido uma palavra necessária, do ponto de vista ético, que poderia ter confirmado a autenticidade do que afirmo. Mas manteve o silêncio a que a coragem e frontalidade política, tantas vezes apregoadas, obrigavam. O Partido sabe de quem se trata, a opinão pública sabe-o também. Mas o peso do que considero a camaradagem, a camaradagem que deve ser essencial para um Partido que não desisto de ver cumprir a sua missão, inibem-me de o dizer. É o silêncio da indignação.
O PROCESSO V RESPOSTA À CARTA INFAME PUBLICADA ONTEM CONTRA MIM PRÓPRIO
Miguel Luís da Fonseca
Resposta
Data: 08-01-2008
Ao abrigo do direito de resposta prevista na Lei de Imprensa, peço a publicação da seguinte carta. O Diário publicou ontem um carta enviada por um indivíduo que se assina H. Q. Andrade. A páginas tantas escreve "espero que (.) não esqueça a prata da casa, em prol do latão enferrujado proveniente dos Barreiros e por acidente, caído no Caniço". Não vale a pena disfarçar: esse escrito tem como alvo a minha pessoa. Os qualificativos acintosos pouco me interessam. As referências a nível profissional revelam o carácter de quem a escreveu. As insinuações torpes e falsas contidas no texto que põem em causa o meu carácter e que pretendem ser-me enviesadamente atribuídas, uma vez dadas as pistas de identificação para quem me conhece e que o jornal publicou, serão obviamente alvo de um processo por difamação e eventual pedido de indemnização por danos morais, uma vez obtida a identificação completa do respectivo indivíduo, seja ele engenheiro, doutor, jornaleiro ou "ambientaleiro". E desde já fica a referida pessoa a saber que qualquer actividade política minha não será determinada por escritos desse jaez que é uma carta de apresentação de quem a escreveu. Isto numa altura em que qualquer cidadão europeu da União Europeia pode candidatar-se na autarquia onde resido (ou onde resida), só faltava que um madeirense não pudesse ser candidato na sua terra. Os tempos do nazismo já passaram. E já agora, porquê tanta aflição se já assumi que não sou candidato nem candidato a candidato nem estou na posição caricata de "venham-me buscar, senão não me candidato"?.
Resposta
Data: 08-01-2008
Ao abrigo do direito de resposta prevista na Lei de Imprensa, peço a publicação da seguinte carta. O Diário publicou ontem um carta enviada por um indivíduo que se assina H. Q. Andrade. A páginas tantas escreve "espero que (.) não esqueça a prata da casa, em prol do latão enferrujado proveniente dos Barreiros e por acidente, caído no Caniço". Não vale a pena disfarçar: esse escrito tem como alvo a minha pessoa. Os qualificativos acintosos pouco me interessam. As referências a nível profissional revelam o carácter de quem a escreveu. As insinuações torpes e falsas contidas no texto que põem em causa o meu carácter e que pretendem ser-me enviesadamente atribuídas, uma vez dadas as pistas de identificação para quem me conhece e que o jornal publicou, serão obviamente alvo de um processo por difamação e eventual pedido de indemnização por danos morais, uma vez obtida a identificação completa do respectivo indivíduo, seja ele engenheiro, doutor, jornaleiro ou "ambientaleiro". E desde já fica a referida pessoa a saber que qualquer actividade política minha não será determinada por escritos desse jaez que é uma carta de apresentação de quem a escreveu. Isto numa altura em que qualquer cidadão europeu da União Europeia pode candidatar-se na autarquia onde resido (ou onde resida), só faltava que um madeirense não pudesse ser candidato na sua terra. Os tempos do nazismo já passaram. E já agora, porquê tanta aflição se já assumi que não sou candidato nem candidato a candidato nem estou na posição caricata de "venham-me buscar, senão não me candidato"?.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O PROCESSO III
Política
Fonseca quer França
Data: 06-01-2008
Dado como candidato autárquico do PS à Câmara Municipal de Santa Cruz, Miguel Fonseca diz que o candidato natural a esse cargo é Gil França. Fonseca vai mais longe e afirma que, se França desejasse tal candidatura, teria o seu "apoio total".
Em comunicado/reacção à notícia do DIÁRIO a dar conta de contactos para que assumisse uma candidatura autárquica, Miguel Fonseca reafirmou que existiu mesmo um convite de um elemento do Direcção Socialista. Esse elemento, que continua sem nome por parte de Fonseca, terá mesmo apresentado um "calendário muito preciso".
O presidente e o coordenador autárquico PS, João Carlos Gouveia e Rui Caetano, desmentiram terem conhecimento de qualquer contacto nesse sentido, ao que Miguel Fonseca response: "O desmentido de João Carlos Gouveia só tem sentido se ele se referir ao facto de eu não ser candidato - de facto não, não sou".
A indisponibilidade para a candidatura, que Fonseca diz ter manifestado ao "elemento da Direcção", não foi revelada ao DIÁRIO em contacto estabelecido na passada quinta-feira.
Só ontem, depois de divulgada a notícia, é que Miguel Fonseca assumiu publicamente essa indisponibilidade. No referido comunicado explicou: "Disse ao meu interlocutor que não tinha qualquer interesse pessoal na candidatura, ainda que a proposta fosse interessante, visto que tenho, neste momento, outros interesses de natureza científica e académica, embora a questão, do ponto de vista político, fosse um desafio".
E.P.
Fonseca quer França
Data: 06-01-2008
Dado como candidato autárquico do PS à Câmara Municipal de Santa Cruz, Miguel Fonseca diz que o candidato natural a esse cargo é Gil França. Fonseca vai mais longe e afirma que, se França desejasse tal candidatura, teria o seu "apoio total".
Em comunicado/reacção à notícia do DIÁRIO a dar conta de contactos para que assumisse uma candidatura autárquica, Miguel Fonseca reafirmou que existiu mesmo um convite de um elemento do Direcção Socialista. Esse elemento, que continua sem nome por parte de Fonseca, terá mesmo apresentado um "calendário muito preciso".
O presidente e o coordenador autárquico PS, João Carlos Gouveia e Rui Caetano, desmentiram terem conhecimento de qualquer contacto nesse sentido, ao que Miguel Fonseca response: "O desmentido de João Carlos Gouveia só tem sentido se ele se referir ao facto de eu não ser candidato - de facto não, não sou".
A indisponibilidade para a candidatura, que Fonseca diz ter manifestado ao "elemento da Direcção", não foi revelada ao DIÁRIO em contacto estabelecido na passada quinta-feira.
Só ontem, depois de divulgada a notícia, é que Miguel Fonseca assumiu publicamente essa indisponibilidade. No referido comunicado explicou: "Disse ao meu interlocutor que não tinha qualquer interesse pessoal na candidatura, ainda que a proposta fosse interessante, visto que tenho, neste momento, outros interesses de natureza científica e académica, embora a questão, do ponto de vista político, fosse um desafio".
E.P.
O PROCESSO II
Santa Cruz - o Diário de Notícias publica uma notítica sobre a candidatura PS à Câmara de Santa Cruz. Os factos:
1- Fui contactado por um elemento da Direcção do PS, cujo nome por ora omito, que me propôs uma candidatura à Câmara de Santa Cruz, com um calendário muito preciso, que, aliás comentei apenas no plano das hipóteses.
2 - Informei o proponente de que a proposta não era surpresa para mim, visto que já me tinha chegado noticias acerca dela.
3- Disse ao meu interlocutor que não tinha interesse pessoal na candidatura, ainda que a proposta fosse interessante, visto que tenho, neste momento, outros interesses de natureza científica e académica, embora a questão, do ponto de vista político fosse um desafio.
4 - Como acho que a estrutura concelhia de Santa Cruz, mesmo que demissionária, não pode ser mantida à margem do processo, informei alguns dos seus elementos, antigos candidatos da notícia que circulava sobre essa hipótese, de que, de resto, alguns tiveram primeiro conhecimento em relação a mim.
5- A todos disse que se o PS tem um "candidato natural", Mário Soares, o PS-Santa Cruz tem também um candidato natural, Gil França, que, se o desejasse tinha o meu apoio total.
6 - O desmentido de João Carlos Gouveia só tem sentido se ele se referir ao facto de eu não ser candidato - de facto não não sou.
Duas notas: o jornalista fala em aproximações e distanciamentos em relação a João Carlos Gouveia. E já não é a primeira vez que o faz. Não me movi do meu espaço: a) Mantenho como boas as críticas que fiz em relação à forma como se fez a sua candidatura ao Congresso; b) Apresentei uma Moção à Convenção Socialista onde defendia os pontos de vista que já eram meus desde 1996 (vidé Diário de Notícias de 9 de Novembro de 1996); de resto, a minha solidariedade política com João Carlos Gouveia nunca deixou de se manifestar por várias vezes, mesmo quando manifestei críticas públicas. Veja-se, por exemplo, o DN de 4 Agosto de 2007; c) Registo, no entanto, que João Carlos Gouveia, deixou passar, também com o seu voto a moção que apresentei na Convenção.
Quanto ao jornalista em si, fez o seu trabalho como pôde, como soube e como quis. Mas deixo aqui a nota de episódio de que o mesmo foi protagonista, eventualmente involuntário: enquanto responsável cultural da Concelhia do Funchal, anunciei a criação de uma Capital da Lusofonia - que também apresentei na Assembleia Municipal do Funchal, no II Congresso da Lusofonia em Lisboa e em artigo do Jornal expresso -; pois, no dia seguinte, o referido jornalista noticiava no diário a criação da capital da lusofonia anunciada por Jacinto Serrão, quando fora eu a dar a conferência de imprensa, a que, aliás, o referido jornalista não esteve presente. É claro que a ironia do caso resido no facto de eu não me sentir capaz de propor fosse o que fosse no reino da Físico ou da Química, áreas, essas sim, de Jacinto Serrão.
1- Fui contactado por um elemento da Direcção do PS, cujo nome por ora omito, que me propôs uma candidatura à Câmara de Santa Cruz, com um calendário muito preciso, que, aliás comentei apenas no plano das hipóteses.
2 - Informei o proponente de que a proposta não era surpresa para mim, visto que já me tinha chegado noticias acerca dela.
3- Disse ao meu interlocutor que não tinha interesse pessoal na candidatura, ainda que a proposta fosse interessante, visto que tenho, neste momento, outros interesses de natureza científica e académica, embora a questão, do ponto de vista político fosse um desafio.
4 - Como acho que a estrutura concelhia de Santa Cruz, mesmo que demissionária, não pode ser mantida à margem do processo, informei alguns dos seus elementos, antigos candidatos da notícia que circulava sobre essa hipótese, de que, de resto, alguns tiveram primeiro conhecimento em relação a mim.
5- A todos disse que se o PS tem um "candidato natural", Mário Soares, o PS-Santa Cruz tem também um candidato natural, Gil França, que, se o desejasse tinha o meu apoio total.
6 - O desmentido de João Carlos Gouveia só tem sentido se ele se referir ao facto de eu não ser candidato - de facto não não sou.
Duas notas: o jornalista fala em aproximações e distanciamentos em relação a João Carlos Gouveia. E já não é a primeira vez que o faz. Não me movi do meu espaço: a) Mantenho como boas as críticas que fiz em relação à forma como se fez a sua candidatura ao Congresso; b) Apresentei uma Moção à Convenção Socialista onde defendia os pontos de vista que já eram meus desde 1996 (vidé Diário de Notícias de 9 de Novembro de 1996); de resto, a minha solidariedade política com João Carlos Gouveia nunca deixou de se manifestar por várias vezes, mesmo quando manifestei críticas públicas. Veja-se, por exemplo, o DN de 4 Agosto de 2007; c) Registo, no entanto, que João Carlos Gouveia, deixou passar, também com o seu voto a moção que apresentei na Convenção.
Quanto ao jornalista em si, fez o seu trabalho como pôde, como soube e como quis. Mas deixo aqui a nota de episódio de que o mesmo foi protagonista, eventualmente involuntário: enquanto responsável cultural da Concelhia do Funchal, anunciei a criação de uma Capital da Lusofonia - que também apresentei na Assembleia Municipal do Funchal, no II Congresso da Lusofonia em Lisboa e em artigo do Jornal expresso -; pois, no dia seguinte, o referido jornalista noticiava no diário a criação da capital da lusofonia anunciada por Jacinto Serrão, quando fora eu a dar a conferência de imprensa, a que, aliás, o referido jornalista não esteve presente. É claro que a ironia do caso resido no facto de eu não me sentir capaz de propor fosse o que fosse no reino da Físico ou da Química, áreas, essas sim, de Jacinto Serrão.
O PROCESSO I
Política
Socialistas já discutem nomes para Sta. Cruz
Data: 05-01-2008
Vários socialistas da zona leste foram surpreendidos ao longo dos últimos dias com um facto dado como consumado: a candidatura de Miguel Fonseca, professor residente no Caniço, à Câmara de Santa Cruz pelo PS. A opção, negada pela direcção, deixou fortes dúvidas em alguns influentes militantes naquele município mas tem sido confirmada pelo próprio. Ao DIÁRIO, Fonseca admite que "há contactos dentro do partido acerca desse assunto. Está a ser tratado por várias pessoas, mas não posso dizer mais nada". Quando questionado sobre quem está a tratar dessa matéria, Fonseca não menciona nomes, mas garante que são elementos da direcção.
Ora, esta versão é rejeitada pelo presidente e pelo coordenador autárquico socialista. João Carlos Gouveia nega peremptoriamente qualquer convite. "É mentira", disse o líder regional do PS ao DIÁRIO. "O único candidato assumido no PS sou eu, à Câmara de São Vicente", acrescentou.
Gouveia garante que não só não há convites como também não foi ainda iniciado o debate sobre quem serão os candidatos que o PS vai apresentar no final de 2009. Por enquanto a questão não se coloca, sublinha.
Idêntica posição tem o coordenador do processo autárquico do PS-M. Rui Caetano também garante que não sabe de nada. Desconhece convites ou contactos. Por isso, admite que o lançamento do nome de Miguel Fonseca - que já assumiu divergências e proximidades com a actual direcção do partido - seja resultado de alguma estratégia para começar a afastar eventuais nomes para as listas do PS.
Entretanto, com ou sem conhecimento da Rua do Surdo, a verdade é que no PS de Santa Cruz o processo autárquico já está em curso. As divergências entre a concelhia e a direcção do partido, o regresso do vereador Filipe Sousa à Junta de Freguesia de Gaula e o afastamento do ex-deputado Óscar Teixeira do cargo de assessor do grupo parlamentar apressaram a discussão a dois anos das próximas eleições autárquicas.
Santa Cruz foi justamente uma das principais apostas da liderança de Jacinto Serrão no PS durante as autárquicas de 2005. Filipe Sousa foi o candidato que algumas sondagens deram como vencedor, mas acabou por perder a eleição para o social-democrata José Alberto Gonçalves.
Miguel Silva
Socialistas já discutem nomes para Sta. Cruz
Data: 05-01-2008
Vários socialistas da zona leste foram surpreendidos ao longo dos últimos dias com um facto dado como consumado: a candidatura de Miguel Fonseca, professor residente no Caniço, à Câmara de Santa Cruz pelo PS. A opção, negada pela direcção, deixou fortes dúvidas em alguns influentes militantes naquele município mas tem sido confirmada pelo próprio. Ao DIÁRIO, Fonseca admite que "há contactos dentro do partido acerca desse assunto. Está a ser tratado por várias pessoas, mas não posso dizer mais nada". Quando questionado sobre quem está a tratar dessa matéria, Fonseca não menciona nomes, mas garante que são elementos da direcção.
Ora, esta versão é rejeitada pelo presidente e pelo coordenador autárquico socialista. João Carlos Gouveia nega peremptoriamente qualquer convite. "É mentira", disse o líder regional do PS ao DIÁRIO. "O único candidato assumido no PS sou eu, à Câmara de São Vicente", acrescentou.
Gouveia garante que não só não há convites como também não foi ainda iniciado o debate sobre quem serão os candidatos que o PS vai apresentar no final de 2009. Por enquanto a questão não se coloca, sublinha.
Idêntica posição tem o coordenador do processo autárquico do PS-M. Rui Caetano também garante que não sabe de nada. Desconhece convites ou contactos. Por isso, admite que o lançamento do nome de Miguel Fonseca - que já assumiu divergências e proximidades com a actual direcção do partido - seja resultado de alguma estratégia para começar a afastar eventuais nomes para as listas do PS.
Entretanto, com ou sem conhecimento da Rua do Surdo, a verdade é que no PS de Santa Cruz o processo autárquico já está em curso. As divergências entre a concelhia e a direcção do partido, o regresso do vereador Filipe Sousa à Junta de Freguesia de Gaula e o afastamento do ex-deputado Óscar Teixeira do cargo de assessor do grupo parlamentar apressaram a discussão a dois anos das próximas eleições autárquicas.
Santa Cruz foi justamente uma das principais apostas da liderança de Jacinto Serrão no PS durante as autárquicas de 2005. Filipe Sousa foi o candidato que algumas sondagens deram como vencedor, mas acabou por perder a eleição para o social-democrata José Alberto Gonçalves.
Miguel Silva
domingo, 6 de janeiro de 2008
Agostinho Soares
É hoje um elemento de real peso político na direcção política de João Carlos Gouveia e nele se encontra a chave de muitas questões com que o Partido se confronta e virá a defrontar.
CANDIDATURA PS A SANTA CRUZ - o decano Diário faz hoje referência ao comentário aqui publicado ontem sobre a candidatura PS às mui nobres terras de Santa Cruz de onde houve, pelo lado materno - a avó Conceição - este que aqui escreve. Uma notítica muito bem feita. Quanto ao facto de não ter referido, quando interrogado pelo DN, o contacto directivo, não fiz nem o podia fazer, senão estaria a confirmar essa candidatura em hipótese.
O PS BATEU NO FUNDO - Num outro blog, um anónino disse: "o PS bateu no fundo" - concordo! Muitas vezes se diz que o PS bateu no fundo - o PS deve ter fundo de aço - mas desta vez é a sério. Ao colocar como hipótese a minha candidatura - Miguel Fonseca - o PS bateu mesmo no fundo - é que sempre são cem quilos e mais. (E não me venham dizer que o comentário parte de algum ressabiado ou alguém que me queira impedir de ser candidato). É que é mesmo verdade, não há nada a fazer.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Santa Cruz - o Diário de Notícias publica uma notítica sobre a candidatura PS à Câmara de Santa Cruz. Os factos:
1- Fui contactado por um elemento da Direcção do PS, cujo nome por ora omito, que me propôs uma candidatura à Câmara de Santa Cruz, com um calendário muito preciso, que, aliás comentei apenas no plano das hipóteses.
2 - Informei o proponente de que a proposta não era surpresa para mim, visto que já me tinha chegado noticias acerca dela.
3- Disse ao meu interlocutor que não tinha interesse pessoal na candidatura, ainda que a proposta fosse interessante, visto que tenho, neste momento, outros interesses de natureza científica e académica, embora a questão, do ponto de vista político fosse um desafio.
4 - Como acho que a estrutura concelhia de Santa Cruz, mesmo que demissionária, não pode ser mantida à margem do processo, informei alguns dos seus elementos, antigos candidatos da notícia que circulava sobre essa hipótese, de que, de resto, alguns tiveram primeiro conhecimento em relação a mim.
5- A todos disse que se o PS tem um "candidato natural", Mário Soares, o PS-Santa Cruz tem também um candidato natural, Gil França, que, se o desejasse tinha o meu apoio total.
6 - O desmentido de João Carlos Gouveia só tem sentido se ele se referir ao facto de eu não ser candidato - de facto não não sou.
Duas notas: o jornalista fala em aproximações e distanciamentos em relação a João Carlos Gouveia. E já não é a primeira vez que o faz. Não me movi do meu espaço: a) Mantenho como boas as críticas que fiz em relação à forma como se fez a sua candidatura ao Congresso; b) Apresentei uma Moção à Convenção Socialista onde defendia os pontos de vista que já eram meus desde 1996 (vidé Diário de Notícias de 9 de Novembro de 1996); de resto, a minha solidariedade política com João Carlos Gouveia nunca deixou de se manifestar por várias vezes, mesmo quando manifestei críticas públicas. Veja-se, por exemplo, o DN de 4 Agosto de 2007; c) Registo, no entanto, que João Carlos Gouveia, deixou passar, também com o seu voto a moção que apresentei na Convenção.
Quanto ao jornalista em si, fez o seu trabalho como pôde, como soube e como quis. Mas deixo aqui a nota de episódio de que o mesmo foi protagonista, eventualmente involuntário: enquanto responsável cultural da Concelhia do Funchal, anunciei a criação de uma Capital da Lusofonia - que também apresentei na Assembleia Municipal do Funchal, no II Congresso da Lusofonia em Lisboa e em artigo do Jornal expresso -; pois, no dia seguinte, o referido jornalista noticiava no diário a criação da capital da lusofonia anunciada por Jacinto Serrão, quando fora eu a dar a conferência de imprensa, a que, aliás, o referido jornalista não esteve presente. É claro que a ironia do caso resido no facto de eu não me sentir capaz de propor fosse o que fosse no reino da Físico ou da Química, áreas, essas sim, de Jacinto Serrão.
1- Fui contactado por um elemento da Direcção do PS, cujo nome por ora omito, que me propôs uma candidatura à Câmara de Santa Cruz, com um calendário muito preciso, que, aliás comentei apenas no plano das hipóteses.
2 - Informei o proponente de que a proposta não era surpresa para mim, visto que já me tinha chegado noticias acerca dela.
3- Disse ao meu interlocutor que não tinha interesse pessoal na candidatura, ainda que a proposta fosse interessante, visto que tenho, neste momento, outros interesses de natureza científica e académica, embora a questão, do ponto de vista político fosse um desafio.
4 - Como acho que a estrutura concelhia de Santa Cruz, mesmo que demissionária, não pode ser mantida à margem do processo, informei alguns dos seus elementos, antigos candidatos da notícia que circulava sobre essa hipótese, de que, de resto, alguns tiveram primeiro conhecimento em relação a mim.
5- A todos disse que se o PS tem um "candidato natural", Mário Soares, o PS-Santa Cruz tem também um candidato natural, Gil França, que, se o desejasse tinha o meu apoio total.
6 - O desmentido de João Carlos Gouveia só tem sentido se ele se referir ao facto de eu não ser candidato - de facto não não sou.
Duas notas: o jornalista fala em aproximações e distanciamentos em relação a João Carlos Gouveia. E já não é a primeira vez que o faz. Não me movi do meu espaço: a) Mantenho como boas as críticas que fiz em relação à forma como se fez a sua candidatura ao Congresso; b) Apresentei uma Moção à Convenção Socialista onde defendia os pontos de vista que já eram meus desde 1996 (vidé Diário de Notícias de 9 de Novembro de 1996); de resto, a minha solidariedade política com João Carlos Gouveia nunca deixou de se manifestar por várias vezes, mesmo quando manifestei críticas públicas. Veja-se, por exemplo, o DN de 4 Agosto de 2007; c) Registo, no entanto, que João Carlos Gouveia, deixou passar, também com o seu voto a moção que apresentei na Convenção.
Quanto ao jornalista em si, fez o seu trabalho como pôde, como soube e como quis. Mas deixo aqui a nota de episódio de que o mesmo foi protagonista, eventualmente involuntário: enquanto responsável cultural da Concelhia do Funchal, anunciei a criação de uma Capital da Lusofonia - que também apresentei na Assembleia Municipal do Funchal, no II Congresso da Lusofonia em Lisboa e em artigo do Jornal expresso -; pois, no dia seguinte, o referido jornalista noticiava no diário a criação da capital da lusofonia anunciada por Jacinto Serrão, quando fora eu a dar a conferência de imprensa, a que, aliás, o referido jornalista não esteve presente. É claro que a ironia do caso resido no facto de eu não me sentir capaz de propor fosse o que fosse no reino da Físico ou da Química, áreas, essas sim, de Jacinto Serrão.
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