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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ORA AÍ ESTÁ UM ASSUNTO QUE O DOSSIER DE IMPRENSA NÃO COMENTA. A POLÍTICA DA TERRA QUEIMADA EM GAULA,

Em vez de se preocuparem tanto com a vida interna do PS, já que o PPD não tem vida interna, Sancho Gomes,Eduardo Freitas,Gonçalo Santos,L. F. Malheiro

deviam era comentar a política da terra queimada, as atitudes vergonhosas, próprias do Zimbabawe que o PPD está a levar a cabo em Gaula. Mas esses quatro cavaleiros que gostam tanto de perorar sobre o anunciado apocalipse socialista do PS-M - o Sócrates ganhou? Mal empregado! - nada dizem e ficam calados que nem ratos. Estou a ver a indignação do Sancho Gomes, do Filipe Malheiro, do Eduardo Freitas, do Gonçalo Santos se uma sombra dessa miserável atitude em Gaula fosse feita por uma Câmara PS a uma junta do PPD! Que moral têm - aliás, aproveito para dizer que não recebo atestados de bom comportamento e de seriedade de nenhum dos 4, porque também os não passo a ninguém - depois para criticar os erros crassos da LFR, cuja génese, é bom lembrar, foi a política de "lesa-pátria" cometida pelo PPD em Bruxelas!?

Vejam isto, os 4, e calem-se, porque a vossa suposta superioridade moral fica à porta dos desmandos, das prepotências, dos desvarios do que, se não é o vosso partido, não digo todos, porque alguns têm a ombridade de o dizer, tem a vossa protecção e a vossa aquiescência. Valerá a pena debater com quem é cúmplice destas arbitrariedades? Não. Mas vale a pena denunciar a sua hipocrisia ao denunciar os erros dos outros. Aliás, devo dizer que dispenso também atestados de comportamento em que o PPD, que, como diria o outro, é um partido que se regula por um Manual de Mau Comportamento antidemocrático, se atreve despudoradamente a passar e que os seus apaniguados imitam.

Ora vejam, ouçam e leiam e ignorem como é vossa hábito, ao contrário do que diz o texto: "vimos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar". Mas vocês vêem, ouvem e lêem e calam-se, compactuam, transigem, são cúmplices e a vossa cumplicidade devia ao menos vos dar a capacidade para sentirem vergonha quando falam dos tão propalados pór vós excessos do Sócrates.

Gaula: a verdade
October 25th, 2009 No comments » “Numa acção que considero vergonhosa num ambiente de cultura democrática, a actual Junta de Freguesia de Gaula, com o conluio da Casa do Povo, fez deslocar, à pressa, os serviços da junta de freguesia, que funcionavam desde Julho nas instalações do Centro Cívico.

Enquanto durou o “casamento”, entre a junta e a casa do povo, estava tudo em “família”: havia parcerias, havia actividades conjuntas, havia partilha de espaço e havia, mais que tudo, uma pretensa e consentida
amizade.

Com as eleições de 11 de Outubro de 2009, algo acontece. Pela calada da manhã da passada quarta-feira, dia 21 de Outubro, a junta é transferida para uma ala afastada, a Norte, sem condições adequadas para a prestação do serviço à população (sem sanitários, sem acesso a deficientes, sem telefone e internet, sem espaço para reuniões).
deviam era dizer o que pensam sobre a política de terra queimada, sobre as atitudes miseráveis, sobre o castigo que o PPD está a infligir ao povo de Gaula. Mas a coragem desses 4 cavaleiros que anunciam o apocalipse socialista acaba, acaba-lhes a tinta quando se trata de comentar as prepotências do Partido em quem eles não vêem defeitos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A POLÍTICA DA TERRA QUEIMADA DO PPD: e os Blogs do sistema laranja têm a ousadia de critar Sócrates

PPD CASTIGA O POVO DE GAULA POR NÃO VOTAR NO PPD

Comunicado ao Povo de Gaula


October 22nd, 2009 No comments » “Ontem, dia 21 de Outubro de 2009, e 10 dias após o acto eleitoral, fomos informados pela população da Freguesia de Gaula, que o espaço cedido provisoriamente para os serviços Junta de Freguesia de Gaula (no Centro Cívico de Gaula), foram retirados e remetidos, sem aviso prévio, para outros anexos. Tal acção, da qual somos alheios; e em período anterior à tomada de posse dos novos titulares da Assembleia de Freguesia e Junta de Freguesia da Freguesia de Gaula agendada para 2 de Novembro de 2009, merece os seguintes considerandos:

1. O actual presidente da Junta de Freguesia de Gaula, Gustavo Caíres e o responsável pela Casa do Povo de Gaula (entidade gestora do espaço do centro cívico) deverão explicar aos gauleses quais as razões que os levaram a tomar a seguinte decisão de transferir os serviços da junta para um outro espaço?

2. Com a deslocação material, os serviços de Junta de Freguesia encontram-se, desde ontem, sem telefone e internet, sem sanitários e sem condições de acessibilidade à população idosa e aos utentes deficientes. Com efeito, a população da freguesia, está a ser penalizada por uma acção irresponsável.

3. Tal actuação demonstra, além de uma falta de cultura democrática, um acentuado desrespeito pelo Povo de Gaula.

4. Mais se comunica, que no mais breve tempo possível, os signatários irão apurar, ponto por ponto, os responsáveis pela situação criada.”


Élvio Sousa - Presidente eleito da Junta de Freguesia da Freguesia de Gaula. Arlindo Rodrigues e Rubina Gomes – Vogais eleitos da Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dois caminhos opostos!, Paulo Martins

“Mais que a contagem de votos e lugares que cada força política conseguiu nestas Eleições interessa reflectir sobre dois caminhos que estão abertos sobre a maneira de enfrentar o PSD na Região. Tomemos os exemplos do Funchal e de Santa Cruz, onde encontramos duas maneiras de ser corajosos, como está na moda dizer.

No Funchal temos a “coragem” dum grupo de pessoas que se aglutinou no PND que enfrenta de “peito aberto” alguns desmandos do Jardinismo mas que, em termos de resultados práticos, conduz ao reforço da sua votação e ao reforço da votação do PSD cujos apoiantes cerram fileiras para enfrentar as acções desse Partido. É essa a principal leitura que se pode fazer dos efeitos práticos dessa “coragem” nos resultados das Eleições Autárquicas no Funchal. Os outros Partidos, seja por crise interna como é o PS seja por falta de clareza de como se posicionarem neste novo cenário político, perdem eleitorado para este Partido que capta com facilidade as franjas mais radicais e revoltadas contra mais de 30 anos de Poder Laranja. As Oposições estão pulverizadas no Funchal e em quase toda a Região e o PSD, mesmo com algum desgaste, continua esmagador.

Em Santa Cruz surge um outro tipo de coragem, aquela que une e junta pessoas diferentes, aquela que faz chegar a hora, aquela que quer fazer a mudança acontecer. Não recorre ao ataque de “peito aberto”, não faz “bravata”, mas pela calada soma, une, junta pessoas, mobiliza-as num projecto que as faz acreditar que derrotar o PSD é possível e que isso pode acontecer. E quase aconteceu nestas eleições Autárquicas. Na Câmara Municipal registou-se um empate – o PSD elegeu 3 vereadores e o Movimento “Juntos pelo Povo” elegeu 3, ficando o PS com 1. O Movimento reconquistou a Freguesia de Gaula. A mudança só não aconteceu porque PS, PCP e MPT teimaram em não querer a unidade.

Estes dois exemplos constituem dois caminhos políticos opostos que conduzem a resultados diferentes na luta pela derrota do PSD. Um aparenta combate-lo de forma muito radical, mas acaba por fortalecê-lo. Outro, menos radical nos actos e palavras, é muito mais radical nos resultados porque dá derrotas do PSD. Há reflexões e escolhas a fazerem-se!

Cidade, 13.10.2009

Eleições intercalares em Santa Cruz: o PS deve estar disponível para dialogar com todos, sem excepção

Os mandatos são para se cumprir. Contudo, se houver eleições intercalares em Santa Cruz, entendo que o PS deve estar disponível para dialogar com todos os partidos e movimentos, nomeadamente o JPP, sem excepção.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

2009, Santa Cruz, uma câmara ingovernável?

Continua o processo que relembrei aqui:

PSD 'estuda' eleições intercalares em Santa Cruz
DECISÃO AVANÇA SE A OPOSIÇÃO CHUMBAR OS PROJECTOS ESTRUTURAIS PARA O CONCELHO.

Data: 14-10-2009 Comentários: 7

A má noite eleitoral do PSD de Santa Cruz no passado domingo tem suscitado muita discussão no concelho. No rescaldo pós-eleições, há no PSD quem acredite que a Câmara pode ser governada com uma minoria (3 vereadores do PSD, 3 do JPP e 1 do PS), desde que com muito diálogo, enquanto outros julgam que eventualmente terão de ser provocadas eleições intercalares. Tanto Savino Correia, ex-presidente desta autarquia como Guilherme Teixeira, vereador do Urbanismo, acreditam que a Câmara pode ser governada com maioria relativa. "Acho que a Câmara é governável. Conheço bem as pessoas que foram eleitas pelos outros partidos e sei que não estarão interessados em defraudar as expectativas dos eleitores que confiaram neles", responde Guilherme Teixeira.

Também Savino Correia, antigo presidente da Câmara durante dois mandatos, considera que apesar da minoria de vereadores, o PSD poderá governar o município através de muito diálogo. "O resultado não é nenhum drama. Será um grande exercício de democracia a que se assistirá em Santa Cruz", afirma.

PSD estuda novas eleições

Contudo, os responsáveis máximos do PSD na Região acreditam na viabilização desta Câmara baseando-se na relação difícil entre Filipe Sousa e Óscar Teixeira do PS. Os social-democratas acreditam que a relação crispada entre ambos irá favorecer e permitir a governabilidade da Câmara. Para tal, basta que o PS vote de forma diferente ao movimento Juntos Pelo Povo nas reuniões da vereação. O voto de qualidade do presidente da Câmara, José Alberto Gonçalves, fará o resto.

Eventualmente, se o Juntos Pelo Povo e PS conseguirem uma confluência de pontos de vista e estabelecerem uma coligação, o mais provável é que os responsáveis do PSD tudo façam para a Câmara cair, o que não será fácil (ver destaque).

Na próxima semana, José Alberto Gonçalves deverá reunir-se com Jardim na Quinta Vigia para discutir os próximos passos deste processo.

Adivinham-se alterações

No rescaldo aos resultados, são muitos os social-democratas que tentam encontrar explicações para o que sucedeu no passado domingo. Muitos apontam a continuidade da equipa de José Alberto Gonçalves como a principal razão, enquanto outros não deixam de criticar o líder regional por não ter realizado grandes obras no concelho nos últimos quatro anos. Uma das primeiras consequências é a mudança da equipa de vereadores que acompanham José Alberto Gonçalves. Este não confirma as alterações, mas a verdade é que tudo aponta para a renúncia ao cargo da vereadora Alexandra Perestrelo, a número três da lista, que cederá o lugar a Emanuel Gouveia. A vereação social-democrata deverá assumir também, as principais pastas desta autarquia. José Alberto Gonçalves ficará com a pasta do Urbanismo - que de certo modo já mantinha -, Jorge Baptista deverá manter-se nas Obras Públicas e Emanuel Gouveia segura o Ambiente e Guilherme Teixeira deverá ser o próximo chefe de gabinete. Este, no entanto, diz apenas que "pode acontecer muita coisa até que tudo esteja definido".

Não foi possível confirmar o que sucederá a Pedro Dantas, actual chefe de gabinete, a Duarte Sol, adjunto e a Nuno Abreu secretário do presidente - três cargos de confiança política. É previsível que todas as decisões agora tomadas, tenham em conta a manutenção de uma estrutura para o candidato a uma eventual eleição antecipada. O PSD quer segurar o eleitorado mais fiel, que se encontra na Camacha, Santo da Serra e Caniço para tentar ganhar as próximas eleições.

O DIÁRIO tentou obter esclarecimentos de José Alberto Gonçalves mas este mostrou-se indisponível para conversar.

Queda da Câmara é complicada

Para perceber melhor todo o processo da queda da Câmara, o DIÁRIO chegou à fala com um politólogo e especialista autárquico, Oliveira Dias, que inclusivamente já elaborou vários livros sobre este tema. De acordo com as palavras deste especialista, será muito difícil a vereação cair por decisão própria, uma vez que o PSD não tem a maioria para o fazer. "A oposição tem maioria e de certeza que vai querer aproveitar essa situação".

Sendo assim, existem apenas duas formas de fazer a nova direcção cair: a primeira é por decisão do tribunal, a segunda através da não aprovação do orçamento da Câmara. "Na primeira vez que o orçamento não seja aprovado, a Câmara fica a ser gerida por duodécimos. No entanto, se no ano seguinte os vereadores não alcançarem um consenso sobre o orçamento, a Câmara cai e tem de ser realizadas novas eleições, porque não pode governar de duodécimos de duodécimos".

A haver eleições, estas serão apenas para a Câmara porque a eleição da Assembleia Municipal e para as Juntas de Freguesia é autónoma. Certo é que a lei impede que os novos órgãos autárquicos sejam dissolvidos num prazo menor a seis meses após a tomada de posse.