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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Madeira: Timor contribui com ajuda financeira


(Nota pessoal: quando, em 1999, propus, na Assembleia Municipal, a geminação do Funchal com Díli, para, assim, se poder ajudar Timor, algumas intervenções perguntaram o que é que Timor tinha a ver com a Madeira. Como também não tive o apoio de alguns elementos do PS, acabei por retirar a proposta...)

O Conselho de Ministros de Timor-Leste aprovou esta quinta-feira um auxílio às vítimas da Madeira, no montante de 556 mil euros, em solidariedade com o arquipélago, avança a Lusa.

«Na sequência das inundações que atingiram a Região Autónoma da Madeira, provocando dezenas de mortos e avultados prejuízos, o Conselho de Ministros, em acto de solidariedade e apoio para com o povo e autoridades daquele arquipélago português, aprovou a atribuição de ajuda financeira, para ajudar a colmatar os estragos e perdas sofridas com as fortes chuvadas que assolaram a região», refere, em comunicado, a Secretaria de Estado do Conselho de Ministros.

Logo a seguir à tragédia, também o Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, enviou condolências a Cavaco Silva, pelas dezenas de mortos e lamentou o elevado número de pessoas feridas e a grande destruição verificada.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Gente virada para a frente, Ferreira Fernandes

As autoridades reagiram com prontidão à catástrofe da Madeira. Não, não me refiro à protecção civil, isso é uma ciência que eu não domino. Eu é mais homens. A primeira das autoridades - Cristiano Ronaldo, evidentemente - logo nas 24 horas seguintes à dor meteu um golo e ofereceu três aos companheiros. Segundo os jornais espanhóis de ontem, a melhor exibição desde que está em Madrid. Conheço muito menino que respondia com desânimo à catástrofe na terra, ai, eu estou que nem me aguento, três dias de baixa. Cristiano Ronaldo meteu os dentes, literalmente, foi assim que segurou a camisola do clube para mostrar a camisola interior onde estava escrito: "Madeira." Escrevera-o com essa fisgada, para depois de marcar aquele livre de bola com motor de propulsão (violenta para ir ter à bancada de fundo) e sistema de desmaio (que a faz cair automaticamente quando lhe cheira a redes). Golo metido, homenagem pátria exibida, outro qualquer sentir-se-ia com o dever cumprido, mas ele continuou empolgado. Para grandes catástrofes, grandes exibições - há artistas assim. Outro homem à altura: Alberto João Jardim. Mais uma vez não me peçam análises. Jardim: "Em Abril é o mês das flores. Venham à Madeira." Pensando melhor, analiso: quem em Fevereiro de lama fala das flores, em Abril é um líder.

RECONSTRUÇÃO, Alberto João Jardim

Uma catástrofe desabou sobre a Madeira.
É hora de luto, mas também de apelo às forças íntimas de cada um, as quais, ao longo de gerações e da História, fizeram e sustentaram a gesta do Povo Madeirense.
O nosso passado é construído de confrontos cíclicos entre Povo e Natureza.
Em todos os momentos que a fúria Desta parecia nos derrotar de vez, a Alma possante dos Madeirenses revestiu a couraça para enfrentar o Destino, feriu as mãos no basalto e reconstruiu.
RECONSTRUÇÃO é a palavra de ordem.
Todos os braços serão poucos.
Depende muito dos apoios que se materializarem. Mas a solidariedade que logo recebemos de todo o lado, dá-nos fé para crer que não se trata de palavras vãs.
Não é a hora da Política.
É a hora de muito TRABALHO SOLIDÁRIO E ORGANIZADO.
O Turismo e a Economia têm de assumir o seu funcionamento, custe o que custar e estão já a fazê-lo.
Eu próprio substituí por este, o escrito que aqui hoje iria ser publicado, bem como suspendi outros já preparados. E só continuarei a escrever, quando for possível.
A vida mudou por estes próximos tempos, e de que maneira!
Não há espaço sequer, para distracção com aqueles de comportamento canalha, que logo se aproveitaram desta tragédia sem precedente.
A catástrofe também mostrou o sempre denunciado analfabetismo de alguns. “Não se tira pedra da ribeira”, porém ela veio sobre nós. Não se robustece o litoral, como na expansão territorial de alguns países, e eis o mar em cima de nós. Não se canaliza as ribeiras, e se não o fizéssemos, hoje o Funchal, como cidade, teria desaparecido, tal como a Ribeira Brava.
Basta de institucionalizar a asneira!
E não percamos mais tempo com eles.
RECONSTRUÇÃO
O mais célere e correctamente possível. Não é tempo para burocracias e positivismos jurídicos.
Não é tempo para rivalidades e confrontos mesquinhos.
Estamos em ESTADO DE NECESSIDADE.
Um grande MUITO OBRIGADO a todos os que nos estão a ajudar. Desde Instituições do Estado e todas as outras, através dos seus Titulares, até ao Cidadão mais anónimo.
Que pessoas fantásticas!
E como esta Nação Portuguesa é fantástica, quando toca a reunir!
Obrigado, muito obrigado.

Hino ao Povo da Madeira

HINO DA REGIÃO AUTÓNOMA





Do vale à montanha e do mar à serra,

Teu povo humilde, estóico

e valente,

entre a rocha dura te

lavrou a terra

para lançar do pão a semente


herói do trabalho

na montanha agreste

que se fez ao mar

em vagas procelosas,

os louros da vitória

em tuas mãos calosas

foram a herança

que a teus filhos deste.




Refrão

Por esse mundo além

Madeira, teu nome continua

em teus, filhos saudosos,

que além fronteiras de ti

se mostram orgulhosos,

por esse mundo além,

Madeira, honraremos

a tua história

na senda do trabalho

nós lutaremos, alcançaremos

teu bem estar e glória
.

Amor a Portugal