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quarta-feira, 23 de junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gastos com o funcionalismo nos PIGS: a grande mentira dos neoliberais, incluindo os do PS-Madeira

El gran error de esta estrategia de presión es que asume erróneamente que el problema en que se encuentra la Eurozona lo han creado estos países con sus despilfarros y su falta de disciplina fiscal, lo cual es fácil de mostrar que no es cierto. Ni existe un despilfarro de gasto público en aquellos países, Grecia, España y Portugal (todos ellos tienen los gastos y empleos públicos más bajos de la UE-15), ni sus salarios son exuberantes (están muy por debajo del promedio de la UE-15, independientemente del nivel de productividad que tengan).

Redução salarial de 30%, como? 40% dos trabalhadores ganha 600 euros líquidos ou menos por mês

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Conselho ao Banco Central Europeu: imprimam moeda e provoquem inflação


Helena Garrido
Heresias para moderar a crise
Sim, é possível resolver a actual crise com menos dor e menos risco de colapso do euro. Mas era preciso romper regras até hoje sagradas no euro. Como fizeram os norte-americanos. O problema não é técnico. É, aliás como sempre, político...

Sim, é possível resolver a actual crise com menos dor e menos risco de colapso do euro. Mas era preciso romper regras até hoje sagradas no euro. Como fizeram os norte-americanos.

O problema não é técnico. É, aliás como sempre, político. Há soluções técnicas para resolver a crise financeira com menos custos sociais. Mas falta na Zona Euro a vontade política de romper com regras que são tratadas como a lei da gravidade quando na realidade são apenas normas que se aplicam a umas conjunturas mas não a outras.

A economia é feita de muitos mundos, de muitos equilíbrios e desequilíbrios que exigem remédios muito variados, alguns até contraditórios, do tipo é bom para a recessão mas não é bom para o sobre-aquecimento.

É uma visão da política económica como remédio em função da doença que marca, e sempre marcou, a actuação das administrações norte-americanas. Nunca se deixaram apanhar, em situações de crise, pela ortodoxia das escolas, quer fossem neo-keynesianas ou neo-clássicas. Nas crises do pós-guerra, desde o fim da ligação do dólar ao ouro, até à mais recente dita do "subprime", usaram todas as ferramentas que tinham ao seu dispor, da taxa de juro à taxa de câmbio, dos impostos aos gastos.

Na Zona Euro as regras têm servido para gerar as crises ou para agravar ainda mais as crises. Exemplos: o Pacto de Estabilidade e Crescimento e as regras a que está submetido o Banco Central Europeu.

Se o que está consagrado no Pacto de Estabilidade e Crescimento, mesmo depois da revisão gerada pela Alemanha, tivesse sido estritamente cumprido na fase de prosperidade da economia hoje estaríamos muito melhor. E a regra do Pacto era equilíbrio orçamental a médio e longo prazo o que significava a existência de excedentes orçamentais na fase de crescimento económico. Não era nem nunca foi a regra dos 3% de défice como se foi fazendo de conta que era.

Olhemos agora para o pilar monetário da Zona Euro. Foi sem dúvida o que melhor funcionou nestes onze anos de moeda única, se descontarmos persistência em 2007 do erro cometido em 2003 de aumentar as taxas de juro na convicção de que a crise era apenas norte-americana. Erros que abrem a porta à desgraça que é o BCE em tempos de crise.

Como o passado não se pode mudar mas apenas servir de lição, valia a pena não repetir os erros cometidos durante a prosperidade. Um deles, ter orçamentos pró cíclicos - ampliar as expansões e as recessões - parece impossível de evitar na actual crise por causa da disciplina que é imposta pelos mercados financeiros. E não vale a pena gritar contra eles ou tentar controlá-los especialmente na fase em que mais precisamos deles.

Restam as ferramentas que estão nas mãos do BCE, muito poderosas como bem sabem os economistas. A compra de títulos de dívida pública, decidida no fim-de-semana negro de 7 de Maio, fez mais pela estabilização dos mercados do que o tal fundo de 750 mil milhões de euros. Mas não chega.

O BCE tem de cometer a heresia de imprimir moeda e cair na tentação de inflacionar a economia. Temos de ser pragmáticos, tirar todas as palas dos olhos e do pensamento e aplicar as melhores soluções mesmo que sejam uma heresia monetária. A crise que vivemos é demasiado perigosa, é tóxica, sim, mas porque ameaça os pilares que garantiram a paz europeia durante mais de meio século.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Joseph Stiglitz, Nobel da Economia: "a austeridade conduz ao desastre"!

Joseph Stiglitz : "L'austérité mène au désastre"

Contra os ortodoxos do liberalismo, Joseph Stiglitz defende que as políticas monetaristas de Bruxelas não servem. Critica o monetarismo, o pensamento único sobre a mundialização e o jogo do sistema financeiro e das grandes instituições financeiras. Defendo uma grande reforma dos pressupostos da moeda única ou então será o fim do Euro. Defende uma baixa do euro para animar a economia europeia. Prevê ainda que se a crise se agravar seriamente, Atenas, Madrid e Lisboa possam recusar as políticas de contracção de Bruxelas e do FMI.

Portugal não está numa situação comparável nem à Grécia nem à de Espanha

O presidente do BES fez hoje questão de sublinhar que, não obstante as dificuldades, a situação económica e financeira de Portugal não é comparável à da Grécia nem mesmo à de Espanha.

"A Economia Portuguesa tem sido destruída pelo euro: cortar salários não resolve o problema; saída ou Euro ou mecanismos defesa", J.Ferreira do Amaral

"A economia tem sido destruída pelo euro"

A estagnação da economia é, em parte, consequência da força da moeda única, afirma, em entrevista, João Ferreira do Amaral. A saída temporária do euro ou mecanismos de protecção dentro dele são soluções apontadas para adaptar a economia portuguesa. Cortar salários, diz, não resolve o problema. Nos mercados, o euro continua a cair.
A estagnação da economia é, em parte, consequência da força da moeda única, afirma, em entrevista, João Ferreira do Amaral. A saída temporária do euro ou mecanismos de protecção dentro dele são soluções apontadas para adaptar a economia portuguesa.

Cortar salários, diz, não resolve o problema. Nos mercados, o euro continua a cair.

«Hoje é relativamente consensual que a entrada na zona euro foi a principal razão da perda de competitividade.»

«(…) a baixa da taxa de juro não é necessariamente uma benesse. Tudo depende do que vamos fazer ao crédito. E, com uma taxa de câmbio desajustada, como nós tínhamos, foram criados incentivos para a aposta no sector não transaccionável, o que criou a dívida insustentável que temos agora.»

«Mesmo que [uma queda de 20 a 30% dos salários] fosse socialmente exequível, a medida acabaria por ser ineficaz. Repare que o conteúdo de salários das exportações é de 30%. Se, por absurdo, se cortasse 30% nos salários, a nossa competitividade apenas aumentava 9%. Bastava uma oscilação do dólar para essa vantagens desaparecer.

«É melhor pensar em coisas exequíveis, como negociar com a Europa uma forma de alterar as instituições (…). Não tenhamos ilusões: se não conseguirmos uma alteração do enquadramento da Zona Euro, não estaremos muito mais tempo dentro dela.»

«A Europa não percebe que quantos mais planos de austeridade fizer mais ataques especulativos ela vai sofrer.»

«(…) sou completamente contra a ideia de um orçamento equilibrado. Não há nenhuma justificação política ou económica para que um país não tenha qualquer défice, e por isso também estranho que alguns partidos, mesmo de Esquerda, admitam a hipótese de inscrever na Constituição um limite para o endividamento.»

João Ferreira do Amaral, em entrevista ao Jornal de Negócios. Há quem insista em manter a lucidez, quando quase todos embarcam em discursos ideológicos mascarados de sensatez.

(Já agora, numa linha não distante desta, ver a entrevista de Stiglitz ao Le Monde: «A austeridade leva ao desastre».)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Crise do Euro: como fazer o ajustamento estrutural, com este PEC que continua estúpido?

Em Portugal, há investimento estratégico nas novas energias, que fariam baixar o défice energético (4% do défice externo).
A estrutura económica está numa fase de transição. Isso produz, numa fase intermédia mais desemprego sobretudo derivado de uma economia assente em mão-de-obra barata. Ora, o PEC, plano de estabilidade e crescimento, olha para o défice de uma forma cega, isto é, impõe 3%, independentemente de nesses 3% estarem incluídas despesas primárias, como salários, ou investimentos públicos em projectos apoiados em fundos europeus destinados a projectos apoiados pela própira Comissão Europeia. Como sair deste ciclo: se não investe, não cria riqueza, não tem crescimento económico, tem défice; se investe em projectos estratégicos, ultrapassa o défice. Qual o problema, então? Falta de liderança europeia, falta de líderes.