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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Os professores estão motivados, Prof. Rui Caetano
Os professores estão motivados
A escola é um espaço de educação, formação, aprendizagens diversas, mas é também um local de socialização. Os alunos não vêm à escola apenas à procura de aprender os conteúdos das disciplinas, os alunos ambicionam muito mais. Querem aperfeiçoar as suas competências já adquiridas e apreender outras. Vêm também em busca do relacionamento pessoal, procuram as palavras dos amigos e o calor da amizade, esperam pelas novidades de cada dia, tentam novas experiências de vida.
Os professores estão motivados e preparados para cumprirem o seu papel, os professores sabem o que querem e como querem, são profissionais a tempo inteiro. Muitos deles são um exemplo raro de abnegação, generosidade, esforço e brio profissional inigualáveis.
Os professores, além de prepararem o Ano Lectivo nos bastidores, organizando turmas, fazendo os horários dos alunos, dos professores e dos funcionários, fazendo exames e preparando aulas, estudam, investigam e concebem as melhores estratégias com o objectivo de ajudar, o melhor possível, os seus alunos a atingir o sucesso escolar.
Os professores gostam do seu trabalho, anseiam pelos resultados positivos dos seus alunos e, apesar dos problemas, apesar da crise económica e financeira, não desistem nem perdem a coragem, antes pelo contrário, lutam pela sua ESCOLA e pelo sucesso dos seus alunos.
Não basta, todavia, o esforço dos professores nem os investimentos dos encarregados de educação e muito menos os gastos dos governos com a Escola. Não haverá sucesso, se os alunos não assumirem as suas próprias responsabilidades. O sucesso dos alunos encontra-se nas suas próprias mãos. Precisam de acreditar nas suas capacidades, estudando, empenhando-se e aplicando-se de modo que sejam capazes de atingir os seus objectivos de vida.
A escola é um espaço de educação, formação, aprendizagens diversas, mas é também um local de socialização. Os alunos não vêm à escola apenas à procura de aprender os conteúdos das disciplinas, os alunos ambicionam muito mais. Querem aperfeiçoar as suas competências já adquiridas e apreender outras. Vêm também em busca do relacionamento pessoal, procuram as palavras dos amigos e o calor da amizade, esperam pelas novidades de cada dia, tentam novas experiências de vida.
Os professores estão motivados e preparados para cumprirem o seu papel, os professores sabem o que querem e como querem, são profissionais a tempo inteiro. Muitos deles são um exemplo raro de abnegação, generosidade, esforço e brio profissional inigualáveis.
Os professores, além de prepararem o Ano Lectivo nos bastidores, organizando turmas, fazendo os horários dos alunos, dos professores e dos funcionários, fazendo exames e preparando aulas, estudam, investigam e concebem as melhores estratégias com o objectivo de ajudar, o melhor possível, os seus alunos a atingir o sucesso escolar.
Os professores gostam do seu trabalho, anseiam pelos resultados positivos dos seus alunos e, apesar dos problemas, apesar da crise económica e financeira, não desistem nem perdem a coragem, antes pelo contrário, lutam pela sua ESCOLA e pelo sucesso dos seus alunos.
Não basta, todavia, o esforço dos professores nem os investimentos dos encarregados de educação e muito menos os gastos dos governos com a Escola. Não haverá sucesso, se os alunos não assumirem as suas próprias responsabilidades. O sucesso dos alunos encontra-se nas suas próprias mãos. Precisam de acreditar nas suas capacidades, estudando, empenhando-se e aplicando-se de modo que sejam capazes de atingir os seus objectivos de vida.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
domingo, 1 de novembro de 2009
Uma proposta que merece um amplo debate
A proposta sobre a educação que aqui é anunciada merece uma amplo debate, dentro e fora do PS, para que ela seja, efectivamente, representativa do projecto socialista da educação, e dos professores maderirenses, como uma das classes profissionais mais importantes senão decisiva na construção do progresso e do desenvolmento da Região Autónoma da Madeira.
É necessário discutir o que foi feito na Região, como foi feito, de onde partimos aquando da revolução do 25 de Abril, os atrasos atávicos de gerações, de que já Eça de Queirós se dava conta n'"As Farpas", em pleno Século XIX. Isso é importante para se perceber as razões estruturais que estão na origem dos resultados obtidos, sem o que estaremos a enganar-nos e a cometer injustiças, nomeadamente a necessidade de reconhecer o trabalho ciclópico que foi realizado pelos professores e para os erros que foram cometidos na anterior legislatura de maioria absoluta do PS, erros para os quais chamei a tenção já em 2007, ainda antes das antecipadas de 2007. Muitos daqueles que então me impediram de falar e expor as razões dos professores reconhecem hoje que tinha razão. Ainda bem.
Vamos, pois, ao debate e nos envolvermos, a começar pelos professores que o PS tem nos seus quadros e que podem e devem e vão participar e já participaram com os seus contributos, as suas propostas, as suas ideias, as suas experiências.
Depois, desenvolver um amplo debate regional. Não nos podemos apresentar, nós socialistas, e nós professores, com uma ideia fechada, por um lado. Por outro, não podemos apenas nos limitarmos a apresentar mais uma proposta no parlamento, correndo o risco de ser chumbada, sem que antes tenha sido criado um amplo fórum de debate que envolva toda a sociedade, professores, alunos, nomeadamente do secundário, pais e encarregados de educação, escolas, sindicatos e todas as associações sindicais e profissionais não só do ensino mas de outros sectores dos quais depende um futuro melhor para a Região Autónoma da Madeira.
Proporia, para já, que se enviasse o documento para as diferentes entidades envolvidas, considerando-o uma primeira versão e não uma versão fechada e acabada. Saibamos receber os contributos de todos. Não nos consideremos os detentores da verdade, da solução e da razão. Reconheçamos de onde partimos e onde estamos e será o melhor caminho para chegar onde nos propomos.
Quando a versão final chegar ao parlamento, ela não será apenas a proposta do Grupo Parlamento do PS, mas de todo o partido, das Escolas, do Ensino, da Sociedade. E aí, será muito difícil impedir que ela passe. Em todo o caso, haverá sempre modos de a ratificar pelo processo eleitoral de 2011, através da decisão soberana dos cidadãos.
É necessário discutir o que foi feito na Região, como foi feito, de onde partimos aquando da revolução do 25 de Abril, os atrasos atávicos de gerações, de que já Eça de Queirós se dava conta n'"As Farpas", em pleno Século XIX. Isso é importante para se perceber as razões estruturais que estão na origem dos resultados obtidos, sem o que estaremos a enganar-nos e a cometer injustiças, nomeadamente a necessidade de reconhecer o trabalho ciclópico que foi realizado pelos professores e para os erros que foram cometidos na anterior legislatura de maioria absoluta do PS, erros para os quais chamei a tenção já em 2007, ainda antes das antecipadas de 2007. Muitos daqueles que então me impediram de falar e expor as razões dos professores reconhecem hoje que tinha razão. Ainda bem.
Vamos, pois, ao debate e nos envolvermos, a começar pelos professores que o PS tem nos seus quadros e que podem e devem e vão participar e já participaram com os seus contributos, as suas propostas, as suas ideias, as suas experiências.
Depois, desenvolver um amplo debate regional. Não nos podemos apresentar, nós socialistas, e nós professores, com uma ideia fechada, por um lado. Por outro, não podemos apenas nos limitarmos a apresentar mais uma proposta no parlamento, correndo o risco de ser chumbada, sem que antes tenha sido criado um amplo fórum de debate que envolva toda a sociedade, professores, alunos, nomeadamente do secundário, pais e encarregados de educação, escolas, sindicatos e todas as associações sindicais e profissionais não só do ensino mas de outros sectores dos quais depende um futuro melhor para a Região Autónoma da Madeira.
Proporia, para já, que se enviasse o documento para as diferentes entidades envolvidas, considerando-o uma primeira versão e não uma versão fechada e acabada. Saibamos receber os contributos de todos. Não nos consideremos os detentores da verdade, da solução e da razão. Reconheçamos de onde partimos e onde estamos e será o melhor caminho para chegar onde nos propomos.
Quando a versão final chegar ao parlamento, ela não será apenas a proposta do Grupo Parlamento do PS, mas de todo o partido, das Escolas, do Ensino, da Sociedade. E aí, será muito difícil impedir que ela passe. Em todo o caso, haverá sempre modos de a ratificar pelo processo eleitoral de 2011, através da decisão soberana dos cidadãos.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O PAPEL DA ESCOLA PÚLBICA NUM PROJECTO DE ESQUERDA, À ATENÇÃO DO FARPAS
Nota: A transcrição do artigo não significa a total concordância com o seu conteúdo.
A perversa construção do mercado na educação
por João Rodrigues, Publicado em 31 de Agosto de 2009
O alargamento recente do ensino obrigatório até ao 12.º ano pode ser posto em causa pelo desvirtuamento que tem sido feito da escola pública
Na semana passada, o ultraconservador Presidente da República lá promulgou o diploma que alarga a escolaridade obrigatória para o 12.o ano. No entanto, esta generosa aposta, apoiada por toda a esquerda, pode ser posta em causa pelo desvirtuamento e pela crise da escola pública, que continua a ser a instituição indispensável para assegurar a democratização do ensino em condições de igualdade.
O ataque à dignidade, à autoridade e ao estatuto dos professores através, entre outros, de um modelo burocrático de avaliação calibrado para os desmotivar tem sido justamente destacado no debate público.
No entanto, a fragilização dos docentes inscreve-se numa política mais vasta que é tão coerente quanto pouco debatida: trata-se de substituir a lógica cooperativa dos mecanismos democráticos de gestão colegial pela lógica do comando empresarial, na figura de um director todo-poderoso, associada à perversa promoção da concorrência entre escolas.
Esta última é favorecida pela crescente municipalização do ensino público no nosso país. A escola tenderá a ficar refém de directores pouco escrutinados e da lógica clientelar de muitos municípios. Em conjunto, terão, no futuro, poder para contratar e despedir pessoal docente e não-docente cada vez mais precário. Juntem a isto o crescente peso do ensino privado, promovido pelo escandaloso aumento do financiamento público directo (que passou de 30 milhões de euros em 2000 para 221 milhões em 2007) e pelos regressivos benefícios fiscais às despesas privadas em educação, ou os pouco informativos rankings de escolas que, apesar de se prestarem a todas as manipulações, captaram o imaginário social.
Estão assim reunidos alguns dos ingredientes para uma receita de desastre feita de incentivos à selecção e exclusão dos alunos pelas escolas públicas, imitando as práticas das escolas privadas, de acordo com o capital económico e cultural das famílias, determinante no sucesso escolar, ou com as necessidades dos alunos. O reforço da uniformização das escolas - escolas para ricos e escolas para pobres -, num país desigual e com taxas recorde de pobreza infantil, será imparável. A qualidade do ensino e dos desempenhos degradar-se-á à medida que as relações cooperativas se tornarem mais difíceis numa escola obcecada pelo controlo, pela mensuração intrinsecamente redutora e pela concorrência.
A esquerda que defende a escola pública democrática, exigente e de qualidade terá de ser capaz de reverter este processo. Podemos começar com simplicidade: acabar com o financiamento directo e indirecto ao ensino privado.
A perversa construção do mercado na educação
por João Rodrigues, Publicado em 31 de Agosto de 2009
O alargamento recente do ensino obrigatório até ao 12.º ano pode ser posto em causa pelo desvirtuamento que tem sido feito da escola pública
Na semana passada, o ultraconservador Presidente da República lá promulgou o diploma que alarga a escolaridade obrigatória para o 12.o ano. No entanto, esta generosa aposta, apoiada por toda a esquerda, pode ser posta em causa pelo desvirtuamento e pela crise da escola pública, que continua a ser a instituição indispensável para assegurar a democratização do ensino em condições de igualdade.
O ataque à dignidade, à autoridade e ao estatuto dos professores através, entre outros, de um modelo burocrático de avaliação calibrado para os desmotivar tem sido justamente destacado no debate público.
No entanto, a fragilização dos docentes inscreve-se numa política mais vasta que é tão coerente quanto pouco debatida: trata-se de substituir a lógica cooperativa dos mecanismos democráticos de gestão colegial pela lógica do comando empresarial, na figura de um director todo-poderoso, associada à perversa promoção da concorrência entre escolas.
Esta última é favorecida pela crescente municipalização do ensino público no nosso país. A escola tenderá a ficar refém de directores pouco escrutinados e da lógica clientelar de muitos municípios. Em conjunto, terão, no futuro, poder para contratar e despedir pessoal docente e não-docente cada vez mais precário. Juntem a isto o crescente peso do ensino privado, promovido pelo escandaloso aumento do financiamento público directo (que passou de 30 milhões de euros em 2000 para 221 milhões em 2007) e pelos regressivos benefícios fiscais às despesas privadas em educação, ou os pouco informativos rankings de escolas que, apesar de se prestarem a todas as manipulações, captaram o imaginário social.
Estão assim reunidos alguns dos ingredientes para uma receita de desastre feita de incentivos à selecção e exclusão dos alunos pelas escolas públicas, imitando as práticas das escolas privadas, de acordo com o capital económico e cultural das famílias, determinante no sucesso escolar, ou com as necessidades dos alunos. O reforço da uniformização das escolas - escolas para ricos e escolas para pobres -, num país desigual e com taxas recorde de pobreza infantil, será imparável. A qualidade do ensino e dos desempenhos degradar-se-á à medida que as relações cooperativas se tornarem mais difíceis numa escola obcecada pelo controlo, pela mensuração intrinsecamente redutora e pela concorrência.
A esquerda que defende a escola pública democrática, exigente e de qualidade terá de ser capaz de reverter este processo. Podemos começar com simplicidade: acabar com o financiamento directo e indirecto ao ensino privado.
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