segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

NOVA LEI AUTÁRQUICA


Sobre a nova lei autárquica, há alguns pontos que deveriam ser debatidos. Mas a questão essencíal é que tem de haver uma coincidência perfeita entre a estabilidade governativa das autarquias e a representatividade do voto. A estabilidade não pode ser conseguida à custa da representatividade, nem esta pode ser sacrificada em nome da estabilidade. Aliás, a estabilidade, em democracia, consegue-se através de políticas sociais activas. E doutro modo ainda, a estabilidade política não interessa se ela causar instabilidade social. Devo mesmo dizer que a estabilidade social, às vezes, é ameaçada pelas maiorias absolutas autistas e arrogantes que ignoram os problemas sociais mais candentes. Por outro lado, os grandes partidos tendem a esquecer questões sociais que, por abrangerem certas faixas sociais mais desfavorecidas sem poder de reivindicação, não teriam relevo nos "media" se não fosse o trabalhos das forças políticas que, sendo parlamentarmente minoritárias, são socialmente muito mais activas junto desses sectores, que muitas vezes, nem sequer votam nessas forças mas a quem (a esses sectores minoritários) elas prestam relevante apoio social e político. Ou seja, se os partidos maioritários podem garantir estabilidade governativa e política - os partidos minoritários, nomeadamente de esquerda - garantem, pela sua intervenção política - condições de estabilidade social. Alguém tem dúvidas de que esse trabalho político de levantamentos das necessidades sociais mais prementes evitam problemas sociais e políticos de consequèncias bem mais graves - veja-se o caso dos "allentours" de Paris - ? Daí que a presença dessas forças políticas nos órgãos autárquicas sejam uma mais-valia e seja um factor de dinamização para os partidos maioritários. Mas já que se quis garantir a estabilidade do executivo municipal, dever-se-ia, pelos menos, garantir o respeito escrupuloso pelo método de Hondt, como manda a Constituição - será que esta lei, nesse aspecto não carece do crivo do Tribunal Constitucional? - e então que se tivesse adoptado um sistema algo idêntico ao que será feito na futura Comissão Europeia - a rotatividade obrigatória entre os vereadores da oposição que houvesse obtido um resultado eleitoral acima de um determinado patamar. Ou, no mínimo, o direito a ter, por parte desses partidos com a tal votação mínima, o direito a um observador no executivo municipal, ainda que sem direito a voto. Alega-se com o reforço do poder das assembleias municipais, e concordo. Contudo, a periodicidade da sua reunião não permite acompanhar os processos com a mesma actualidade das reuniões camarárias. É preciso não esquecer que os eleitos municipais, tal como os vereadores das oposições, não são políticos de carreira, mas cidadãos que dão o seu contributo à causa pública, muitas vezes com sacrifícios da sua vida pessoal.
Não sei se repararam na complexidade deste texto, que, em última análise, é uma metonímia da complexidade real do problema político de que aqui se trata.

domingo, 20 de janeiro de 2008

O MENINO ALBERTO DIZ PALAVRAS?

O Diário abre um inquérito muito interessante: O menino Alberto diz palavras às "pessâuas" do Continente? E o inquérito admite que até se pode justificar o menino dizer palavras! Lindo, como diria o meu amigo Carlos João Pereira. Grande debate! Esta é a prova provada que esta comunicação social não brinca em serviço. E não havendo mais nada para tratar nesta terra, vivendo nós no "cantinho do céu", parece-me uma boa escolha. (Aquela da "independência" também pode ser considerada uma "palavra" para aborrecer os senhores do Continente?).

OS CONVOCADOS V

Leonel Nunes, João Abel, Jaime Ramos, Vítor Freitas (DEBATE: Independência).

sábado, 19 de janeiro de 2008

OS CONVOCADOS IV

O José dos Anzóis, a Maria das Couves, o António do Cabeço, o Miguel Fonseca, enfim, o POVO (debate sobre Independência).

OS CONVOCADOS III

Todos os líderes partidários: Alberto João Jardim, José Manuel Rodrigues, Baltasar Aguiar, Paulo Martinho, Edgar Silva e, "the last but not the least", JOÃO CARLOS GOUVEIA. (DEBATE: INDEPENDÊNCIA).

OS CONVOCADOS II

RTP, RDP, JORNAL DA MADEIRA, DIÁRIO DE NOTÍCIAS, TRIBUNA DA MADEIRA, TSF, A CIDADE, TODAS AS RÁDIOS LOCAIS, todos convocados para o grande debate sobre o tema lançada por Alberto João Jardim: uma hipotética independência da Madeira.

OS CONVOCADOS I

Para o debate INDEPENDÊNCIA aberto a propósito das Declarações de Alberto João Jardim, foram para já convocados: António Jorge Pinto, Juan Fernandes, Ricardo Miguel Oliveira, Luís Calisto, Nicolau Fernandez, Gil Rosa, Mário Gouveia, Tolentino Nóbrega, Lília Bernardes, Roque Lino e Daniela Maria.
N.B. (nota bene) - o líder do PSD não disse que ia criar uma freguesia; ou que ia extinguir uma autarquia; ou que ia elevar uma vila a cidade. Não, o líder social-democrata afirmou que seguiria os madeirenses se estes quisessem a independência. E a nossa Comunicação Social o que faz? Não liga. Então, as palavras do líder não são para levar a sério? Eu acho que são. Por isso, aqui ficam os primeiros convocados.

INDEPENDÊNCIA: debate urgente

António Jorge Pinto, no Tribuna, comenta as declarações sobre uma hipotética independência da Madeira, baseada numa hipotética vontade dos Madeirenses, o que, em si mesmo, é já uma afronta ao patriotismo dos Madeirenses, que, nessa matéria, não pedem meças a ninguém, como se viu nessa demonstração tão simples que foi o Euro 2004. Mas o que se esperava era que António Jorge Pinto dissesse o que pensava sobre o assunto: é a favor? É contra? Por que motivo não se debate o assunto, por que é que os comentadores, líderes de opinião, não se pronunciam? Desafio-os, pois, e convoco-os ao debate: António Jorge Pinto, Juan Fernandes, Ricardo Miguel Oliveira, Luís Calisto, Nicolau Fernandez, Gil Rosa, Mário Gouveia, Tolentino Nóbrega, Lília Bernardes, Roque Lino, enfim, todos os outros. Por que é que alguns, não todos, são tão lestos a comentar as propostas dos lideres da oposição, nomeadamente do PS~, e fogem de assumir o debate como o diabo da cruz quando se trata do líder do PSD?
Portanto, debate generalizado a toda a comunicação social, pública e privada. RTP, RDP, JORNAL DA MADEIRA, DIÁRIO DE NOTÍCIAS, TRIBUNA DA MADEIRA, TSF, A CIDADE, TODAS AS RÁDIOS LOCAIS. Um assunto desta candência não se pode limitar a meio dúzia de iluminados! Se o líder do PSD e Presidente do Governo o traz à colacção, porquê fugir a ele? Afinal, quem tem medo do debate?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

APOIADO

Assino por baixo o artigo de Sara André do DN de 17 de Janeiro.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

INDEPENDÊNCIA

INDEPENDÊNCIA - O Dr. Alberto João Jardim diz que, se os Madeirenses quiserem a independência, os seguirá. Mas, como sem referendo, não é possível saber a vontade dos Madeirenses, só resta um caminho: O Dr. Alberto João Jardim deve ser coerente, e pedir, frontalmente, um referendo à independència.
O MEU VOTO É UM VOTO DE MADEIRENSE QUE O É EM RESULTADO DE UMA CONDIÇÃO HISTÓRICA INCONTORNÁVEL E INALIENÁVEL: A "MADEIRENSIDADE" DECORRE DA PORTUGALIDADE. VOTO CONTRA A TRAIÇÃO À PÁTRIA QUE ME DEU A CULTURA, A HISTÓRIA, A LINGUA QUE FALO PARA COMUNICAR E PARA PENSAR. . Para mim, dizer que a Madeira deve ser livre significa que o deve ser portuguesa, europeia e universal. O separatismo é a rejeição dessas condições, e, portanto, é também uma traição à Madeira.

"QUASE-VOTO"

O QUASE-VOTO - A RTP-MADEIRA É UM NOJO! DEPOIS DA CAMPANHA IMTIMIDATÓRIA SOBRE OS DEPUTADOS DO PS VINDA DE SECTORES DO PSD, COMO SE O PSD-M ALGUMA VEZ TIVESSE VOTADO CONTRA OS ORÇAMENTOS PREJUDICIAIS PARA A MADEIRA DE CAVACO SILVA E MANUELA FERREIRA LEITE, TEMOS AGORA O "QUASE-VOTO". A RTP-MADEIRA ACABOU DE ABRIR O TELEJORNAL COM O "QUASE-VOTO" DOS DEPUTADOS DO PSD-MADEIRA A FAVOR DA MOÇÃO DE CENSURA DO BLOCO DE ESQUERDA. PORQUE, NA VERDADE, É QUE VOLTARAM A METER O RABO ENTRE AS PERNAS, E A VOTAR COMO O PSD-LISBOA IMPÔS: ABSTENÇÃO!. ENTÃO, PORQUE EXIGEM ESTES AGACHADOS QUE MUITO FALAM, QUE O PS FAÇA O QUE ELES NÃO FAZEM PORQUE NÃO OS TÊM PARA FAZER?

VOTO

REFERENDO AOS 5% DE IRS NAS AUTÁRQUICAS

Como munícipe de Santa Cruz, dou já o meu sentido de voto: voto no partido que, nas eleições autárquicas, exiga os 5% de IRS que o Governo do PPD/Garcês no Funchal, centralista e adversário da autonomia do poder local madeirense retém e que pertencem a Santa Cruz e às suas Freguesias.
Para mim, como munícipe santacruzense, a questão é simples: as eleições são locais são um referendo que tem como base esta pergunta: Concorda que os 5% de IRS pago pelos cidadãos deste Concelho e que o Governo PPD/Garcês retém seja devolvido a Santa Cruz? SIM ou NÃO? SIM!
Entretanto, quando o dinheiro for devolvido, é preciso fazer as contas nessa altura da dívida do Governo PPD/Garcês a Santa Cruz.

Eleições antecipadas, já - nas autarquias

Eleições antecipadas, já

Demitam-se e provoquem eleições antecipadas, aliás, intercalares, senhores Presidentes de Câmara! E convosco, toda a vereação. Sigam o exemplo do Vosso incontestado e incontestável Líder. E não se agarrem a protocolos incertos, não assumam a atitude timorata de que mais vale um protocolo de um Contrato-Programa na mão do que 5% de IRS a voar. Exijam a clarificação das relações financeiras entre o Governo Central da Região e o poder local autárquico concelhio. Isto é, trabalhem para uma novel Lei Regional das Finanças Locais que dê garantias de rigor, transparência e equidade na atribuição de verbas aos municípios e juntas de freguesias e às futuras sub-regiões ou comunidades municipais (com base nas actuais áreas sob alçada das actuais sociedades de desenvolvimento). Não quero que, no futuro, um governo socialista da Madeira seja acusado de tratar sectariamente as autarquias laranja. O que os autarcas regionais não podem fazer é engrossar a voz com o governo da República e falar pianinho com o governo central e centralista da Região, quando ele é da sua cor. A Autonomia do poder local é sagrada. Abaixo os anti-autonomistas locais!
Portanto, lanço já um desafio aos candidatos às Câmaras da Região: transformem essas eleições num referendo, com uma pergunta implícita assente numa ideia clara: os eleitores locais querem ou não que os 5% de IRS a que as Câmaras Municipais têm direito sejam entregues aos respectivos municípios? No meu caso, que sou munícipe de Santa Cruz, exijo que esse dinheiro venha para o Concelho para ser aplicado aqui. Tenho tantas ideias para a aplicação dessa receita no Concelho de Santa Cruz. Não sei se me faço entender… Haverá prá aí algum nazi-fascista que discorde?
Agora, o fiel depositário dos 5% é o Governo PPD/Garcês. Ir a AMRAM a Lisboa é o mesmo que um cliente depositar dinheiro num Banco e querer fazer o levantamento noutro! O que faz a demagogia!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

EVOCANDO CHURCHIL OU LUÍS FILIPE MALHEIRO

O PSD está há 32 anos no poder. E cometeu muitos erros, alguns deles muito graves do ponto de vista da Democracia. Há, ainda por cima, pessoas que só lá estão porque o partido é poder, mas mudariam de partido de bom grado se o poder mudasse de partido - e um dia isso vai acontecer - mas que desprezam o PPD profundo, onde estão aqueles que, porventura tendo cometido os maiores excessos nos prímórdios do regime - aliás, tal como nos outros partidos, são os mais convictos. Alguns desses militantes convictos, vindos de um outro tempo, porventura nem aceitariam, no começo, se pudessem, a natural disputa partidária. Tal como em outros partidos... Mas a verdade é que é também nesses militantes - tal como nos outros partidos - que se encontram muitos dos mais desinteressados, com convicções mais profundas e que nunca trocariam a camisola das suas convicções por um prato de lentilhas. Tal como nos outros partidos... Tive e tenho vários desses amigos, alguns já Lá estão, de que muito me orgulho - o Henriquinho, que, depois de uma boa crítica e uma boa conversa, sempre acrescentava, para não haver dúvidas, "de qual maneira, vou votar no PPD". Aliás, seria para mim uma desilusão se ele aderisse ao PS e certamente ele ficaria completamente assarapantado se eu deixasse de ser socialista. Mas a última postagem de Luís Filipe Malheiro deve fazer-nos reflectir. Fez-me, além do mais, lembrar a célebre frase de Winston Churchil "à nossa frente, estão os nossos adversários, entre nós, [e de cara velada] os nossos inimigos.