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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Governo Regional do PSD vai fazer um corte nos salários dos funcionários públicos madeirenses

O voto dos três deputados do PSD-Madeira têm uma explicação: o Governo do PSD-Madeira vai cortar nos vencimentos dos Funcionários públicos e por isso não podiam votar contra.

Atitude esclarecida do dirigente sindical Ricardo Freitas: não quer que se aplica na Madeira decisão de anulação de concursos na FP

Ricardo Freitas, do Sindicato da Administração Pública (...) lembra que se a medida for em frente é por decisão exclusiva do Governo Regional, que, nesta matéria, não está obrigado aquilo que está decidido para o Continente.
Esperemos que esta atitude responsável deste dirigente Sindical da Administração Pública seja seguida por outros dirigentes, que devem também reivindicar que o corte de salários não seja aplicado na Madeira.

CDS não quer corte de 5% nos salários da Função Pública na Madeira e redução de 30% no IRC e IRS

Revolução no CDS, mudança profunda, alteração total é o mínimo que pode da nova atitude do CDS. Finalmente virou as agulhas para a Madeira e começou a responsabilizar politicamente quem governa a Região há quase quatro décadas.

O CDS-PP teme que este "garrote" possa levar a uma situação de "caos social e insegurnaça incontrolável" e, por isso, avança com três sugestões: Que no Orçamento Regional não se aumentem os impostos em sede de IRS e IRC; que na Madeira não se corte 5% nos salários da função pública e que crie um complementos de pensões e um complemento para os apoios sociais às famílias; que o GR informe se no próximo orçamento regional vai reduzir a despesa à custa das famílias e dos empresários em vez de 'cortar' nos desperdícios da administração regional.

O CDS sugere cortes no IDRAM (que gastou o ano passado 30 milhões de euros quando o turismo teve 6 milhões para a promoção), nas sociedades de desenvolvimento, nas assessorias, nalguns institutos regionais, nas obras públicas supérffluas. E diz que a RAM tem ainda margem de manobra em sede de IRS e IRC reduzindo-os em 30%.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O «complexo de cerco» ou o amigo da onça

Um amigo pergunta a outro:
- Se visse uma onça o que é que você fazia?
- Corria para trás de uma árvore.
- E se mesmo assim a onça fosse no seu encalço?
- Subia na árvore.
- E se ele não saísse do pé da árvore?
- Hei cara, mas você é meu amigo ou é amigo da onça!

No PS-M há um complexo de certo há muito: o que é que acontece se o PSD aplica as medidas de austeridade? Trama-se o PS! E o que é que acontece se não aplica? Tramas-se o PS.
Mas a questão essencial não é com o PS-M. É com o PSD-M, ele é que é governo, é que tem de decidir. Só isso. Isto é, se o PSD não se agachar a Lisboa.

Argumentos do Purgatório

Nem quente nem frio. A questão se coloca é esta e bem esta:
1. O Governo Regional do PSD reconhece ou não que a situação regional exige medidas de austeridade?
2. O GR tem ou não coragem para assumir que tem de aplicá-las, ou vai abrigar-se no guarda-chuva do Governo da República?
Estas são as questões.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Governo Socialista dos Açores admite não aplicar automaticamente medidas do Governo Socialista de Lisboa


Então, agora, como em que ficamos? Para os que diziam que o PS-Madeira não estava a fazer o que devia ser feito, cá vai a notícia: Governo Socialista dos Açores admite que "algumas das medidas [do Governo Socialista de Lisboa] podem não ter aplicação automática no arquipélago".

O Governo Regional dos Açores quebrou o silêncio sobre as medidas de austeridade, anunciadas Quarta-feira pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates.



A informação disponibilizada encontra-se no sítio do Governo na Internet, www.azores.gov.pt , sendo necessário clicar em "Notícias".

Na Nota em referência, o Governo "garante que não prescindirá da defesa dos interesses da Região, face às medidas de austeridade".

É entendimento do vice-presidente do Executivo, Sérgio Ávila, que "algumas das medidas podem não ter aplicação automática no arquipélago", mas, também, não especifica quais.

Segundo ainda Sérgio Ávila, o Governo "está atento à anunciada diminuição das transferências financeiras do Estado e, sobretudo, para o caso de acontecerem à margem ou contra o estabelecido da Lei das Finanças para as Regiões Autónomas".

"É com particular atenção" - prossegue a Nota - "que o Governo acompanha, também, a possibilidade da redução das indemnizações compensatórias do Estado às empresas que fazem o transporte aéreo entre os Açores e o Continente".

José Manuel Rodrigues, deputado do parlamento de Lisboa, ignora os funcionários públicos e professores madeirenses


ESTRANHO SILÊNCIO: José Manuel Rodrigues, deputado do parlamento de Lisboa, de passagem pela Madeira, não disse nem uma palavra sobre os cortes nos salários dos funcionários públicos e dos professores madeirenses. Embora não seja membro do parlamento madeirense, JMR devia dizer se é a favor dos cortes dos salários que ...o Governo do PSD se prepara para aplicar na Madeira, metendo a Autonomia na gaveta.

domingo, 3 de outubro de 2010

Argumentos do diabo: se o PSD acha que as medidas de austeridade devem ser aplicadas na Madeira, diga

O que o PSD não pode é, por falta de coragem política, criticar as medidas, a aplicá-las. O PS, apresentou estes dois argumentos do Diabo:

o PSD e o Governo estão colocados perante uma encruzilhada: ou aplicam as medidas gravosas e assumem na íntegra a responsabilidade decorrente da sua execução; ou demarcam-se delas, exercendo as suas competências autonómicas, e escolhem o seu próprio caminho. “O que o PSD-Madeira não pode é aplicá-las e não querer assumir a sua responsabilidade. Seria um acto de covardia política eticamente condenável”, considera o líder do PS-Madeira.

Aqui está. O PSD decide.

A questão é simples:
1) O PSD Madeira tem competências para não aplicá-las.
2) Compete-lhe decidir.

É justo que o PSD as aplique e seja o PS-Madeira, que não é governo, a pagar o ónus político? Na República, o Governo do PS aplica, o PS paga os custos políticos; na Madeira, o PSD aplica, o PS-Madeira é que tem de pagar os custos políticos.
Tem sido assim no passado e, pelos vistos, há quem concorde com isto. Eu não concordo.

Afinal a autonomia é apenas uma vuvuzela que serve para apitar ao Terreiro do Paço ou é para defender os madeirenses?

E vão 3: PCP (Novembro 2009), BE e PS desafiam o PSD-Madeira a usar a Autonomia no bom sentido, isto é, para defender os madeirenses

Em Novembro de 2009, invocou competências constituicionais para propor o aumento do subsídio de insularidade, o BE vem pedir ao Governo do PSD que use as Autonomia para não fazer os madeirenses sofrer as medidas de austeridade do GRepública, o PS "desafia o Governo Regional a esclarecer se vai, ou não, baixar os salários dos funcionários públicos na Madeira.
O líder do PS lembrou, esta tarde, em São Vicente, que o Executivo madeirense pode recorrer à Autonomia para não aplicar na íntegra as medidas de austeridade".
Como é que é? Para que serve a Autonomia, para fazer barulho? Não, muito obrigado!

PS-M não quer medidas do PS nacional aplicadas na Madeira

A firmeza e a determinação que tanto irrita o Diário/Ricardo (lê-se Diário barra Ricardo)Jacinto Serrão desafia o Governo Regional a esclarecer se vai, ou não, baixar os salários dos funcionários públicos na Madeira.
O líder do PS lembrou, esta tarde, em São Vicente, que o Executivo madeirense pode recorrer à Autonomia para não aplicar na íntegra as medidas de austeridade

Bloco de Esquerda: "Autonomia deve servir para travar 'dupla austeridade' na Madeira"


.O BE-M apela ao Executivo regional para que use a Autonomia como forma de impedir que os madeirenses sejam duplamente penalizados pelas medidas nacionais de austeridade.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A Madeira tem ou não tem mecanismos para não aplicar na íntegra as baixas de salários? Tem.

Senão vejamos e leiamos (ou leamos) atentamente o seguinte:

"a Madeira dispõe de competências autonómicas capazes de fazer aprovar estes aumentos", lembrando que, na actualidade, o Governo madeirense concede anualmente acréscimos salariais de 2 por cento ao abrigo dos custos de insularidade.

Quem disse isto? O líder do PS-Madeira, Jacinto Serrão? Não!
Quem o afirmou foi o líder do PCP-Madeira, Egar Silva. O dirigente comunista falava de uma proposta do PCP sobre o aumento do subsídio de insularidade.