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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Professores: quadro comparativo na OCDE
Lido aqui.
"A comparação entre o tempo total de trabalho, o ratio professor/aluno e o nível salarial dos professores portugueses com os seus congéneres europeus (e não só) é, de acordo com um recente relatório da OCDE sobre educação (Setembro de 2008), muito favorável.
A nível do ensino básico, o ratio professor/estudante é de um para 11, abaixo da média da OCDE (16); e no secundário é o mesmo, também abaixo da média (13) - com a curiosidade de no privado haver um ratio superior. Sendo um dos países da OCDE com menor PIB per capita, Portugal está, nesse grupo, entre os que melhor paga aos professores. Por outro lado, se os professores portugueses em início de carreira estão entre os mais mal pagos da OCDE (em termos de poder de compra comparativo), a partir de 15 anos de carreira sobem na escala, ultrapassando a Suécia, a Itália e a Noruega, e no topo estão ao nível dos salários dos seus congéneres alemães e finlandeses, acima da Dinamarca, do Reino Unido e da França. Por fim, o tempo total de trabalho exigido aos professores portugueses (1440 horas/ano) está mais de 250 horas abaixo da média da OCDE. Dificilmente o retrato de uma classe mártir e explorada. Antes pelo contrário".
"A comparação entre o tempo total de trabalho, o ratio professor/aluno e o nível salarial dos professores portugueses com os seus congéneres europeus (e não só) é, de acordo com um recente relatório da OCDE sobre educação (Setembro de 2008), muito favorável.
A nível do ensino básico, o ratio professor/estudante é de um para 11, abaixo da média da OCDE (16); e no secundário é o mesmo, também abaixo da média (13) - com a curiosidade de no privado haver um ratio superior. Sendo um dos países da OCDE com menor PIB per capita, Portugal está, nesse grupo, entre os que melhor paga aos professores. Por outro lado, se os professores portugueses em início de carreira estão entre os mais mal pagos da OCDE (em termos de poder de compra comparativo), a partir de 15 anos de carreira sobem na escala, ultrapassando a Suécia, a Itália e a Noruega, e no topo estão ao nível dos salários dos seus congéneres alemães e finlandeses, acima da Dinamarca, do Reino Unido e da França. Por fim, o tempo total de trabalho exigido aos professores portugueses (1440 horas/ano) está mais de 250 horas abaixo da média da OCDE. Dificilmente o retrato de uma classe mártir e explorada. Antes pelo contrário".
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
OS DIREITOS A QUE OS NEO-LIBERAIS MESMO QUANDO NÃO SABEM QUE SÃO CHAMAM "PRIVILÉGIOS"
Nem com delicadeza nem sem delicadeza - mas com total frontalidade e sem falsas mesuras, dispenso o pedido de desculpas nunca formulado - porque o que está em causa não é uma questão particular mas uma mudança de posição e é nisso que me concentro - a admoestação perante uma tomada de posição pública que então era tida como inconveniente - porque, havia outra - aquela da coligação com o PCP,que não era conveniente discutir na praça pública, isto a propósito de uma notícia no DN sobre o assunto que me foi atribuída pelo então vice - e agora anuncia que vai discutir publicamente os hipotéticos candidatos à câmara (Funchal), quando é sabido a perturbação que isso pode causar - isto na sua concepção clássica de discutir intramuros - não exactamente a minha. Mas quanto à posição oficial sobre os professores - se é oficial é para acatar, diria o vice a que me venho referindo - mas a questão não é essa, a questão é dizer que isso resultaria de o executivo partidário ter uma determinada percentagem de professores - será que defende uma quota por profissão? - Não faz sentido, não é nessa condição que ali estão - contudo, vem contradizer-se quando adimite "Eu não tenho dúvidas que existe pluraridade dentro do PS, mas a posição pública veiculada pelo PS é apenas uma e é a essa que me refiro", supondo-se que, se este argumento é usado neste contexto contra o meu argumento, significa que, afinal, não é o facto de haver professores no secretariado que origina esta posição do PS, como, aliás, muito bem sabe. Ou o autor esquece que vivemos numa região autónoma e na outra região o assunto foi muito mais bem gerido do que aqui? Faz de conta que não se lembra, é claro, porque dá jeito.
(Isso faz lembrar um sindicalista que para aí anda, autonomista nas horas vagas, que, agora, já não é tão autonomista assim, e quer que o PS-M se submeta acriticamente às políticas da República, quando é certo que a autonomia pressupõe outras soluções).
De resto o autor tem de ser mais específico quanto aos privilégios: quais privilégios, aponte. Não deixa de ser uma certa visão neo-liberal de que os funcionários públicos têm privilégios, conhece-os ou limita-se a dizer generalidades? - em vez de alargar os privilégios supostos aos trabalhadores do privado. Foi essa visão de competitividade sem direitos sociais, chamados de privilégios, que levou a economia ao estado em que se encontra. Esta gente nem asim aprende. Ainda quanto à delicadeza na forma, o autor que não seja humilde: verrina nunca lhe faltou nas intervenções com que resolve brindar os outros porque sim.
(Isso faz lembrar um sindicalista que para aí anda, autonomista nas horas vagas, que, agora, já não é tão autonomista assim, e quer que o PS-M se submeta acriticamente às políticas da República, quando é certo que a autonomia pressupõe outras soluções).
De resto o autor tem de ser mais específico quanto aos privilégios: quais privilégios, aponte. Não deixa de ser uma certa visão neo-liberal de que os funcionários públicos têm privilégios, conhece-os ou limita-se a dizer generalidades? - em vez de alargar os privilégios supostos aos trabalhadores do privado. Foi essa visão de competitividade sem direitos sociais, chamados de privilégios, que levou a economia ao estado em que se encontra. Esta gente nem asim aprende. Ainda quanto à delicadeza na forma, o autor que não seja humilde: verrina nunca lhe faltou nas intervenções com que resolve brindar os outros porque sim.
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sábado, 29 de novembro de 2008
AVALIAÇÃO DE PROFESSORES
Parece que neste país só os professores devem ser avaliados; e os médicos? E os economistas, esses esotéricos que nada previram nem nada prevêem da crise mundial que nos afecta? e os engenheiros? e os enfermeiros? e os jornalistas? e os ministros? e os deputados? Agora essa de vir dizer que a constituição de um órgão executivo - aliás, admiro a liberdade crítica do seu autor, longe vão os tempos em que eu recebia telefonemas de um certo vice-presidente do PS me atribuindo notícias de jornais cuja fonte veio a revelar-se outra - poderá, a constituição do executivo partidário estar a provocar uma determinada posição política é julgar que a posição quanto à avaliação dos professores se faria nesta base: é professor, é contra; não é professor, é a favor, deriva de ter estado a leste do paraíso ou então de uma visão sectária inultrapassável. Há, entre os professores que militam no PS, pertençam ou não a órgãos do partido, pluralidade de posições, sendo certo que todos concordam num ponto - os professores devem ser avaliados. E para informação geral, devo dizer que a Ministra cedeu em pontos em que eu acho que fez mal: na relação entre a avalição dos professores e o sucesso dos alunos e na contribuição da apreciação do trabalho docente por parte dos enc. de educação, desde que fosse obrigatório para todos, senão só ponderavam os críticos (isto já no inicio do processo). Nesta minha posição, sei que muitos professores não me acompanham - dentro e fora do PS.
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