Escolhas claras não significa ser-se pelo programa de um partido ou de outro, numa convergência entre vários. Na Madeira, a escolha é muito mais vasta e ainda mais clara: é-se pela Democracia.
Depois, há as políticas concretas. Liberdade religiosa: ou se é pela liberdade religiosa ou não se é. Não participarei em nenhum movimento para impor símbolos religiosos e opor-me-ei; também não participarei em nenhum movimento para retirar quaisquer símbolos religiosos a qualquer comunidade que os não rejeite, considero isso inconstitucional. Já para não discutir se a probição da presença de símbolos religiosos, em instituições com autonomia, as escolas, por exemplo, se é um acto de liberdade religiosa ou da falta de liberdade religiosa, ou, de outra forma, se esse imposição é própria de um estado laico ou de um estado ateu. Julgo que é o reverso do confessionalismo: impor qualquer símbolo religioso que uma comunidade, uma Escola, por exemplo, não quisesse. E as festas de Natal, com a presença de símbolos religiosos (as lapinhas), serão proibidas? Os feriados religiosos, acabarão? É necessário clareza de princípios, mas não me parece que haja uma questão religiosa para fazer disso um tema base de uma convergência democrática. Mas pareceu, com toda a liberdade, ao autor, a mim com toda a liberdade também, não me parece, Tanto mais, é preciso não esquecer, que isso resultou de um despacho desnecessário justamente para provocar isso mesmo. Não entro nesse jogo, o que o autor do despacho desnecessário quis. Já quanto às zonas off-shore, cujo desparecimento global é uma solução economicamente defensável, não pode também a solução resultar da imposição de ninguém a ninguém, quando é certo que também aí há zonas de convergência, a exigência de postos de trabalho, enquanto subsistirem, por exemplo.
(Chegou a hora de escolhas claras)
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Novo Modelo de Desenvolvimento



Mais do que a expressão "o modelo falhou" talvez seja mais exacto dizer "o modelo esgotou-se", como tem sido demonstrado pelo líder do PS nos Diálogos Democráticos que tenho mantido com ele na rádio. Sob a governação de Alberto João Jardim, a Madeira atravessou um evolução nos índices de equipamento, água, luz, telefones, estradas, vias rápidas, escolas e índice de escolaridade que constitui uma verdadeira Revolução Social na História da Região. O PSD já teve as compensações eleitorais merecidas, embora democraticamente distorcidas, da obra feita. Só que o seu modelo, do ponto de vista político-social, se esgotou e já não responde aos novos desafios de uma economia do século XXI. Não se pense que a alternativa a este modelo pode vir de dentro do PSD. Note-se que os últimos governos da Região, sobretudo o actual (desde 2007), os quais estão prática e politicamente sob a batuta de equipas que seriam supostamente as novas alternativas dentro do próprio partido do poder, já mostraram que não é possível criar uma alternativa ao PSD dentro do PSD. Isso seria o descalabro. Só o PS, neste momento liderado por um político de convicções e de combate sem tréguas ao sistema, pode ser a alavanca necessária à construção de uma Alternativa Democrática a este poder que é hoje um obstáculo à Democracia, à Autonomia e ao Desenvolvimento da nossa Terra.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Os custos da democracia, Rui Caetano

Jornal Cidade:
Custos? Sim, a democracia implica custos. Mas a bandeira
das despesas, necessárias à manutenção de um estado
democrático, não pode ser erguida para defender
gastos desnecessários, nem para justificar caprichos ou
pequenos interesses de cariz meramente partidário. Os
custos da democracia, acima de qualquer demagogia barata,
exigem compromissos sérios e o respeito profundo
pelos princípios éticos.
A democracia não serve para tudo e muito menos para criar regimes de inimputáveis
que exercem as políticas do esbanjamento e aplicam, com arrogância, as leis dos
desperdícios sem qualquer sentido de responsabilidade nem rigor, nem controlo.
Haja deferência pelos cidadãos que pagam os seus impostos e não se cometam abusos
com os dinheiros do erário público.
Nesta perspectiva, nem que seja a título simbólico, defendo que, neste ano, se deveria
juntar dois dos três actos eleitorais previstos. A matéria é discutível, reconheço.
Contudo, em meu entender, não haveria qualquer problema político ou legal juntar
as eleições europeias com as legislativas nacionais. Podem vir argumentar que seria
uma forma de desvalorizar um dos actos eleitorais. Podem justificar que será importante
aprofundar o debate pelas questões europeias e, por isso, não convém juntar as
eleições.
Olhando, todavia, para as eleições europeias anteriores, nenhum destes fundamentos
foi capaz de convencer os eleitores de um modo claro, basta contabilizar a excessiva
abstenção. Essa sensibilização e essa discussão deveriam ter sido concretizadas ao
longo dos anos, não apenas agora.
Ao juntar as eleições europeias com as legislativas não se comete nenhum crime
nem se fere os princípios da democracia, antes pelo contrário, promove-se a rentabilização
de meios, a contenção de recursos financeiros, provenientes dos impostos, e
poupa-se tempo aos portugueses.
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domingo, 7 de dezembro de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
TONTO, CUBANO, DRÁCULA, PENICO, LOUCO: ALCUNHAS A QUEM COMETE O PECADO DE SER LÍDER DA OPOSIÇÃO!


Os apodos do título deste texto foram lançados pelo sistema, inclusivé na imprensa oficiosa, sobre os cidadãos que se alcandoraram a líderes da oposição.
O que pensa disso:
- Confirma a teoria de Rita Levi-Montalcini?
- É normal e por isso não mereceu nunca a condenação dos articulistas?
- A blogosfera do sistema gosta do sistema apesar disso ou também por causa disso?
- É normal e portanto a Oposição deve responder à letra?
- A Oposição não chama porque não tem imaginação?
- A Oposição não chama porque pura e simplesmente os políticos dos sistema são física, morfológica e fisionomicamente perfeitos e não há ponta por onde se lhes pegue?
- A Oposição tem respeitado - até hoje - (...) - (...) - (...) - as regras de civilidade do combate político?
- É pura invenção deste blogue?
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
FESTA DA LIBERDADE
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
VITÓRIAS NA MADEIRA: PSD 40, OPOSIÇÃO 8

Portanto, não venha mais o PSD nem a imprensa do regime falar em 40 a zero, são 40 a oito, e em que condições!
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