Intervenção do Presidente da República na Cerimónia de entrega de certificados de competências na Escola Marquês de Pombal
Lisboa, 8 de Maio de 2007É com muito gosto que visito hoje a Escola Marquês de Pombal e me associo à cerimónia simbólica da entrega de certificados aos adultos que obtiveram o reconhecimento, a validação e a certificação das suas competências no âmbito do Programa Novas Oportunidades.
Numa sociedade em que o conhecimento é, cada vez mais, o elemento fulcral do desenvolvimento, é preciso mobilizar as pessoas para valorizarem e aprofundarem os seus saberes.
Não só o que aprenderam na escola, mas também o que puderam aprender com o exercício da sua profissão. Assim se perspectivam novas oportunidades, evoluindo, valorizando, aprofundando os conhecimentos.
É essencial que todos reconheçam a importância da aquisição de mais conhecimento através da frequência do ensino e que a escola e a universidade sejam vistas como factores determinantes para o progresso pessoal e social.
O combate ao abandono escolar precoce e o incentivo à formação ao longo da vida são os principais instrumentos que permitem assegurar a inserção profissional e a progressão nos níveis de emprego.
Mas não é só no ensino formal que estão as competências que devem ser valorizadas.
Cada indivíduo, ao longo da sua experiência de vida profissional, acumula saberes e conhecimentos teóricos e práticos que nem sempre consegue caracterizar de modo adequado.
Importa analisar um percurso de vida, naquilo que é a sua essência em matéria de aquisição de competências, de modo a que cada pessoa possa ter uma noção efectiva daquilo que aprendeu, dos saberes que acumulou.
Essa valorização não pode ser deixada simplesmente ao critério da maior ou menor sensibilidade de quem faz uma entrevista ou olha um currículo.
A sua tradução numa habilitação, fazendo equivaler uma notação concreta, objectiva, a um determinado conjunto de conhecimentos adquiridos resulta numa mais-valia, seja para quem os pode evidenciar, seja para quem precisa de os utilizar.
É hoje amplamente reconhecido que a auto-estima, a noção do valor próprio, é um factor importante para a afirmação no mercado de trabalho, um impulso para a realização pessoal, e é ainda responsável por uma atitude positiva que muito contribui para o bom ambiente laboral e para a motivação das pessoas e das equipas.
A diversidade das instituições que procuram, hoje, que os seus colaboradores obtenham o reconhecimento e a validação das suas competências é a expressão concreta da importância crescente que as habilitações assumem no mercado de trabalho.
Não se trata apenas da procura de uma mais-valia individual. Trata-se de uma associação de interesses, mutuamente reconhecidos, em que as duas partes, empregador e empregado, têm vantagens recíprocas em identificar os saberes reais acumulados, de modo a poder extrair todas as potencialidades que essas competências podem trazer para o bem comum.
Este é também um caminho para a valorização do conhecimento, este é também um estímulo para a formação permanente e para que cada pessoa assuma com maior empenho o seu lugar na sociedade e no mercado de trabalho.
Felicito a Escola Secundária Marquês de Pombal pela sua participação activa neste caminho para novas oportunidades, saúdo o corpo de docentes e de responsáveis que aqui trabalham e dão o seu melhor.
Felicito todas as instituições que querem e sabem aproveitar este caminho de aperfeiçoamento pessoal e profissional e espero que saibam colher os frutos deste investimento nas pessoas, correspondendo às expectativas assim criadas.
Felicito, ainda, os adultos que terminaram com êxito este processo e também os que aguardam a sua conclusão. Uma palavra especial de saudação àqueles que são funcionários da Secretaria-Geral da Presidência da República. A todos desejo os maiores êxitos, que sejam exemplo e testemunho de que vale a pena persistir na busca da valorização permanente.
A imprensa do passado fim-de-semana deu-nos a conhecer a história do Sr. João André, de Salvaterra de Magos, que, com 83 anos, acaba de completar o 9º ano de escolaridade através do Programa Novas Oportunidades e que costuma explicar a sua motivação através da quadra: “Nunca é tarde para aprender / diz o povo e tem razão / para melhor poder viver / e dar vida ao coração.”
Que o exemplo do Sr. João André e o exemplo daqueles que hoje, aqui, recebem os seus certificados de competências contagie muitos dos portugueses que abandonaram a escola antes de completarem o ensino secundário. São esses os meus votos.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
FRAUDE POLÍTICA NO DEBATE LOUÇÃ - SÓCRATES
Fraude política: afinal a tal carta que teria sido assinada pelo Ministro das Finanças ao FMI, e que eu considerei (no facebook) que tinha dado uma vitória técnica a Francisco Louçã não existe. Trata-se apenas do memorando, que, em termos técnicos, se chama "...carta de garantia". Que nome dar a este número de ilusionismo de Louçã: fraude política ou ignorância? Sendo ele um professor catedrático só posso concluir que foi uma fraude política. Ainda bem que José Sócrates não foi o autor desta fraude, ou jogada ilusionista.
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
Balbúrida no PSD: IVA sobe, desce, sobe, desce
1. PPC afirmou ontem que é possível manter as taxar marginais do IVA para compensar a descida da Taxa Social Única.
2. Sócrates conclui no mesmo dia, ontem, que PPC quer acabar com a taxa intermédia;
3. PPC, no que era suposto ser um debate com Jerónimo, que Sócrates fazia terrorismo.
4. Hoje, Catroga, fazendo terrorismo contra PPC, confirma que que a taxa intermédia é para acabar.
2. Sócrates conclui no mesmo dia, ontem, que PPC quer acabar com a taxa intermédia;
3. PPC, no que era suposto ser um debate com Jerónimo, que Sócrates fazia terrorismo.
4. Hoje, Catroga, fazendo terrorismo contra PPC, confirma que que a taxa intermédia é para acabar.
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Mobilidade na Função Pública à moda de PPC: um professor de Setúbal pode ir trabalhar nas Finanças do Porto
Veja a brilhante entrevista do «Ministro das Finanças» de Passos Coelho
Lido no blogue Câmara Corporativa:
Eduardo Catroga dá hoje uma entrevista enorme ao Jornal de Negócios. Se há algo que impressiona no que diz, é a impreparação que revela quando questionado a esclarecer as medidas do PSD. Veja-se o que diz Catroga sobre os trabalhadores do Estado (levando a pensar que o PSD tem, de facto, um programa oculto que não pode trazer à luz do dia):
• Regime de rescisões voluntárias na Função Pública? Catroga: “a definir”.
• Pacote para as indemnizações aos trabalhadores do Estado? Catroga: “em moldes a definir”.
• Como financiar o pacote de indemnizações aos trabalhadores do Estado? Catroga: “Não temos o modelo estudado. É preciso estudar.”
• Que acontece aos trabalhadores dos serviços do Estado extintos? Catroga: “Isto tem de ser resolvido com cabeça.”
• Mobilidade interna no Estado? Catroga: “Tem de se definir um sistema”.
• Se os trabalhadores não aceitarem lugares em serviços longe da sua área de residência, ficam a ganhar menos? Catroga: “Não sei. Neste momento não nos debruçámos sobre a legislação que existe.”
• Como avalia os trabalhadores do Estado? Catroga: “Há muitas dessas pessoas que são muito válidas.”
Lido no blogue Câmara Corporativa:
Eduardo Catroga dá hoje uma entrevista enorme ao Jornal de Negócios. Se há algo que impressiona no que diz, é a impreparação que revela quando questionado a esclarecer as medidas do PSD. Veja-se o que diz Catroga sobre os trabalhadores do Estado (levando a pensar que o PSD tem, de facto, um programa oculto que não pode trazer à luz do dia):
• Regime de rescisões voluntárias na Função Pública? Catroga: “a definir”.
• Pacote para as indemnizações aos trabalhadores do Estado? Catroga: “em moldes a definir”.
• Como financiar o pacote de indemnizações aos trabalhadores do Estado? Catroga: “Não temos o modelo estudado. É preciso estudar.”
• Que acontece aos trabalhadores dos serviços do Estado extintos? Catroga: “Isto tem de ser resolvido com cabeça.”
• Mobilidade interna no Estado? Catroga: “Tem de se definir um sistema”.
• Se os trabalhadores não aceitarem lugares em serviços longe da sua área de residência, ficam a ganhar menos? Catroga: “Não sei. Neste momento não nos debruçámos sobre a legislação que existe.”
• Como avalia os trabalhadores do Estado? Catroga: “Há muitas dessas pessoas que são muito válidas.”
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