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quarta-feira, 30 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
segunda-feira, 21 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Les banques françaises très exposées
Selon la BRI, les établissements français et allemands sont en première ligne face aux dettes cumulées de la Grèce, de l'Espagne, de l'Irlande et du Portugal.
Les banques britanniques ont, pour leur part, des créances plus importantes vis-à-vis de l'Irlande (230 milliards) que les établissements des autres pays, alors que les banques d'Espagne sont les plus exposées de toutes envers les résidents du Portugal (110 milliards).
Les banques britanniques ont, pour leur part, des créances plus importantes vis-à-vis de l'Irlande (230 milliards) que les établissements des autres pays, alors que les banques d'Espagne sont les plus exposées de toutes envers les résidents du Portugal (110 milliards).
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Déficits : la France échappe à la punition de Bruxelles
La Commission européenne a décidé de ne pas prendre de sanctions à l'encontre de la France pour cause de déficit budgétaire excessif.
D'autres pays, comme l'Allemagne, l'Irlande, l'Espagne, l'Italie ou encore les Pays-Bas, ont également vu leurs plans adoubés par la Commission. En revanche, Bruxelles a décidé d'ouvrir des procédures pour déficit excessif contre trois nouveaux pays, à savoir Chypre, le Danemark et la Finlande, selon un communiqué diffusé par la Commission ce mardi à 16h.
D'autres pays, comme l'Allemagne, l'Irlande, l'Espagne, l'Italie ou encore les Pays-Bas, ont également vu leurs plans adoubés par la Commission. En revanche, Bruxelles a décidé d'ouvrir des procédures pour déficit excessif contre trois nouveaux pays, à savoir Chypre, le Danemark et la Finlande, selon un communiqué diffusé par la Commission ce mardi à 16h.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Onde mexilhão é sinónimo de porco: quem se lixa é o mexilhão ou os porcos (PIGS) que paguem a crise


A crise da banca alemã e britânica, fortemente ligada à banca alemã, criaram à banca da Alemanha um gravíssimo problema. E então que fazer? Exigir o pagamento imediato da dívida dos países do SUL e do Eire (PIIGS). - Paga, espanho, pago, irlandês, paga, português, paga, irlandês, paga grego. - A banca alemã é que não pode pagar. Podia a banca alemã pedir contas ao sistema financeiro anglo-saxão, podia, mas não era a mesma coisa.
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Gerhard Schroeder versus Oskar Lafontaine: a vitória da estratégia do primeiro no interior do Governo foi a derrota da UE e do Euro
todo podría haber ocurrido de una manera distinta si en el conflicto entre Gerhard Schroeder, Canciller de Alemania, y Oskar Lafontaine, Ministro de Economía y Finanzas, hubieran ganado Oskar Lafontaine. Lo que la izquierda –Lafontaine- quería era aumentar la demanda interna, mediante la subida de salarios y el aumento del gasto público. Fue Schroeder, próximo a la banca y al mundo de las exportaciones, quien ganó (causando la salida de Lafontaine del gobierno y del partido socialdemócrata). De haber ganado las izquierdas en Alemania, aquel país hubiera tenido un crecimiento económico basado en el crecimiento de la demanda interna, ayudando no sólo a las clases populares de Alemania, sino a toda la UE.
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A pressão dos media sobre os países
Estamos viendo estos días la gran presión que el establishment europeo –el Consejo Europeo, la Comisión Europea y el Banco Central Europeo- y la gran mayoría de medios están ejerciendo sobre los países periféricos –Grecia, Portugal, España e Irlanda- para que impongan políticas de austeridad, reduciendo déficits y deuda pública, y bajando salarios, a fin de salir de la Gran Recesión que la eurozona está sufriendo.
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A ilusão dos custos unitários do trabalho

Este indicador de competitividade é construído através da divisão de todos os custos do trabalho (salários, contribuições para a Segurança Social, etc) pelo produto real. Ora, neste cálculo só o produto é deflacionado. Os custos do trabalho são tomados no seu valor nominal. Ou seja, imaginemos dois países com a mesma moeda, Portugal e Alemanha. Os dois têm crescimentos de 5% do PIB e nos dois os custos salariais estão alinhados com a taxa de inflação (os salários reais estão assim congelados). Portugal tem uma taxa de inflação de 10%, enquanto a Alemanha observa uma taxa de 5%. O resultado será um aumento acrescido dos custos unitários do trabalho de Portugal de 5% face à Alemanha. O problema não estará, neste caso, nos salários, mas sim nas diferentes taxas de inflação.
Foi exactamente isso que aconteceu nos últimos anos na zona euro. A inflação foi bastante diferente de país para país. Como podemos observar pelos gráficos, existe quase uma identificação entre a posição dos diferentes países no primeiro (custos unitários) e segundo gráfico (evolução da inflação). Foram os países com maiores taxas de inflação a exibir uma evolução mais pronunciada dos custos unitários de trabalho.
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Paul De Grauwe

Paul De Grauwe, belga flamengo de 64 anos, é professor de Economia Internacional na Universidade Católica de Lovaina e um dos maiores especialistas da União Económica e Monetária (UEM) europeia. O seu The Economics of Monetary Union, publicado pela Universidade de Oxford, é célebre e obrigatório em qualquer curso de Economia. De Grauwe foi desde o início um grande céptico sobre as probabilidades de sucesso de uma moeda única sem o suporte de uma união política. Os actuais desentendimentos entre os países do euro dão-lhe razão. De Grauwe é professor convidado de várias universidades e conselheiro do FMI, da Reserva Federal Americana, do Banco do Japão, e de Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia. A Bélgica apresentou-o, sem sucesso, como candidato a um lugar no conselho executivo do BCE.
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
O sistema financeiro vende o "buraco" com juros!

1. O sistema financeiro internacional cavou um buraco sem fundo;
2. Os estados intervieram para evitar a hecatombe;
3. Em consequência, grande parte da dívida foi transferida do sistema financeiro, directamente (veja-se o BPN) ou indirectamente (os avales que o estado criou à banca em Portugal) para a dívida pública;
4. O sistema financeiro serve-se das ajudas para especular contra as dívidas soberanas;
5. Em consequência, os estados são obrigados a tomar medidas draconianas para pagar esses juros altos resultante da especulação;
6. Ou seja, o sistema financeiro está a vender a juros altos o buraco que criou;
7. Podimos intervir? Não, deixem os mercados, isto é, os especuladores que nós levaram à catástrofe, funcionar, aliás, especular!
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Contra a ideia sacrossanta de que os mercados são racionais, isto é, têm razão, usemos a razão humana
João Pinto e Castro
Oráculos e outras ferramentas de análise económica
Dois cães passeiam na Feira do Relógio. Um deles surpreende-se: "Olha, um osso!" O outro encolhe os ombros e passa adiante: "Não pode ser: se lá estivesse, já alguém o teria encontrado." Este segundo cão é um economista; ofereço-me para ser...
Dois cães passeiam na Feira do Relógio. Um deles surpreende-se: "Olha, um osso!" O outro encolhe os ombros e passa adiante: "Não pode ser: se lá estivesse, já alguém o teria encontrado." Este segundo cão é um economista; ofereço-me para ser o primeiro, em representação de todo o bom senso que há no mundo.
A hipótese dos mercados eficientes sustenta, na sua versão extrema, que toda a informação relevante para a valorização de um título financeiro se encontra já incorporada no seu preço, de modo que é impossível saber-se mais do que aquilo que ele nos diz. Se alguém julga vislumbrar um osso - ou seja, uma oportunidade de investimento lucrativo por descobrir -, isso não passa de uma ilusão.
Esta opinião é mais popular do que possa parecer. Quando tantos opinaram, a propósito da especulação contra as dívidas soberanas dos países da periferia europeia, que é inútil argumentar contra o mercado, querem com isso significar que ele está certo por definição, dada a sua imbatível capacidade para processar correcta e instantaneamente toda a informação relevante. Nada do que se possa dizer acrescentará algo a esse juízo perfeito e definitivo.
Há duas estratégias alternativas para determinar o valor de um dado título financeiro. A primeira consiste em adoptar o sentimento do mercado; a segunda, em analisar cuidadosamente os elementos susceptíveis de influenciar esse valor. A hipótese dos mercados eficientes significa que as duas se equivalem, de modo que não vale a pena queimar as pestanas a recolher e estudar muita informação.
As pessoas que compram e vendem activos financeiros aprendem nos MBA que o mercado tem sempre razão. Logo, agem em consonância. O seu trabalho consiste em usar o capital, o crédito e a reputação das instituições que os empregam para gerar lucros. Se acertarem, receberão em poucos meses mais do que os seus pais ganharam em toda a vida; se perderem, o despedimento é o pior que lhes pode suceder.
Se o preço de um activo é determinado pelo sentimento do mercado, então o que interessa é tentar adivinhar esse sentimento, não apurar se ele será correcto. Ora, a melhor forma de fazê-lo é aderir ao pensamento convencional, pensar o que todos pensam, seguir acriticamente a última moda sem a questionar, funcionar como elo passivo da cadeia de tolices que a cada momento os tolos gostam de ouvir e repetir.
"Ah!", recordam-nos os sábios, "mas, se os mercados especulam contra as dívidas soberanas dos países da periferia europeia é porque, indiscutivelmente, eles se encontram numa situação financeira difícil!". Certamente, toda a loucura especulativa, seja ela eufórica ou depressiva, toma como ponto de partida alguma oportunidade ou preocupação racional. O problema é que, com demasiada frequência, a loucura dos mercados financeiros se alimenta a si própria, até ao momento em que o último tolo despende o último cêntimo e o processo se interrompe abruptamente. A períodos relativamente breves de irracionalidade seguem-se, pois, outros de retorno à normalidade. Dir-se-ia, então, que há fortes incentivos para resistir ao comportamento de rebanho.
Acontece que é mais arriscado errar contra o rebanho do que errar com ele. A menos que se preveja com exactidão o ponto de viragem - e não há nenhuma técnica infalível que permita fazê-lo -, ir contra o sentimento do mercado é, na verdade, a coisa mais perigosa que um "trader" pode fazer, por isso as carteiras de títulos da esmagadora maioria dos gestores acabam por assemelhar-se como duas gotas de água. Keynes, por exemplo, aprendeu à sua custa que o mercado pode persistir no erro durante tempo suficiente para levar à insolvência os investidores mais criteriosos.
O mesmo tipo de cegueira dita o comportamento dos analistas das agências de "rating". Nicolau Santos relatou há tempos, no "Expresso", a cómica conversa que manteve com um deles, especialista em economia portuguesa, cujas fontes de informação se reduziam a uma selecção limitada de artigos de jornais. Tudo o que não encaixasse na sua visão obtusa pura e simplesmente não lhe interessava.
O resultado desta forma de conduzir as transacções financeiras está à vista. O sistema financeiro arrastou o mundo para um buraco, forçando uma intervenção de emergência dos estados para evitarem a catástrofe. Em resultado, uma boa parte do endividamento foi transferido do sector privado para o público. Ironicamente, o sector financeiro usa agora as ajudas de que beneficiou para especular contra a dívida pública, ou seja, contra todos nós.
Por que sucede isto? Os desequilíbrios financeiros internacionais persistem, com a poupança e os excedentes comerciais concentrados num punhado de países. Em consequência, não há condições para que a procura privada, seja de consumo ou de investimento, se expanda nos restantes. Há muito dinheiro entesourado, mas escassas oportunidades de aplicação rentável. A manutenção de baixas taxas de juro cria condições favoráveis à especulação, acirrada pelos riscos da dívida de alguns estados.
A voz do mercado diz-nos hoje que os estados devem adoptar políticas restritivas.
Ao invés, a voz da razão diz-nos que subsiste um forte risco de recessão ou, pelo menos, estagnação prolongada. Alerta-nos para a necessidade de os apoios às economias não serem retirados enquanto a procura privada não reanimar. Faz-nos ver que nem todas as dívidas poderão ser pagas. Recomenda, por isso, a renegociação internacional das dívidas e a aceitação de níveis de inflação um pouco mais elevados como forma de desvalorizá-las. Sugere um empenhamento na eliminação dos excedentes persistentes pelo menos tão grande como aquele que é dirigido contra os défices persistentes. "Last but not least", recomenda a aceleração das reformas das instituições financeiras e do seu funcionamento.
"Por que raio haveríamos nós", perguntou recentemente Robert Skidelsky, "de tomar mais a sério o sentimento do mercado do que quando ele nos conduziu ao grande deboche de 2007?" Invocar a autoridade do mercado como quem consulta um oráculo para justificarmos as nossas preferências ou cegueiras é uma forma pouco séria de debater. Nenhum suposto determinismo económico pode ilibar-nos da responsabilidade de fazermos as nossas próprias escolhas.
Director-geral da Ology e docente universitário
Oráculos e outras ferramentas de análise económica
Dois cães passeiam na Feira do Relógio. Um deles surpreende-se: "Olha, um osso!" O outro encolhe os ombros e passa adiante: "Não pode ser: se lá estivesse, já alguém o teria encontrado." Este segundo cão é um economista; ofereço-me para ser...
Dois cães passeiam na Feira do Relógio. Um deles surpreende-se: "Olha, um osso!" O outro encolhe os ombros e passa adiante: "Não pode ser: se lá estivesse, já alguém o teria encontrado." Este segundo cão é um economista; ofereço-me para ser o primeiro, em representação de todo o bom senso que há no mundo.
A hipótese dos mercados eficientes sustenta, na sua versão extrema, que toda a informação relevante para a valorização de um título financeiro se encontra já incorporada no seu preço, de modo que é impossível saber-se mais do que aquilo que ele nos diz. Se alguém julga vislumbrar um osso - ou seja, uma oportunidade de investimento lucrativo por descobrir -, isso não passa de uma ilusão.
Esta opinião é mais popular do que possa parecer. Quando tantos opinaram, a propósito da especulação contra as dívidas soberanas dos países da periferia europeia, que é inútil argumentar contra o mercado, querem com isso significar que ele está certo por definição, dada a sua imbatível capacidade para processar correcta e instantaneamente toda a informação relevante. Nada do que se possa dizer acrescentará algo a esse juízo perfeito e definitivo.
Há duas estratégias alternativas para determinar o valor de um dado título financeiro. A primeira consiste em adoptar o sentimento do mercado; a segunda, em analisar cuidadosamente os elementos susceptíveis de influenciar esse valor. A hipótese dos mercados eficientes significa que as duas se equivalem, de modo que não vale a pena queimar as pestanas a recolher e estudar muita informação.
As pessoas que compram e vendem activos financeiros aprendem nos MBA que o mercado tem sempre razão. Logo, agem em consonância. O seu trabalho consiste em usar o capital, o crédito e a reputação das instituições que os empregam para gerar lucros. Se acertarem, receberão em poucos meses mais do que os seus pais ganharam em toda a vida; se perderem, o despedimento é o pior que lhes pode suceder.
Se o preço de um activo é determinado pelo sentimento do mercado, então o que interessa é tentar adivinhar esse sentimento, não apurar se ele será correcto. Ora, a melhor forma de fazê-lo é aderir ao pensamento convencional, pensar o que todos pensam, seguir acriticamente a última moda sem a questionar, funcionar como elo passivo da cadeia de tolices que a cada momento os tolos gostam de ouvir e repetir.
"Ah!", recordam-nos os sábios, "mas, se os mercados especulam contra as dívidas soberanas dos países da periferia europeia é porque, indiscutivelmente, eles se encontram numa situação financeira difícil!". Certamente, toda a loucura especulativa, seja ela eufórica ou depressiva, toma como ponto de partida alguma oportunidade ou preocupação racional. O problema é que, com demasiada frequência, a loucura dos mercados financeiros se alimenta a si própria, até ao momento em que o último tolo despende o último cêntimo e o processo se interrompe abruptamente. A períodos relativamente breves de irracionalidade seguem-se, pois, outros de retorno à normalidade. Dir-se-ia, então, que há fortes incentivos para resistir ao comportamento de rebanho.
Acontece que é mais arriscado errar contra o rebanho do que errar com ele. A menos que se preveja com exactidão o ponto de viragem - e não há nenhuma técnica infalível que permita fazê-lo -, ir contra o sentimento do mercado é, na verdade, a coisa mais perigosa que um "trader" pode fazer, por isso as carteiras de títulos da esmagadora maioria dos gestores acabam por assemelhar-se como duas gotas de água. Keynes, por exemplo, aprendeu à sua custa que o mercado pode persistir no erro durante tempo suficiente para levar à insolvência os investidores mais criteriosos.
O mesmo tipo de cegueira dita o comportamento dos analistas das agências de "rating". Nicolau Santos relatou há tempos, no "Expresso", a cómica conversa que manteve com um deles, especialista em economia portuguesa, cujas fontes de informação se reduziam a uma selecção limitada de artigos de jornais. Tudo o que não encaixasse na sua visão obtusa pura e simplesmente não lhe interessava.
O resultado desta forma de conduzir as transacções financeiras está à vista. O sistema financeiro arrastou o mundo para um buraco, forçando uma intervenção de emergência dos estados para evitarem a catástrofe. Em resultado, uma boa parte do endividamento foi transferido do sector privado para o público. Ironicamente, o sector financeiro usa agora as ajudas de que beneficiou para especular contra a dívida pública, ou seja, contra todos nós.
Por que sucede isto? Os desequilíbrios financeiros internacionais persistem, com a poupança e os excedentes comerciais concentrados num punhado de países. Em consequência, não há condições para que a procura privada, seja de consumo ou de investimento, se expanda nos restantes. Há muito dinheiro entesourado, mas escassas oportunidades de aplicação rentável. A manutenção de baixas taxas de juro cria condições favoráveis à especulação, acirrada pelos riscos da dívida de alguns estados.
A voz do mercado diz-nos hoje que os estados devem adoptar políticas restritivas.
Ao invés, a voz da razão diz-nos que subsiste um forte risco de recessão ou, pelo menos, estagnação prolongada. Alerta-nos para a necessidade de os apoios às economias não serem retirados enquanto a procura privada não reanimar. Faz-nos ver que nem todas as dívidas poderão ser pagas. Recomenda, por isso, a renegociação internacional das dívidas e a aceitação de níveis de inflação um pouco mais elevados como forma de desvalorizá-las. Sugere um empenhamento na eliminação dos excedentes persistentes pelo menos tão grande como aquele que é dirigido contra os défices persistentes. "Last but not least", recomenda a aceleração das reformas das instituições financeiras e do seu funcionamento.
"Por que raio haveríamos nós", perguntou recentemente Robert Skidelsky, "de tomar mais a sério o sentimento do mercado do que quando ele nos conduziu ao grande deboche de 2007?" Invocar a autoridade do mercado como quem consulta um oráculo para justificarmos as nossas preferências ou cegueiras é uma forma pouco séria de debater. Nenhum suposto determinismo económico pode ilibar-nos da responsabilidade de fazermos as nossas próprias escolhas.
Director-geral da Ology e docente universitário
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domingo, 30 de maio de 2010
Especialista que previu a crise anterior prevê nova crise e também proveniente dos EUA
"iminente" O presidente da Confederação Europeia das PME (pequenas e médias empresas) alertou ontem, no Porto, para a iminência de uma nova crise financeira global, oriunda do sector imobiliário comercial dos EUA e que se sobreporá à actual. "Há três anos anunciei que vinha aí uma crise financeira e fui muito atacado. Agora prevejo uma segunda crise financeira para breve, dentro de dois/três meses e mais uma vez proveniente dos EUA, embora já não do subprime, mas do imobiliário comercial", disse Mario Ohoven à agência Lusa.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Crise do Euro: a estrutura do défice externo
A estrutura do défice externo assenta em três pilares:
Défice energético, 4% do PIB;
Défice produtos não energéticos, 4% do PIB(duplicou nos últimos 10 anos, petróleo);
Pagamento de juros: cerca de 2%
Total: 10%
Défice energético, 4% do PIB;
Défice produtos não energéticos, 4% do PIB(duplicou nos últimos 10 anos, petróleo);
Pagamento de juros: cerca de 2%
Total: 10%
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