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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pão de Cristo – O PÃO DA VIDA




O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Vítor.
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se forçado a recorrer à mendicidade para sobreviver, o que o entristecia e envergonhava muito.
Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um restaurante de luxo, quando viu chegar um casal.
Vítor pediu-lhe algumas moedas para poder comprar algo para comer.
- Não tenho trocos - foi a resposta seca.
A mulher, ouvindo a resposta do marido, perguntou:
- Que queria o pobre do homem?
- Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido encolhendo os ombros.
- Lourenço, não podemos entrar e comer comida farta de que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
- Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que ele quer é dinheiro para beber!
- Mas eu tenho uns trocos comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
Mesmo de costas para eles, Vítor ouviu tudo o que diziam. Envergonhado, queria afastar-se e fugir dali, mas a voz amável da mulher reteve-o:
- Aqui tem qualquer coisa. Consiga algo de comer, e, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança: há-de haver, nalgum lugar um trabalho para si. Faço votos para que o encontre.
- Muito obrigado, minha senhora. A senhora ajuda-me a recobrar o ânimo! Nunca esquecerei a sua gentileza.
- Você vai comer o Pão de Cristo! Partilhe-o! - acrescentou ela com um largo sorriso, dirigido mais ao marido do que ao mendigo.
Vítor sentiu como se uma descarga eléctrica lhe percorresse o corpo.
Foi a um lugar barato para comer um pouco. Gastou só metade do que tinha recebido e resolveu guardar o restante para o dia seguinte: comeria do 'Pão de Cristo' dois dias.
Mas uma vez mais sentiu aquela descarga eléctrica a percorrer-lhe o corpo: O PÃO DE CRISTO!
"Um momento! - pensou - Eu não posso guardar o 'Pão de Cristo' só para mim".
Parecia-lhe como que escutar o eco de um hino antigo que tinha aprendido na catequese.
Naquele momento, passava um velhote ao seu lado.
- Quem sabe, se este pobre homem não terá fome também - pensou - Tenho de partilhar o 'Pão de Cristo'.
- Ouça - chamou Vítor - Quer entrar e comer uma comidinha quentinha?
O velho voltou-se e encarou-o de olhar incrédulo.
- Está a falar sério, amigo? O homem não acreditava em tanta sorte, até estar sentado à mesa coberta com uma toalha e com um belo prato de comida quente à frente.
Durante a refeição, Vítor reparou que o homem envolveu um pedaço de pão num guardanapo de papel.
- Está a guardar um pouco para amanhã? - Perguntou.
- Não, não. É conheço um miúdo da rua e que tem passado mal ultimamente. Estava a chorar com fome, quando o deixei. Vou levar-lhe este pão.
- O Pão de Cristo! - Recordou novamente as palavras da senhora e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.
Ao longe, os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que antes lhe tinha ressoado na cabeça.
Os dois homens foram levar o pão ao menino faminto que o começou a devorar com alegria. Subitamente, deteve-se e chamou um cãozinho, um cachorrinho pequeno e assustado.
- Toma lá. Metade é para ti - disse o menino. O Pão de Cristo também chegará para ti.
O catraio tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a correr com alegria.
- Até logo! - disse Vítor ao velho - Nalgum lugar encontrará emprego. Não desespere! Sabe? - sussurrou - Isto que comemos é o Pão de Cristo. Foi uma senhora que me disse quando me deu aquelas moedas para o comprar. O futuro só nos poderá trazer algo de muito bom!
Enquanto se afastava, Vitor reparou melhor no cachorrinho, que lhe farejava as pernas. Abaixou-se para o acariciar, quando descobriu que ele tinha uma coleira onde estava gravado o nome e o endereço do dono.
Vítor pegou nele e caminhou um bom bocado até à casa dos donos do cão, e bateu à porta.
Ao ver que o seu cãozinho tinha sido encontrado, o homem primeiro ficou todo contente; depois, tornou-se mais sério, pensando que se calhar o teriam roubado; mas, encarando a cara séria de Vítor e vendo no seu rosto um ar de dignidade, disse então:
- Pus um anúncio no jornal oferecendo uma recompensa a quem encontrasse o cão. Tome!
Vítor olhou o dinheiro, meio espantado, e disse:
- Não posso aceitar. Eu apenas queria fazer bem ao animal.
- Pegue-lhe! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! E olhe, se precisar de emprego, vá amanhã ao meu escritório. Faz-me falta, ao pé de mim, uma pessoa íntegra assim.
Vítor, ao voltar pela avenida, como que volta a ouvir aquele hino que recordava a sua infância e que lhe ressoava no espírito. Chamava-se 'REPARTE O PÃO DA VIDA'.

NÃO TE CANSES DE DAR!
(email)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Já chegamos a isto, o Laicismo impõe-se como religião: Cruzes em cemitérios dão polémica na Bélgica


Começou ontem a ser discutida na Bélgica uma proposta para separar a Igreja do Estado que pode ir ao ponto de obrigar a retirada de cruzes nas campas dos cemitérios.

Já não bastava a tradicional querela entre flamengos e valões: o Rei Alberto II vê agora a Bélgica dividir-se por causa de uma proposta para separar a Igreja do Estado.

A ideia do senador socialista Philippe Mahoux é impor uma neutralidade estrita que, segundo os críticos, pode ir ao ponto de obrigar a retirada de cruzes nas campas dos cemitérios.

O projecto de lei, redigido em termos muito vagos, foi apresentado há dois anos e começou ontem a ser discutido na comissão de Assuntos Institucionais do Senado. O senador Jean Jacques de Gucht, um dos apoiantes da proposta, acusou os críticos de manipulação e explicou ao diário Le Soir que "o objectivo não é começar uma tempestade iconoclasta".

O projecto visa ainda proibir os hospitais católicos de recusar praticar a eutanásia e impor mudanças no protocolo de Estado.

terça-feira, 31 de março de 2009

Depois do preservativo, bispo defende divórcio em caso de violência doméstica

Lido aqui.

D. Ilídio Leandro prevê situação em casos de violência doméstica

D. Ilídio Leandro, bispo de Viseu, tem surpreendido pelas declarações desalinhadas com a posição oficial da Igreja. Depois da polémica em relação ao uso do preservativo, veio agora defender o divórcio, sempre em casos excepcionais.

Preservativos: bispo de Viseu não recua

Durante uma conferência sobre violência doméstica, promovida pela Assembleia Municipal de Viseu, o bispo advertiu que discorda do divórcio, porque «há outras formas de resolver» o problema, mas também lembra que a Igreja é «contra qualquer tipo de violência», pelo que terá de prever a dissolução do matrimónio em casos específicos de violência doméstica.

O bispo de Viseu afirmou também «respeitar as pessoas que optam pela separação» em casos de violência doméstica, mas salientou que esta «chaga social» deve ser combatida através «dos valores da família».

Elza Pais, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, considerou a violência doméstica um «problema gravíssimo que não escolhe idade ou classe social», sublinhando que «as vítimas têm a obrigação de o denunciar».

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Papa e o preservativo, Vasco Pulido Valente

Lido no Público.


Cada vez que o Papa se pronuncia sobre a contracepção, e nomeadamente contra o uso do preservativo, o mundo, em especial o Ocidente, entra em convulsões. Desta vez, foi numa viagem a África e desde a França à última ONG ou à última consciência humanitária ninguém se esqueceu de protestar. O Papa é um irresponsável e um criminoso. O Papa é uma espécie de encarnação do Mal. Há aqui com certeza um equívoco. Suponho que ninguém estava à espera que em África, sobretudo em África, Ratzinger não dissesse uma palavra sobre o assunto e, dizendo, dissesse qualquer coisa diferente da doutrina ortodoxa da Igreja. Muito pelo contrário, do ponto de vista dele, era ali, numa situação extrema e manifestamente ambígua, que devia reafirmar o que julga ser a verdade.
Para quem combate (ou simplesmente conhece) a epidemia de sida em África, a posição do Papa não tem desculpa. Recomendar a abstinência e a fidelidade (e ainda por cima, a título profiláctico) nunca serviu de nada em parte alguma. E em África muitas populações resistem ao preservativo não apenas por ignorância mas porque ele nega ou ameaça a sua cultura e a própria organização da sociedade. A palavra do Papa vem dar força a essa resistência (que, de resto, não beneficia o catolicismo) e provoca directamente milhares, se não milhões, de mortes. A fúria universal contra Bento XVI não custa a compreender. Só que o Papa não se guia nem age por uma lógica "prática" e científica. Aceita, presumo, as vantagens do preservativo. Só que não o pode aprovar sem trair a Igreja.

Os valores de Bento XVI não são os valores de um governo, de uma ONG ou de um indivíduo que tenta limitar o imenso desastre da sida em África. São valores de outra ordem. São valores de uma ordem religiosa, que cada vez menos se percebem ou respeitam no Ocidente. Não vale por isso a pena discutir a moral sexual da Igreja (e do Papa). Vale a pena garantir que ela não invade a esfera da liberdade civil. Ora Ratzinger não andou por África a pedir que se proibisse o preservativo. Pediu aos católicos que prescindissem dele, em nome de uma perfeição que os católicos escolheram procurar. A influência dele é, neste capítulo, deletéria? Inegavelmente. Convém que ela não alastre em África (e na Europa)? Sem a menor dúvida. Mas sem esquecer que o Papa está no seu direito e no seu papel.

O Sermão da montanha

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.
Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Anselmo Borges, o novo Paulo de Tarso, segundo o Pe. Martins Júnior

Lido aqui.

Pe. Martins Júnior
Deus, políticos e mações
Data: 09-03-2009

Foi um marco notável, em vésperas do tempo quaresmal, aquele encontro no Porto onde o Prof. Dr. Anselmo Borges reuniu personalidades das mais diversas orientações ideo-religiosas para discutir o seu novo livro "Janela do (In)Finito", na sequência de um outro "Janela do (In)Visível" sobre novas perspectivas de aprofundamento do fenómeno religioso. Aliás, Anselmo Borges, catedrático de Filosofia na Universidade de Coimbra, tem o condão de sentar à mesma mesa as várias antinomias e respectivos fautores de sinal contrário, tal como anteriormente sucedera em idêntico encontro sobre a colectânea "Deus no século XXI", em que lado a lado contracenaram o bispo Manuel Clemente, a islâmica Dra. Faranaz Keshavjee (aquela que dizia o "meu Cristo muçulmano") e o Dr. Guilherme de Oliveira Martins, actual presidente do Tribunal de Contas.

Estes encontros e esta intuição do padre e professor Anselmo Borges têm hoje a mesma dimensão de Paulo Apóstolo que há dois mil anos rompeu as muralhas do então mundo judaico-cristão para alçar as ideias do Cristo até à acrópole do pensamento grego, quando se dirigiu aos filósofos epicuristas e estóicos em pleno areópago de Atenas.

Reportando-me ao debate-apresentação da "Janela do (In)Finito", foi surpreendente o friso dos convidados: Paulo Rangel, líder parlamentar do PSD na AR, Maria de Belém, deputada socialista e ex-ministra da Saúde, e António Reis, professor catedrático e Grão-Mestre da loja maçónica "Grande Oriente Lusitano".

Após a clarificação do fenómeno religioso que, segundo o autor, preexiste ontologicamente e existencialmente à própria concepção de Deus, as intervenções dos convidados ampliaram, cada qual com a sua ressonância, os caminhos que, da janela da vida, vão e vêm entre o finito e o infinito, entre o visível e o invisível.

Recorto especialmente, mas de forma sucinta, as duas orientações, a um tempo contraditórias e complementares, que estiveram sobre a mesa: para o Prof. António Reis, o primado da ética universal é suficiente para responder a toda a problemática do homem-em-situação. Para Paulo Rangel, é preciso ir mais além, é necessária a religião. Porque a ética, o direito, o tribunal não exigem o perdão. A religião, sim, implica o sentido do perdão. E deu um exemplo que pôs em silêncio toda a sala. "Sou insuspeito nesta matéria e por isso posso afirmá-lo claramente: quem deu um exemplo disto que acabo de dizer foi o Dr. Mário Soares quando defendeu no pós-25 de Abril não um ajuste-de-contas com o passado mas um abrir de portas para os horizontes do futuro em liberdade".

Uma fonte inesgotável de inspiração, um abraço entre as religiões, eis a obra do Prof. Anselmo Borges com as suas incógnitas, que são comuns a todos nós: "O Homem: criado à imagem de Deus ?... Darwin contra Deus, Deus contra Darwin?... A Religião ainda tem futuro?... Deus contra Deus?... Religião e religiões: para onde vamos?... Diálogo inter-religioso numa só direcção?..."

Vale a pena assomar à "Janela do (In)Finito" de um novo Paulo de Tarso chamado Anselmo Borges.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O BUDISMO, O CRISTIANISMO, O ISLAMISMO, ETC., SÃO CULTOS DE ORIGEM DRUIDA (CELTA)?



QUEM ERAM OS DRUIDAS?: – O que melhor se pode dizer é que os druidas foram membros de uma elevada estirpe de Celtas que ocupavam o lugar de juizes, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, astónomos, etc. mas que evidentemente não constituíam um grupo étnico dentro do mundo Celta. Ver mais aqui.

ZEN-BUDISMO

HINDUISMO E BUDISMO

FÁTIMA - 13 DE MAIO

FÁTIMA - A PROCISSÃO DAS VELAS A 12 DE MAIO

FÁTIMA - O MILAGRE DO SOL