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segunda-feira, 7 de março de 2011

Palavras de ordem (sloganes, para os neoliberais): «Nem Capitalismo de fachada democrática, nem ditadura de fachada Socialista»

Este chavão foi retirado daqui (aos 26 segundos).

E havia outros chavões que os neoliberais desconhecem:

Nem capital nem ditaduras
nem monopólios nem torturas
a vitória d'uma vontade
Socialismo em Liberadade!

Paulo, renegas ao neoliberalismo e ao males que trouxe ao sistema financeiro, à economia, aos direitos sociais, às nações e ao projecto europeu?

O Capitalismo ou é desregulado ou não é capitalismo: não há capitalismo regulado

Não é pelo capitalismo desregulado ter levado a uma crise financeira que o sistema está errado e deve ser abandonado.

Paulo, tu és de Esquerda?

A resposta é ínvia e não chega. Paulo, crês no Socialismo?

Honestamente, para prosseguir o debate, que, finalmente, propões, pergunto, Paulo Barata: acreditas que o Socialismo é a solução para Portugal, hoje?

Sejamos honestos, e isso implica sermo-lo connosco próprios. Eu acredito que o Socialismo é a solução, sempre acreditei. E, por isso, sempre militei pelo PS, desde 1974, e hoje, desde 1996, inscrito no PS, coisa burocrática que não me condiciona, apenas me responsabiliza. E tu, Paulo Barata, estando inscrito num partido que se identifica como socialista, acreditas que o Socialismo é a solução? É um pergunta clara, que dever ter um resposta clara, para prosseguirmos a discussão. E, também muito honesta e claramente, e não é uma acusação pessoal, mas uma questão política, devo dizer-te, e tu confirmarás ou infirmarás, não acredito que tu vejas o Socialismo como solução. Aguardo a resposta para prosseguirmos o debate, sem chavões e sem acusações pessoais, que, aliás, não fiz - nem me parece que o hajas feito. Quanto à questão do neoliberalismo, deduzo dos teus escritos, e deduzo bem ou deduzo mal, que, ou não o vês como problema ou, mais ainda, te identificas mais com ele do que com o Socialismo. Portanto, responde às questões, objectivamente, e não te vitimizes, não interessa. E, intelectualmente, não colhe.

sábado, 5 de março de 2011

«A crise não se resolve com chavões»

E não se chega lá com retórica marxista-leninista do Séc. XIX

Vou publicar o texto na íntegra. Considero-o uma texto de antologia de como não se deve apoiar os nossos.

O texto seguinte foi publicado no blogue Farpas, assinado por Paulo Barata, e fica aqui como texto de antologia de como alguns textos de apoio se transformam em libelos de acusção contra os apoiados. Publico aqui o texto, antes que alguém da Moção de José Sócrates o mande retirar de circulação por razões óbvias. Desde já, esclareço que não me revejo nas críticas violentas ínsitas no texto contra a governação de Sócrates, que, em geral, considero de serviço ao país, não obstante algumas opções que são, em grande parte, fruto da actual conjuntura europeia e neoliberal, que, nós socialistas, temos rapidamente de ultrapassar com base em soluções do socialismo democrático. Consiero ainda que as críticas que vi neste texto são o corolário de um ensino que está dominado pelos teóricos do liberalismo, sobretudo nas faculdades de Economia, mas igualmente em outras, incluindo o Direito.

A crise não se resolve com chavões
A crise económica e financeira portuguesa é culpa do "neo-liberalismo"?
Portugal vive em estagnação económica há, pelo menos, uma década. De facto, de 2000 a 2010:

• registamos um crescimento económico anémico, sempre divergente com a média europeia;
• aumentamos a dívida pública e o endividamento externo exponencialmente e a níveis insustentáveis;
• mantivemos um Estado pesado, burocrata e gastador; e
• houve constante instabilidade política;

A economia portuguesa é um sistema aberto ao exterior que, naturalmente, está exposto a choques externos. Os sistemas abertos a choques não podem ser rígidos, têm de flexibilidade suficiente para absorver os choques, sem partirem.

Portugal abriu mão da única variável manipulável (taxa de câmbio) com a entrada no euro, e aumentou a sua despesa corrente e a sua dívida externa. E, por outro lado, não foi capaz de fazer reformas estruturais na Justiça, Saúde, Educação, Administração Pública e Mercado de Trabalho. Este modelo era insustentável e partiria ao primeiro choque. Com a crise financeira global, os mercados importadores diminuíram as encomendas a Portugal e os juros da dívida pública – que tinham diminuído espectacularmente com a entrada no euro – voltaram a registar um aumento.
Ora, como fica demonstra supra, a crise financeira internacional está a ter um impacto muito maior em Portugal porque não fomos capazes de fazer as reformas estruturais necessárias para tornar o país mais flexível e competitivo. E não porque tivemos "mais mercado" ou mais "neo-liberalismo", foi exactamente o contrário, tivemos sempre mais Estado, mais pesado, gastador, burocrata e ineficiente.
É verdade que desde 2005, demos passos de gigante no combate à burocratização e no investimento no conhecimento, na investigação e desenvolvimento, e houve uma tentativa de racionalizar alguns gastos e aumentar a eficiência. Mas as reformas vieram tarde e, em alguns casos como na Educação e na Justiça, foram demasiado tímidas.
A análise política e económica e a procura de soluções para os problemas actuais que enfrentamos não se podem fazer de forma leve, socorrendo-se de velhos chavões ideológicos e recorrendo a velhas ideologias que se provaram erradas. Sejam elas o liberalismo, da Escola Austríaca, tão em voga nos anos 80, ou ao marxismo que se julgava enterrado com a queda do Muro de Berlim. Os problemas actuais têm de ser analisados de forma realista, sem os coletes de força das ideologias rígidas que marcaram os anos 60, 70 e 80. Para diagnosticar os problemas, temos de identificar o que realmente está na sua origem. E para encontrar soluções teremos de nos perguntar qual é a melhor solução para o nosso projecto de vida comum, enquanto sociedade que se quer harmoniosa, solidária e confiante. Portanto, a solução poderá passar, algumas vezes, por uma maior intervenção do Estado e noutras por uma maior participação dos privados. O Estado tem de assegurar que o interesse comum da sociedade está salvaguardado e que encontrou a forma mais eficaz e eficiente de garantir o Estado-Providência. Esse é o grande desafio. E não se chega lá com retórica marxista-leninista do Séc. XIX, de “a culpa é dos burgueses” como um uma ligeira modernização do chavão para a “culpa é do neo-liberalismo”.

A culpa não é do neoliberalsimo?Então é de quem?Do Estado Social:mas, afinal, de que terra és?Com apoiantes deste,Sócrates nem precisa de adversários!

O tempo do marxismo-leninismo para os que se perderam pelos séculos dos séculos, amen!

O termo leninismo ou marxismo-leninismo é utilizado para designar a corrente política surgida pelo rompimento político com o economicismo da social democracia européia no começo do século XX.

Afirmações de índole marxista leninista do Camara Sócrates deixam os neoliberais que se confundiram na sua moção de pé atrás

O Camarada José, não o Joseph Stalin, mas o Sócrates, disse isto. Não no século XIX mas ontem. Que dirão a isso os neoliberais que o confundiram com a direita ultra neoliberal?

"Não há alternativa ao Serviço Nacional de Saúde."

o primeiro-ministro lançou-se num exercício de elogios sistemáticos ao SNS, "o único - disse - que pode proporcionar igualdade, equidade e dignidade da vida humana".

Se pensam que há uma bala mágica que vai resolver tudo, colocando o Serviço Nacional de Saúde na mão de privados, pura e simplesmente ignoram que o único país [Estados Unidos] que não tem Serviço Nacional de Saúde é aquele que gasta mais em saúde e, pior do que isso, é que o Presidente quer criar lá um Serviço Nacional de Saúde" (O Camarada José atacou o sistema de saúde americano, das seguradoras que deixam morrer os doentes para não baixar os resultados que dão bons dividendos aos gestores que criaram a bolha neoliberal, que deu a crise americana, que chegou à Europa, que obrigaram o camara José a cortar no meu salário? Francamente! Já não pode um neoliberal estar descansado em Luanda a mandar bitaites de Sul para para Norte! Isso não se faz, camarada José!).


"O que nós temos visto ao longo dos últimos anos é que os custos da saúde no sector público até têm sido pouco, enquanto os custos privados de saúde têm sido muito mais. É por isso que não há alternativa ao SNS. (Credo, camarada José, isto é marxismo-leninismo do século XIX. A propósito, ma
rxismo-lenismo no século XIX? Que anacronismo!). Leituras à pressa dá nisso!

sexta-feira, 4 de março de 2011

E Owen?E Saint Simon? E Proudhon, Leroux, Babeuf? E Fourrier? Ou mesmo Leão XIII? Conhece? Não, só ouviu falar vagamente de Marx, Lenin. Trotsky? Nah!

Sloganes do marketing neoliberal:

E não se chega lá com retórica marxista-leninista do Séc. XIX.

O que dizem os apoiantesda Moção de Sócrates sobre a sua governação

Ora, como fica demonstra supra, a crise financeira internacional está a ter um impacto muito maior em Portugal porque não fomos capazes de fazer as reformas estruturais necessárias para tornar o país mais flexível e competitivo.

Os adversários do PS dizem que a última década foi uma década perdida. Há apoiantes da Moção de Sócrates que não se importam de os citar

Portugal vive em estagnação económica há, pelo menos, uma década. De facto, de 2000 a 2010:

· registamos um crescimento económico anémico, sempre divergente com a média europeia;
· aumentamos a dívida pública e o endividamento externo exponencialmente e a níveis insustentáveis;
· mantivemos um Estado pesado, burocrata e gastador; e
· houve constante instabilidade política;

Até agora não tenho nenhuma crítica a fazer à Moção de José Sócrates. Não a conheço.

O segredo mais bem guardado do debate interno: a moção de José Sócrates. Ninguem sabe, ninguém a mostra, ninguém a viu.