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domingo, 16 de novembro de 2008
PRESIDENTE ELEITO FALA à NAÇÃO: COMUNICAÇÕES SEMANIS VIA RÁDIO COLOCADAS NO YOU TUBE
"Os vídeos de Obama serão a versão Internet das fireside chats que o antigo Presidente Franklin Roosevelt promoveu entre 1933 e 1944, após a Grande Depressão e durante a II Guerra Mundial" (PÚBLICO)
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
OS NÚMEROS QUE DÃO A VITÓRIA A OBAMA

Lido no Público
Os colégios eleitorais de Obama
Carlos Ferreira dos Santos
A vitória de Obama nas Presidenciais dos EUA só está em causa se perder em simultâneo a Pensilvânia, Michigan e Ohio
Dissecar as possibilidades de uma vitória de Barack Obama exige relembrar o peso diferenciado dos Estados no colégio que elege o Presidente dos EUA. E notar que o candidato mais votado em certo estado a 4 de Novembro recebe, posteriormente, a totalidade dos votos desse estado no colégio. Assim, é essencial olhar para as sondagens estaduais para se construir uma previsão.
A primeira evidência que estas sugerem é a rigidez de voto da generalidade dos estados, face ao que foi a sua votação recente: pelo menos 42 estados parecem surgir como bastiões de um ou outro partido. Dezanove desses estados estão com Obama (representando 221 votos colegiais). Falamos de todo o Nordeste, Delaware, Maryland, da Costa Oeste, e alguns Estados do Midwest: Wisconsin, Minnesota, Illinois e Iowa. Além do Havai. Dos Estados que votaram em John Kerry em 2004, excluímos o Michigan (apesar da sua inclinação democrata, mas onde a eventual presença de Mitt Romney no ticket republicano poderia dar a vitória a McCain). A perda do Michigan representaria menos 17 votos para Obama face a 2004. Contudo, admitimos um ganho de sete votos em relação a Kerry, respeitantes ao Iowa. Para já, deixamos de lado a Pensilvânia.
McCain faz o quase pleno do Sul tradicional. Como notou recentemente o prof. Thomas Schaller, autor de How Democrats Can Win Without the South, o argumento de que Obama pode ganhar o Sul é utópico. Mesmo na Florida as sondagens favorecem McCain, embora por margens menos representativas. Vamos incluí-la nas putativas vitórias republicanas. De lado fica somente a Virgínia.
Na Appalachia, a vitória dos republicanos é incontestável. Bem como em alguns estados das Montanhas Rochosas, na chamada mormon belt, em particular no Utah, e, por fim, em estados como o Kansas, Nebraska, Oklahoma, Missuri e Alasca. Ainda que o Montana e o Dacota do Norte possam ser as surpresas da temporada, tornando-se blue states. E ainda que o Nevada seja um clássico swing state, com as últimas sondagens a produzir empates técnicos.
Como pode então Obama aumentar os 221 votos que definimos até à necessária maioria dos 270? Nos poucos estados que estão verdadeiramente em disputa: o Colorado, o Novo México, a Virgínia e, sobretudo, a velha cintura industrial: Michigan, Indiana, Ohio, e Pensilvânia.
Destes, as sondagens apontam a Pensilvânia como razoavelmente segura, o que garantiria mais 21 votos (passando a 242). Obama parece em posição de retirar dois estados do Oeste à maioria de Bush: o Colorado e o Novo México, subindo a fasquia até aos 256. É fácil agora antever que, se não perder o Michigan (17 votos), Obama ultrapassa a barreira dos 270. Perdendo o Michigan, mas ganhando os 20 votos do Ohio à maioria de Bush, a vitória estaria também de imediato garantida. Perdendo os dois, uma hipotética vitória combinada na Virgínia (13) e no Indiana (11) daria a presidência a Obama. Se apenas ganhar num destes, bastaria adicionar os cinco votos do Nevada, ou as eventuais surpresas do Montana ou do Dacota do Norte.
Em síntese, há múltiplos cenários em que Obama pode ganhar. A vitória só estaria em causa num quadro de perda simultânea da Pensilvânia, Michigan e Ohio. Contudo, alguns milhares de simulações computacionais, calibradas com médias móveis das sondagens mais recentes, mostram que se Obama pode ganhar facilmente sem o Ohio, não se vislumbra um único cenário em que, vencendo aí, perca as eleições. Nesse exercício, McCain nunca vence sem o Ohio, e só em 1 por cento das iterações vence as eleições. Professor universitário. Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Factos apenas...
1. A crise no Cáucaso beneficia o candidato do Partido Repúblicano, McCain, além de fazer outra vez a vítima do costume: a Europa;
2. Uma falha do sistema informático nos aeropostos americanos está a deixar em terra os membros da Convenção Democrática que se prepara, num estádio de mais de 70 mil lutar, que convém que esteja cheio, no encerramento, para ouvir o discurso da consagração de Barack Obama.
2. Uma falha do sistema informático nos aeropostos americanos está a deixar em terra os membros da Convenção Democrática que se prepara, num estádio de mais de 70 mil lutar, que convém que esteja cheio, no encerramento, para ouvir o discurso da consagração de Barack Obama.
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domingo, 24 de agosto de 2008
Anúncio por SMS:Obama escolhe Joseph Biden para a vice-presidência
Anúncio por SMS:


O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu o seu colega de Senado Joseph Biden, de 65 anos, como o seu candidato à vice-presidência, de acordo com um SMS enviado a mais de dois milhões de pessoas que puseram o seu nome numa lista para saber a novidade de forma oficial.
O nome de Biden, actualmente presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado, era já falado desde ontem como o provável "número dois" de Obama.
Biden é um pilar da vida política americana desde que se tornou senador, em 1972, ano em que Obama completou apenas 11 anos.
As candidaturas de outros três nomes fortes que tinham sido igualmente ventilados - Hillary Clinton (Nova Iorque), Evan Bayh (Indiana) e Tim Kaine (Virginia) - terão sido descartados por Obama, segundo fontes não identificadas.
A campanha de Obama tem previsto anunciar oficialmente o seu candidato à vice-presidência hoje de manhã, estando depois agendada uma aparição pública dos dois candidatos num comício em Springfield, Illinois.
Esta escolha deverá dar novo ímpeto à campanha de Obama, depois de nos últimos dias ter perdido a vantagem nas sondagens sobre o seu adversário republicano, John McCain. Simultaneamente, Biden poderá ser o rosto da experiência que venha a seduzir um eleitorado hesitante em votar num jovem candidato.
A equipa do republicano John McCain, de 71 anos, reagiu de imediato a esta notícia, afirmando que a escolha de Biden é uma espécie de "admissão" por parte de Obama de como não está preparado para dirigir os destinos da União, uma teoria martelada há vários meses pelos republicanos.


O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu o seu colega de Senado Joseph Biden, de 65 anos, como o seu candidato à vice-presidência, de acordo com um SMS enviado a mais de dois milhões de pessoas que puseram o seu nome numa lista para saber a novidade de forma oficial.
O nome de Biden, actualmente presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado, era já falado desde ontem como o provável "número dois" de Obama.
Biden é um pilar da vida política americana desde que se tornou senador, em 1972, ano em que Obama completou apenas 11 anos.
As candidaturas de outros três nomes fortes que tinham sido igualmente ventilados - Hillary Clinton (Nova Iorque), Evan Bayh (Indiana) e Tim Kaine (Virginia) - terão sido descartados por Obama, segundo fontes não identificadas.
A campanha de Obama tem previsto anunciar oficialmente o seu candidato à vice-presidência hoje de manhã, estando depois agendada uma aparição pública dos dois candidatos num comício em Springfield, Illinois.
Esta escolha deverá dar novo ímpeto à campanha de Obama, depois de nos últimos dias ter perdido a vantagem nas sondagens sobre o seu adversário republicano, John McCain. Simultaneamente, Biden poderá ser o rosto da experiência que venha a seduzir um eleitorado hesitante em votar num jovem candidato.
A equipa do republicano John McCain, de 71 anos, reagiu de imediato a esta notícia, afirmando que a escolha de Biden é uma espécie de "admissão" por parte de Obama de como não está preparado para dirigir os destinos da União, uma teoria martelada há vários meses pelos republicanos.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
PARIS HILTON RESPONDE A JOHN MCCAIN
A multimilionária Paris Hilton respondeu ao vídeo do candidato republicano às presidenciais dos Estados Unidos, John McCain. O político comparou Barack Obama à herdeira do império Hilton na passada semana, assim como a Britney Spears.
No vídeo divulgado hoje, Paris Hilton aparece junto a uma piscina num ousado bikini, a falar para "a celebridade mais velha do mundo". Paris refere-se a John McCain como um "tipo enrugado de cabelo branco" e questiona se o candidato republicano estará preparado para liderar o país. "Não prometo mudança como ele. Sou apenas sexy", é outra das frases com que a celebridade nos brinda neste vídeo.
Paris Hilton diz estar "totalmente preparada para governar", a avança com duas ideias: pintar a Casa Branca de cor-de-rosa e nomear a cantora Rihanna para vice-presidente.
Em tom de provocação à mensagem de John McCain, a jovem termina assim: "sou a Paris Hilton e aprovo esta mensagem porque acho que é totalmente sexy".
In Expresso Online
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
LÁ TERÁ QUE SER

"Lá terá que ser" era o título do jornal A Capital na segunda volta, traduzindo o facto de o PCP e Álvaro Cunhal ter apelado ao voto em Mário Soares na segunda volta. o "Lá terá que ser" traduzia a contrariedade de ter de votar Soares, "o homem da direita" (todos os líderes do PS são da direita, para o PCP). Pois eu que apoiei Hilary Clinton, segundo Ana Gomes "sólida, mais progressita" - embora me tenha deixado também envolver pela movimento de entusiasmo que acabou por ser nomeado - dou o meu apoio ao candidato que os democratas escolheram. Voto, pois, Barak Hussein Obama. (E não estou com intenções de me candidatar a Governador estadual. Vá lá que agora apoia McCain, embora ache que não vivendo em Gaula não se deva declarar).
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
O MEU APOIO É PARA HILARY CLINTON

Hesitei longamente entre a experiência e o entusiasmo que chegou a parecer um sonho, mas acho que, neste momento de dificuldade para Hilary, tenho de reconhecer que, no fundo, no fundo, ela sempre foi a minha candidata. Se não for à segunda volta, é claro que o meu voto é para Barak Obama.
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UM ENIGMA CHAMADO OBAMA

ARTIGO NO PÚBLICO DE HOJE:
A redução de Obama
Rui Ramos - 20080514
É esta, então, a verdade de Obama, segundo reclamam os conservadores: um possesso com cara simpática?Barack Obama parece finalmente às portas da nomeação. Mas o homem que está a chegar à meta não é o mesmo que vimos à partida. Devia ter ganho com entusiasmo - e vai ganhar matematicamente. Não devia haver a mínima dúvida acerca da sua vitória sobre um crente da guerra no Iraque - e há. Nada o impede de ascender muito alto. Mas já percebemos que quanto mais subir, mais pequeno há-de parecer.
A receita de Obama é velha. Lembra, aliás, a de Ségolène Royal o ano passado. Obama aproveitou o facto de não ser a primeira escolha da "elite" para se fazer passar como a preferência das "bases". Apostou na "dinâmica", no "élan", mais do que em propostas. Esperou que o circo mediático à sua volta arrastasse gente desejosa de "participar". Conseguiu assim contornar debates, sem que no fundo ninguém soubesse bem o que significava. Bastou-lhe ser simpático e eloquente. Acontece que o procedimento eleitoral dos democratas, destinado a representar todas as sensibilidades, não ajudou à continuação do idílio. Ao princípio, jogou a favor de Obama, deixando-o emergir, depois a favor de Clinton, poupando-a a um rápido afundamento. E a concorrência fez muita gente espreitar por detrás da fachada de Obama. Nem tudo condizia. O candidato supostamente "pós-racial" aconselhou-se, durante 20 anos, com um pastor racista. O candidato "pós-partidário" tem, no Senado, um cadastro de votos que faz dele o mais esquerdista de todos os senadores. É esta, então, a verdade de Obama, segundo reclamam os conservadores: um possesso com cara simpática? Mas Obama renegou o pastor, e o seu principal conselheiro económico já insinuou que o candidato é muito mais favorável aos mercados livres do que as necessidades da eleição lhe permitem confessar. Com que ficamos? Com um político como os outros, a tentar ser mais hábil do que os outros.
Esta devia ser uma eleição fácil para os democratas. Acontece que o candidato que vinha unir os americanos começou por dividir o seu partido. Clinton tem ganho à vontade entre os brancos mais pobres e os mais velhos. Pior: 25% dos votantes de Clinton declararam que votariam no candidato republicano caso o candidato democrata fosse Obama. Obama estragou ainda mais o cenário ao queixar-se, com uma lassidão paternalista, do povo das pequenas cidades, dado às armas e à religião. Em vez de uma animadora semelhança com Kennedy, surgiram ominosas parecenças com os candidatos democratas pós-Kennedy, como George McGovern, que nas décadas de 1960 e de 1970 excitavam muito os estudantes radicais, a minoria afro-americana e a esquerda chique, mas nunca ganhavam. E a verdade é que Obama não conseguiu ultrapassar Clinton nos estados em que um candidato democrata precisa vencer para ser eleito presidente. Subitamente, Obama fez sentir aos democratas que a derrota é possível.
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