É natural da freguesia do Curral das Freiras (?), onde nasceu em 1911.
É filho de Jordão Joaquim Ornelas Camacho e de Bela Dória Camacho. Casou com D. Iolanda Camacho de quem houve geração.
Tirou o curso do Liceu Nacional do Funchal, matriculando-se depois no Instituto Superior Técnico, onde se formou em Engenharia Civil.
Desempenhou funções de engenheiro civil na C.A.A.H.M., na Junta Geral do Funchal, na assistência técnica aos municípios rurais, tendo também sido chefe da Secção de Hidráulica da Junta Geral.
Esteve na Direcção Técnica da Construção da primeira fase dos Aeroportos do Porto Santo e Funchal ao serviço da sua empresa construtora.
Pertenceu desde o início da sua fundação à Comissão Política Distrital do Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata.
Integrou a Junta Governativa da Madeira e foi o primeiro presidente do Governo Regional da Madeira, numa altura em que contava 55 anos de idade, tendo sido empossado nesse cargo no dia 1 de Outubro de 1976. Dois anos mais tarde, em Março de 1978, passou o testemunho a Alberto João Jardim.
No dia 21 de Agosto de 2001, o Eng. Jaime Ornelas Camacho, receberia, por deliberação da Assembleia Municipal da Câmara Municipal do Funchal, a medalha de ouro de Mérito Municipal.
No dia 1 de Outubro de 2001, 25 anos depois da sua posse como primeiro presidente do Governo Regional, a Assembleia Legislativa Regional, também lhe prestaria homenagem, atribuindo-lhe a Medalha de Mérito, a mais alta distinção da Região [1].
No dia 2 de Abril de 2003, o Eng. Jaime Ornelas Camacho seria uma vez mais alvo de uma homenagem, nesta vez, no Curral das Freiras, terra onde nasceu (?), através da atribuição do seu nome a uma arruamento nesse dia inaugurado, no sítio das Casas Próximas, arruamento este com uma extensão de 750 metros e um custo de um milhão e cinquenta mil euros.
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quarta-feira, 9 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
João Fernandes Vieira

João Fernandes Vieira (Funchal, c. 1613 — Olinda, 1681) foi um dos principais chefes militares nas lutas pela expulsão dos holandeses de Pernambuco.
O historia português Veríssimo Serrão, recorda que a biografia deste militar:
"(...) se mantém coberta de sombras e que se tornou uma personagem quase lendária da Restauração no Brasil. Nascido ao redor de 1610 na ilha da Madeira, era mulato e de origem humilde. Tendo emigrado para Pernambuco, ali exerceu pequenos mesteres até 1635, quando a proteção dos holandeses lhe fez adquirir alguns meios de fortuna. Pouco depois era senhor de cinco engenhos, exerceu o cargo de vereador de Maurícia e obteve a contratação dos dízimos sobre o pau-brasil e o açúcar." (Veríssimo Serrão. História de Portugal, v. V, p. 111)
Deduzia-se assim que era natural da Ilha da Madeira, filho de uma escrava africana.
Já segundo o "Nobiliário da Ilha da Madeira", de Henrique Henriques, também mencionado na obra de José Antonio Gonsalves de Mello, João Fernandes Vieira chamava-se Francisco de Ornellas, filho segundo do fidalgo Francisco de Ornellas Moniz e da sua mulher D. Antônia Mendes, que, sendo rapaz, fugiu para o Brasil, onde mudou de nome. Teria nascido na capitania de Machico em 1613. Os sobrenomes Fernandes e Vieira homenageavam os seus ancestrais Pedro Vieira, o grande morgado da Ribeira de Machico, e António Fernandes, sesmeiro nas Covas do Faial, no Norte da ilha.
Tradicionalmente, considera-se que chegou à Capitania de Pernambuco, no Brasil, em 1620, com dez ou onze anos de idade. Humilde, trabalhou no comércio em Olinda, tendo participado, ao lado das forças de Matias de Albuquerque, da resistência à segunda das Invasões holandesas do Brasil em 1630. Poucos anos mais tarde, trabalhava na cidade para um abastado comerciante judeu ligado à Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (W.I.C.). No convívio e no trato com os invasores, conhecendo bem Maurício de Nassau, acumulou propriedades rurais, enriqueceu, tornando-se abastado senhor de engenho que, pelos destinos da guerra, veio a perder.
Ainda de acordo com Veríssimo Serrão:
"(...) em 1642, aumentou os seus bens, e viu-se feito capitão de um Corpo de Ordenanças, continuando a beneficiar de empréstimos da Companhia para manter seus negócios. Ser-lhe-ia, portanto, mais fácil garantir a dependência financeira, em vez de obedecer a razões de ordem religiosa para hostilizar os holandeses, como o veio a fazer desde 1644. O seu comportamento posterior, assente em actos de coragem, mostra que Vieira sentiu o ideal da Restauração e o antepôs, com todos os riscos, ao valimento social que auferia em Pernambuco." (op. cit.)
Após a partida de Nassau, em 1644, passou a se opôr aos invasores, assumindo a liderança da insurreição de 1645, vindo a receber apoio de seu amigo, o frei Manuel Calado, que do seu púlpito convocou o povo à luta contra os hereges e redigiu "O Valeroso Lucideno" (Lisboa, 1648).
Em 1645 foi o primeiro signatário do pacto então selado - no qual figura o vocábulo pátria pela primeira vez utilizado em terras brasileiras. Na função de Mestre-de-Campo, comandou o mais poderoso Terço do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes (1648 e 1649). Por seus feitos, foi aclamado Chefe Supremo da Revolução e Governador da Guerra da Liberdade e da Restauração de Pernambuco.
Os principais chefes militares do movimento de restauração de Pernambuco contra o domínio holandês foram, além de Vieira, André Vidal de Negreiros; Antônio Filipe Camarão, à frente dos índios da costa do Nordeste; Henrique Dias no comando de pretos, crioulos e mulatos; e o capitão Antônio Dias Cardoso, tendo-se transformando em heróis do imaginário nativista pernambucano. A "guerra da liberdade divina", nas palavras do padre Antônio Vieira, durou nove anos, sendo de assinalar que o governador de Pernambuco, António Teles da Silva, dava apoio encoberto à revolta, enquanto os holandeses pensavam que se tratava apenas de uma sublevação na capitania de Pernambuco. A diplomacia de D. João IV de Portugal, entretanto, tentava, na Europa, não indispor a Holanda. O que ocorria no Recife não tinha o apoio da Coroa, por isso o conflito entre o governador e os colonos revoltados, na primavera de 1646. Antônio Teles da Silva chegou a ser mandado regressar a Lisboa, onde esteve detido em São Gião como colaborador dos movimentos de Pernambuco, mas aproveitando da vitória de Tabocas, foi possível recuperar outras zonas em poder dos flamengos, os fortes de Sergipe, do rio São Francisco, do Porto Calvo, de Serinhaem e de Nazaré.
Com a paz, após 1654, recuperou os seus bens e, entre outros cargos, foi nomeado Governador e Capitão-Geral da Capitania da Paraíba (1655-57) e, mais tarde, governador e Capitão-general de Angola (1658-61).
FONTE: ENCICLOPÉDIA WIKIPÉDIA

N.B. Existe estátua de João Fernandes Vieira no Jardim Municipal do Funchal.
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Francisco Correia de Herédia

Francisco Correia de Herédia, primeiro e único visconde da Ribeira Brava (Ribeira Brava, N. 2 de abril de 1852 - Lisboa, F. 16 de outubro de 1918) foi um revolucionário português.
Filho de António Correia de Herédia (1822-1899), que fora deputado, presidente da câmara e governador civil do Funchal, Francisco foi titulado visconde pelo rei Luís I quando seu pai, respeitado pelo seu trabalho humanitário desenvolvido na ilha da Madeira, recusou o título nobiliárquico em seu favor.
Formado em Letras, Francisco foi um notável esgrimista, comendador de várias ordens, cavaleiro-fidalgo da Casa Real e governador civil de Beja, Bragança e Lisboa e deputado (antes e depois de 1910).
Em 1905, ele e José Maria de Alpoim, chefe de fila e ministro da Justiça, romperam em conjunto com os progressistas. Durante o combate sem tréguas contra a monarquia, republicanos e "dissidentes" do Partido Progressista formaram um comitê revolucionário: Herédia e Alpoim de um lado, e Afonso Costa, por quem tinha admiração, e Alexandre Braga de outro.
A primeira reunião desse comitê foi realizada em 11 de julho de 1907, na residência do visconde. Teria aí nascido o plano do movimento revolucionário de 28 de janeiro de 1908, que tinha a finalidade de depor João Franco. Porém, foi abafado três dias depois. As armas do 28 de Janeiro foram compradas e guardadas pelo visconde da Ribeira Brava.
Após o regicídio de Carlos I e do príncipe real, Francisco filiou-se ao Partido Republicano Português, sob orientação de Afonso Costa, e desempenhou grande influência política na Madeira. Perseguido pelo governo sidonista, ele foi morto em tiroteio, em Lisboa.
Francisco Correia de Herédia é o trisavô paterno de D. Isabel de Herédia, esposa de D. Duarte Pio, o duque de Bragança.
(fonte: Enciclopédia Wikipédia)
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quinta-feira, 29 de maio de 2008
JAIME MONIZ

Jaime Constantino de Freitas Moniz (Freguesia da Sé, Funchal, 18 de Fevereiro de 1837 — Lisboa, 16 de Setembro de 1917) foi um político e intelectual madeirense que se distinguiu na área da educação. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi advogado de nomeada, professor do Curso Superior de Letras, deputado, par do Reino, Ministro da Marinha e Ultramar no Governo de Fontes Pereira de Melo e presidente do Conselho Superior de Instrução Pública. Foi membro da Academia Real das Ciências de Lisboa, da qual foi secretário, tendo publicado sob a égide da instituição uma importante colectânea de diplomas referentes às relações entre Portugal e diversas potências estrangeiras. Introdutor da pedagogia científica em Portugal, a reforma do ensino secundário que liderou em 1894-1895, conhecida por Reforma de Jaime Moniz, ficou famosa, influenciando o desenvolvimento daquele nível de ensino até à década de 1930.
Como lente do Curso Superior de Letras afirmou-se como um dos mais distintos, tendo como colegas no magistério personalidades como António José Viale, Pinheiro Chagas, Adolfo Coelho e Teófilo Braga.
Iniciou em Lisboa uma carreira de advogado. Na defesa do jovem intelectual e deputado José Cardoso Vieira de Castro, desencadeou uma atenção mediática sem precedentes, havendo-se com assinalável eloquência e brilhantismo, o que lhe valeu grande exposição na imprensa da época e o louvor de intelectuais como Pinheiro Chagas e Camilo Castelo Branco. Os discursos proferidos e as actas do julgamento foram publicados em livro[2, que teve largo sucesso editorial, com tal impacto que os portugueses residentes no Rio de Janeiro enviaram uma coroa de ouro a Jaime Moniz, como homenagem ao seu desempenho.
Foi deputado por Castelo Branco e depois por Goa. No parlamento afirmou-se como orador distinto, intervindo maioritariamente em matérias relacionadas com a instrução pública e com as questões coloniais.
Como Ministro empreendeu algumas reformas, mas defrontou-se com sérias dificuldades em resultado da revolta das tropas indígenas do Estado da Índia, que foi dissolvido e substituído por forças expedicionárias enviadas de Portugal.
Proferiu na Câmara dos Deputados um notável discurso sobre a excessiva militarização da administração colonial portuguesa, que depois fez publicar como opúsculo.
Para além da sua actividade política, empreendeu diversos estudos científicos, em comissões de serviço especialmente autorizadas para esse fim, incluindo uma destinada ao estudo da existência de povos celtas na Península Ibérica.
Foi sócio de várias sociedades literárias e científicas, nacionais e estrangeiras. Foi sócio efectivo da Academia Real das Ciências de Lisboa, exercendo durante muitos anos o cargo de secretário daquela instituição, sucedendo no lugar a Latino Coelho e Pinheiro Chagas. Nessas funções elaborou diversos relatórios e memórias, alguns dos quais foram publicados.
Após o seu falecimento, por proposta da Academia Real das Ciências de Lisboa, em 1919 foi dado o nome de Liceu de Jaime Moniz ao Liceu do Funchal, a actual Escola Secundária Jaime Moniz.(Fonte: Wikipédia)
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terça-feira, 27 de maio de 2008
Primeiro Ministro José Vicente de Freitas

José Vicente de Freitas (Calheta, Madeira, 22 de Janeiro de 1869 — Lisboa, 6 de Setembro de 1952) [REPOSIÇÃO DA BIOGRAFIA] foi um militar, cartógrafo e político português ligado ao golpe de 28 de Maio de 1926 e ao governo da Ditadura Nacional que se lhe seguiu.
Republicano conservador e inspirador da União Nacional. Entre vários cargos políticos foi ministro do interior e presidente do ministério (de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929), e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, lugar de onde é demitido (1933), por António de Oliveira Salazar (que entrara na vida política por sua mão) por ter criticado publicamente a transformação da União Nacional em partido político.
Foi Presidente do Conselho de Ministros de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929, acumulando a pasta do interior que já anteriormente detinha.
No ministério por si presidido, foi Ministro das Finanças interino de 18 a 26 de Abril de 1928, sendo substituído nesse cargo por António de Oliveira Salazar que, formalmente a seu convite, entra na vida política, iniciando o percurso que o conduzirá à chefia do Governo e do Estado Novo.
Como militar atingiu o posto de general em 1928, com uma boa folha de serviços, entre os quais se incluía um subcomando de brigada na Primeira Guerra Mundial, em terras francesas, numa altura em que já era tenente-coronel. Foi condecorado com a grã-cruz da Ordem da Torre e Espada. (Origem: Wikipédia)
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