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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Arame farpado à volta da Ilha

A propósito da cobertura dos órgãos nacionais, TVI, SIC, RTP, Lusa, Diário de Notícias, Público, do que se passa na Madeira - e a diferença de critérios na cobertura do Chão da Lagoa e da Fonte do Bispo, veja-se o que escrevi aqui em 2 de Abril de 2008 e aqui.
O PS propôs a criação de uma Plataforma Democrático, a cobertura mediática nacional deixou, em alguns casos, muito a desejar. Na verdade, a o que se quer é fazer passar para o continente a ideia de que na Madeira só há o PSD e Alberto João Jardim, o resto, a Oposição, não existe.
A análise está a ser feita por quem de direito.

domingo, 15 de março de 2009

A RTP-Madeira é o verdadeiro sustentáculo do sistema laranja

Sim, os governos são iguais quando se trata de mandar calar, a informação é que pode ser diferente. Alguém imaginaria a RTP-Madeira a dizer o que diz a RTP-Açores: denunciar o silêncio do Governo Socialista dos Açores e a conjura do silêncio deste com os armadores, quando estão em causa dinheiros públicos? Não, enquanto a RTP-Açores faz o serviço público que lhe compete, a RTP-Madeira está privatizado pelo interesse do PSD. Gostava de ouvir os comentários a blogosfera não socialista, mesmo a que não é pró-sistema. Por isso é que digo:

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Não reivindico coerência mas também não peço nem recebo lições

Quanto ao facto de dizer que fiquei irritado, já não comento, é seu hábito envolver sentimentos e questões fisiológicas com questões ideológicas, enfim, é o que há. Não, não sou recentemente socrático, porque não me defino como socrático, nem deixei de ser anti-socrático, porque nunca foi. Sou democrata e socialista e pugno por essas ideias. Se, por causa disso, tiver de ser anti-qualquer coisa, serei, mas não me defino anti-nada mas sempre em função das ideias que defendo. Sou do PS porque o PS se identifica com aquilo que penso, e em defesa daquilo que penso critico tudo aquilo que, no PS, entendo, bem ou mal, não serve o seu ideário - e criticar os erros dos dirigentes é defender um partido e não atacá-lo. Debato o projecto socialista, mas, no essencial, não questiono. Criticar os líderes não é, necessariamente criticar o PS, desse ponto de vista - isso é próprio de partidos antidemocráticos. Já o fiz, e não me senti a criticar o projecto do PS. Diferente, bem diferente, mas legítimo, para os que o não são, é criticar o PS pretendendo criticar igualmente o programa. Defenderei sempre o projecto socialista e, se para isso, for necessário criticar os erros, não hesitarei. Já agora, não me lisonjeiam os aplausos, antes rejeito, dos que mos dão quando critico os erros dos socialistas, mas também não me incomodam os reparos de quando aplaudo os socialistas, era só o que faltava. Até porque não interfiro em críticas, raras ou inexistentes ou os aplausos diarreicos de elementos de outros partidos entre si, são assuntos deles. Não reivindico sempre coerência, até porque a coerência absoluta leva ao imobilismo, nem me preocupo com as coerências formais mas radical contradição. Quanto ao texto de Mário Crespo, tem um conjunto de factos, alguns dos quais censurei em devido tempo, mas eles, obviamente, não sou ingénuo, inserem-se num determinado contexto político-eleitoral. Outros ainda, são mera mixórdia e calúnia. Mais do que o que ele diz, referi-me ao que ele não tem dito, e, portanto, quem aqui cala, por que ali fala? De qualquer maneira, saúdo a dinâmica renovada desse blogue neste ano eleitoral...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sim, façamos de conta...

Façamos de conta que Mário Crespo não disse, em pleno cavaquismo, no cana 1, numa entrevista ao Primeiro-Ministro Cavaco Silva, que as televisões privadas anunciadas para breve, nunca teriam problemas de audiência com entrevistados daquele (Cavaco) calibre; façamos de conta que não sabemos que o jornalista em causa quase se põe em sentido quando fala de Cavaco; façamos de conta que não vimos aquela inenarrável entrevista, com que ele inaugurou o seu novo progama de entrevistas à segunda-feira, com o líder do PSD-M; façamos de conta que o dito jornalista não é uma figura benquista do sistema laranja e convidado de honra de eventos laranjinhas; sim, façamos de conta que ele é rigorosamente apartidário - ah!, se fizermos de conta, talvez tenhamos que fechar os olhos como Mário Crespo fecha os olhos ao que se passa na Região; quem quiser fazer de conta que faça...

sábado, 24 de janeiro de 2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O "JORNALISMO DE CAUSAS" OU SEJA A POLÍTICA QUE ESCONDE A FACE, José Pacheco Pereira



Lido no Abrupto

Ler a cobertura jornalística do PSD no Diário de Notícias é perceber muito bem como é que funciona o "jornalismo de causas", ou seja a ausência do jornalismo e a sua substituição pelo empenhamento político dos seus autores. O resultado é um reporting tendencioso que funciona em primeiro lugar a favor do governo, que tem interesse em fragilizar o PSD, e depois da oposição interna ligada a Passos Coelho, a que estão ligados os jornalistas do Diário de Notícias que escrevem sobre o PSD regularmente. No caso do Diário de Notícias isso é tão evidente que nem vale muito a pena ir mais longe, se não fosse a vantagem de registar e documentar o que se passa.

Por exemplo, todos os dias qualquer declaração crítica contra Manuela Ferreira Leite tem direito a manchete, artigo de fundo e muitas vezes, capa. O mesmo não se passa em sentido contrário: os leitores do Diário de Notícias não têm direito de saber que a pessoa A ou B, cujo relevo público é semelhante à C ou D, citadas pelas críticas, exprimiram uma opinião favorável. Isto funciona como regra, para criar uma "imagem mediática". Um qualquer jornalista a trabalhar com as agências de comunicação explicará isso muito bem.

Podem proclamar a sete ventos que eu tenho um parti pris. Claro que tenho e nunca o escondi, mas nem por isso deixa de ser verdade o que estou a dizer. Experimentem discutir a substância e não o interlocutor. Peguem no jornal, leiam o que lá vem e façam de conta que foi uma máquina que escreveu isto (nunca o farão porque o processo de intenções está no âmago deste tipo de "jornalismo"). Desafio seja quem for a analisar o conteúdo da cobertura do PSD do Diário de Notícias desde que caiu Menezes ( e a data é relevante porque Passos Coelho emerge como candidato nessa altura) e mostrem-me onde está o jornalismo.