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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O líder do grupo parlamentar

O Presidente do Partido

Iventona: uma notícia vazia

Iventona era um termo que se inventou no PREC por analogia com intentona. No 28 de Setembro, no 11 de Março e no 25 de Novembro, havia sempre uma nebulosa, por exemplo, nunca se sabia, e ainda hoje não se sabe, qual o papel do PCP nas intent(v)tonas.
Tirando a desistência de João Carlos Gouveia, que é o facto, como ficaria a notícia? Zero, em termos de factos. É o diz que diz, uma propalada conspiração anti-líder, mas rostos? Agora, se João Carlos Gouveia tomou a atitude que tomou sabe o que fez e só ele poderá falar, independentemente de um processo kafkiano que o envolveu.

"A Inventona": João Carlos Gouveia não é candidato à AR

O Diáro de Notícias anuncia que João Carlos Gouveia não é candidato e fala de "contestação interna ao líder (...) ainda que ninguém venha a público dar a cara". É daqueles estados de espírito que se nota, aquelas nebulosas, aquelas resistências passivas sem rosto e sem nome, mas que emperram as coisas. De qualquer modo, esses seres sem rosto conseguiram o que queriam, a ser assim. A verdade é que lemos a notícia e tudo fica no vago. Faz lembrar o 11 de Março de 1975: Spínola ia fazer, ia acontecer mas o que aconteceu foi o desvio de esquerda. O que se nota ali é uma peça jornalística confusa, profusa mas difusa, como diria o Outro, mas sem dados concretos, sem nomes, e sem actores. Que os há, há. Mas quem são? Mistério. Note-se que é também a segunda vez que uma liderança não consegue impor uma candidatura à Assembleia da República. No tempo de José António Cardoso aconteceu o mesmo. E pergunta-se: essas forças ocultas têm projecto, ou apenas um conjunto dispersos de actos tacticistas, de ambiçoes, lugares vistos como sinecuras pessoais mas sem estratégia política. E ideias,cadê? Não contém comigo para pactos de silêncio em processos kafkianos.