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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A Nação Catalã




Dados da Catalunha:
Capital Barcelona
Área
- Total: 32.114 Km2
População- Total (2007)7.210.508
- Densidade 223,9hab/km²
Gentílico catalão/catalã
Províncias Barcelona, Girona, Lérida, Tarragona
Idioma(s) oficial (ais): Catalão, castelhano e aranês
Marcadores:
Independência da Catalunha
Catalunha garante que "Espanha ainda não assumiu independência de Portugal”
Dirigente fala em complexo histórico e paternalismo
O vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha, Josep-Lluís Carod Rovira, disse hoje em Barcelona que Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente. Carod Rovira considera que Madrid pretende manter uma "tutela paternalista" e uma atitude de "imperialismo doméstico" sobre o Estado Português, onde, acrescentou, "historicamente, sempre houve um certo complexo por parte de alguns sectores dirigentes em relação a Espanha".
O número dois do executivo catalão e responsável pelas relações externas da região com 7,5 milhões de habitantes, afirma que pretende conseguir o apoio de Portugal para o projecto de independência que defende para a Região Autónoma, cujo referendo propõe que se realize em 2014. "O que menos interessa a Portugal é uma Espanha unitária", afirmou, sublinhando que "uma Catalunha independente na fachada mediterrânea poderia ser o contrapeso lógico ao centralismo espanhol". Segundo Carod Rovira, Portugal deve perceber que a independência da Catalunha nada tem que ver com a regionalização. "A Catalunha é como Portugal mas sem os Restauradores".
O vice-presidente do Governo da Catalunha recorre à História, designadamente aos acontecimentos de 1640, para afirmar que "se as coisas tivessem sido ao contrário, hoje Portugal seria uma região espanhola e a Catalunha um estado independente". No século XVII, durante o reinado de Filipe III, Madrid foi confrontada com revoltas em Portugal e na Catalunha mas o Império, apoiado pela França, reprimiu as sublevações catalãs e da Biscaia. (...)
Referendo em 2014
O governante propõe um referendo para 2014 por três razões: a primeira porque em 2014 "assinalam-se os 300 anos sobre a data em que Catalunha perdeu a condição de Estado"; a segunda porque termina o investimento previsto pelo Estatuto de Autonomia da Catalunha, em matéria de infra-estruturas, por parte do executivo espanhol; e em terceiro lugar porque em 2014 acabam as ajudas do Fundo de Coesão Europeu. "O ano de 2014 não é a data para a soberania mas sim para a democracia", afirmou.(...)
Saramago, "O espanhol"
Saramago discorda da ideia
(...) O escritor português José Saramago rejeitou hoje que Espanha não encare Portugal como um Estado independente. "Discordo completamente. Tenho com Espanha uma relação que é conhecida e nunca me apercebi de qualquer irregularidade política ou estratégia de qualquer tipo, comercial ou financeiro, que indicasse que Espanha não reconhece a independência de Portugal", disse o Nobel da Literatura.(...)
O vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha, Josep-Lluís Carod Rovira, disse hoje em Barcelona que Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente. Carod Rovira considera que Madrid pretende manter uma "tutela paternalista" e uma atitude de "imperialismo doméstico" sobre o Estado Português, onde, acrescentou, "historicamente, sempre houve um certo complexo por parte de alguns sectores dirigentes em relação a Espanha".
O número dois do executivo catalão e responsável pelas relações externas da região com 7,5 milhões de habitantes, afirma que pretende conseguir o apoio de Portugal para o projecto de independência que defende para a Região Autónoma, cujo referendo propõe que se realize em 2014. "O que menos interessa a Portugal é uma Espanha unitária", afirmou, sublinhando que "uma Catalunha independente na fachada mediterrânea poderia ser o contrapeso lógico ao centralismo espanhol". Segundo Carod Rovira, Portugal deve perceber que a independência da Catalunha nada tem que ver com a regionalização. "A Catalunha é como Portugal mas sem os Restauradores".
O vice-presidente do Governo da Catalunha recorre à História, designadamente aos acontecimentos de 1640, para afirmar que "se as coisas tivessem sido ao contrário, hoje Portugal seria uma região espanhola e a Catalunha um estado independente". No século XVII, durante o reinado de Filipe III, Madrid foi confrontada com revoltas em Portugal e na Catalunha mas o Império, apoiado pela França, reprimiu as sublevações catalãs e da Biscaia. (...)
Referendo em 2014
O governante propõe um referendo para 2014 por três razões: a primeira porque em 2014 "assinalam-se os 300 anos sobre a data em que Catalunha perdeu a condição de Estado"; a segunda porque termina o investimento previsto pelo Estatuto de Autonomia da Catalunha, em matéria de infra-estruturas, por parte do executivo espanhol; e em terceiro lugar porque em 2014 acabam as ajudas do Fundo de Coesão Europeu. "O ano de 2014 não é a data para a soberania mas sim para a democracia", afirmou.(...)
Saramago, "O espanhol"
Saramago discorda da ideia
(...) O escritor português José Saramago rejeitou hoje que Espanha não encare Portugal como um Estado independente. "Discordo completamente. Tenho com Espanha uma relação que é conhecida e nunca me apercebi de qualquer irregularidade política ou estratégia de qualquer tipo, comercial ou financeiro, que indicasse que Espanha não reconhece a independência de Portugal", disse o Nobel da Literatura.(...)
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Independência da Catalunha
Líderes históricos da Catalunha favoráveis à Independência
No dia 11 de Setembro comemorou-se o dia da Comunidade da Catalunha (Diada Nacional de Catalunya). Pela primeira vez dois líderes históricos catalães e antigos presidentes do governo da Região (Generalitat) produziram discursos favoráveis à independência da Catalunha em relação ao Estado Espanhol. O socialista Pascoal Maragall defendeu que é chegada a hora do «Estado Catalão» afirmar-se como nação dentro de uma Europa diversificada, sublinhando que a Espanha tem de reconhecer que existem no seu seio 3 nações que querem ser Estados: o País Basco, a Catalunha e a Galiza.
O nacionalista conservador, Jordi-Pujol sublinhou que existe uma nação catalã, com uma realidade histórica e uma identidade própria. Na mesma altura, uma manifestação independentista reunia quatro mil pessoas em Barcelona.
Sempre que esta assunto é aflorado, a direita espanhola, em especial o PP do ex - primeiro-ministro Aznar, fica com os cabelos em pé. A ideia de cada povo escolher livremente o seu destino é-lhes completamente impossível de aceitar.
O nacionalista conservador, Jordi-Pujol sublinhou que existe uma nação catalã, com uma realidade histórica e uma identidade própria. Na mesma altura, uma manifestação independentista reunia quatro mil pessoas em Barcelona.
Sempre que esta assunto é aflorado, a direita espanhola, em especial o PP do ex - primeiro-ministro Aznar, fica com os cabelos em pé. A ideia de cada povo escolher livremente o seu destino é-lhes completamente impossível de aceitar.
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Independência da Catalunha
Nação catalã vota maciçamente pela Independência, 97,71%, em referendo não vinculativo
"Sim" à independência da Catalunha conquista 94,71% dos votos
Barcelona, Espanha, 13 Dez (Lusa) - A independência da Catalunha em relação a Espanha foi defendida pela quase totalidade dos eleitores (94,71 por cento) que hoje votaram em 166 municípios daquela região espanhol numa consulta não vinculativa, divulgou a Coordenadora Nacional.
Barcelona, Espanha, 13 Dez (Lusa) - A independência da Catalunha em relação a Espanha foi defendida pela quase totalidade dos eleitores (94,71 por cento) que hoje votaram em 166 municípios daquela região espanhol numa consulta não vinculativa, divulgou a Coordenadora Nacional.
Dados que, segundo a Coordenadora Nacional das consultas, realizadas hoje, justificam que o parlamento regional convoque um "referendo vinculativo" sobre o tema para 25 de Abril próximo.
Os resultados foram divulgados ao final da noite de hoje pela Coordenadora Nacional que confirmou terem participado cerca de 30 por cento dos 700 mil eleitores que podiam votar nos locais onde foi realizada a consulta.
Barcelona, Espanha, 13 Dez (Lusa) - A independência da Catalunha em relação a Espanha foi defendida pela quase totalidade dos eleitores (94,71 por cento) que hoje votaram em 166 municípios daquela região espanhol numa consulta não vinculativa, divulgou a Coordenadora Nacional.
Barcelona, Espanha, 13 Dez (Lusa) - A independência da Catalunha em relação a Espanha foi defendida pela quase totalidade dos eleitores (94,71 por cento) que hoje votaram em 166 municípios daquela região espanhol numa consulta não vinculativa, divulgou a Coordenadora Nacional.
Dados que, segundo a Coordenadora Nacional das consultas, realizadas hoje, justificam que o parlamento regional convoque um "referendo vinculativo" sobre o tema para 25 de Abril próximo.
Os resultados foram divulgados ao final da noite de hoje pela Coordenadora Nacional que confirmou terem participado cerca de 30 por cento dos 700 mil eleitores que podiam votar nos locais onde foi realizada a consulta.
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