quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sopram bons ventos do Bloco de Esquerda

Entre a via revolucionãria e a via democrática, há uma dialéctica que atravessa os partidos da Esquerda - um conflito idêntico manifesta-se à Direita, com contornos ideógicos contrários - desde o PCP ao BE, sem excluir em absoluto o Partido Socialista. A resolução do conflito no interior do BE, se for, provisoriamente - em sentido lato - resolvido a favor da via democrática e parlamentar, poderá resover o problema da governabilidade à esquerda. Aguardemos as próximas etapas.

Proposta para o aterro: Novo cais de 330 metros e 'abrigo' do turismo náutico

Cais, porto de recreio turístico zona de lazer, nova praça e três novas praias de calhau visam proteger litoral do Funchal

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Coelho no seu habitat natural

Está na altura de que todos percebam: começou a Longa Marcha!

General Norton de Matos, Humberto Delgado, Spínola, Mao, José Manuel Coelho: a revolução precisa de um guia. Se já o tem, adiante

Até agora, faltava uma figura carismática que desse rosto ao movimento caótico de descontentamento que se tem manifestado contra o Regime. As eleições presidenciais fizeram-nos um favor: o Povo escolheu, por sufrágio, universal, secreto e democrático, um rosto que é o rosto do nosso descontentamento. Se José Manuel Coelho, livre de partidos, escreve aos partidos, acho que, com toda a sinceridade - deles, dos partidos - eles devem responder.





sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma carta fora do baralho

Mesmo com muito poucos recursos é possível manter a liberdade da nossa palavra

Afinal José Manuel Coelho existe como politico. Ao contrário de muitos outros, foi a votos e está cotado na bolsa da política nacional. O seu valor é conhecido e ronda os 4.5%.

Acresce ainda ser uma criação regional, longe dos corredores da capital do Império, sem os favores da comunicação social ou das elites partidárias.
Quer isto dizer que os 4.5% não estão inflacionados pelos interesses dos mercados da política partidária, nem estão protegidos por forças ocultas como a Maçonaria, Opus Dei ou CIA.

Quer também isto dizer, que José Manuel Coelho fará dos seus votos o que bem entender. Entre ele e os seus eleitores não há meias verdades, palavras difíceis, falsas virtudes, passado escondido ou estratégias geniais para salvar o País.

Já apelidado como o "fenómeno do regime republicano", José Manuel Coelho sem bombos, gaiteiros, bandeiras, jantaradas, arruadas, santanettes coloridas ou gente importante à sua volta, dá com a sua campanha um bom exemplo a esta nação nobre mas sem dinheiro: mesmo com muito poucos recursos é possível manter a liberdade da nossa palavra, a independência do nosso pensamento e lutar por um bom resultado.

Como muitos, também eu fiquei sem entender bem o desenho ideológico ou a proximidade partidária do discurso e trajecto de José Manuel Coelho ao longo da campanha.

Mas entendi bem que a sua adrenalina se concentra contra a hipocrisia das palavras, a insinuação sem rosto, a corrupção dos protegidos pelo poder, o nevoeiro que esbate a responsabilidade, as injustiças da justiça dos tribunais, o autoritarismo arrogante dos pequenos tiranos que a democracia tolera.
É certo que só denunciar não basta, mas há quem tenha ficado na história porque um dia, teve a coragem de o fazer…… e muita coisa mudou no mundo!

Para o bem e para o mal, José Manuel Coelho ganhou um novo estatuto político e social após o resultado destas eleições. Que se cuidem as virgens ofendidas com as suas intervenções, os treinadores de bancada bem-falantes ou a comunicação social que o ignorou e até o mal tratou.
No concerto do actual regime, José Manuel Coelho é uma carta fora desse baralho. Poderá não ser o trunfo, o ás de copas ou a manilha que decide um jogo de cartas, mas também não é o Joker que muitos desenharam vestido de bobo!

E assim David venceu Golias no Funchal, Machico e Santa Cruz!
Pouco mais há a dizer das eleições para a Presidência da Republica. A tão falada ética republicana não evitou os golpes baixos, as insinuações ordinárias, as palavras rancorosas quando estalou o verniz.

Já estava escrito no livro da Republica, que tem apenas cem anos, que o Prof., Cavaco Silva, sua esposa Dr.ª Maria Cavaco, seus filhos e netinhos, iriam ganhar as eleições.

Como o meu Presidente será sempre um Português que saiba quantos cantos tem os Lusíadas e que sem receio do Cabo das Tormentas tenha a coragem e a sabedoria para ao leme, sorrindo, chamar-lhe Cabo da Boa Esperança ……… obviamente votei em D. João II.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O «petróleo» é do Povo!



Calma aí, quem descobiu «petróleo» foi o povo! A grandes questão que se coloca é esta: vamos nacionalizar, isto é, democratizar o petróleo, entregá-lo ao Povo ou vamos entregá-lo aos imperialistas que nada fizeram na pesquisa da mina?

Aqueles socialistas são mais doidos c'os gauleses e o Astérix juntos. O PND descobriu petróleo e o PS não quer



O PND está indignado e com razão, toda a razão. Numa altura em que o preço do petróleo dispara, o PND diz que descobriu petróleo e os doidos dos socialistas mandam a plataforma ao fundo. Como diria o Jô Soares, é caso para perguntar: «Não gosta de dinheiro?».

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PROGRAMA DO PND, claro e directo: Fim do Estado Social



Amigos, trabalhadores e camaradas, a Declaração de Princípios do PND não é fraca não, ao contrário de Pedro Passos Coelho com a sua revisão constitucional, é directa, frontal e brutal, bruta mesmo. FIM DO ESTADO SOCIAL é o seu objectivo.

Princípio de regresso do Estado Social ao Estado Arbitral, pelo afastamento decidido do modelo do Estado Social e do regresso ao Estado Arbitral.