domingo, 30 de janeiro de 2011

Cairo

Funchal

Há petróleo no Beato








Grande transferência na política: o autointitulado «Mourinho» está de saída para outro «clube»


... e está a envolver o «treinador» na manobra, que, por sua vez, ficará sem equipa para treinar na próxima época. Os dois estão apenas à espera de um pretexto para invocar alguma legitimidade na denúncia do «contrato». Anotem isto para mais tarde (vos) recordar.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O tesouro


Os dirigentes do PND acham que encontraram um tesouro e comportam-se como os três irmãos de Medranhos. Se querem saber como é que a história acaba, leiam Eça de Queirós.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

«O Senhor Coelho»



Afirmações extraídas de uma entrevista do líder do PND acerca do candidato à Presidência da República, e deputado à Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Coelho


“ambos abstiveram-se das decisões de expulsão do senhor Coelho e da suspensão do parlamento”

O senhor Coelho fez essas declarações numa manifestação 'a quente'”.

O senhor Coelho tem direito à sua opinião”


“ São votos do senhor José Manuel Coelho mas são também votos de uma equipa”

”Se ficarmos reféns do senhor José Manuel Coelho, ainda bem, porque estamos entregues a uma pessoa de bem”.

“O problema é que os senhores nem sabem o poder que o senhor José Manuel Coelho tem dentro do partido”.

“ Essa era a propaganda que era espalhada cá fora, de que o senhor José Manuel Coelho era uma espécie de autómato controlado à distância”

O senhor José Manuel Coelho já manifestou publicamente vontade de se candidatar a essas eleições [República]”

“ nós não vamos fazer o que outros têm feito com o PND e designadamente com o senhor Coelho

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Regime, em estado de choque, entrou em coma


Ja repararam que o regime faz de conta que não percebe o que se passou no domingo. Ninguém fala do resultado de Coelho, que, além de arrasar com a candidatura apoiado pelo PS, humillha o regime e o seu todo poderoso Cavaco na área metropolitana do Funchal e vence em três Concelhos, Funchal, Santa Cruz e Machico. A vitória de Cavaco nos outros 8 concelhos não evitou o seguinte: Cavaco obém 44% por cento dos votos e os outros candidatos um total de 56%. Mas uma vez ficou demonstrado que uma solução política pode sair vencedora na Madeira ganhando apenas em três Concelhos. Daí a pressa de Guilherme Silva em decretar, sem propósito nem razão aparente, que a Plataforma Democrática acabou.

Furacão Coelho arrasa tudo



Não vale a pena disfarçar. O candidato do PS foi estrondosamente derrotado. Mas todos são atingidos. O candidato do regime - apoiado pelo PSD e pelo CDS - nas últimas regionais estes dois partidos obtiveram 70 por cento somados - e a Oposição obtém 56% dos votos, não incluindo o CDS que, convém notar, é da Oposição. Retira-se aos 44 por cento de Cavaco os 5% do CDS, e então temos 39%. Se isto não é um terramoto, então o que é? Um furacão! E tendo em conta o carácter satírico da candidatura contra o regime, então sempre tinha razão quando colocava a etiqueta abaixo.

Eu sempre previ qual era o fim deste regime. Vejam a etiqueta deste post

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Francisco Lopes: o Voto na Democracia Social

Afinal, quem quer extinguir os partidos da Oposição? – Graves declarações de um candidato presidencial

José Manuel Coelho, candidato presidencial: o Bloco de Esquerda "vai desaparecer na Madeira".

1. Imaginemos que Cavaco dizia que os partidos de Esquerda, PS, BE e PCP, em consequência da sua eleição iriam desaparecer? Fascismo”!, diria a Esquerda e com razão. Ou que Alegre dizia que o PSD e o CDS, também como consequência da sua eleição, iriam desaparecer? Ditadura comuno-socialista!, diria a Direita, e com razão! Pois bem, um candidato presidencial afirmou, alto e bom som, que um Partido, no caso o BE-Madeira, iria desaparecer.
2. Todos sabemos a peculiaridade da candidatura de José Manuel Coelho. Há ali uma nebulosa que abrange um arco que vai do anarco-populismo gauchista, que rejeita qualquer tipo de poder organizado, até ao populismo mais radical de direita de natureza antidemocrática. Nenhum eleitor de JMC, com todo o respeito, lhe dá o voto para ser PR, antes pelo contrário, com a certeza de que não o será.
3. Num momento de grande desalento social e de graves dificuldades, o desespero de uma classe média e baixa atingidas, em cheio, pela crise é um viveiro potencial para desenvolver-se uma candidatura destas.
4. Tudo isto é verdade a nível nacional. Só que, se a nível nacional, por mais críticas que se faça, é pacífico que temos uma democracia segundo os cânones europeus, a nível regional todos os partidos de Oposição estão de acordo que não se atingiu os mínimos aceitáveis no quadro europeu. Ou seja, na prática, neste caso, esta candidatura está, objectivamente, ao serviço do regime na Região. (Ver parte final do ponto 6).
5. Ora, ao usar indiferentemente os termos “regime” a nível nacional e regional – que já ontem era usado, com intuitos claros pelo líder do PSD-M, com significado nacional – e ao tratar, por igual, Cavaco, Manuel Alegre, Sócrates e os corifeus do regime na Madeira, a candidatura populista de José Manuel Coelho está a branquear o que se passa na Madeira. Afinal, os epítetos lançados contra o regime na Região não são, dirão os observadores e o regime, por causa da sua natureza, sua, dele, regime regional, mas por causa da natureza da candidatura de JMC.
6. A questão que aqui se coloca é se, afinal, contra tudo o que têm dito publicamente, os corifeus do movimento desta candidatura querem uma alternativa a este regime na região ou se querem apenas ocupar o lugar dos outros partidos da Oposição mantendo o regime? Ou seja, se serão um obstáculo a uma alternativa ao regime, por via de uma arrogância que já se adivinha, o que, na prática, seria, objectivamente, servirem o regime. (Ver final do ponto 4).
7. Por outro lado, toda a gente sabe que esta candidatura de JMC tem sido apoiada formalmente por muitos elementos da candidatura derrotada no último Congresso do Partido – elementos que, formalmente, apoiam a candidatura oficial do Partido - e que (ver peça no Diário) se preparam para promover a agitação se o resultado da candidatura oficial não obtivesse os resultados expectáveis para o Partido. Ou seja, estes elementos apoiam, à socapa, e sem frontalidade, JMC e vão pedir os que formal e realmente apoiam o candidato do partido? Por que não têm a frontalidade de dar a cara por JMC? Por outro lado, é bom lembrar que estes elementos acusaram o líder do Partido de querer banir outros partidos do parlamento. Agora, nada dizem.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Krugman sobre a colocação da dívida portuguesa: mais uma vitória [pírrica] como esta e a perifeira europeia está perdida

Krugman e a vitória de Pirro do governo português: No blog que publica no New York Times, o Nobel da Economia questiona o sucesso da operação de venda da dívida portuguesa e parafraseia Pirro: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída"