domingo, 9 de janeiro de 2011
Desagregação acelerada do regime: luta de facções sem tréguas mesmo em plena enfermidade do Chefe do Governo
É este o signficado desta notícia. Depois da rebelião da facção Albuquerque, a facção Cunha e Silva contra-ataca.
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sucessão no PPD-Madeira
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Furacão BPN

Qualquer pessoa que tivesse equacionado os dados do problema saberia que o furacão a que se assiste - e que está a atingir a candidatura cuja honra do candidato é o capital mais importante - era previsível. Em 30 de Maio de 2009 equacionei os dados assim:
"Não havia, por isso, um preço de referência para as acções definido oficialmente."
Cavaco ganhou 147,5 mil euros com venda de acções da SLN
O BPN não estava cotado na Bolsa, pelo que a determinação do preço das acções não era feita pelas regras de mercado. Não havia, por isso, um preço de referência para as acções definido oficialmente.
Cavaco Silva comprou 105.378 acções da SLN em 2001, a um euro cada.
Não tinha qualquer cargo no grupo - e, terá sido convidado a participar no projecto por Oliveira Costa.
Como o grupo não estava cotado em Bolsa, o preço das acções não era feito pelas regras de mercado.
Em 2003, Cavaco vendeu as acções, nessa altura a 2,4 euros cada, tendo conseguido mais-valias de 147,5 mil euros.
Também a filha do actual PR fez uma operação semelhante, tendo obtido ganhos de 209,4 mil euros
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quinta-feira, janeiro 06, 2011
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Caso BPN atinge a campanha de Cavaco
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O Diário de Notícias chamou Cão a um assessor de um partido da Oposição

"Cães, jornalismo de sarjeta, filhos de uma grandessíssima pouca vergonha, piores que ratos de canos de esgoto"! - dizia.
- Oh rapariga, o que é que se passa?
- Já viste, chamarem cão a um assessor?
- Bem, e daí?
- E daí? Então tu achas isso bem?
- Olha, eu sou adjunto de um vice-presidente do parlamento, mas, a mim, se me chamassem cão, como franciscano que sou, sentir-me-ia mais próximo de S. Francisco, que chamava irmão ao próprio lobo.
- Mas já viste a raiva com que eles falam desse assessor?
- Olha, estás a chamá-los cães?
- E não são?
- Não lhes faria esse elogio sem os conhecer!
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quarta-feira, janeiro 05, 2011
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São Francisco de Assis
A Oposição interna está a aproveitar uma candidatura libertária para fazer movimentação facciosa no interior do partido
1. Não haverá fim deste Regime na Região sem uma alternativa consistente e não haverá alternativa consistente sem o PS.
2. Há quem, em aliança objectiva com o Regime, mesmo que sem esse intenção estratégica, a tentar fragilizar o PS. Com isso, está a impedir a construção de uma alternativa.
3. Esta notícia nada tem de novo. Já o tinha clarificado aqui e aqui.
4. A questão que se tem de colocar, em termos de equação é esta. Há elementos da Oposição interna que publicamente dão a cara por uma candidatura mas já dão mostras públicas de queter tirar proveito político de eventuais maus resultados dessa candidatura. A atitude é condenável, mas, colocados os dados da equação, uma vez que pretendem fazer uma leitura facciosa desses resultados o que se pergunta é, se efectivamente, estão a apoiar essa candidatura ou estão a apoiar outra candidatura de forma informal? Já o fizeram nas autárquicas. Há um conhecido elemento da oposição interna que se gaba ele mesmo de ser um dos responsáveis pela candidatura libertária.
5. E a candidatura libertária - vai deixar-se instrumentalizar por essa facção? Também é provável que esta atitudes destes elementos está a afastar potenciais votantes.
6. Quanto à questão facciosa, estes dados, se fosse para fazer esta leitura facciosa, serviria para responsabilizar esses elementos. Mas, é bom que se repare, até que ponto vão os princípios desta facção. São capazes de usar uma eleição presidencial para seu uso faccioso. Já o tentaram fazer com o projecto político sério e que abalou o regime da Plataforma Democrática.
7. As candidaturas presidenciais são acima dos partidos. Os cidadãos são livres de apoiar quem quiser. Respeito o candidato da voz da Liberdade, mas tenho grandes simpatias por outras candidaturas: a candidatura libertária que se quer afirmar contra o kitsch de qualquer poder, não obstante poder criar uma dinâmica que pode objectivamente servir o regime se não for estratégica e ficar refém dos que só querem corrgir o rumo deste regime, e tenho ainda simpatia pela candidatura utópica que representa, obviamente, uma utopia para toda a humanidade, não obstante depois os erros trágicos que foram cometidos. Também me identifica com a doutrina cristã não obstante os crimes da Inquisição.
8. Agora, o que eu repudio é a duplicidade dos que dizem publicamente apoiar uma candidatura e estão à sucapa em outra candidatura só para tomarem de assalto o poder no seu partido. Se eu decidisse apoiar uma candidatura, di-lo-ei publicamente. É sabido que nem sempre votei nos candidatos presidencia apoiados pelo PS: em 1976 e em 1980, e tive simpatias por outros candidatos, em 1986. Nestas, o caso repete-se. Agora, não cometo a hipocrisia de dar público apoio a um para arregimentar apoios para outros.
2. Há quem, em aliança objectiva com o Regime, mesmo que sem esse intenção estratégica, a tentar fragilizar o PS. Com isso, está a impedir a construção de uma alternativa.
3. Esta notícia nada tem de novo. Já o tinha clarificado aqui e aqui.
4. A questão que se tem de colocar, em termos de equação é esta. Há elementos da Oposição interna que publicamente dão a cara por uma candidatura mas já dão mostras públicas de queter tirar proveito político de eventuais maus resultados dessa candidatura. A atitude é condenável, mas, colocados os dados da equação, uma vez que pretendem fazer uma leitura facciosa desses resultados o que se pergunta é, se efectivamente, estão a apoiar essa candidatura ou estão a apoiar outra candidatura de forma informal? Já o fizeram nas autárquicas. Há um conhecido elemento da oposição interna que se gaba ele mesmo de ser um dos responsáveis pela candidatura libertária.
5. E a candidatura libertária - vai deixar-se instrumentalizar por essa facção? Também é provável que esta atitudes destes elementos está a afastar potenciais votantes.
6. Quanto à questão facciosa, estes dados, se fosse para fazer esta leitura facciosa, serviria para responsabilizar esses elementos. Mas, é bom que se repare, até que ponto vão os princípios desta facção. São capazes de usar uma eleição presidencial para seu uso faccioso. Já o tentaram fazer com o projecto político sério e que abalou o regime da Plataforma Democrática.
7. As candidaturas presidenciais são acima dos partidos. Os cidadãos são livres de apoiar quem quiser. Respeito o candidato da voz da Liberdade, mas tenho grandes simpatias por outras candidaturas: a candidatura libertária que se quer afirmar contra o kitsch de qualquer poder, não obstante poder criar uma dinâmica que pode objectivamente servir o regime se não for estratégica e ficar refém dos que só querem corrgir o rumo deste regime, e tenho ainda simpatia pela candidatura utópica que representa, obviamente, uma utopia para toda a humanidade, não obstante depois os erros trágicos que foram cometidos. Também me identifica com a doutrina cristã não obstante os crimes da Inquisição.
8. Agora, o que eu repudio é a duplicidade dos que dizem publicamente apoiar uma candidatura e estão à sucapa em outra candidatura só para tomarem de assalto o poder no seu partido. Se eu decidisse apoiar uma candidatura, di-lo-ei publicamente. É sabido que nem sempre votei nos candidatos presidencia apoiados pelo PS: em 1976 e em 1980, e tive simpatias por outros candidatos, em 1986. Nestas, o caso repete-se. Agora, não cometo a hipocrisia de dar público apoio a um para arregimentar apoios para outros.
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quarta-feira, janeiro 05, 2011
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Presidenciais 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O Réplica e Contra-Réplica não sabe artimética, não sabe lógica, ou sabe-a todo e soma parcelas de unidades de realidades diferentes?

Diz o Replica e contrareplíca: As candidaturas apoiadas por estes partidos tiveram na Madeira 46 402 votos nas Presidenciais de 2006.. Refere-se ao PS e BE.
Como é que o Réplica chega ao total de 46 402?
Soma três parcelas: as candidaturas cujos candidatos foram Manuel Alegre, Mário Soares e Francisco Louçã. Qual é o argumento para a soma desta unidades: "As candidaturas apoiadas por estes partidos tiveram na Madeira 46 402 votos nas Presidenciais de 2006".
Primeiro problema: isto só era possível se as candidaturas apoiadas por estes dois partidos (BE e PS) tivessem o mesmo candidato. Ora, dois desses candidatos não o são hoje, Mário Soares e Francisco Louçã;
Segundo problema: não se pode dizer "as candidaturas destes dois partidos" porque, no caso do PS, Alegre não era então apoiado pelo PS, logo os 2 não podem entrar na conta.
Terceiro problema: se o Réplica quer mesmo falar de candidaturas destes dois partidos tem de somar não Alegre com os outros dois candidatos, mas apenas Soares e Louçã, o que perfaz não 46.402 mas 25.801. Mas isso faz reemergir de novo o problema político: estes dois candidatos não encabeçam candidaturas.
Quarto problema: uma candidatura tem uma dinâmica própria que vai para além do candidato, mas depende deste e da sua relação com os eleitores. Não é crível que os eleitores dos dois candidatos, Soares e Louçã, transitem automaticamente para Alegre.
Quinto problema, noutro perspectiva: mantendo-se o candidato, como o homem, neste caso, o candidato é ele e a sua circunstância, desapreceram dois candidatos e a sua circunstância, política e pessoal, manteve-se um dos três candidatos, mas alterou-se a circunstância: Alegre é hoje candidato do PS, ao contrário de há cinco anos, e do Bloco mas, por isso mesmo, se alteraram as variáveis políticas.
Ou seja, o Réplica ou está confundido ou quis-nos confundir. Não fosse o caso da convicção do Réplica no apoio ao candidato Manuel Alegre, dir-se-ia que quer comparar este universo de votantes com o universo de 23 de Janeiro e daí tirar ilações políticas que nada têm a ver com as presidenciais. Se assim fosse, a formalidade do apoio ficaria denegada, e seria depois constada, quer por eventual futura leitura posta ao serviço de, por enquanto, recatadas intenções, quer por indícios deixados cair no presente, por uma cripto-intenção que, a verificar-se, não poderia deixar de contender com a autenticidade da convicção.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Sejamos claros: o movimento de Renovação com Continuidade lançado pelo Diário tem um objectivo: afastar Cunha e Silva do Governo

A Ala Cunha e Silva no Diário foi derrotada. Pronto. Agora a Ala Anti-Cunha e Silva vem lançar o movimento «Renovação com Continuidade do Chefe». Falam em nomes sonantes do passado para a Renovação com Continuidade. Mas Albquerque e Miguel de Sousa estão unidos num ponto: Cunha e Silva fora do Governo!
No reino do absurdo ou como o Diário aprendeu com a História

Como eu sempre denunciei, o Diário sempre apostou na mudança dentro do Regime. Domingo lançou a renovação do regime, com a continuação de AJJ. Ou seja, era como se o Regime do Estado Novo se renovasse com Salazar. Bem vistas as coisas, está certo: se a evolução na continuidade falhou com o Sucessor de Salazar, o Diário - e o Regime - acham que a evolução deste Regime se dará com a continuação do actual Chefe do Governo.
No reino do absurdo: Quem é que se deveria demitir se Manuel Alegre fosse eleito Presidente da República?
Digo, se não fosse eleito.
1. Jacinto Serrão, que é lider do PS-M?
2. Francisco Dias, autoridade máxima da campanha?
3. Vítor Freitas e Jaime Leandro, responsáveis por uma campanha que quase-foi?
4. Eu, idem?
5. Indivíduos anónimos facilmente identificáveis do «interior» que apoiaram uma amplo movimento no Funchal e em Santa Cruz contra as candidaturas autárquicas do PS, a que, em termos clássicos, e quando havia princípios, se chamavam traidores, e que ora se movimentam com o mesmo objectivo pérfido?
Nunca se saberá visto que o resultado da eleição presidencial obstará a que se saiba a resposta. E, por outro lado, estamos no reino do absurdo iniciado domingo pelo diário de notícias com a renovação e continuidade.
(Pedir a cabeça de Serrão, Eu, Vítor, Leandro ou Francisco com um hipotético desaire seria o mesmo que exigir, em caso de vitória, que o mérito da eleição do candidato não seria dele mas, excepto Eu, dos nomes citados. Mas há gente para tudo, até para embarcar.
1. Jacinto Serrão, que é lider do PS-M?
2. Francisco Dias, autoridade máxima da campanha?
3. Vítor Freitas e Jaime Leandro, responsáveis por uma campanha que quase-foi?
4. Eu, idem?
5. Indivíduos anónimos facilmente identificáveis do «interior» que apoiaram uma amplo movimento no Funchal e em Santa Cruz contra as candidaturas autárquicas do PS, a que, em termos clássicos, e quando havia princípios, se chamavam traidores, e que ora se movimentam com o mesmo objectivo pérfido?
Nunca se saberá visto que o resultado da eleição presidencial obstará a que se saiba a resposta. E, por outro lado, estamos no reino do absurdo iniciado domingo pelo diário de notícias com a renovação e continuidade.
(Pedir a cabeça de Serrão, Eu, Vítor, Leandro ou Francisco com um hipotético desaire seria o mesmo que exigir, em caso de vitória, que o mérito da eleição do candidato não seria dele mas, excepto Eu, dos nomes citados. Mas há gente para tudo, até para embarcar.
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segunda-feira, janeiro 03, 2011
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no reino do absurdo presidenciais
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Imagine se fosse Sócrates
Imagine que um homem próximo de José Sócrates estava envolvido na gestão criminosa de um banco e que isso custava cinco mil milhões ao Estado. Imagine que um outro homem ainda mais próximo de Sócrates (Armando Vara, por exemplo) também estava envolvido no caso. E que Sócrates, como primeiro-ministro, vinha a publicamente defender a sua permanência num cargo político.
Imagine que se suspeitava que o banco em causa, quase exclusivamente composto por pessoas do círculo político próximo de José Sócrates, tinha contribuído financeiramente para a sua campanha anterior. Imagine que Sócrates e familiares seus tinham comprado acções desse grupo financeiro e vendido a tempo.
Imagine que, sabendo-se tudo isto, Sócrates apoiava a nacionalização dos prejuízos deste banco. E imagine que essa nacionalização ajudaria a explicar a situação calamitosa do país.
Imagina o que se escreveria sobre o assunto? A quantidade de vezes que o primeiro-ministro teria de explicar as suas ligações ao banco? Os esclarecimentos que teria de dar? As declarações que teria de fazer ao País? Como tudo seria investigado até ao mais ínfimo pormenor? Como todos os documentos seriam vasculhados? Não foi assim nos casos da licenciatura, das casas projectadas, da Face Oculta, do Freeport, da TVI? E muito bem.
Não se percebe porque é que, num caso muitíssimo mais grave nas suas consequências para o país, parece dispensar-se qualquer tipo de vigilâcia democrática quando a pessoa que está em causa é, em vez do primeiro-ministro, o Presidente da República.
Daniel Oliveira
Imagine que se suspeitava que o banco em causa, quase exclusivamente composto por pessoas do círculo político próximo de José Sócrates, tinha contribuído financeiramente para a sua campanha anterior. Imagine que Sócrates e familiares seus tinham comprado acções desse grupo financeiro e vendido a tempo.
Imagine que, sabendo-se tudo isto, Sócrates apoiava a nacionalização dos prejuízos deste banco. E imagine que essa nacionalização ajudaria a explicar a situação calamitosa do país.
Imagina o que se escreveria sobre o assunto? A quantidade de vezes que o primeiro-ministro teria de explicar as suas ligações ao banco? Os esclarecimentos que teria de dar? As declarações que teria de fazer ao País? Como tudo seria investigado até ao mais ínfimo pormenor? Como todos os documentos seriam vasculhados? Não foi assim nos casos da licenciatura, das casas projectadas, da Face Oculta, do Freeport, da TVI? E muito bem.
Não se percebe porque é que, num caso muitíssimo mais grave nas suas consequências para o país, parece dispensar-se qualquer tipo de vigilâcia democrática quando a pessoa que está em causa é, em vez do primeiro-ministro, o Presidente da República.
Daniel Oliveira
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Guerra Civil na Madeira
Claro que, com o mesmo método "argumentativo", apareceriam vários manuais com cinco razões para agredir democratas-cristãos, social-democratas, comunistas, socialistas marxistas, socalistas revolucionários, socialistas reformistas, e, enfim, em vez de democracia, teríamos guerra civil, que é o que sempre houve, embora não declarada. Se calhar...
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terça-feira, dezembro 28, 2010
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