quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Professor Virgílio Pereira no Ensino

Eu conheci o Professor Virgílio Pereira quando era aluno na então Escola Industrial. Nunca fui aluno dele mas lembra-me de estar numa sala, que era também de passagem, chamada sala de estudo, com um quadro preto. Às vezes, o Professor Virgílio passava e os alunos estavam, por sua conta, a estudar e a fazer contas no quadro. Estava um no quadro, ele avançava, às vezes o aluno que estava no quadro ainda não o tinha visto, o Professor parava e punha-se a ver a resolução. Quando via que a resolução não estava a correr bem, dizia: - Olha lá, e se tu passasses este para ali e este para aqui, o que achas? - Ah, pois, sim, é mesmo! - O Professor seguia o seu caminho e os alunos, que, muitas vezes, nem eram alunos dele, lá ficavam com o problema resolvido.
Um dia encontrou um aluno no corredor e percebeu que ele tinha sido expulso da sala de aula. Levou o aluno à sala de aula, pediu para falar ao professor que o expulsara, em particular, no corredor, e disse-lhe mais ou menos isto: - Sabe, colega, eu não quero interferir no que o colega decidiu, mas sabe, são jovens, trabalham, sabe como é... - O colega professor aceitou o conselho do Professor Virgílio e o aluno foi readmitido na aula. Isto revela o carácter humanista do Professor Virgílio. O ensino era, no caso, nocturno. O professor, por acaso, era meu irmão, e contou-me.

Sabatina a três tempos ao deputado tardo-populista

1. Tempo constituicional: o princípio estruturante do Estado de Direito é o princípio da presunção da inocência. Condenar alguém antes de haver uma sentença transitada em julgado é um atentado ao Estado de Direito. Fica mal a um deputado violar o princípio da presunção da inocência.
2. Tempo legal ou legisltativo: o princípio da não acumulação de reformas públicas anunciado é, aliás, de acordo com a não retroactividade das leis, para o futuro. Por exemplo, o actual titular do cargo e um dos candidatos ao mesmo de Presidente da República não é atingido por esse propósito anunciado. Não sendo aplicado a nível nacional, não sou favorável que se abra, também neste caso, mais uma brecha no Estado de Direito, acrescentado às muitas que já há a nível regional. Fica mal a um deputado violar o princípio da não retroactividade da lei.
3. Tempo político: um acordo, entendimento, pacto e outras formas de cooperação entre forças políticas pressupõe não só o respeito pela sua identidade como a pontencialidade e potenciação política das diferenças. Submeter-se um partido aos princípios políticos de outro não só empobrece a cooperação baseada na diferença como reduz o espaço de intervenção da "entente". Fica mal a um deputado de esquerda ter uma linguagem e atitudes de populismo de direita, como fica mal a um deputado de direita usar uma linguagem gauchista. As diferenças ideológicas enriquecem, ao contrário do que defendem os neoliberais.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fernão Capelo Gaivota

Fernão Capelo Gaivota, aquele que só preocupa com o ser e, nessa busca, acaba por ultrapassar os que apenas se preocupam com o ter. Voar mais alto, voar melhor, voar na pefeição, que interessa o peixe? E, todavia, voando mais alto, mergulha mais fundo e apanha melhor peixe que os que desprezam a perfeição do voo e só se preocupam com o peixe. Fernão Capelo Gaivota, quisera ser!.

O «complexo de cerco» ou o amigo da onça

Um amigo pergunta a outro:
- Se visse uma onça o que é que você fazia?
- Corria para trás de uma árvore.
- E se mesmo assim a onça fosse no seu encalço?
- Subia na árvore.
- E se ele não saísse do pé da árvore?
- Hei cara, mas você é meu amigo ou é amigo da onça!

No PS-M há um complexo de certo há muito: o que é que acontece se o PSD aplica as medidas de austeridade? Trama-se o PS! E o que é que acontece se não aplica? Tramas-se o PS.
Mas a questão essencial não é com o PS-M. É com o PSD-M, ele é que é governo, é que tem de decidir. Só isso. Isto é, se o PSD não se agachar a Lisboa.

Carlos César admite criação do cargo de Presidente da Região

O presidente do Governo Regional dos Açores admitiu esta quarta-feira a possibilidade de ser criado o cargo de Presidente da Região, no quadro da revisão constitucional, desde que exista um consenso sobre a matéria entre os principais partidos.

“Admito essa possibilidade. Se a criação desse novo cargo ajudar a formação de um consenso entre os principais partidos, o PS cá está para ajudar nesse consenso e permitir uma solução com coerência técnica”, afirmou Carlos César, que é também líder do PS/Açores.

A possibilidade de ser criado o novo cargo apenas se coloca caso a próxima revisão constitucional extinga o actual cargo de Representante da República.

Para Carlos César, a criação de um novo cargo para absorver as competências do Representante da República apenas pode acontecer se existir um “consenso” entre o PS e o PSD, frisando, no entanto, que o mais importante é garantir que a revisão constitucional “não resulte no reforço de um aprisionamento por parte de instituições da área da soberania em relação ao livre exercício da autonomia regional”.

O presidente do executivo açoriano considerou “fundamental” um entendimento entre socialistas e social-democratas na região sobre “aquilo em que parece possível” existir um acordo.

“Acho que é possível haver entendimento entre os partidos referenciais da autonomia (PS e PSD), mas também dos outros partidos, à volta da evolução dessa figura tutelar, que é um pouco estranha e espúria à construção autonómica”, afirmou.

Nesse sentido, considerou que “há condições para uma evolução natural em que as competências agora a cargo do Representante da República sejam distribuídas, sem perda da coerência da arquitectura do Estado, por outras instituições ou titulares dentro do quadro institucional autonómico.

Argumentos do Purgatório

Nem quente nem frio. A questão se coloca é esta e bem esta:
1. O Governo Regional do PSD reconhece ou não que a situação regional exige medidas de austeridade?
2. O GR tem ou não coragem para assumir que tem de aplicá-las, ou vai abrigar-se no guarda-chuva do Governo da República?
Estas são as questões.

José Manuel quis ser estrela da política nacional e não logrou. Arrisca-se a ser um cometa da política madeirense, está sempre de passagem!

Em que mundo é que JMR vive? No Mundo do OZ!

No dia em que o Diário anuncia Serrão não quer corte na Lei de Meios, José Manuel Rodrigues vem acusar, no mesmo jornal, de silêncio o PS-Madeira. Claro que o Mundo do Oz para JMR é Lisboa. Acho até que JMR já não sabe quanto custa uma bica no Apolo - mas depressa na Pastelaria Suiça, no Rossio.

Saudação especial aos deputados Vítor Freitas, PS, Edgar Silva, PCP, e Lino Abreu, CDS...

... que usam retomam os seus lugares no parlamento regional.

O CDS é o típico caso de um partido a funcionar com um piloto Automático.



O CDS-Madeira está claramente sem líder efectivo. José Manuel vem à Madeira aos fins-de-semana, deita uns pingos de óleo nos mecanismos da máquina emperrada de um partido que quase só funciona ligado à comunicação social e ala que se faz tarde para o parlamento de Lisboa. Durante a semana, alguém fica encarregado do gota-a-gota. Não fossem os comentários de Roberto Rodrigues, e o CDS estava praticamente ausente do debate. Nota-se claramente um alheamento das questões da Madeira, um discurso que parece o de um extra-terrestre desembarcado no planeta, situado aquém das novas realidades políticas regionais. É deveras confrangedor ver o estado a que chegou o CDS-Madeira.

José Sócrates inaugurou uma Igreja em nome da laicidade

"Quis vir aqui no 5 de Outubro para assinalar aquilo que é um princípio estruturante do nosso Estado republicano, o princípio da laicidade e para afirmar que este não é anti-religioso."

Segundo o primeiro-ministro, a laicidade do Estado é precisamente o "garante da liberdade religiosa, de todos os cultos e todas as confissões". "O Estado republicano trata todas as confissões por igual".

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Governo Socialista dos Açores admite não aplicar automaticamente medidas do Governo Socialista de Lisboa


Então, agora, como em que ficamos? Para os que diziam que o PS-Madeira não estava a fazer o que devia ser feito, cá vai a notícia: Governo Socialista dos Açores admite que "algumas das medidas [do Governo Socialista de Lisboa] podem não ter aplicação automática no arquipélago".

O Governo Regional dos Açores quebrou o silêncio sobre as medidas de austeridade, anunciadas Quarta-feira pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates.



A informação disponibilizada encontra-se no sítio do Governo na Internet, www.azores.gov.pt , sendo necessário clicar em "Notícias".

Na Nota em referência, o Governo "garante que não prescindirá da defesa dos interesses da Região, face às medidas de austeridade".

É entendimento do vice-presidente do Executivo, Sérgio Ávila, que "algumas das medidas podem não ter aplicação automática no arquipélago", mas, também, não especifica quais.

Segundo ainda Sérgio Ávila, o Governo "está atento à anunciada diminuição das transferências financeiras do Estado e, sobretudo, para o caso de acontecerem à margem ou contra o estabelecido da Lei das Finanças para as Regiões Autónomas".

"É com particular atenção" - prossegue a Nota - "que o Governo acompanha, também, a possibilidade da redução das indemnizações compensatórias do Estado às empresas que fazem o transporte aéreo entre os Açores e o Continente".

José Manuel Rodrigues, deputado do parlamento de Lisboa, ignora os funcionários públicos e professores madeirenses


ESTRANHO SILÊNCIO: José Manuel Rodrigues, deputado do parlamento de Lisboa, de passagem pela Madeira, não disse nem uma palavra sobre os cortes nos salários dos funcionários públicos e dos professores madeirenses. Embora não seja membro do parlamento madeirense, JMR devia dizer se é a favor dos cortes dos salários que ...o Governo do PSD se prepara para aplicar na Madeira, metendo a Autonomia na gaveta.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA: a grande mentira dos neoliberais portugueses

(A posição de Portugal alterou-se e passou a ser o 2º. à frente da Espanha, com menor percentagem no peso em relação à população activa, desde 2005)

Suécia - 33,3%
Dinamarca - 30,4%
Bélgica - 28,8%
Reino Unido - 27,4%
Finlândia - 26,4%
Holanda - 25,9%
França - 24,6%
Alemanha - 24%
Hungria - 22%
Eslováquia - 21,4%
Áustria - 20,9%
Grécia - 20,6%
Irlanda - 20,6%
Polónia - 19,8%
Itália - 19,2%
República Checa - 19,2%
PORTUGAL - 17,9%
Espanha - 17,2%
Luxemburgo - 16%

(Fonte EUROSTAT)

Basta-Que-Sim já encheu o Maracanã