terça-feira, 5 de outubro de 2010

Governo Socialista dos Açores admite não aplicar automaticamente medidas do Governo Socialista de Lisboa


Então, agora, como em que ficamos? Para os que diziam que o PS-Madeira não estava a fazer o que devia ser feito, cá vai a notícia: Governo Socialista dos Açores admite que "algumas das medidas [do Governo Socialista de Lisboa] podem não ter aplicação automática no arquipélago".

O Governo Regional dos Açores quebrou o silêncio sobre as medidas de austeridade, anunciadas Quarta-feira pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates.



A informação disponibilizada encontra-se no sítio do Governo na Internet, www.azores.gov.pt , sendo necessário clicar em "Notícias".

Na Nota em referência, o Governo "garante que não prescindirá da defesa dos interesses da Região, face às medidas de austeridade".

É entendimento do vice-presidente do Executivo, Sérgio Ávila, que "algumas das medidas podem não ter aplicação automática no arquipélago", mas, também, não especifica quais.

Segundo ainda Sérgio Ávila, o Governo "está atento à anunciada diminuição das transferências financeiras do Estado e, sobretudo, para o caso de acontecerem à margem ou contra o estabelecido da Lei das Finanças para as Regiões Autónomas".

"É com particular atenção" - prossegue a Nota - "que o Governo acompanha, também, a possibilidade da redução das indemnizações compensatórias do Estado às empresas que fazem o transporte aéreo entre os Açores e o Continente".

José Manuel Rodrigues, deputado do parlamento de Lisboa, ignora os funcionários públicos e professores madeirenses


ESTRANHO SILÊNCIO: José Manuel Rodrigues, deputado do parlamento de Lisboa, de passagem pela Madeira, não disse nem uma palavra sobre os cortes nos salários dos funcionários públicos e dos professores madeirenses. Embora não seja membro do parlamento madeirense, JMR devia dizer se é a favor dos cortes dos salários que ...o Governo do PSD se prepara para aplicar na Madeira, metendo a Autonomia na gaveta.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA: a grande mentira dos neoliberais portugueses

(A posição de Portugal alterou-se e passou a ser o 2º. à frente da Espanha, com menor percentagem no peso em relação à população activa, desde 2005)

Suécia - 33,3%
Dinamarca - 30,4%
Bélgica - 28,8%
Reino Unido - 27,4%
Finlândia - 26,4%
Holanda - 25,9%
França - 24,6%
Alemanha - 24%
Hungria - 22%
Eslováquia - 21,4%
Áustria - 20,9%
Grécia - 20,6%
Irlanda - 20,6%
Polónia - 19,8%
Itália - 19,2%
República Checa - 19,2%
PORTUGAL - 17,9%
Espanha - 17,2%
Luxemburgo - 16%

(Fonte EUROSTAT)

Basta-Que-Sim já encheu o Maracanã

domingo, 3 de outubro de 2010

Argumentos do diabo: se o PSD acha que as medidas de austeridade devem ser aplicadas na Madeira, diga

O que o PSD não pode é, por falta de coragem política, criticar as medidas, a aplicá-las. O PS, apresentou estes dois argumentos do Diabo:

o PSD e o Governo estão colocados perante uma encruzilhada: ou aplicam as medidas gravosas e assumem na íntegra a responsabilidade decorrente da sua execução; ou demarcam-se delas, exercendo as suas competências autonómicas, e escolhem o seu próprio caminho. “O que o PSD-Madeira não pode é aplicá-las e não querer assumir a sua responsabilidade. Seria um acto de covardia política eticamente condenável”, considera o líder do PS-Madeira.

Aqui está. O PSD decide.

A questão é simples:
1) O PSD Madeira tem competências para não aplicá-las.
2) Compete-lhe decidir.

É justo que o PSD as aplique e seja o PS-Madeira, que não é governo, a pagar o ónus político? Na República, o Governo do PS aplica, o PS paga os custos políticos; na Madeira, o PSD aplica, o PS-Madeira é que tem de pagar os custos políticos.
Tem sido assim no passado e, pelos vistos, há quem concorde com isto. Eu não concordo.

Charada: se o Diário é pró-uma facção do regime e ataca AJJ quem é que no PSD é conivente com isto e trai AJJ?

Afinal a autonomia é apenas uma vuvuzela que serve para apitar ao Terreiro do Paço ou é para defender os madeirenses?

E vão 3: PCP (Novembro 2009), BE e PS desafiam o PSD-Madeira a usar a Autonomia no bom sentido, isto é, para defender os madeirenses

Em Novembro de 2009, invocou competências constituicionais para propor o aumento do subsídio de insularidade, o BE vem pedir ao Governo do PSD que use as Autonomia para não fazer os madeirenses sofrer as medidas de austeridade do GRepública, o PS "desafia o Governo Regional a esclarecer se vai, ou não, baixar os salários dos funcionários públicos na Madeira.
O líder do PS lembrou, esta tarde, em São Vicente, que o Executivo madeirense pode recorrer à Autonomia para não aplicar na íntegra as medidas de austeridade".
Como é que é? Para que serve a Autonomia, para fazer barulho? Não, muito obrigado!

PS-M não quer medidas do PS nacional aplicadas na Madeira

A firmeza e a determinação que tanto irrita o Diário/Ricardo (lê-se Diário barra Ricardo)Jacinto Serrão desafia o Governo Regional a esclarecer se vai, ou não, baixar os salários dos funcionários públicos na Madeira.
O líder do PS lembrou, esta tarde, em São Vicente, que o Executivo madeirense pode recorrer à Autonomia para não aplicar na íntegra as medidas de austeridade

Bloco de Esquerda: "Autonomia deve servir para travar 'dupla austeridade' na Madeira"


.O BE-M apela ao Executivo regional para que use a Autonomia como forma de impedir que os madeirenses sejam duplamente penalizados pelas medidas nacionais de austeridade.

sábado, 2 de outubro de 2010

O c'acontecia s'houvesse uma Convergência Democrática em Acção contra o Regime? Este caía, havia Democracia plena na Madeira,pela 1ª vez, desde 1926

2004: o que é que aconteceu quando toda a Oposição combateu o PSD? O PS avançou sobre o campo do PSD e toda a Oposição subiu!

2007: O que é que aconteceu quando toda a Oposição se virou contra o PS e deixou livre o PSD? Toda a Oposição desceu e o PSD subiu

O Diário e o Regime

O Diário e o Regime estão em Guerra ou trata-se apenas de uma zona de conflito no interior do regime?
Vejamos dois exemplos para responder a esta questão.
1. Surgiu a Convergência Democrática. É óbvio que, independentemente do seu sucesso, é um processo democrático que tem em si potencialidades políticas para abanar o regime. Que fez o Diário? Ignorou, desvalorizou, satirizou, jamais debateu ou promoveu o debate. Até os seus editorialistas mais prestigiados e revoltados fizeram de conta que não havia nada de novo.
2. Impostos e salários, medidas de austeridade: alguns líderes da Oposição já demonstraram que o governo regional tem competências constitucionais para não aplicar na íntegra as medidas de austeridade na Madeira. O que faz o Diário? Ignora, esconde, confunde. E faz uma primeira página ontem que é um serviço ao regime. Já o que é dito sobre as responsabilidades do Governo do PSD nesta matéria é abafado ou omitido.
Em conclusão: não há uma guerra entre o Diário e o Regime, nem tinha de haver. O que há é uma zona de conflito dentro de regime entre o Diário e a liderança do PSD, provavelmente com colaboração e ao serviço de uma das facções que disputa a sucessão no interior do PSD.
Se a Oposição ainda não percebeu isto, pior para ela!

Os partidos da Oposição na Madeira têm liderança política efectiva ou também funcionam com piloto automático?


Versão completa

Se alguns partidos da Oposição querem crescer à custa do PS-M fazem mal, quer do ponto vista político, quer do ponto de vista aritmético e pragmático. Do ponto de vista político, o crescimento dos partidos da oposição à custa uns dos outros não altera a força relativa do conjunto da Oposição em relação ao poder e deixa o PSD imune. A não ser que a questão seja apenas ter mais um lugar no parlamento ou noutro órgão autárquico. Qual o interesse político de o PS ter mais um lugar à custa do PCP, do CDS, do BE, do PND, mesmo do MPT, se o PSD ficar com o mesmo número de assentos parlamentares? Isto do ponto de vista político. Já do ponto de vista aritmético, o espaço do PS-M é já muito reduzido para fazer crescer os outros. Já o PSD, tem 60% de espaço que dá para todos! Do ponto de vista democrático, a democracia fica mais fraca, a força da oposição mais frágil, o PSD ainda mais arrogante e prepotente. As maiorias absolutas tendem a ser absolutistas, as maiorias absolutas prolongadas, a ser autocráticas e autistas.
Não há partidos regionais, por imposição da Constituição, o que devia ser alterado. Mas os estatutos dos partidos nacionais criaram estruturas autónomas para as suas federações na Madeira e nos Açores. Na verdade, se do ponto de vista legal e constitucional, não há partidos regionais, do ponto de vista político, os partidos funcionam na Madeira e Açores como entidades autónomas, com estratégia política adequada às circunstâncias. Seria absurdo que, nas regiões autónomas, os partidos funcionassem como meras delegações distritais das direcções nacionais.
Sendo assim, não se compreende que alguns partidos da Oposição tenham tido, no passado estratégias políticas na Madeira e nos Açores como se as regiões insulares ainda fossem distritos, como no regime fascista, e não regiões autónomas. Ou seja: que responsabilidade política têm os governos regionais em momentos como aquele que estamos atravessando?
É que das duas uma: 1) ou os órgãos de governo próprio se comportam como instituições constitucionais de regiões autónomas ou então basta um representante da república a funcionar como um político automático que aplica o que o governo central todo poderoso determina; 2) ou os partidos da oposição regional funcionam como entidades políticas de acordo com os seus próprios estatutos internos, que criaram estruturas com autonomia estatutária na Madeira e nos Açores ou então é melhor que volvam ou virem estruturas distritais sem autonomia estatutária, sem autonomia política, sem autonomia estratégica.
Claro que isto é escrito sob o pano de fundo das medidas de austeridade do governo socialista da república. Ninguém questiona, era o que faltava, o direito de os partidos da Oposição, não apenas no País, mas também na Madeira, tomarem posição perante estas medidas. Agora o tomar posição perante elas não pode implicar a desresponsabilização política dos governos regionais nos casos em que eles tenham e têm mecanismos e poderes constitucionais para não as aplicar na Madeira. E foi exactamente isso que disse o líder do PS-M. E, aliás, é bom lembrar, o próprio líder do PCP-Madeira, muito antes do líder do PS, o disse a propósito do Subsídio de Insularidade como mecanismo de correcção das nossas condições de ultraperiferia. Eu, que não poucas vezes critiquei o PCP, tenho de reconhecer aqui a coerência dos comunistas.
Portanto a situação é muito clara: além do PS e do PCP, ou os outros partidos da Oposição acham que o PSD e o seu Governo Regional aplica automaticamente as medidas, estas ou outras, na Região ou não acham. Note-se que o governo dos Açores, no passado, não o fez. Veja-se o caso do congelamento da carreira com os vencimentos correspondentes. Note-se: mesmo que o faça agora, é uma opção política, não é uma inevitabilidade inconstitucional.
Se os partidos da oposição acham que o governo regional do PSD é um mero executante das políticas dos governos da república, então devem, em coerência, abdicar quer da autonomia constitucional das regiões autónomas, quer da autonomia estatutária interna de que gozam as suas representações na Madeira e nos Açores. Para funcionarem com meros pilotos automáticos, fica mais barato fecharem os parlamentos regionais, deixar de haver governos autónomos, acabar com secretários regionais, deputados regionais, assessores e adjuntos regionais (…), directores regionais, um frota automóvel caríssima, fica tudo mais barato. Basta Sua Excelência o Representante da República!
É de esperar que a Oposição e os partidos que a compõem tenham efectivas lideranças políticas. Para piloto automático já basta o Governo Regional do PSD.