terça-feira, 27 de abril de 2010

Colegas do nosso tempo

Já lhe aconteceu, ao olhar para pessoas da sua idade, seus companheiros de juventude, pensar: não posso estar assim tão velho(a)?!!!
Veja o que me contou um amigo:
- Estava sentado na sala de espera para a minha primeira consulta com uma nova dentista, quando observei que o seu diploma estava exposto na parede.
Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei-me de uma morena bonita, que tinha esse mesmo nome.
Era da minha turma do Liceu, uns 30 anos atrás, e eu perguntei-me: poderia ser a mesma rapariga por quem eu me tinha apaixonado à época?

Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Essa senhora de cabelo grisalho, gorda, com um rosto marcado e profundamente enrugado... era demasiadamente velha para ter sido a minha paixão secreta.
Depois de ela ter examinado o meu dente, perguntei-lhe se ela tinha estudado na Francisco Franco
- Sim, respondeu-me.
- Quando é que se formou? - perguntei.
- 1983. Por que é que pergunta? - respondeu.
- É que... bem... a senhora era da minha turma! - exclamei eu.
E então, essa velha horrível, cretina, grisalha, protuberante, de peles flácidas, rai’s à parta, lazarenta perguntou-me:
- O Sr. era professor de quê?
(texto recebido e adaptado)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A explicação, aliás (da não ordenação no feminino) não está nos livros mas num gesto do próprio JC: por que apareceu ele primeiro à mulheres?

Após a saída do sepulcro: para que a notícia se espalhasse mais depressa. Com esse gesto, ficava a mensagem, ou sms, se quiserem: eles devem ouvir, elas devem divulgar. Viu? Simples!
P.S.
Uma coisa é certa, isso está ultrapassado: houvesse mulheres sacerdotisas e certos crimes teriam sido descobertos mais cedo!

Ordenação de mulheres não é questão teológica mas sociológica: enquanto houver confissão, não pode ser! Experimente confessar-se a uma mulher...



... era o mesmo falar pa/ CNN!

Fim do Mundo também em 2014 - para quem, eventualmente, escape em 2012



Se perder o combóio do fim em 2012, não se desiluda, tem uma nova oportunidade já dois anos depois (a propósito, você já perdeu duas oportunidades: em 2000, e em 2009, e se perder 2012 só terá nova chance em 2060).Segundo a agência britânica que monitora asteróides, existe uma possibilidade que no ano de 2014 um asteróide atinja o planeta Terra , segundo os cientistas a data exata será dia 21 de março de 2014.

Existe um grande asteróide se aproximando de forma bem rápida e irá colidir com o planeta Terra em 2014, o que vamos fazer?

O asteroide tem pouco mais de um quilômetro de diâmetro, a chance de atingir a Terra é de uma em 250 mil, O asteroide tem o nome de 2003 QQ47, ele consiste em pedaços de pedra que restaram após a formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos. Sendo assim, o mundo pode acabar em 2014 , se o mundo acabar, o que vamos fazer?

Calendário Maia: Fim do Mundo em 2012 (já depois das legislativas regionais de 2011, cerca de um ano)



Basicamente a ideia é que os Maias, que tinham um calendário mais preciso, mais complexo e muito mais holístico que o nosso, previram vários acontecimentos que entretanto se passaram, como a chegada do homem branco - Hernan Cortez - a 8 de Novembro de 1519. Este calendário Maia prevê que algo de muito grave se passará no solestício de Inverno, 21 de Dezembro, de 2012. Tão grave será o acontecimento, que o mundo tal como o conhecemos desaparecerá. Isto não quer dizer que o mundo acabará, quer simplesmente dizer que um grande acontecimento transformará o mundo.

Ora, sabe-se actualmente que nesta data durante o solestício a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da nossa galáxia, Via Láctea. Sabe-se que no centro da Galáxia existe um buraco negro supermassivo. Baseados em Einstein e em alguma informação astronómica, há quem diga que o alinhamento com este buraco negro supermassivo levará a uma mudança do campo magnético terrestre, que acontece periodicamente. Isto levará a tsunamis, vulcões, terramotos, etc.

Rosa Luxemburgo


Rosa Luxemburgo, em polaco Róża Luksemburg (Zamość, 5 de março de 1871 — Berlim, 15 de janeiro de 1919), foi uma filósofa e economista marxista e militante revolucionária polaca-alemã ligada à Social-Democracia do Reino da Polônia e Lituânia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD). Participou da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD).

Em 1914, após o SPD apoiar a participação alemã na Primeira Guerra Mundial, Luxemburgo fundou, ao lado de Karl Liebknecht, a Liga Espartaquista. Em 1 de janeiro de 1919 a Liga transformou-se no KPD. Em novembro de 1918, durante a Revolução Espartaquista, ela fundou o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha), para dar suporte aos ideais da Liga.

Luxemburgo considerou o levante espartaquista de janeiro de 1919 em Berlim como um grande erro[1]. Entretanto, ela apoiou a insurreição que Liebknecht ordenou sem seu conhecimento. Quando a revolta foi esmagada pelas Freikorps, milícias de direita composta por veteranos da Primeira Guerra que defendiam a República de Weimar no conflito, Luxemburgo, Liebknecht e centenas de seus adeptos foram presos, espancados e assassinados sem direito a julgamento. Desde suas mortes, Luxemburgo e Liebknecht atingiram o status de mártires tanto para marxistas quanto para social-democratas.

26 de Abril Sempre! Viva o 26 de Abril!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

HAJA FENO PARA OS PROSÁPIOS



No Curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta:
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! - responde o aluno.
- Quatro? - replica o professor, arrogante, daqueles que têm prazer em gozar com
os erros dos alunos. - Traga um molho de feno, pois temos um asno na
sala - ordena o professor ao seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho!- replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o 'Barão de Itararé'.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso
mestre:
- O senhor perguntou-me quantos rins 'nós temos'. 'Nós' temos
quatro: dois meus e dois seus. Tenha um bom apetite e delicie-se com o
feno.
A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento!

(recebido por email)

O CDS é simplório ou faz-se ou é mais uma proposta do PS com nova roupagem? Rever o regimento e deixar tudo a discrição do PPD ou rever o Estatuto?


Depois de o Diário ter anunciado a 2 de Abril corrente "PS-M desafia Jardim para debate urgente: Socialistas querem debater o 'Estado da Região' no parlamento regional" o CDS de "o mesmo mas com nova roupagem que é pa/ disfarçar" vem agora propor (e o diáro deu grande destaque a este remake do CDS, tal como já eu previra aqui) o CDS o mesmo mas, gato escondido com o rabo de fora, com revisão do estatuto. Deixemos de lado a falta de vergonha ou então o lado pacóvio do CDS julgando que ninguém dá pela marosca. O CDS é democrata-cristã e é natural e respeitável que acredite no Menino Jesus, agora, que acredite em fadas, em duentes, no pai natal é lá com ele: então o CDS acha que a revisão do regimento é garantia nesta terra para tolher o PSD dentro das regras democráticas, como se o PSD não revisse o regimento todas as vezes, todos os anos, todos os meses, todas as semanas e a todas horas que lhe der jeito. É óbvio que estas garantias só podem ser consagradas em sede de Estatuto e mesmo da Lei Fundamental do País.

Moção Global ao Congresso de 2012: um "cluster" do Mar para uma economia sustentável


Tendo em conta a ZEE da Região Autónoma da Madeira, impõe a plano estratégica para a criação de um cluster ligado à fileira do Mar e os sectores relacionados:

- investigação científica (I&D)
- engenharia naval, eventualmente
- ciências náuticas
- transportes marítimos
- pesca e piscicultura
- desportos náuticos
- construção naval e reparação naval de pequena dimensão
- portos
- turismo
- indústria extractiva
- produtos químico-farmacêuticos
- energia eólica, solar e das ondas off-shore (menos impacto sobre o paisagem)
- produção de hidrogénio

O PS E A MADEIRA, UMA RELAÇÃO DE CONFIANÇA NOS MOMENTOS CERTOS

MMV acusa os primeiros-ministros socialistas despesistas por nos terem ajudado. Dinheiro que vem p'rá Madeira é dinheiro deitado ao mar,será?


veja esta acusação de má administração dos dineiros públicos por parte dos governos do PSD-Madeira aqui.

domingo, 18 de abril de 2010

RTP-MADEIRA: o bastaqsim, blogo anti-faccioso, não se envolve na luta pelo poder entre as diferentes facções que querem mandar na televisão

TV de cá: Agora a sério, um conselho de acompanhamento, epá!, coisa fina, de nível europeu, sempre quero ver se a oposição tem alguma coisa a dizer!

Ele está pra chegar

Dedicada à chegada hoje do Salvador da Madeira, o vídeo.

Tachos para os aparatchiks laranjas da blogosfera


Diz o diário que "Nomeações de Lisboa esquecem 'boys' do PS-M
PSD dominam os cargos de topo, mesmo quando muda cor política na república"
e diz mais, diz que ainda há aí uns lugarzinhos, uns tachinhos vazios. Ora, então, ainda há para aí uns boys, isto é, uns aparatchiks laranjas para os ocupar. É fartar, vilanagem!

O Basta Quem Sim aconselha a RTP-M a nomear um Conselho de Opinião com as Bilhardeiras da TSF: inteligentes, versáteis, pluralistas e com humor.


Isso sim, era dinheiro bem aplicado!

O Basta QSim nada tem a dizer sobre o Conselho ou Comissão de Companhia da RTP-M,não nos interessa.Tud'o que venha da tilhvisão de cá,mudança de canal

Sinceramente, não percebo como é que ainda há quem perca tempo com a RTP-Madeira - aqui, no bastaqsim, não vemos filmes, não vemos notícias, não vemos programas de opinião isentos, até porque não há, não temos a mínima ideia como é que aquilo é gerido, vimos um título qualquer no diário e não lemos a notícia, se houver directos nacionais, vemos no canal 1, achamos que a RTP-Madeira um desperdício, mais conselho menos conselho, mais membro menos membro, tudo o que a tilhvisão de cá decidir está decidido, está tudo bem, quero lá saber, mas, já agora, tenho uma tia com setenta e tal anos que bem podia integrar esses conselhos de aconselhamento para aconselhar os conselhos de administração e os conselhos de opinião daquela casa, a mulher fala pelos cotovelos, o nome dela é Teresa!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sócrates na Madeira em Campanha em 14 de Outubro de 2004

Sócrates contra actos indignos
Líder nacional condenou a mistura das inaugurações oficiais com a campanha partidária


José Sócrates acusou, ontem, o primeiro-ministro de se ter associado aos «actos indignos» do Governo Regional, ao misturar a campanha partidária com as inaugurações oficiais. O líder nacional do PS veio dar uma mãozinha à estrutura regional no comício de São Martinho e optou por censurar a presença de Santana Lopes na inauguração do Centro de Combustíveis do Caniçal. «Veio participar na inauguração de uma obra que só entra em funcionamento em 2005. São actos indignos de uma Democracia. Façam campanha como nós fazemos, não se disfarcem de governantes para dar uma ajuda», apontou Sócrates. D No entender do mesmo dirigente, a Madeira precisa de «uma reviravolta e de uma nova política», pois «só com mais força ao PS é que este Governo pode ser mais vigiado e ser obrigado a governar melhor a ilha da Madeira». D «Toda a gente sabe que quando um governo tem poder a mais, abusa desse poder», acrescentou o dirigente nacional. Sócrates verifica ainda que o PS-Madeira «fez o trabalho de casa» e soube se renovar e apresenta-se hoje unido e no máximo da sua força, pelo que pediu aos madeirenses «um sinal claro de mudança» nas eleições de domingo. Jacinto Serrão foi caracterizado «como a cara do futuro e a cara em quem a juventude aposta para servir a Madeira». D As eleições de domingo também devem servir para que os madeirenses dêem um sinal de reprovação ao Governo da República, pois, nos últimos três anos, a sua «política desastrosa» só trouxe ao país «recessão, crise e desemprego». Neste sentido, Sócrates manifestou-se confiante de que o PS vai alcançar o melhor resultado de sempre na Madeira. D [ENTRETITULO]PS confia na Ponta do Sol D Jacinto Serrão admitiu, ontem, que «não será difícil ao Partido Socialista eleger um deputado pela Ponta do Sol». No final do comício de São Martinho, o líder regional lembrou que, há quatro anos, o PS só precisava de mais 69 votos para eleger um representante parlamentar por aquele círculo. Presentemente, «na Ponta do Sol, o PS está em claras condições para eleger um deputado, até porque temos um excelente candidato (José Manuel Coelho), que tem granjeado a simpatia do eleitorado».
Miguel Fernandes Luís

Poderá Filipe Malheiro vir a criticar abertamente Alberto João Jardim no Ultraperiferias?


Mas qual é o problema?

Relações governos socialistas e PS: tudo o que o Basta Que Sim disse já foi confirmado


A não ser o facto de o então SG do PS, ainda na Oposição e não no Governo, ter vindo à Madeira durante a (pré?) campanha de 2004, tudo o que aqui está escrito sobre as relações entre os Governos Socialistas e o PS-M foi já confirmado. Mas há mais esclarecimentos a fazer que não deixarão de ser feitos:
- Quem, das direcções anteriores, incluindo vice-presidentes e ou secretários-gerais e ou membros dos órgãos regionais e ou nacionais do PS, deu um contributo decisivo para o estabelecimento de um quadro estratégico das relações entre o PS nacional e o PS-Madeira. Isto vai ser esclarecido por quem não entrou em ruptura formal e ou informal com todas as direcções de que fez parte formal ou informalmente. É só aguardar.

Algumas toupeiras-de-água escondidas atrás dos micofones desligados estavam em ex-direcções do PS aquando de visitas anteriores de SG's socialistas


(A propósito da notícia de visitas de Secretários-Gerais e Primeiros-Ministros socialistas).

Nenhum Secretário-Geral do PS participou alguma vez na campanha para as eleições regionais








A propósito desta notícia, a verdade é que nem nenhum Secretário-Geral do PS esteve na Madeira nas eleições regionais. Mais: nenhum secretário-geral do PS esteve na Madeira durante o período de campanha oficial nas eleições para a Assembleia da República.
Igualmente, nenhum dos primeiros-ministros do PS se encontraram com delegações regionais do PS nas suas visitas na sua qualidade de Chefe do Governo.
Mário Soares esteve na Madeira em 1978, para dar início às regionalizações, e não se encontrou formalmente com nenhuma delegação do PS-M;
António Guterres esteve na Madeira na qualidade de primeiro-ministro aquando da inauguração do novo aeroporto e não se encontrou igualmente com nenhuma representação do PS;
José Sócrates esteve na Madeira já no final do seu mandanto anterior, e, seguindo a tradição dos seus antecessores socialistas, não marcou nenhum encontro com o PS-Madeira. Curiosamente foi cumprimentado pelo então presidente do PS-M numa visita a uma escola da Ajuda.

Espera-se a ajuda de alguns sectores oposicionistas ao CDS no PREC, processo de reapresentação em curso


No PREC do CDS - processo de reapresentação em curso (de propostas já velhas mas renovadas de outros) - que o CDS venha a ter e tenha já tido ajuda de alguns sectores oposicionistas facilmente identificáveis.

CDS já tem garantido grande destaque no Diário sobre as medidas socialistas sobre o PEC que vai (re)apresentar com nova (?) roupagem


É garantido e acho muito bem: o Diário dá grande destaque às medidas que o CDS (re)apresenta sob nova roupagem já antes apresentadas pelo PS! O objectivo é alertar os mais distraídos sobre a persistência do CDS´, face à desistência do PS, depois dos chumbos sistemáticos do PSD às suas propostas.

Na mesma linha de actuação, espera-se também que o CDS apresente medidas sobre o PEC na ALR, tal como já fez o PS


Seguindo a linha de o mesmo mas não tão forte (a tradição era o mesmo e mais forte), o CDS deverá apresentar, embora sob forma diferente ou diferenciada, algumas proposta sob a aplicação do PEC na Madeira, tal como fez o PS. É aproveitar, que a vida (política) não está fácil.

CDS, mais uma vez de acordo com uma proposta do PS, também propõe estudo sobre aterro na Avenida


Tal como o PS, o CDS devendo que "deverá ser estudada a implicação do aterro" da Avenida do Mar resultante da aluvião de 20 de Fevereiro.

Comissão Política do PS-Madeira dá apoio tácito à candidatura de Jacinto Serrão à Vice-Presidência do Parlamento


1. Ontem estive presente na Comissão Política do PS-Madeira. A Direcção do Partido submeteu a debate a decisão do PS de apresentar a candidatura de Jacinto Serrão à vice-Presidência da Assembleia Legislativa Regional.
2. O debate foi participado, tendo-se expendido argumentos à luz do Regimento, do Estatuto e da Constituição.
3. Não tendo havido nenhuma proposta de rejeição da decisão em debate, a mesma, na linha da metodologia observada em idênticas circunstâncias anteriores, foi tacitamente aprovada pela Comissão Política do Partido.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Eleição da Mesa da Assembleia da República

Artigo 23.º


1 - Os Vice-Presidentes, Secretários e Vice-Secretários são eleitos por sufrágio de lista completa e nominativa.

domingo, 11 de abril de 2010

Ando devagar porque já tive pressa, Maria Bethânia

Tocando em frente, o vídeo aqui.

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ressurgir, ALBERTO JOÃO JARDIM





E que força de Solidariedade os Portugueses revelaram em relação à catástrofe de 20 de Fevereiro, na Madeira.
Os Portugueses do próprio arquipélago, os Portugueses em todo o território nacional, os Portugueses nas mais diversas Comunidades Emigrantes.


Celebrar a Ressurreição, seja qual a óptica diferente com que A encaram cristãos e não-cristãos, tal empurra-nos para todas as descobertas e entendimentos possíveis do que seja ressurgir.
Este é o meu estado de espírito possível, relembrando o que desabou sobre a Madeira durante o meu outono de vida, o qual me trazia, feliz e serenamente, no arrumar de longa carreira política, com a memória a seleccionar o que de mais relevante o cérebro programava guardar.
E se em matéria religiosa a Ressurreição levanta tantos porquês, mais até por razões de Fé do que por posições ateístas, nestas coisas do mundo onde estamos em mera passagem – para os crentes, em desígnio de Deus, para os ateus no cumprimento de uma mera ordem biológica, mas sempre Ordem que terá axiomaticamente uma Causa primeira – voltando à terra, a estas coisas do mundo, é legítima a vontade de ressurgir, é sinal de Fé e manifestação de Esperança.
Mas é preciso começar pela descoberta dentro de nós próprios, daquilo que racionaliza o ímpeto de ressurgir.
E procurar nos outros, em espírito de comunidade, a força entre todos transmitida das mais diversas maneiras e com os sinais mais diferentes. Saber ler o querer desta força colectiva e, depois, saber organizá-la, mantendo a autenticidade das motivações, respeitando os Valores que as impelem.
E que força de Solidariedade os Portugueses revelaram em relação à catástrofe de 20 de Fevereiro, na Madeira.
Os Portugueses do próprio arquipélago, os Portugueses em todo o território nacional, os Portugueses nas mais diversas Comunidades Emigrantes.
Obrigado!
Do fundo do coração, esta é a palavra simples para dizer tudo, em vez de quaisquer adornos vocabulares.
A maneira grande – é este o termo – como eticamente se esqueceram rivalidades, atritos, queixas, para a Nação, na sua diversidade inclusivamente política, reagir afirmativamente como um todo, mostrar o seu melhor colectivo. Afirmar a Coesão nacional sem se deixar motivar por questões menores com que alguns nos pretenderam pôr uns contra os outros através da exploração negativa das diferenças legítimas e decorrentes da própria Natureza e geografia. Ao ponto de agitarem fantasmas ridículos!...
Afinal, onde andava este Portugal?
Esta Nação fantástica que sabe reagir pela positiva e se unir construtivamente ante adversidades bem dolorosas.
Tanto tempo perdido, Portugal.
Tanto tempo que todos, cada um de nós andamos a perder, quando temos todas as capacidades intactas para saber agarrar o futuro.
Basta querer. E, querer, é vontade de trabalhar. É não hesitar. É não perder tempo em tergiversações exclusivamente teóricas, redutoras, desperdícios donde não se encontram as definições imprescindíveis, nem se decide, nem se conduz a acção necessária.
Há o egoísmo, bem sei, há as vaidades insuportáveis. Mas também há processos de os anular.
Saibamos ler os sinais que resultam da catástrofe que vitimou dezenas de portugueses da Madeira.
Os sinais que esta Nação foi capaz de dar.
Que não implicam cada um abdicar das suas convicções, das suas crenças, dos seus afectos, das suas escolhas.
Implicam um novo espírito, demonstrado possível, entre todos os Portugueses. Implicam mais Solidariedade e mais Trabalho.
Afinal, Portugal está vivo. Se quiser, pode ressurgir de tanto problema acumulado.
E, se tal conseguido com o esforço de todos, já na próxima Páscoa, sejam quais as convicções de cada um, ao menos poderá dizer: «...e Paz na terra aos Homens de Boa Vontade».

Ressurgir, ALBERTO JOÃO JARDIM





E que força de Solidariedade os Portugueses revelaram em relação à catástrofe de 20 de Fevereiro, na Madeira.
Os Portugueses do próprio arquipélago, os Portugueses em todo o território nacional, os Portugueses nas mais diversas Comunidades Emigrantes.


Celebrar a Ressurreição, seja qual a óptica diferente com que A encaram cristãos e não-cristãos, tal empurra-nos para todas as descobertas e entendimentos possíveis do que seja ressurgir.
Este é o meu estado de espírito possível, relembrando o que desabou sobre a Madeira durante o meu outono de vida, o qual me trazia, feliz e serenamente, no arrumar de longa carreira política, com a memória a seleccionar o que de mais relevante o cérebro programava guardar.
E se em matéria religiosa a Ressurreição levanta tantos porquês, mais até por razões de Fé do que por posições ateístas, nestas coisas do mundo onde estamos em mera passagem – para os crentes, em desígnio de Deus, para os ateus no cumprimento de uma mera ordem biológica, mas sempre Ordem que terá axiomaticamente uma Causa primeira – voltando à terra, a estas coisas do mundo, é legítima a vontade de ressurgir, é sinal de Fé e manifestação de Esperança.
Mas é preciso começar pela descoberta dentro de nós próprios, daquilo que racionaliza o ímpeto de ressurgir.
E procurar nos outros, em espírito de comunidade, a força entre todos transmitida das mais diversas maneiras e com os sinais mais diferentes. Saber ler o querer desta força colectiva e, depois, saber organizá-la, mantendo a autenticidade das motivações, respeitando os Valores que as impelem.
E que força de Solidariedade os Portugueses revelaram em relação à catástrofe de 20 de Fevereiro, na Madeira.
Os Portugueses do próprio arquipélago, os Portugueses em todo o território nacional, os Portugueses nas mais diversas Comunidades Emigrantes.
Obrigado!
Do fundo do coração, esta é a palavra simples para dizer tudo, em vez de quaisquer adornos vocabulares.
A maneira grande – é este o termo – como eticamente se esqueceram rivalidades, atritos, queixas, para a Nação, na sua diversidade inclusivamente política, reagir afirmativamente como um todo, mostrar o seu melhor colectivo. Afirmar a Coesão nacional sem se deixar motivar por questões menores com que alguns nos pretenderam pôr uns contra os outros através da exploração negativa das diferenças legítimas e decorrentes da própria Natureza e geografia. Ao ponto de agitarem fantasmas ridículos!...
Afinal, onde andava este Portugal?
Esta Nação fantástica que sabe reagir pela positiva e se unir construtivamente ante adversidades bem dolorosas.
Tanto tempo perdido, Portugal.
Tanto tempo que todos, cada um de nós andamos a perder, quando temos todas as capacidades intactas para saber agarrar o futuro.
Basta querer. E, querer, é vontade de trabalhar. É não hesitar. É não perder tempo em tergiversações exclusivamente teóricas, redutoras, desperdícios donde não se encontram as definições imprescindíveis, nem se decide, nem se conduz a acção necessária.
Há o egoísmo, bem sei, há as vaidades insuportáveis. Mas também há processos de os anular.
Saibamos ler os sinais que resultam da catástrofe que vitimou dezenas de portugueses da Madeira.
Os sinais que esta Nação foi capaz de dar.
Que não implicam cada um abdicar das suas convicções, das suas crenças, dos seus afectos, das suas escolhas.
Implicam um novo espírito, demonstrado possível, entre todos os Portugueses. Implicam mais Solidariedade e mais Trabalho.
Afinal, Portugal está vivo. Se quiser, pode ressurgir de tanto problema acumulado.
E, se tal conseguido com o esforço de todos, já na próxima Páscoa, sejam quais as convicções de cada um, ao menos poderá dizer: «...e Paz na terra aos Homens de Boa Vontade».

PS-Madeira quer câmaras na reconstrução

O vereador socialista na Câmara do Funchal defendeu ontem a participação dos municípios na estratégia de reconstrução da Madeira depois do temporal que assolou o território em Fevereiro e exigiu explicações sobre o paradeiro de um donativo de um milhão de euros concedido à região.


"O Governo Regional tem-se limitado a informar as câmaras daquilo que pretende fazer, mas estas não querem apenas ouvir, querem participar e estar nas mesas onde vão ser tomar as decisões, as opções e definidas as linhas de estratégia para a reconstrução da Madeira", disse Rui Caetano em conferência de imprensa, citado pela agência Lusa.



O autarca realçou que estão envolvidos neste processo instrumentos fundamentais, que são da responsabilidade das câmaras, casos dos planos directores municipais, de urbanização, de emergência municipal ou cartas de risco "que o Governo Regional tem que levar em conta".



Outra preocupação expressa pelo vereador do Partido Socialista está relacionada com os apoios financeiros que foram anunciados após a intempérie: "Há uma verba, um milhão de euros, que foi anunciada logo após o temporal, da empresa Jerónimo Martins. Onde pára esse dinheiro, por que não foi entregue às câmaras, quem o tem e como está a ser gerido?", questionou.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A demissão do Governo de Santana Lopes

A demissão do governo de Santana continua a levantar polémica e acentua-se depois das declarações de Paes do Amaral. Pode dizer-se que Santana ainda não digeriu o que se passou. Mas sem entrar em grandes considerações sobre as implicações constituicionais da atitude então tomada, isto é, a dissolução da Assembleia, já que o governo não foi demitido, Santana é que se demitiu depois do anúncio da dissolução, numa atitude que não foi levada até as últimas considerações, a verdade é que não houve motivos políticos que sustentassem a dissolução do parlamento naquele momento.
Se é certo que a substituição de Barroso por Durão não sofre de nenhuma contestação do ponto de vista constitucional, ela é imcompreensível do ponto de vista político, visto que as eleições legislativas, embora sejam eleições de deputados, são politicamente condicionadas pelo candidato que os partidos apresentam a primeiro-ministro. Ou seja, Santana não tinha legitimidade política e eleitoral para ter sido nomeado.
Em síntese: discordei de Jorge Sampaio duas vezes, quanto a esta questão: não devia ter nomeado Santana primeiro-ministro quando Barroso abandonou o governo para ir para Europa, processo que ainda hoje está por contar; e discordei igualmente da dissolução do parlamento e da convocação de eleições antecipadas, isto é, uma vez tendo empossado Santana, Sampaio não apresentou razões políticas e constitucionais de fundos para dissolver o parlamento, tendo sido um acto meramente arbitrário do Presidente da República, mesmo que dentro das suas competências. Foi aqui a que Salazar chamava, ou e Mário Soares repescou, aquando da sua demissão por Eanes em 1978, uma «golpe de estado constitucional».

Autocrítica ao estilo maoísta do último Congresso do PS


Acabei de ler um excelente romance de mais de quinhentas páginas que me emprestou o meu amigo e brevemente camarada Carlos Pereira da escritora chinesa Jung Chang, Cisnes Selvagens, onde ela fala das constantes purgas do tempo de Mao, a influência do Bando dos Quatro, liderados pela mulher de Mao, na verdade eram cinco, Mao manipulava por trás, da perseguição dos Guardas Vermelhos aos membros do Partido, verdeiros militantes de uma causa pela qual lutaram e sofreram perseguições e que nunca tiveram a coragem sequer de pôr em causa o camarada Mao, não obstante as traições que os oportunistas lhes moviam. Eram obrigados a constantes autocríticas, onde os oportunistas se serviam das causas mais mesquinhas para os apoucar, acusados de capitalistas-seguidistas pelos Rebeldes incentivados por Mao e pela mulher, que desprezava os intelectuais, os artistas, os cientistas, os professores.
Também eu quero fazer a minha autocrítica ao estilo maoísta sobre o último Congresso:
1º perdi mais e muito tempo a escrevinhar até altas horas da noite em vez de intrigar contra os capitalistas-seguidistas;
2º não compreendi o alcance das críticas da Camarada Changue ao dizer-me que o meu tom de voz não era o apropriado para falar aos camaradas;
3º. não entendi, até hoje, qual era a minha culpa por um casal de camaradas militantes não me ter contactado para votar, conforme me comunicou a camarada Tingue.
4º. Não cumpri o alcance matemático de mobilizar mais trinta, exigência constante do camarada Xao, sem ele sequer saber quantos já tinha contactado, só muito tarde compreendi que, com mais trinta, só eram precisos mais nove;
5º. Ainda não consigo aceitar os modos petulantes do camarada Lin, ele que andava não sei onde;
6º. Continuo a atribuir, o que acho que é um crime de traição igual ao cometido contra Mao por quem ousava criticá-lo, toda a culpa das atitudes destes camaradas ao camarada Xao.
7º. Preciso de me retractar até ao próximo Congresso ou dizer Xao.